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A 27 de Novembro de 1961, reunia pela primeira vez a Comissão Organizadora do Ateneu Mourense. A Comissão, presidida pelo Engenheiro Hermínio de Matos Tavares, pensava então em constituir um clube recreativo e cultural, com secções de cinema, teatro e educação física infantil. A organização de palestras e conferências, a criação de uma biblioteca, um orfeão e um grupo cénico, faziam também parte do sonho inicial. Para tornar o sonho realidade, nessa mesma reunião distribuíram-se tarefas por todos os membros da comissão organizadora, da forma que se segue: Orçamento e obras: Dra. Wanda Rodrigues e Rodrigues Eng. Hermínio Tavares Eng. Rochêta Cassiano Eng. Armando de Almeida Mansos Estatutos e secretaria: Sr. José Francisco Barão Sr. José Maria Moita Sr. José Ribeiro Mesquita Angariação de sócios e fundos: Sr. Miguel Nuno Farinha Albardeiro Sr. António Reis Simões Sede: Sr. Belarmino Frade Isabel Sr. José António Madeira Canudo Sr. José Francisco Valente Figueira Dr. Colaço Pereira Janeiro Aprovação de Estatutos: Sr. Domingos Horta Sr. António Monteiro Sr. José Godinho Cunha Sr. Miguel Nuno A 2 de Março de 1962, em mais uma das reuniões da Comissão Organizadora, foram apresentados e aprovados os estatutos do futuro clube. Passado exatamente um mês, a 2 de Abril, foram os referidos estatutos aprovados pelo Sr. Governador Civil do Distrito de Beja, Dr. António Marques Fragoso. O sonho havia-se tornado realidade e o n.º 42 da rua Serpa Pinto, primeiro de forma provisória e depois definitiva, tornou-se na casa do Ateneu Mourense. Eram objetivos do novo clube, a promoção de atividades recreativas para os seus associados por meio de récitas, festas recreativas, saraus, bailes, jogos lícitos, palestras, educação física e teatro amador. A 10 de Abril de 1962 eram eleitos os primeiros Corpos Gerentes, que ficaram assim constituídos: Assembleia Geral: Presidente - José Godinho Cunha Vice-Presidente - José Francisco Barão 1º Secretário - José António Madeira Canudo 2º Secretário - Francisco Camacho Lúcio Direção: Presidente - Belarmino Frade Isabel Vice-Presidente - José Miguel dos Santos Farinha Tesoureiro - Jorge Caetano da Piedade Abreu 1º Secretário - António Gomes Monteiro 2º Secretário - Miguel Nuno Farinha Albardeiro Vogais - José Ribeiro Mesquita António Moita Pereira António Reis Simões Pedro Ferreira Ramalho Vogais Suplentes - Aureliano José Fonseca Lopes Nascimento Lourenço Conselho Fiscal - José Francisco Valente Figueira Luís Fernandes Farinha Vicente Pica Serrano No final do ano de 1962, o Ateneu contava com 238 sócios, sendo 191 efetivos, 36 auxiliares e 11 extraordinários, que geravam uma receita de 36230 escudos. A esta juntavam-se outras receitas provenientes de joias, senhas de jogos diversos, de bilhar e mesmo de empréstimos de particulares. Grande parte desta receita foi empregue em obras de reparação da sede e aquisição de móveis e utensílios para a mesma. Os primeiros anos de vida do Ateneu foram de dificuldades. Foi necessário «montar a casa», recorreu-se com frequência a empréstimos de particulares, e em 1963, foi mesmo contraído um empréstimo de 25000 escudos junto do Banco de Portugal, para fazer face a despesas de compra de mobiliário. Alguns sócios colaboraram com donativos em dinheiro, outros preferiram auxiliar com bens necessários ao funcionamento do clube. Foi o caso do Sr. Carlos Bastos de Assis Camilo, que ofereceu duas estantes em mogno para a biblioteca. O Sr. Henrique da Costa Lima preferiu enriquecer a biblioteca do Ateneu, pelo que o seu contributo constou de 32 volumes de Stefan Zweig. Muitos associados cooperaram igualmente com trabalho gratuito, de forma a melhorar as condições da sede, como aconteceu por exemplo em 1965 em que, com o auxílio de setenta sócios foi possível ampliar o salão de festas da associação. No ano seguinte, também à custa do trabalho de associados, foi possível recuperar algumas dependências que se encontravam em mau estado para aí instalar o bar. O Ateneu Mourense tornou-se pois uma realidade muito pelo esforço e contributo dos próprios associados que, desinteressadamente, colaboraram com as direções que ao longo dos anos estiveram à frente dos destinos da associação. Nos primeiros anos e no plano cultural, o destaque foi para a organização de conferências. Assim, a 7 de Janeiro de 1963, o Dr. José Fragoso de Lima foi o orador convidado para dissertar sobre o tema «Valorização do Património Artístico e Arqueológico de Moura». No mesmo ano, a 1 de Dezembro, foi organizada outra conferência que decorreu no cine-teatro Caridade, onde o Dr. Ramiro da Fonseca explanou o tema da educação juvenil. Ao longo da vida do Ateneu, em matéria recreativa, estiveram em destaque os bailes que com frequência decorriam na sede do Ateneu, muitos deles animados pela Orquestra Salúquia. Hoje praticamente não se realizam, mas o Ateneu continua a desenvolver atividades culturais e desportivas. Secções como a de ténis de mesa, andebol ou pesca desportiva tem grande tradição no Ateneu, mantendo-se ainda algumas em atividade. Em setembro de 1997 é fundado o Grupo Coral e Etnográfico do Ateneu Mourense, que passa a então a ser o grande representante desta coletividade, atuando um pouco por todo o país e mesmo no estrangeiro. O grupo destacou-se pelo seu importante trabalho de preservação e desenvolvimento do cante alentejano, tendo mesmo atuado em 2015 no espetáculo que decorreu no Centro Cultural de Belém, de homenagem ao Cante Alentejano, no seguimento da sua distinção como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Hoje o Ateneu Mourense continua de portas abertas, desenvolvendo um importante trabalho nas áreas cultural e recreativa. Parte da sua documentação mais antiga encontra-se no Arquivo Histórico Municipal, onde pode ser consultada por todos, após ter sido devidamente higienizada, acondicionada e descrita.
Imagem da Rua do Espírito Santo e portão de entrada para o espaço do antigo lagar. À esquerda do portão o espaço ocupado atualmente pela ludoteca Municipal de Moura. O Local em frente, à esquerda da imagem, é hoje ocupado pelo Centro Paroquial de Moura.
Maço composto por documentos comprovativos de receita e despesa.
Inclui um rascunho de resposta ao Sr. Meden, datado de 1833-02-25; Local de envio da carta: Entre os Rios
Chegada do Cortejo Presidencial à Escola Industrial e Comercial de Moura onde o Presidente Américo Tomás foi recebido pelos estudantes.
Maço que inclui unicamente impressos do Ramo Acidentes de Trabalho (mod. 258).
Passou o recibo da renda vencida em dezembro de 1832, a proprietária das casas D. Mariana do Carmo de Macedo.
Chegada da Comitiva à Estação Elevatória da Fonte da Telha, à frente o Ministro das Obras Publicas, Eduardo Arantes de Oliveira e o Presidente da Câmara Municipal de Moura, Francisco António Baixinho.
Contribuição de registo por título oneroso, paga pelo Sr. António Marques Duque, de Beja, pela compra que fez a António Inácio Nunes, de Safara, da 3ª parte de uma courela, no sitio da Dornalha, em Safara.
Visita da comitiva ao exterior das instalações da Fonte da Telha.
Vista Parcial das instalações da Estação Elevatória e de Tratamento da Fonte da Telha.
Testamento de Rodrigo Álvares, que segundo anotação no final do documento, havia sido merceeiro da Rainha D. Catarina, de boa memória e um dos primeiros irmãos mecânicos (não nobres) da Misericórdia de Moura, no tempo em que Brás Telles [de Meneses], havia sido provedor daquela instituição.
Para além do registo de defuntos, contém registos de entrada de carne proveniente do Açougue do Sr. José de Paula; registos de trigo entrado no celeiro da Misericórdia e mapas mensais de sustento dos presos.
Mapas manuscritos onde ficaram registadas as datas de entrada e saída de doentes do Hospital da Misericórdia de Moura. Para além das datas referidas, contém diversa informação sobre cada doente, como por exemplo: Nome, naturalidade, idade, estado civil, profissão, filiação, médico assistente, doença que motivou a entrada no hospital, aplicações terapêuticas, resultados obtidos e por último o movimento diário do Hospital.
Carta precatória de diligência proveniente do Juízo da Correição da cidade de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande registar e publicar o alvará de lei nela incluído. Alvará de lei pelo qual são ampliadas as determinações expostas nos alvarás de 20 de junho de 1774 e de 23 de junho de 1766, ordenando novos benefícios e providências para a lavoura.
Conjunto de mapas mensais onde ficaram registados os curativos e injeções administrados diariamente aos doentes (pobres e pensionistas) atendidos no banco do Hospital da Misericórdia de Moura.
Carta precatória proveniente da Provedoria da Comarca de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande cumprir a ordem nela incluida. Ordem para mandar apregoar e afixar edital a informar que quem estivesse interessado em lançar nas Comendas, o poderia fazer no dia 4 de maio do ano em curso(1791), no Tribunal da Mesa da Consciência e Ordens.
Carta precatória proveniente da Provedoria da Comarca de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande cumprir e registar a ordem nela incluida. Ordem para se não autorizar a realização de corridas de touros.
Carta proveniente da Provedoria da Comarca de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande executar a ordem nela expressa. Solicita a afixação de editais nos lugares públicos a publicitar a arrematação do Real de Água.
Carta precatória de diligência, proveniente da Ouvidoria da Correição da cidade de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande cumprir a ordem nela estipulada. Ordem para que sejam afixados editais a informar que as alcaidarias de Moura e Serpa iriam a lançamento (1786-11-15).
Documento em tudo idêntico ao anterior (ds000004, da presente subsérie), com excepção da inexistência do requerimento da certidão.
O Provedor da Comarca de Beja, envia ao Dr. juiz de Fora da Vila de Moura uma carta precatória de diligência, passada a requerimento do Provedor e mais irmãos da Santa Casa da mesma vila. A carta esclarece várias questões que teriam ficado no testamento de Ana Gomes Ravasco, que fora sepultada juntamente com o seu marido na capela-mor da igreja da Misericórdia. Em causa estavam alguns pormenores relacionados com a ornamentação da capela mor da referida igreja.
O foro então arrematado encontrava-se instituído num olival situado ao Porto de Mourão.
Documento tresladado no «tombo velho», às f.373v. a f.374, por Manuel Carrasco, tabelião público de notas. Documento não tresladado para o «tombo novo». Original datado de 1605-02-26.
O documento contém apenas a descrição dos bens que integravam a Capela de Rui Lourenço da Silveira.
Documento tresladado no «tombo velho», às f.331v. e f.338, por Manuel Carrasco, tabelião público de notas. Documento tresladado parcialmente (apenas a primeira folha, f.272v.), para o «tombo novo», por Manuel Pires Pretto, em 1720. Original datado de 1602-08-06.
Documento tresladado no «tombo velho», à f.366 a f.368v., por Manuel Carrasco, tabelião público de notas. Documento novamente tresladado para o «tombo novo», às f.133 a f.135v., por Manuel Pires Pretto, em 1720. Original datado de 1605-09-28.