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A posse de bens, assim como os direitos adquiridos por parte da Santa Casa da Misericórdia, foram sendo comprovados ao longo dos tempos por um conjunto de documentos de grande importância para a instituição. Hoje esses documentos já não possuem valor probatório, mas detém um valor histórico de inegável interesse. Tratando-se na sua maioria de escrituras de compra e venda, aforamentos, testamentos, sentenças e outros documentos, deles se pode extrair informação histórica variada. Para além de dados sobre a história da própria instituição, desde os seus primórdios, dali podemos igualmente extrair diversa informação sobre toponímia antiga, ou sobre genealogia, por exemplo. Dos dois primeiros volumes restam apenas os cadernos, com os seus fólios numerados. Sabemos que os documentos que os constituem andariam soltos aquando da feitura do terceiro Tombo, cerca de 1650, pois o facto é referido na provisão que autoriza a trasladação dos documentos para o novo Tombo. Mesmo este último tombo terá andado desencadernado, pois a capa que hoje apresenta foi-lhe colocada já durante a segunda metade do século XX. Fazem ainda parte da presente série dois índices e uma relação dos documentos que compõem o terceiro dos tombos da Misericórdia, bem como uns apontamentos referentes a documentos que integram o segundo Tombo.
Série constituída por três livros onde se registaram termos a certificar os pagamentos obrigatórios efetuados pela Santa Casa da Misericórdia a diversas entidades individuais e coletivas. Destaque para o grande número de pagamentos efetuados pela Misericórdia a instituições religiosas da vila, com destaque para as religiosas do Convento de Nossa Senhora da Assunção, do Castelo de Moura.
Domingos Rodrigues, morador em Moura, procurador de António Andrade de Vasconcelos, recebeu de Francisco Pimenta 1200 réis, que este pagava de foro todos os anos pelo Natal. Confirma ainda ter recebido todas as importâncias referentes aos anos anteriores.
Trata-se de uma fotocópia do documento original que se encontra em exposição no Museu de Arte Sacra de Moura (Igreja de São Pedro). O original, encadernado, com capa em veludo vermelho e adornos em prata, foi tal como indicado no título, tresladado do anterior compromisso, datado de 1627 (dc00001 da presente série).
Carta precatória de diligência, proveniente do Juízo da Correição da cidade de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande cumprir a provisão nela inserida. Provisão a solicitar uma averiguação aos forais, de forma a que fossem conhecidos os direitos pagos pelo povo e assim permitir o alivio a esse mesmo povo de alguns desses tributos.
Carta precatória de diligência, proveniente do Juízo da Correição da cidade de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande cumprir e registar a provisão e decreto nela inseridos. Provisão a expulsar João José Mascarenhas de Azevedo e Silva do cargo que ocupava na Casa do Infantado. Proibe também que este volte a ocupar cargo algum na Comarca de Beja. Inclui ainda um decreto a explicitar os acontecimentos que deram origem à expulsão e castigo.
Carta precatória proveniente da Provedoria da Comarca de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande cumprir e a ordem nela incluida. Ordena a afixação de editais a publicitar o lançamento do Real de Água em todas as Câmaras da Comarca.
Carta precatória proveniente da Provedoria da Comarca de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande cumprir e registar a ordem nela incluida. Ordem com medidas destinadas a facilitar a cobrança do Real de Água, por parte dos «contratadores» do referido imposto.
Documento que contém uma breve descrição dos bens que constituíam a Capela, as obrigações resultantes da constituição de capela e a identificação do seu administrador.
Carta precatória de diligência proveniente do Juízo da Correição da cidade de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande cumprir e registar a ordem nela incluída. Inclui ordem para que seja acatado o estabelecido em dois avisos transcritos na carta, remetidos pelo Conselheiro de Estado, Sr. Conde de Vila Verde.
Carta precatória de diligência proveniente do Juízo da Correição da cidade de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande cumprir e registar a ordem nela incluída. Ordena que todos os «ministros» da Comarca não recebam pelos lugares que ocupam, mais do que aquilo que está estipulado por lei.
Carta precatória de diligência proveniente do Juízo da Correição da cidade de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande cumprir e registar a ordem nela incluída. Esclarece a forma como devem os cobradores do Subsídio da Décima Militar, fazer chegar ao Erário Régio, o dinheiro proveniente da cobrança do imposto.
Carta proveniente da Provedoria da Comarca de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande executar a ordem nela expressa. Solicita aposentadoria para o Provedor e seus oficiais, que se deslocariam a Moura no dia 6 de setembro de 1787.
Livro que foi inicialmente aberto para nele se escreverem as actas da Sociedade Filarmónica Boa União. Para esse fim foi utilizado entre 23 de outubro de 1861 e 10 de novembro de 1862. Em julho de 1867, com apenas 10 folhas utilizadas, foi reaproveitado pela Misericórdia de Moura para nele se registarem as entradas e saídas de doentes do Hospital. As actas da Sociedade Filarmónica Boa União, registadas neste livro, são o único testemunho conhecido da actividade desenvolvida pela referida instituição.
Contém apenso um registo avulso de entradas no Hospital, composto por 6 fls, contendo registos efetuados entre 12 de janeiro de 1863 e 3 de julho do mesmo ano.
Carta precatória proveniente da Provedoria da Comarca de Beja, dirigida ao Sr. Dr. Juiz de Fora da Vila de Moura, para que este mande executar a ordem nela expressa. Contém ordem para cobrança do subsídio literário relativo ao 1º semestre de 1785.
Escritura relacionada com um foro imposto numa courela de terra de semear, com olival e montado de azinho, sito às Figueirinhas, freguesia de Pias. Eram enfiteutas António Luiz Estevens e sua mulher Luzia das Neves Cavaqueiro, residentes em Brinches.