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Ana Gomes, viúva de Pedro Afonso, moradora no concelho de Couto do Mosteiro (hoje extinto e anexado ao Concelho de Santa Combadão), pede uma certidão de óbito do seu filho Manuel que falecera no Hospital da Misericórdia de Moura. Manuel havia-se evadido da prisão de Couto de Mosteiro.
Petição apresentada pelo Provedor e Irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Moura, relacionada com o testamento de Inácio Mendes, que falecera no Hospital.
Petição apresentada por Domingas Solteira, que queria provar que era filha legítima de António Dias e Maria Álvares (naturais de Montalegre). Domingas Solteira tinha um irmão, também de nome António Dias, que falecera no Hospital da Misericórdia de Moura e vinha desta forma reivindicar os bens que o seu irmão deixara.
Manuel Afonso Carrasco solicitava uma certidão em como pertencia às principais famílias da vila e da sua govenança. Era filho legítimo de João Rodrigues Carrasco, bisneto de Rodrigo Afonso Palhete e sexto neto de João Rodrigues Palhete, que fora cavaleiro e acompanhara o Duque de Bragança na tomada de Azamor, levando armas e cavalo à sua custa. Para o provar apresentava um documento original, datado de 1588-08-03 (anexo ao processo).
Maria Gomes Tenreira deixou os seus bens móveis e imóveis em capela a Ana Coelha sua testamenteira. Depois da Morte de Ana Coelha os bens da dita capela passariam para a Santa Casa da Misericórdia. Processo que inclui o inventário de bens móveis e imóveis e o auto de arrematação dos bens móveis.
Carta precatória de lei, proveniente da Provedoria da Comarca de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande cumprir e registar a lei nela incluída. Inclui uma lei que altera os parágrafos 18, 19 e 20 da carta de lei de 9 de junho de 1769, sobre capelas.
Apesar de ter sido utilizado para os inventários da igreja e hospital, este livro foi primeiramente aberto para nele serem registadas as quitações das rendas e foros da Santa Casa da Misericórdia, decorria o ano de 1796. Dois anos depois e ainda sem qualquer registo efetuado foi reaproveitado para os inventários de bens pertencentes à igreja e hospital da Misericórdia.
Livro de registo das receitas e despesas da Botica da Misericórdia. Inclui termos de contas tomadas ao boticário. Contém no seu interior vários documentos avulsos referentes a compras efetuadas pelo boticário.
Escritura relacionada com um foro imposto numa courela de terra de semear, com olival e montado de azinho, sito às Figueirinhas, freguesia de Pias. Eram enfiteutas Fernando Gonçalves Colaço e sua mulher Maria da Conceição Lascas, moradores em Brinches.
Contém no seu interior uma carta dirigida aos Deputados, em que solicitavam a cedência do antigo convento do Carmo, para nele instalarem o Hospital da Misericórdia de Moura, visto que o anterior não tinha condições de salubridade (2 fls.; em mau estado de conservação, parcialmente em falta; 1879).
Caderno para assento das propriedades pertencentes à Misericórdia de Moura, contendo os seguintes campos para registo de informação: -Nº de ordem;qualidade dos bens e sua descrição; nomes dos enfiteutas;vencimentos;títulos e épocas de sua aquisição;observações. Inclui em anexo uma folha com apontamentos referentes aos bens pertencentes a José Limão, de Santo Aleixo.
Carta Precatória Requisitória, enviada pelo corregedor da Cidade de Elvas ao Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este lhe remeta as culpas que tiver sobre Manuel Alves trabalhador, preso na cadeia pública de Elvas. Inclui o traslado de uma carta enviada do Tribunal do Santo Oficio da Cidade de Évora, ao Juiz de Fora da cidade de Elvas, em que é indicada a pena aplicada por aquele tribunal ao preso Manuel Alves.
Carta proveniente da Provedoria de Beja, dirigida ao Juiz de Fora do Geral da Vila de Moura, para que este mande cumprir o estabelecido no aviso. Inclui o aviso relacionado com o imposto do Real de Água(1758-11-27).
Agravo de Gonçalo Nunes, cirurgião da Casa, contra a Mesa, por esta o ter destituído do cargo sem ter cometido falta alguma e o ter substituído por António Rodrigues Chaveiro, mancebo de 25 anos, aprendiz de cirurgia. Assinam o documento os desembargadores do Paço Dr. Cid Almeida e Dr.João Pinheiro. Cid Almeida era natural de Moura e havia sido provedor da Santa Casa da Misericórdia da sua terra natal em 1619/1920. Desempenhara também durante vários anos o cargo de escrivão da referida instituição.
Inclui todas as posturas em vigor à data de publicação do código (1923), abragendo ainda outras publicadas em códigos anteriores.
Edital a publicitar uma postura sobre a protecção aos monumentos do concelho. Engloba treze artigos aprovados pela Câmara Municipal em 9 de abril de 1943 e sancionados pelo Conselho Municipal a 28 do mesmo mês.
A Misericórdia tratava dos funerais dos pobres, o que incluía o fornecimento de mortalha e a missa pela alma daqueles que faleciam sem quaisquer tipo de bens materiais. Estas missas, bem como as que eram de obrigação da Casa (domingos e dias santos), ficaram registadas em quatro livros que abrangem o período entre 1632 e 1664.
Carta precatória de diligência, proveniente do Juízo da Correição da cidade de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande cumprir o estipulado no ofício nela incluído. Ofício a solicitar o envio dos mapas com os preços dos diferentes géneros, praticados nas diversas terras da Comarca, mapas estes que se encontravam em falta desde outubro do ano anterior.
Carta precatória proveniente do Juízo da Ouvidoria da Comarca de Beja, dirigida aos oficiais da Câmara de Moura, para que estes respondam ao requerimento de Manoel José Ferreira Branco. O requerente na qualidade de procurador da Câmara, queixava-se de que o escrivão da Câmara ocupava as funções que deveriam ser suas, nas reuniões de vereação, nas funções de igreja e mesmo nas procissões. Solicitava assim que a Câmara lhe restituísse as funções que eram legalmente da sua competência.
Carta precatória de diligência, proveniente do Juízo da Correição da cidade de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande cumprir a provisão nela incluída. Provisão a encarregar o desembargador João Gaudêncio Torres, de uma diligência nas terras que foram invadidas pelo inimigo, para avaliar o restauro das propriedades danificadas aquando das invasões francesas. Solicita que as Câmaras auxiliem o dito desembargador em tudo o que ele necessitar.