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FERNANDES, Ana Joaquina. Filha de António Manuel Fernandes e de Maria Florinda de Araújo, do lugar dos Chãos, SMP. N.p. de José Fernandes e de Francisca Gonçalves; n.m. de Luís António Araújo e de Bernarda Esteves. Nasceu a 21/3/1785 e foi batizada na igreja de SMP a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Matias de Sousa e Castro, morgado de Galvão, e sua esposa, Maria --------------------. // Nota: este assento de batismo foi feito pelo padre Carlos Domingues a 16/3/1813 a requerimento da interessada.
FERNANDES, Ana Joaquina. Filha de Josefa Fernandes, solteira, de São Bartolomeu do Couto, Tui, moradora na Vila de Melgaço, entre portas. N.m. de Cristovo Fernandes e de Maria Benta Fernandes, galegos. Nasceu a 2 de Março de 1790 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: MPF, sacristão, casado, e Ana Rosa, solteira, melgacenses.
FERNANDES, Ana Joaquina. Filha de Maria Francisca Fernandes, solteira, moradora intramuros. N.m. de Maria Fernandes, solteira, de Desteriz, Tui. Nasceu a 25/5/1790 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: António José Ribeiro e Maria Joaquina, solteira, melgacenses.
FERNANDES, Ana Joaquina. // Nasceu por volta de 1797. // Lavradeira. // Faleceu de morte repentina, nas Carvalhiças, SMP (onde morava), a 4/6/1884, com 87 anos, solteira, e foi sepultada no cemitério. // Deixou uma filha.
DOMINGUES, Serafina. // Casou com Manuel Gomes. // Moraram em Corujeiras, SMP. // Faleceu a 2/12/1808.
FERNANDES, Ana Joaquina. Filha de Manuel José Fernandes e de Maria Josefa Pinto, moradores nas Carvalhiças. N.p. de José Fernandes e de Francisca Gonçalves, do Campo da Feira, Vila; n.m. de Gregório Pinto e de Maria Alves, de Chaviães. Nasceu a 22/10/1808 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: Francisco José Pereira, mercador, e sua esposa, Ana Maria de Araújo, residentes no Campo da Feira, SMP.
DOMINGUES, Tiago. Filho de Filipe Domingues e de Tomásia Ribeira, de Santa Cristina de Baleixe. Nasceu na Galiza. // Jornaleiro. // Morou em SMP. // Casou, na igreja de SMP, a 29/8/1839, com Maria Luísa, filha de Maria Ventura Gonçalves, de Lapela, Fiães. Testemunha: AJR, mordomo. // Faleceu na Vila, em casa de Helena Ribeiro, a 10/3/1848, e foi sepultado na igreja matriz, com ofício de 8 clérigos, porque foram encontrados nos seus bolsos 7.200 réis.
FERNANDES, Ângela. Filha de António José Fernandes, veterano na Praça de Melgaço, e de Maria Luísa da Silva, lavradeira, moradores em Melgaço. Nasceu em Valença por volta de 1888. // Faleceu na Rua do Carvalho, SMP, a 7/3/1891, com três anos de idade, e foi sepultada no cemitério municipal.
FERNANDES, Ângela Maria. Filha de Manuel Fernandes, de São João de Lágeas, Ourense, e de Benta Luísa, de São Cipriano de Mouriscadas, lugar de Campo de Mouro, Tui, moradores na Rua de Baixo, SMP. N.p. de Caetano Fernandes e de Manuela Fernandes; n.m. de Francisco Luís e de Maria da (Oseira?), todos galegos. Nasceu a 27/4/1783 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: Alberto Calvino, solteiro, da freguesia de São Cristóvão de Sabostre, arcebispado de Santiago, e Ângela Maria, solteira, da freguesia de Santa Cruz de Covelo, Tui.
DOMINGUES, Violeta do Carmo. Filha de Manuel Luís Domingues e de Josefa da Luz de Sousa Araújo, moradores em Galvão. Nasceu a --/--/1904. // Faleceu naquele lugar de SMP a 16/12/1963, solteira, com 59 anos de idade. // Era irmã do padre Armando Tito.
DUARTE, Custódia. Filha de José Duarte, comerciante, e de Maria Joaquina de Carvalho, naturais da freguesia de Santo André, concelho de Vila Nova de Poiares, distrito de Coimbra. Nasceu na dita freguesia por volta de 1869. // Casou com Faustino Pedroso de Lima. // Enviuvou por volta de 1918. // Faleceu na Vila de Melgaço a 7/12/1941, com 72 anos de idade, em casa de seu filho, António Pedroso de Lima, mais conhecido por “Lima Azeiteiro”.
DOMINGUES, Virgínia Rosa. Filha de Manuel Joaquim Domingues e de Maria Joaquina Domingues, lavradores, de Alvaredo, residentes em Galvão de Baixo. N.p. de Manuel António Domingues e de Maria Ventura Gomes; n.m. de Francisca Maria Domingues, solteira. Nasceu a 21/8/1861 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Manuel António da Cunha, solteiro, lavrador, da Pigarra, e Rosa Joaquina Vasques, casada, tia paterna, de Galvão. // Faleceu em Galvão, SMP, a 17/9/1864, e foi sepultada na igreja matriz.
DUARTE, Manuel. Filho de Jacinto Duarte e de Virgínia Augusta Dias, jornaleiros, residentes na Rua do Carvalho, SMP. Neto paterno de José Duarte e de Maria da Luz; neto materno de João Manuel Dias e de Maria Inocência. Nasceu a 7/11/1879 e foi batizado a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Barreiros, solteiro, praticante na farmácia da Vila, e Aurélia Cândida de Sousa, solteira, de SMP. // Faleceu muito jovem, a 22/8/1893, e foi sepultado no cemitério municipal.
DUARTE, Jacinto. Filho de José Duarte e de Maria da Luz. Nasceu na freguesia de Areias, Ferreira do Zêzere, por volta de 1848. // Tinha 30 anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja de SMP, a 29/7/1878, com Virgínia Augusta, de 22 anos de idade, solteira, lavradora, nascida na Vila de Melgaço, filha de João Manuel Dias e de Maria Inocência. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa, casado, mordomo, e Manuel Alves Rodrigues, solteiro. // Faleceu na Rua do Carvalho, Vila, com 40 anos de idade (!), a 28/4/1885, casado, e foi sepultado no cemitério municipal. // Com geração. // A sua viúva voltou a casar (ver Luis da Purificação).
DURÃES, António Augusto (Dr.) Filho do Dr. António Joaquim Durães, natural de Paços, e de Beatriz Augusta Ribeiro Lima, proprietária, natural da Vila de Melgaço. Neto paterno de João Manuel Durães e de Francisca Caetana Pires, do lugar de Sá, freguesia de Paços, proprietários; neto materno de Carlos João Ribeiro [Lima] e de Ludovina Rosa dos Santos Lima, proprietários, da Vila. Nasceu no Campo da Feira de Fora às 13 horas de 24/7/1891, e foi batizado a 5 de Setembro desse ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // Em 1908 concluiu os preparatórios num liceu do Porto. // A 18/7/1910, na Faculdade de Direito, fez acto das instituições de direito romano e de português. // A 20/6/1912 fez exame, com distinção, da 18.ª cadeira, medicina legal, e dias depois fez exame da 19.ª cadeira, direito internacional, 5.º ano; em Julho desse ano fez exame da 15.ª cadeira, 4.º ano, ficando distinto; também fez exame da 16.ª cadeira, 5.º ano, sendo aprovado com 15 valores , e direito colonial, 13.ª cadeira, 4.º ano. // Formou-se em Ciências Jurídicas, na Universidade de Coimbra, a 13/8/1912. // A seguir abriu escritório em Melgaço, em cujo foro se estreou, a 12/11/1912, na defesa do padre José Joaquim Pinheiro, ex-pároco da Vila, conseguindo a sua absolvição; o padre fora acusado por Duarte de Magalhães de lhe ter recusado a comunhão na quaresma de 1902, praticando, por conseguinte, abuso de funções religiosas; o advogado de acusação era o Dr. Anselmo Ribeiro de Castro, advogado em Viana do Castelo. // Ainda nesse ano de 1912 foi nomeado subdelegado do Procurador da República em Melgaço, mas foi exonerado no ano seguinte. // Era um político ativo; aderira, depois de Outubro de 1910, ao Partido Republicano Português, e foi chefe, em Melgaço, do Partido Democrático, cujo líder nacional era o Dr. Afonso Costa. // Foi administrador do concelho, tomando posse a 24/2/1913, e esteve nesse cargo até Maio do ano seguinte, interessando-se pelo prolongamento do caminho-de-ferro até Melgaço, mas os seus esforços foram em vão, devido em parte à falta de recursos financeiros por parte do Estado. Também lutou pela estrada para Castro Laboreiro, mas o dinheiro era escasso nessa altura. Quis para Melgaço a luz elétrica, água canalizada, etc., mas nada disso se tornou realidade durante a sua permanência no concelho. Foi ainda diretor do “Correio de Melgaço”, a partir do número 74, de 9/11/1913, mas devido a divergências com Hermenegildo José Solheiro, proprietário do jornal, afastou-se em 1915; o seu nome só aparece como diretor e editor até ao número 142, de 23/3/1915; a partir daí já figura como editor Adriano Augusto da Costa. // Suponho que em 1913 foi candidato a deputado pelo círculo de Melgaço . // A 28/11/1913, pelas 18 horas e 30 minutos, na Portela de Chaviães, quando vinha de moto de São Gregório para a Vila, foi de encontro a umas pedras que alguém, propositadamente, colocara na estrada; ficou ferido numa perna e num braço, e a motorizada ficou estragada. // Em sessão de 28/11/1913 o tribunal da Relação do Porto deu provimento ao agravo interposto por ele, Dr. Durães, do despacho do juiz de direito de Melgaço, que o inibia de advogar em polícia correcional de parte, com o fundamento de que ele era administrador do concelho . // Em 1914 solicitou uma licença à Câmara Municipal para mandar fazer uns consertos no prédio que possuía na Rua Teófilo Braga, Vila, e para colocar umas pedras nessa rua, de maneira a não impedir o trânsito público, a qual lhe foi concedida . // Ainda em 1914 pediu a exoneração de administrador do concelho, pedido que foi aceite pelo Governador Civil do distrito. // Tudo lhe acontecia: pelas 23 horas de 2/5/1914, numa casa do lugar de Alcobaça, Lamas de Mouro, foi vítima de um acidente; estava encostado a uma varanda e esta cedeu, caindo sobre um pátio que se encontrava a quatro metros da varanda; foi socorrido por Jaime de Almeida, Macker Pinto, e por várias pessoas ali presentes. Felizmente o ferimento não era de grande gravidade; no dia seguinte regressou à Vila, onde foi analisado pelo Dr. Vitoriano. // A 7/9/1914, ele e mais três amigos, estiveram em perigo de vida em Vila Praia de Âncora, em virtude de se terem afastado da praia; foram socorridos pelos pescadores e banheiros, que os salvaram com imensa dificuldade. // Por despacho de 19/8/1915 foi nomeado notário interino da comarca de Monção, substituindo o Dr. Augusto César Esteves, que, a seu pedido, fora exonerado. Em Outubro ou Novembro desse ano foram-lhe concedidos trinta dias de licença. // Em 1916 foi-lhe oferecido de novo o cargo de administrador de Melgaço, mas recusou-o; aceitou, contudo, juntamente com o major reformado, Albino Pinto da Cunha, do Convento, Carvalhiças, o lugar de censor. Portugal entrara na I Guerra e a censura foi imposta aos meios de comunicação social. // Nesse ano de 1916 foi exonerado de notário interino em Monção. // Por causa de um artigo publicado no “Jornal de Melgaço” andou à tareia no dia 13/7/1916, quinta-feira, com o Dr. António Francisco de Sousa Araújo, no “Café Melgacense”; terminou com a intervenção de alguns amigos. // Foi advogado de defesa de “Amélia” Rodrigues, acusada de ofender a moral pública, a qual respondeu a 17/7/1916, ficando absolvida. // Casou na igreja de SMP em 1916 (o casamento civil decorrera na residência da noiva, Rua Mouzinho de Albuquerque, Valença, a 20/2/1916) com Maria Esménia, de dezoito anos de idade, de Santa Maria dos Anjos, Valença, filha de Francisco Antunes da Silva Guimarães, secretário de Finanças em São Tomé, e de Maria das Dores . // Em 1917 concorreu às eleições para a Câmara Municipal, em uma lista presidida pelo padre Francisco Leandro Álvares de Magalhães. // Em Janeiro de 1919 tomou posse do lugar de notário na Vila de Caminha. Não sei quanto tempo ali permaneceu, pois o casal partiu para África, São Tomé, nos primeiros dias de Agosto desse ano de 1919, onde ele iria desempenhar o cargo de administrador de concelho; dali embarca para Angola, onde ele esteve ao serviço do general Norton de Matos. // Em 1929 foi nomeado Governador de Benguela // De vez, em quando, vinha à sua terra natal, mais a mulher, pois filhos não tiveram, trazendo com eles os empregados, fixando-se um deles, o Joaquim, em Melgaço, onde arranjou emprego e casou. // Passava, no Cine Pelicano, alguns filmes que trazia de África, películas que mostravam a vida quotidiana dos naturais de Angola. // Em Julho de 1934 esteve em Melgaço; vinha de Benguela, onde era advogado;
DURÃES, Abel Augusto. Filho do Dr. António Joaquim Durães, natural de Paços, e da sua segunda esposa, Emília de La Sallete de Barros, de Lisboa. Neto paterno de João Manuel Durães e de Francisca Caetana Pires; neto materno de António Filipe de Barros e de Emília Perfeita dos Santos. Nasceu na Rua Nova de Melo, SMP, a 10/8/1904, e foi batizado a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Dr. Augusto César Ribeiro Lima, viúvo, proprietário, e Florinda da Glória dos Santos Lima, solteira, proprietária. // No verão de 1915 fez exame do 1.º grau, obtendo a classificação de «ótimo». // A 22/8/1916 fez exame do 2.º grau na escola Conde de Ferreira, ficando distinto. // Casou com Maria Emília da Silva Patacho. // Em 1935 era 2.º tenente da marinha. // Em 1937 já era 1.º tenente; chegou a capitão-tenente. // Em 1948 visitou Melgaço. // Em 1951 visitou novamente Melgaço, com a esposa e filhas; era tenente-capitão. // Morreu em Arroios, Lisboa, a 2/10/1952. Deixou a viúva e um filho.
FERNANDES, Águeda. Filha de Pedro Fernandes e de -------------------------. Nasceu na freguesia do Couto, Galiza, por volta de 1787. // Faleceu solteira, a 16/1/1867, com 80 anos de idade, em Galvão, SMP, onde morava, e foi sepultada na igreja matriz. // Com geração.
FERNANDES, Albina. Filha de José Joaquim Fernandes e de Maria Josefa Fernandes, rurais, moradores nas Carvalhiças. N.p. de Maria Inácia da Silva, solteira, residente no dito lugar; n.m. de Manuel José Fernandes e de Maria Josefa Pinto, do lugar de Cotos, Chaviães. Nasceu a 1/2/1845 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: Joaquim, filho de João Rodrigues da Armada, morador no Rio do Porto, e Teresa, filha de Ventura Domingues, da Quinta, Rouças. // Faleceu na Vila, solteira, sem testamento, a 24/4/1927.
FELICIANO, Manuel. Filho de Manuel Feliciano, pedreiro, da freguesia da Serra, Tomar, e de Júlia Cândida Trancoso, empregada doméstica, de Rouças, Melgaço. Nasceu na Vila a --/--/1918. // Faleceu a 5/6/1918, com 42 dias de vida.
FERNANDES, Alfredo. Filho de Maria Teresa Fernandes, peixeira, de SMP, moradora no Bairro do Carvalho. N.m. de Maria Luísa Fernandes. Nasceu a 6/7/1911 e foi batizado a 1/5/1912. Padrinhos: António José Fernandes, solteiro, trabalhador, e Rita de Jesus Alves, solteira, lavradora. // Faleceu na Vila a --/--/1912, com 16 meses de idade.
FERNANDES, Alice Augusta. Filha de José Maria Fernandes, soldado da Guarda-Fiscal, e de Rosa Maria Fiuza, doméstica. Nasceu em Almofala, Figueira de Castelo Rodrigo, a 30/9/1908. // Casou na Vila de Melgaço em 1924 com Narciso José Esteves, filho de Alfredo Augusto Esteves e de Ortelinda Augusta de Carvalho. // Residiram durante muitos anos no lugar das Carvalhiças, SMP. // Faleceu a 6/5/1982. // Com geração.
FERNANDES, Albina Joaquina. Filha de Maria Delfina Fernandes, solteira, moradora na Corga, SMP. N.m. de Francisco Joaquim Fernandes e de Maria André Alves, do dito lugar. Nasceu a 6/1/1866 e foi batizada a 8 desse mês. Padrinhos: CCS e Ana Joaquina Vaz, do sobredito lugar da Corga. // Faleceu na Vila a 31 de Outubro (de 1949?).
FERNANDES, Amândio António. Filho de Otília Augusta Fernandes e de (*). Nasceu na Vila a 11 ou 19/9/1931. // Depois da 3.ª classe não estudou mais e foi aprender a arte de sapateiro, tendo estado algum tempo em São Gregório, Cristóval. // Era gago. Devido à sua deficiência conta-se uma historieta engraçada: na década de quarenta, era ele aprendiz em uma oficina da Praça da República, eis que chega um guarda-fiscal para engraxar as botas; senta-se e começa a conversar, notando-se logo a gaguez. O rapaz não respondia às perguntas que ele lhe fazia, com medo de que o guarda pensasse que o estava a gozar. Às tantas, o indivíduo já irritado, grita-lhe: - «Então não dizes nada?! Estou aqui a falar para o boneco!» O “Castilha”, atrapalhado, olha-o nos olhos, quase a pedir perdão, e diz humildemente: - «Desculpe!» Devido ao nervosismo a palavra saiu-lhe tão mal, tão mal, que a autoridade, fora de si, levanta-se da cadeira e berra: - «Ah! Seu malandro, com que então estás a gozar-me!» O mestre do rapaz, vendo que as coisas estavam a seguir um rumo perigoso, interveio com toda a rapidez e calma possíveis, informando o guarda de que o moço também era gago. O homem ouviu a explicação e por fim dá uma enorme gargalhada – afinal ele esquecera-se de que há no planeta mais gente com o mesmo defeito. Bela lição. Botas engraxadas, dá uma gorgeta ao garoto, e promete voltar. Ficaram amigos. // Namorou na sua juventude com a Inês, filha do “Zé da Mocha”, e dessa paixão nasceu a Benvinda (ver em Gonçalves). // Abriu oficina na Rua Direita, Vila, por volta de 1955. // Foi jogador de um clube de futebol da terra e bombeiro voluntário. // A 5/10/1958 casou com Maria Ernestina, mais nova do que ele oito anos, filha de António de Sousa e de Lídia Fernandes. // Pensando que a França estava a enriquecer os emigrantes, eis que parte para esse país por volta de 1961, deixando o empregado a tomar conta da oficina. // Devido a doença grave, teve de regressar ao seu país. // Morreu a 1/3/1972. // Deixou duas crianças: José António e Otília. /// (*) O seu pai chamava-se António, era natural da Folia, Remoães, primo dos atuais donos da “Pousada do Sossego”; o Amândio (Castilha) ainda chegou a ir ao funeral do pai, em finais da década de cinquenta.
FERNANDES, Alice Batista. Filha de Felisbela Cândida Fernandes (Belabucha), peixeira. Neta materna de Maria Delfina Fernandes. Nasceu em SMP, Rua de Baixo, a 10/7/1904, e foi batizada a 13 desse mês e ano. Padrinhos: António Batista, solteiro, capitalista, e Maria Carolina, viúva, taberneira. // Casou na CRCM a 10/5/1924 com João, natural da freguesia dos Anjos, Lisboa, filho de Angelino Lopes dos Santos e de Rosa Augusta. // O seu marido morreu na freguesia de SMP, Melgaço, a 28/11/1926 (deve ser 1962). // Ela faleceu em Marvila, Lisboa, a 10/5/1977.
DOMINGUES, Maria Vitória. Filha de Lourenço Domingues e de Maria Josefa de Sousa, moradores na Rua de Baixo, SMP. N.p. de Sebastião Domingues e de Luísa Esteves Bacelar, de Penso, Valadares; n.m. de Francisco Coelho e de Maria de Sousa, da Vila de Melgaço. Nasceu a 8/2/1762 e foi batizada a 12 desse mês pelo padre Manuel José Pinheiro, vigário de Paços. Padrinho: padre Francisco Gomes de Abreu, da Vila. Testemunhas: Belchior Rodrigues e o Dr. José Luís Pinto Cardoso, também da Vila.
DOMINGUES, Maria Luísa. Filha de Manuel Joaquim Domingues e de Maria Joana Gonçalves, lavradores, de Paderne. Nasceu nessa freguesia por volta de 1839. // Taberneira. // Faleceu na Rua da Calçada, Vila, a 2/2/1890, com 51 anos de idade, casada com Joaquim José Pires, e foi sepultada no cemitério municipal. // Com geração.
DOMINGUES, Maria Ludovina. Filha de José Luís Domingues (Salgado) e de Isabel Maria Vasques, lavradores, residentes em Galvão. N.p. de Francisco António Domingues (Salgado) e de Maria Bernarda Araújo; n.m. de Manuel Vasques e de Maria Luísa Dias. Nasceu a 8/5/1870 e foi batizada a 15 desse mês. Padrinhos: Manuel José Esteves, escrivão da Fazenda, casado, e Maria Ludovina de Barros, solteira, ambos de SMP. // Casou a 3/10/1892 com Caetano Maria, filho de João Manuel Táboas e de Rosa Maria Cerdeira, de São Paio. // Morreu na Vila a 26 de Maio (de 1943?).
DOMINGUES, Maria Carolina. Filha de Francisco António Domingues e de Maria Bernardes Araújo, lavradores, residentes na Vila. N.p. de Manuel Joaquim Domingues e de Maria Luísa Vaz, de Prado; n.m. de António Bernardo de Araújo e de Ana Maria Bernardes, de Rouças. Nasceu a 21/5/1850 e foi batizada na igreja de SMP a 25 desse mês pelo encomendado padre Inocêncio José da Gaia Torres. Padrinhos: padre Caetano Celestino Soares Calheiros e sua criada Maria Antónia de Santa Maria, de São Vicente de Arnoia, Ourense. // Casou com Manuel Maria de Castro. // Faleceu no Coto, Prado, no estado de viúva, a 25/1/1938, e foi sepultada no cemitério de Prado.
DOMINGUES, Maria Agostinha. Nasceu na Galiza por volta de 1796. // Morou na Vila de Melgaço, casada com José Maria Gonçalves, também galego, exercendo a atividade de moleiros. // Morreu na sua casa de morada, intramuros, a 27/3/1870, com 74 anos de idade, viúva, e foi sepultada na igreja matriz de SMP. // Deixou dois filhos.
DOMINGUES, Maria Teresa. Filha de ---------- Domingues e de ---------------------------. Nasceu por volta de 1879. // Faleceu na vila a --/--/1931, com cinquenta e dois anos de idade.
DOMINGUES, Maria Rosa. Filha de -------- Domingues e de --------------------. Nasceu por volta de 1855. // Faleceu em Galvão de Baixo, SMP, a 7/6/1915, no estado de viúva, com sessenta anos de idade. // Com geração.
DOMINGUES, Maria Rosa. Filha de Francisco António Domingues e de Maria Bernarda Araújo, moradores em Galvão de Baixo, SMP. N.p. de Manuel Joaquim Domingues e de Maria Luísa Vaz, do Cerdedo, Prado; n.m. de António Bernardo Araújo e de Ana Maria Bernarda, da Eira, Rouças. Nasceu a 22 de Outubro de 1846 e foi batizada nesse dito dia. Padrinhos: Manuel Luís Lourenço e sua esposa, Maria Rosa Rodrigues, de Sante, Paderne. // Em 1913 morava no lugar de Galvão; nesse ano recebeu uma esmola, enviada do Brasil por Luís Manuel Solheiro; era entrevada .
FAGUNDES, António. Filho de Manuel José Fagundes, alferes do batalhão n.º 19, e de Ana Joaquina Pereira. N.p. de Isidoro Fagundes Alpoim e de Maria da Costa, de Viana; n.m. de Gabriel António Pereira e de Ana Maria, de Calvelo, Barcelos. Nasceu a 11/11/1841 e foi batizado na igreja de SMP a 16 desse mês. Padrinhos: José Caetano Baião, tenente-ajudante da praça de Melgaço, e a mãe de Cristo.
FAGUNDES, Baltazar Costa. // Foi governador da praça de Melgaço e provedor da SCMM em 1766.
FALCÃO, António Luís Rosa (Padre). // Faleceu na Vila a 10/6/1744.
ESTEVES, Vitorino Joaquim. Filho de José Bento Esteves e de Ana Emília Coelho, comerciantes. N.p. de Maurício Esteves e de Ana Fernandes; n.m. de Agostinho José Coelho e de Ana Joaquina Soares. Nasceu em SMP a 26/6/1862 e foi batizado a 7 de Julho desse ano. Padrinhos: padre António Luís Lourenço, pároco de Fiães, e tocou a coroa da Senhora, frei Monteiro, de Cavaleiros, Rouças.
ESTEVES, Zaida Olga. Filha de Justiniano António Esteves e de Lina Rosa Lourenço. N.p. de José Bento Esteves e de Ana Emília Coelho; n.m. de Maroa Miquelina Lourenço. Nasceu na Fonte da Vila, SMP, a 18/12/1910, e foi batizada a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Aurélio Araújo Azevedo, solteiro, negociante, e Júlia Cândida Esteves, solteira, proprietária. // Faleceu na casa onde nascera, a 26/11/1915, às quinze horas, devido a ter sido atingida por um tiro de espingarda, disparada pelo irmão Acácio, e pelo primo Orlando, filho de António Carlos Esteves, também miúdos. Brincavam os três quando descobriram a maldita arma; pensando que não estava carregada, apontaram-na à cabeça da mocita, puxando o gatilho. Ainda chamaram o Dr. Vitoriano, mas já era tarde. O seu funeral, realizado a 27/11/1915, esteve a cargo do padrinho da criança.
FALCÃO, João Luís Nogueira. // Morou no Rio do Porto, SMP. // Faleceu solteiro, a 6/12/1831; quando o padre chegou a sua casa já ele tinha expirado; não recebeu, por isso, a extrema-unção. Foi amortalhado em hábito de São Francisco e sepultado na igreja matriz, com ofício de mais de 20 padres.
FANQUEIRA, Maria Jacinta. // Morreu em Melgaço a 14/1/1845 e foi sepultada na igreja matriz com ofício pago pela Confraria das Almas, por ser irmã e pobre. // Era viúva de Belchior Rodrigues, naturais da paróquia galega de Parada, bispado de Tui. Moravam na Rua da Calçada, Vila de Melgaço, com uma filha.
FARIA, Jesuína Maria. Filha de --------- Faria e de --------------------. Nasceu em ---------------- a --/--/18--. // Casou com João António Teixeira. // Enviuvou a 7/7/1948. // Deve ter vindo para Melgaço depois de viúva, morar em casa da filha, Ana da Graça, que aqui estava casada com Emiliano Augusto Igrejas, alfaiate e motorista de táxi. // Era uma mulher baixinha e franzina. // Faleceu na dita casa, junto à Alameda Inês Negra, a 18/12/1956. // Não teve a felicidade de brincar com os netos, pois a filha apenas dera à luz uma criança, Ausenda, que morreu bebé. // Nota: a casa onde morreu pertence agora a Amadeu Mendes, mecânico de automóveis, de Alvaredo.
FARIA, Manuel Pinheiro (Padre). // Foi abade da Vila e provedor da SCMM em 1633 e 1652.
DOMINGUES, Manuel Joaquim. Filho de ---------- Domingues e de --------------------------. Nasceu por volta de 1854. // Faleceu no lugar das Carvalhiças, Vila, a --/--/1934, com 80 anos de idade.
DOMINGUES, Manuel Joaquim. Filho de Manuel António Domingues e de Maria Ventura Gomes, lavradores. Nasceu em Badim, Monção, por volta de 1814. // Casou com Maria Joaquina Domingues. // Faleceu a 5/12/1900, no lugar de Galvão de Baixo, SMP, onde morava, com todos os sacramentos da igreja católica, com 86 anos de idade, viúvo, sem testamento, com filhos, e foi sepultado no cemitério municipal de Melgaço.
DOMINGUES, Manuel António. Nasceu em Badim, Monção, por volta de 1776. // Lavrador. // Morou com a mulher, Maria Ventura Gomes, e filhos, em Galvão, SMP. // Morreu nesse lugar de Melgaço, a 20/11/1880, viúvo, com 104 anos de idade, e foi sepultado no cemitério municipal. // (Ver José Avelino Domingues).
DOMINGUES, Manuel António. Filho de Maria Domingues, solteira, moradora nas Carvalhiças, SMP. N.m. de Francisco Domingues e de Maria de Fontes, de S. Paio. Nasceu a 19/12/1774 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Manuel Gonçalves, solteiro, das Carvalhiças, e Maria Gertrudes Bárbara, casada com o mordomo da igreja.
DOMINGUES, Manuel António. Filho de Manuel Joaquim Domingues e de Maria Joaquina Domingues, moradores em Galvão de Baixo, SMP. N.p. de Manuel António Domingues e de Maria Ventura Gomes, residentes no dito lugar; n.m. de Francisca Maria Domingues, solteira, da Granja, Alvaredo. Nasceu a 30/3/1859 e foi batizado a 1 de Abril desse ano. Padrinhos: Manuel António da Cunha, solteiro, da Pigarra, e Maria Bernarda de Araújo, casada com Francisco António Domingues, de Galvão de Baixo, SMP.
DOMINGUES, Júlio. Filho de José Joaquim Domingues, de Prado, e de Maria Rosalina Domingues Pereira de Castro, de Rouças. N.p. de António Bento Domingues e de Maria Rosa Fernandes; n.m. de Maria Luísa Domingues Pereira de Castro. Nasceu na Vila a 5/4/1952. // Faleceu de acidente de mota, na Alameda Inês Negra (Avenida das Tílias), a 2/8/1974. // Solteiro.
DOMINGUES, Lúcio Joaquim. Filho de Carlina Rosa Domingues, solteira, moradora na Rua da Calçada, SMP. N.m. de Manuel José Domingues e de Maria Rosa Lourenço, lavradores, da Barronda, Tangil, Monção. Nasceu a 13/10/1869 e foi batizado a 17 desse mês. Padrinhos: Joaquim António, solteiro, feitor de Luís de Sousa Gama, governador da Praça de Melgaço, morador na Serra, Prado, e Miquelina Rosa Rodrigues, solteira, da Calçada, SMP.
DOMINGUES, Juventino Arédio. Filho de Manuel Luís Domingues, negociante, e depois de casado emigrante em Belém de Pará, e de Josefa Luz de Sousa Araújo, moradores em Galvão, SMP. N.p. de José Domingues (defunto) e de Maria Teresa Domingues, de Lamas de Mouro; n.m. de Diogo Manuel Sousa Araújo, professor, e de Teresa de Jesus Rodrigues (defunta), de Midão, Paderne. Nasceu a 25/10/1885 e foi batizado a 2/11/1885. Padrinhos: António Cândido Sousa Araújo e Castro, de Paderne, e Joaquina Rosa de Sousa Pinto, de Remoães, solteiros. // Irmão do padre Armando Tito Domingues. // Numa das cartas do pai, emigrante no Brasil, datada de Outubro de 1889, pode ler-se: «Quatro anos são os que tu completas hoje, meu querido filho, e eu que todo o dia de hoje, apesar das ocupações que tive, não pude tirar-te da imaginação, agora mesmo que são onze e meia da noite, vou dedicar-te alguns minutos, transmitindo para o papel um pálido reflexo do que se passa no meu coração…» . // Faleceu no Rio de Janeiro a 29/5/1941, de doença pulmonar.
ESTEVES, Samuel Augusto. Filho de Arlindo Augusto Esteves e de Gomezinda Manuela Alves. Nasceu a 10/1/1944 (ou 1945). // Emigrante em França.
ESTEVES, Silvana Rosa. Filha de Caetano Maria Esteves e de Maria de Jesus Soares, moradores intramuros. N.p. de Francisco José Esteves e de Maria Joana Martins; n.m. de Maria Luciana Gomes, solteira, de intramuros, Vila. Nasceu a 18/8/1857 e foi batizada a 21 desse mês. Padrinhos: Caetano Maria de Abreu Mosqueira, casado, de SMP, e Rosa Joaquina Gomes da Rosa, solteira, de Cerdedo, Prado. // Faleceu em Prado, em casa do irmão Cândido Augusto, comerciante na Serra, a 17/12/1938 .
ESTEVES, Rufino. Filho de Francisco Esteves e de Cândida Rosa Ribeiro, do Louridal, SMP. N.p. de Manuel Esteves e de Teresa Fernandes, de Lordelo, Desteriz, Tui; n.m. de Jerónimo Ribeiro e de Antónia Teresa Rodrigues, do Louridal. Nasceu a 12/9/1854 e foi batizado a 17 desse mês e ano. Padrinhos: Domingos Lopes, filho de Maria Josefa da Cunha, viúva, de SMP, e tocou por madrinha Maria das Dores, sobrinha do padrinho.
ESTEVES, Rufino António. Filho de João Manuel Esteves e de Ana Maria Pereira, moradores na Corga, SMP. N.p. de Ana Joaquina Esteves, solteira; n.m. de António José Pereira e de Maria Ventura Marques, de Merelhe, Paços. Nasceu a 9/6/1853 e foi batizado a 13 desse mês. Padrinhos: Manuel José Rodrigues Lima, solteiro, e Teresa (filha de João José de Araújo), de São Julião, SMP.
ESTEVES, Rosa Teresa. // Morou na Rua do Carvalho, SMP. // Lavradeira. // Faleceu solteira, de repente, em casa de Maria Ventura Soares Calheiros, na Rua de Baixo, a 25/12/1880, com 60 anos de idade, e foi sepultada no cemitério. // Deixou um filho, mas estava ausente.
ESTEVES, Vitorino Cândido. Filho de (*) Francisca Alves, ou Vasques (**), lavradeira, natural de Quintela de Leirado, partido judicial de Celanova, província de Ourense, moradora na Rua do Carvalho, SMP. Nasceu na Vila de Melgaço a --/--/1858. // Era solteiro, alfaiate, quando casou na igreja de SMP a 2/7/1879 com Maria do Carmo (exposta), de 27 anos de idade, solteira, batizada em Messegães, Valadares, Monção, criada de servir. Testemunhas: CCS e Luís Manuel Rodrigues, casado, alfaiate, ambos de SMP. // Finou-se na Rua do Espírito Santo, SMP, a 9/5/1912, casado. // Sem geração. /// (*) Consta que era filho de Francisco Esteves. /// (**) Francisca Alves, ou Francisca Vasques, faleceu em 1884.
ESTEVES, Ventura. // Morou no Carvalho, SMP. // Faleceu a 12/6/1831, viuva de Bernardo Pires, e foi amortalhada com hábitos de freira e sepultada na igreja matriz.
ESTEVES, Vitorino Augusto. Filho de José Manuel Esteves, jornaleiro, e de Rosa Emília Fernandes, moradores em Galvão de Baixo. N.p. de Maria Joaquina Esteves; n.m. de Águeda Fernandes, da freguesia do Couto, bispado de Tui. Nasceu a 3/2/1860 e foi batizado a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Vitorino Laureano Fernandes, criado de Gaspar Pereira [de Castro], de Galvão de Cima, e Maria Bernarda de Araújo, de Galvão de Baixo.
ESTEVES, Telmo Sérgio. Filho de Francisco José Esteves, pedreiro, natural de São Paio, e de Amélia Estefânia Dias, da Vila. N.p. de Manuel Joaquim Esteves e de Rosa Maria Domingues; n.m. de António Joaquim Dias e de Maria Benedita Ribeiro. Nasceu em São Julião, SMP, a 1/7/1899 e foi batizado a 20 desse mês e ano. Padrinhos: Duarte de Magalhães e sua esposa, Sérgia Anguiano, proprietários. // Casou a 23/8/1919, em Matosinhos, com Angelina Rosa, de 35 anos de idade, filha de José dos Anjos Pinto e de Joaquina Rosa Lourenço, natural de Chaviães, Melgaço. // Residiam em Leixões; também possuíam uma casa em São Julião. // Em 1933 era sócio do restaurante e hotel “Amélia”, sito em Leixões. // A sua esposa faleceu em Leça da Palmeira a 24/4/1959. // Casou em segundas núpcias a 13/5/1960, na Conservatória de Matosinhos, com Olívia, de 25 anos (!) de idade, filha de António Proença e de Henriqueta Teixeira, natural de Vila Marim, Mesão Frio. // Morreu em Leça da Palmeira, concelho de Matosinhos, a 13/10/1961.
ESTEVES, Valdemiro (*). Filho de Alfredo Augusto Esteves e de Otelinda (ou Urtelinda) Augusta de Carvalho, proprietários. N.p. de Francisco Augusto Esteves e de Rosa Cândida Ribeiro; n.m. de José Joaquim de Carvalho e de Maria Jacinta Eodrigues. Nasceu nas Carvalhiças, Vila, a 6/5/1907, e foi batizado a 12 desse mês e ano. Padrinhos: José Ferreira Las Casas Junior, solteiro, proprietário, e Maria Rosa Las Casas, viúva, proprietária. // Jornaleiro. // Morou no lugar onde nascera. // Casou na CRCM a 15/11/1956 com Urbana Augusta, filha de António Joaquim Lourenço e de Rosa Cerdeira, lavradores, naturais da Vila. // Faleceu a 18/2/1977. // Sem geração. // Era conhecido por “Miro Funga”. /// (*) Também pode ser Wlademiro.
DOMINGUES, José Maria. Filho de José Luís Domingues e de Isabel Maria Vasques, moradores em Galvão de Baixo, SMP. N.p. de Francisco António Domingues e de Maria Bernarda Araújo, de Ferreiros, Prado; n.m. de Manuel Vasques, de Gondosa, S. Martinho de Meis, arcebispado de Santiago, Galiza, e de Maria Luísa Dias, da Carreira, São Paio. Nasceu a 30/4/1868 e foi batizado a 5/5/1868 (ou nasceu a 30/3 e batizado a 5/4). Padrinhos: José Avelino Domingues, casado, caseiro na Quinta de Corujeiras, SMP, e sua avó paterna. // Casou, a 15/9/1921, com Maria das Dores, filha de João de França e de Isabel de França.
DOMINGUES, José Manuel. Filho de João Manuel Domingues e de Palmira Antónia Alves, taberneiros, moradores na Vila. N.p. de Manuel Joaquim Domingues e de Maria Benta Marques, residentes em Remoães; n.m. de Diogo Manuel Alves e de Rosa Maria Nogueira, lavradores, de Chaviães. Nasceu no Campo da Feira de Dentro, a 10/10/1868, e foi batizado a 22 desse mês e ano. Padrinhos: José Maria de Sousa e sua mulher, Ana Rosa Domingues, do lugar da Quinta, Rouças.
DOMINGUES, José Manuel. Filho de Manuel Joaquim Domingues e de Maria Joaquina Domingues, moradores em Galvão de Baixo, SMP. N.p. de Manuel António Domingues e de Maria Ventura Gomes, moradores no dito lugar; n.m. de Francisca Maria Domingues, solteira, da Granja, Alvaredo. Nasceu a 29/7/1853 e foi batizado a 1/8/1853. Padrinhos: Manuel Moreira, solteiro, criado do padre Caetano Celestino Soares Calheiros, de Galvão, e Maria Bernarda de Araújo, casada com Francisco Domingues, de Galvão. // (É possível que seja o mesmo que casou com Rosa Margarida Pinto; era moleiro e morava com a mulher e filhos na Rua do Rio do Porto, SMP; faleceu nessa Rua a 25/3/1884, com 32 anos, sendo sepultado no cemitério municipal).
DOMINGUES, José Joaquim. Filho de Antónia Maria Domingues, solteira, moleira, moradora no Rio do Porto, SMP. Neto materno de Francisco Domingues e de Maria Teresa, de São Romão de Ucha, termo de Prado. Nasceu a 30/4/1821 e foi batizado a 3 de Maio desse ano. Padrinhos: João Vicente, solteiro, do Campo da Feira, e sua irmã, Maria Teresa. // Nota: em 1874 havia um regedor com este nome – será ele? .
DOMINGUES, José. Filho de ---------- Domingues e de -------------------------------------. Nasceu em ------------, por volta de 1884. // Morreu a --/--/1931, com quarenta e sete anos de idade, no hospital da SCMM.
DOMINGUES, João Manuel. Filho de Isabel Domingues, de Arnoia, Galiza. Nasceu a 31/1/1810 e foi batizado na igreja de SMP nesse dito dia. Padrinhos: João Manuel Torres e Joaquina Maria Azevedo, da Vila.
DOMINGUES, Joana Joaquina. // Faleceu na Calçada, SMP, a 10/4/1836, e foi sepultada na igreja matriz.
DOMINGUES, Isabelinda Albana. Filha de ---------- Domingues e de ------------------------. Nasceu por volta de 1912. // Faleceu na Vila a --/--/1916, com apenas quatro anos de idade.
DOMINGUES, Isabel Maria. // Nasceu por volta de 1869. // Faleceu no lugar da Corga, SMP, a --/--/1929, com sessenta anos de idade.
DOMINGUES, Gaspar Joaquim. Filho de Manuel Joaquim Domingues e de Maria Joaquina Domingues, caseiros na Casa e Quinta dos Frades de São Bernardo (extintos), sita em Cavaleiros, Rouças. N.p. de Manuel António Domingues e de Maria Ventura Gomes, de Galvão, SMP; n.m. de Francisca Maria Domingues, da Granja, Alvaredo e Paderne. Nasceu em SMP a 5/7/1856 e foi batizado a 8 desse mês. Padrinhos: Gaspar de Castro, de Galvão, e Margarida de Castro, todos de SMP. // Em 1913 morava em Galvão; nesse ano recebeu uma esmola, enviada do Brasil por Luís Manuel Solheiro . // No natal de 1915 recebeu mais $50, dinheiro enviado pelo dito senhor. // Em 1917 recebeu outra esmola de $50; na mesma altura receberam a mesma importância Josefa Barrenhas, Rosa do Claro, e viúva de Júlio Almeida, de Galvão.
DANTAS, Ludovina Rosa. Filha de Luís Manuel Dantas e de Josefa Maria Soares, moradores no lugar de Galvão de Baixo. Neta paterna de Lourenço José Dantas e de Maria Benta Esteves; neta materna de Luís Caetano Soares e de Antónia Luísa Pinto. Nasceu na vila de Melgaço a 22/6/1846 e foi batizada na igreja a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Joaquim de Sá Vilarinho, caixeiro que foi de Francisco Pereira, da Vila, e Maria Joaquina Soares, tia materna da criança. // Casou na igreja de Prado a 21/3/1897 com José Caetano (Ganchola), filho de António José Marques e de Clara Rosa Fernandes, natural do lugar da Corredoura, Prado, de quem ficou viúva. // Em segundas núpcias casou com Manuel Boaventura Rodrigues (Sem Orelha), filho de José Boaventura Rodrigues e de Mariana Domingues, de Merufe, Monção. // Residiu em Prado, onde faleceu, no lugar do Rego, ou Ferreiros, a 28/1/1932, com 85 anos de idade.
DANTAS, Ludovina Rosa. Filha de Manuel Joaquim Dantas e da sua segunda esposa, Maria Rosa Domingues. Nasceu a --/--/1877. // Casou com Secundino Augusto (Ferreiro), filho de Francisco Manuel da Cunha e de Caetana Maria. // Enviuvou a 7/11/1944. // Faleceu a 3/12/1953. // Mãe de José Cândido Dantas.
DANTAS, Manuel Joaquim (Cantra). Filho de Luís Manuel Dantas e de Josefa Maria Soares, lavradores, residentes em Galvão de Baixo, SMP. N.p. de Lourenço José Dantas e de Maria Benta Esteves, do Barral, Paderne; n.m. de Luís Caetano Soares e de Antónia Luísa Pinto, de Galvão. Nasceu em SMP a 11/4/1833 e foi batizado três dias depois. Padrinhos: Manuel António Dantas, do Barral, e Maria Joaquina Soares, de Corujeiras, tios do neófito. // Era solteiro quando casou na igreja da Vila a 7/6/1862 com Maria Emília, de 30 anos de idade, solteira, natural de Prado, filha de João Manuel Dias e de Maria Teresa da Costa, lavradores, residentes no lugar da Serra, Prado, neta paterna de Lourenço José Dias e de Benta Antónia Fernandes, e neta materna de Belchior José da Costa e de Ana Pereira. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa e Joaquim Lourenço dos Santos, guarda da Alfândega, moradores na Vila. // Foi oficial de diligências da administração do concelho de Melgaço. // Enviuvou e casou em segundas núpcias com Maria Rosa Domingues. // Morava com a nova esposa na Rua da Calçada, SMP, quando morreu afogado, no Rio Minho, a 17/3/1880. O padre que elaborou o assento de óbito não sabia onde ele fora sepultado. // Com geração.
DANTAS, Manuel José. Filho de Adolfo Augusto Dantas, natural da Vila, e de Joaquina Rosa Vaz, natural de São Paio, trabalhadores rurais. N.p. de Manuel Joaquim Dantas e de Maria Emília Dias; n.m. de Joaquim Vaz e de Ana Rosa Gomes. Nasceu nas Carvalhiças, SMP, a 10/5/1907, e foi batizado a 14 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Gomes, casado, criado de servir, e Teresa de Jesus Teixeira Pinto, solteira, doméstica. // Casou a 22/4/1930 com Constança, de 22 anos de idade, natural de Penso, filha de Silvino Durães e de Marcelina Rosa Alves. // Morreu na freguesia de Santa Marinha, Gaia, a 5/11/1980. // Com geração.
DANTAS, Maria Rosa. Filha de --------- Dantas e de ----------------------. Nasceu a --/--/1850. // Faleceu nas Carvalhiças a --/--/1922, com 72 anos de idade.
DANTAS, Miguel Carlos. Filho de Luís Manuel Dantas e de Josefa Maria Soares. Neto paterno de Lourenço José Dantas e de Maria Benta Esteves, de Paderne; neto materno de Luís Caetano Soares e de Antónia Luísa Pinto, da Vila. Nasceu a 7/2/1840 e foi batizado na igreja de SMP a 10 desse mês e ano. Padrinhos: Carlos Câncio Gomes da Ribeira e Maria Joaquina Soares, tia do batizando.
DANTAS, Rosa Teresa. Nasceu em SMP por volta de 1840. // Lavradeira. // Faleceu no estado de solteira, a 4/3/1880, na sua casa de Galvão, com quarenta anos de idade, e foi sepultada no cemitério público.
DANTAS, Júlio Augusto. Filho de Luís Manuel Dantas e de Josefa Maria Soares. N.p. de Lourenço José Dantas e de Maria Benta Esteves, do Barral, Paderne; n.m. de Luís Caetano Soares e de Antónia Luísa Pinto, de Galvão de Baixo. Nasceu a 9/2/1842 e foi batizado na igreja de SMP a 12 desse mês. Padrinhos: Carlos Câncio Gomes e Maria do Nascimento, de Melgaço.
DANTAS, José António. Filho de Luís Manuel Dantas e de Josefa Maria Soares, moradores em Galvão de Baixo, SMP. N.p. de Lourenço José Dantas e de Maria Benta Esteves, do Barral, Paderne; n.m. de Luís Caetano Soares e de Antónia Luísa Pinto, de Galvão. Nasceu a 11/12/1848 e foi batizado a 15 desse mês. Padrinhos: Manuel Joaquim de Sá Vilarinho (familiar de António Máximo Gomes de Abreu), da Vila, Maria Joaquina Soares, tia materna da criança. // Era solteiro, lavrador, quando casou na igreja de SMP a 25/3/1875 com Angelina da Luz, de 20 anos, solteira, filha de António José Alves e de Carlota Rosa Alves, do Souto, Prado, neta paterna de Maria Rosa Alves, solteira, de Âncora, Caminha, e neta materna de José Luís Gomes de Abreu e de Maria Teresa Domingues de Castro, de Prado, Melgaço. Testemunhas: CCS, mordomo, e sua filha, Maria Joaquina de Sousa. Moraram em Prado. // Em 1907 habilitou-se à herança de seu filho José Augusto (ou José António), falecido no estado de solteiro em Cabal, posto militar de Bocoio, comarca de Benguela, África. Correram éditos de 30 dias (26/11/1907). Era escrivão Miguel Frederico Pita de Vasconcelos, e juiz S. Ribeiro. // Enviuvou a 16/2/1927. // Faleceu a 9/12/1928.
DIAS, Ana Augusta. Filha de Caetano Maria Dias, alfaiate, e de Palmira Rosa Gonçalves, doméstica, ambos da Vila. N.p. de João Manuel Dias e de Inocência Antónia; n.m. de Ludovina Rosa Gonçalves. Nasceu no Bairro do Carvalho, SMP, a 12/6/1902 e foi batizada a 3 de Julho desse ano. Padrinhos: José Augusto Pires, solteiro, farmacêutico, e Ana de Sousa Lobato, casada, doméstica. // Namorou com João Manuel Lourenço (João do Armindo) e dessa paixão nasceu Maria da Anunciação, que casou com seu primo, José Edmundo Dias. // Faleceu na freguesia do Coração de Jesus, Lisboa, a 16/8/1981.
DIAS, Ana Joaquina. Filha de Joaquim José Dias e de Ana Caetana Solheiro, moradores intramuros. N.p. de Lourenço José Dias (defunto) e de Benta Pereira Fernandes, galegos, residente nas Carvalhiças; n.m. de Manuel Solheiro e de Josefa Esteves, residentes intramuros. Nasceu a 12/10/1833 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: João José Álvares de Barros e esposa, Ana Joaquina de Castro, moradores no Campo da Feira de Dentro. // Faleceu na Vila a 2/3/1916, solteira. // Mãe de José Joaquim Dias, comerciante em Santos, Brasil, e avó de Vítor Cândido Dias, residente nessa cidade brasileira, entre outros.
DIAS, Amadeu Maria. Filho de Caetano Maria Dias e de Palmira Augusta Gonçalves, ambos da Vila de Melgaço. Neto paterno de João Manuel Dias e de Inocência Antónia; neto materno de Ludovina Rosa Gonçalves. Nasceu em Évora-cidade, a 6/1/1888. // Latoeiro por profissão e músico por paixão. // Em 1914, e a seu pedido, a Junta de Paróquia da Vila passou-lhe um atestado de pobreza. // Em 1917 foi preso pela autoridade administrativa, juntamente com João Gonçalves, João de Almeida, e António Augusto Esteves; eram suspeitos de terem assaltado as igrejas de Alvaredo, Prado e Vila, a 27/2/1917, terça-feira, roubando vários objetos, avaliados em 100$00. Para os interrogar e tratar da respetiva investigação foram requisitados dois agentes de polícia: Manuel António Loureiro e Reinaldo de Sousa Lima. Passado algum tempo foram postos em liberdade por nada se ter apurado acerca deles. A seguir foram presos três homens e uma mulher para averiguações; vieram de Braga, mas os agentes chegaram à conclusão de que eles eram “apenas” carteiristas; e os gatunos, para provarem que eram mestres nessa arte, gamaram a carteira do secretário da administração, que a seguir devolveram. Assim, de Melgaço seguiram presos para Monção, onde tinham roubado umas quantas carteiras. // Viveu maritalmente com Cândida “Chaufera”, que lhe deu uma filha – Palmira (em 2013 ainda estava viva e morava em Braga). Depois viveu com Maria Fernandes da Silva “Penica” (1898-1980), filha de Albina Fernandes e de António da Silva, a qual Maria já tinha, antes de se juntar com o Amadeu, três filhos: duas raparigas (Maria Emília e Salomé) e um rapaz (Augusto Carlos), todos os três de apelido Lopes. Da união com a Maria “Penica” nasceram: Maria Helena, Maria de Fátima, Maria de Lurdes e Acácio Dias. // No período do carnaval mascarava-se e, juntamente com o Trauliteiro, e outros, fazia rir meio-mundo com as suas piadas. // Na sua juventude cometeu alguns excessos, andou com más companhias, o que lhe custou bem caro. // Contam-se algumas histórias engraçadas a seu respeito, algumas serão verdadeiras, outras inventadas. // Morreu a 26/6/1965 (na campa está registado 28/6/1967)
DIAS, Amélia Estefânia. Filha de António (Teotónio) Joaquim Dias, ferreiro, natural de Prado, e de Maria Benedita da Ribeira. Nasceu na Vila a --/--/1864. // Casou em primeiras núpcias com José Joaquim Cardoso, ferreiro, natural de Rouças, de quem ficou viúva. // Matrimoniou-se segunda vez, na igreja de SMP, a 23/4/1899, com Francisco José Esteves, de 26 anos de idade, natural de São Paio, filho de Manuel Joaquim Esteves e de Rosa Maria Domingues. // Em 1919 e 1920 morava em Leixões, onde era proprietária do “Hotel Amélia”; nesses anos visitou Melgaço. O negócio devia-lhe correr bem, pois mandou fazer à sua custa uma festa a São Sebastião na igreja matriz da Vila. // Faleceu em São Julião, SMP, a 10/7/1939 (!). // Mãe de Telmo Sérgio Dias Esteves {casou em Agosto de 1919, em Leça de Palmeira, com Angelina Rosa Pinto «ambos desta vila e residentes em Leixões»}.
DIAS, Beatriz. Filha de José Joaquim Dias “Brasileiro”, e de Paulina Júlia Rodrigues, taberneira, ambos da Vila, moradores no Campo da Feira. N.p. de Ana Joaquina Dias; n.m. de Francisco Rodrigues e de Maria Rodrigues. Nasceu a 3/6/1893 e foi batizada a 19 desse mês e ano. Padrinhos: António Augusto de Medeiros, sargento da Guarda-Fiscal, viúvo, da freguesia de Santa Maria, Murça, arcebispado de Braga, e Maria Carolina Fernandes, viúva, da Vila de Melgaço. // Faleceu a 2/6/1896.
DIAS, António José. // Soldado veterano. // Morreu em SMP, a 22/11/1835, e foi sepultado na igreja matriz.
DIAS, Albina do Rosário. Filha de António (Teotónio) Joaquim Dias, ferreiro, natural de Prado, e de Maria Benedita da Ribeira, natural de Paços, moradores na Assadura, SMP. N.p. de Sebastião José Dias e de Domingas José Rodrigues; n.m. de José António Fernandes da Ribeira e de Mariana Esteves. Nasceu a 30/4/1862 e foi batizada a 3 de Maio desse ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, solteiro, comerciante, do Campo da Feira, e Maria Rosa Ribeiro, moradora em Paços.
DELAVALLE, Henrique. // Faleceu intramuros, SMP, a 4/10/1866, de repente, com 31 (ou 36) anos de idade «e sendo desconhecido nesta terra». Segundo informações colhidas pelo padre, o defunto era casado com Maria Garelo, ambos da freguesia de Engio, bispado de Génova, reino de Itália, cuja filiação e tudo mais se ignorava. Constava ter deixado filhos na sua terra. Foi sepultado na igreja matriz da Vila de Melgaço.
DASSIER, João Batista (Dr.) // Foi juiz de fora em Melgaço de 1759 a 1765. Um dos escrivães da altura era Manuel da Cunha, também “alcaide do juízo”.
CASTANHEIRA, Manuel Bento. Filho de Maria Josefa Castanheira, solteira, moradora intramuros. N.p. de Domingos Gabriel Castanheira e de Vicência Joana. Nasceu a 16/12/1812 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: José Bento da Costa Guimarães e Mariana Antónia, residentes no Campo da Feira.
DIAS, Francisca. // Morreu a 21/2/1844, viúva de Manuel Simões, de SMP, e foi sepultada na igreja matriz, com ofício de 20 padres, por ser irmã da Confraria das Almas.
CASTANHEIRA, Luís Manuel. Filho de Francisco José Castanheira e de Teresa Antónia Rodrigues. N.p. de Domingos Gabriel Castanheira e de Vicência Joana; n.m. de Maria Rodrigues. Nasceu a 16/2/1829 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: Manuel Inácio Pinheiro, do Barral, Paderne (representado pelo padre Manuel Joaquim Quintela) e José António Araújo Cunha Pereira, da Gaia, S. Paio (representado por António Manuel da Cunha, da Vila). // Faleceu a 22/1/1831.
DIAS, Francisca Luísa. Filha de Francisca Antónia Dias, de Pomares, Paderne, residente na Vila. Neta materna de Manuel Dias e de Isabel Vaz, padernenses. Nasceu em SMP a 6/4/1796 e foi sopeada em casa nesse dia por Maria Luísa de Araújo, solteira, da Vila, recebendo os santos óleos na igreja dois dias depois. Madrinha: a dita Maria Luísa.
DIAS, Caetano Maria. Filho de João Manuel Dias, jornaleiro, de Melgaço, e de Inocência Antónia, lavradeira, de Alveios, Galiza. N.p. de Joaquim José Dias e de Ana Caetana Solheiro, rurais, de SMP; n.m. de Maria Antónia, solteira, de Alveios, Tui. Nasceu na Vila a 15/11/1863 e foi batizado na igreja de SMP a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Caetano Maria Dias, solteiro, jornaleiro, tio paterno do neófito, e Maria Josefa Lopes, casada. // Tinha 21 anos de idade, era solteiro, alfaiate, quando casou na igreja de SMP a 18/7/1885 com Palmira Augusta, de 22 anos de idade, solteira, sua conterrânea, filha de Ludovina Rosa Gonçalves, todos moradores na Vila. Testemunhas: António Caetano de Magalhães, solteiro, escrevente, e Caetano Celestino de Sousa, casado, mordomo da igreja. // Moraram no Bairro do Carvalho. // Devem ter ido trabalhar durante algum tempo para o Alentejo, pois em 1888 nasceu-lhe um filho, Amadeu, em Évora. // Em 1914, e por proposta do presidente da Câmara Municipal, foi nomeado zelador municipal da Vila; já era o encarregado da limpeza pública. // Em 1916 a Câmara Municipal adjudicou-lhe a iluminação da Vila para o ano seguinte por 200$00. // Em 1922 já estava viúvo; em Dezembro desse ano a sua casa, sita extramuros da Vila, sofreu um incêndio. // Faleceu na Vila a 20/4/1935. // Com geração.
DIAS, Edmundo. Filho de Caetano Maria Dias, alfaiate, e de Palmira Augusta Gonçalves. N.p. de João Manuel Dias e de Inocência Antónia; n.m. de Ludovina Rosa Gonçalves. Nasceu no Bairro do Carvalho, SMP, a 28/7/1899 e foi batizado a 3 de Agosto desse ano. Padrinhos: Vítor Manuel Calheiros, viúvo, das carvalhiças, e Maria Rita Alves, viúva, proprietária, da Rua da Calçada. // Em 1912 esteve no hospital da SCMM em tratamento; nesse ano, a 13 de Junho, juntamente com outros rapazes da Vila, foi julgado em audiência de polícia correcional, acusado de no dia 1/6/1911 ter furtado lenha de um monte da Assadura, pertencente a Ana Joaquina Vasques, viúva de José Cândido Gomes de Abreu; o tribunal condenou-o a dez dias de prisão e a três dias de multa, a 100 réis por dia. // Em sessão da CMM de 19/6/1912 foi-lhe concedido um atestado de pobreza. // Casou a 20/6/1923 com Almira Augusta, de 22 anos de idade, também da Vila, filha de Ilídio Cândido de Melo e de Olímpia dos Anjos Rodrigues. // Foi funileiro e músico da banda. // A partir de 1930 o casal passou a morar nos Esparizes, Galvão, numa casa por ele mandada construir. // A sua esposa faleceu na Vila a 29/4/1982, com 81 anos de idade. // Ele morreu a 22/1/1985, com 85 anos de idade. // Com geração. // Dele contam-se mil estórias; umas, bem engraçadas, outras de gosto duvidoso.
DIAS, Elísia Cândida. Filha de Virgínia Augusta Dias, viúva, criada de servir, de SMP. // N.m. de João Manuel Dias e de Maria Inocência, jornaleiros. Nasceu no Bairro do Carvalho, SMP, a 4/12/1890, e foi batizada a 8 desse mês. Padrinhos: António Rodrigues, casado, padeiro, morador na Vila, e Elísia Cândida Pires, solteira, criada de servir, de SMP. // Faleceu a 14/12/1890.
DIAS, Estefânia Emília. Filha de António (Teotónio) Joaquim Dias, ferreiro, natural de Prado, e de Maria Benedita Ribeiro, natural de Paços, moradores em SMP. N.p. de Sebastião Tomás Dias e de Domingas José do Souto, lavradores, de Prado; n.m. de José António Ribeiro e de Mariana Esteves, lavradores, da Grova, Paços. // Nasceu a 13/5/1864 e foi batizada a 26 desse mês e ano. Padrinhos: padre José Joaquim Pires, do Govendo, Paços, e Amália da Glória, solteira, da Vila. // Casou a 2/1/1884 com José Joaquim, nascido em Rouças por volta de 1861, filho de José Joaquim Cardoso e de Maria Justina Gonçalves. // Faleceu a 10/7/1939.
CASTILHO, Domingas. // Morou no Forte do Campo da Feira de Dentro. // Era viúva de Manuel Soares quando faleceu, em SMP, a 16/10/1846, sendo sepultada na igreja matriz. Fizera testamento. Tinha apenas uma pequena casa, a qual deixou a António Joaquim Pereira de Araújo (Cavalheiro), seu herdeiro, por suportar todas as despesas na saúde e doença até ela ser sepultada. Deixou apenas um ofício, e por sua alma pagou 200 missas.
DIAS, Bento José. Filho de Salvadora Armada, moradora intramuros (e de Bento Dias). N.m. de Bertolo da Armada e de Escolástica Carpinteira, residentes que foram na Vila. // Casou na igreja de SMP a 20/7/1803 com Rosa Maria, filha de António José Antunes (Guimarães) e de Maria Benta, de Valença (Santo Estêvão). Testemunhas: Luís Manuel Domingues, Manuel Pereira Novais, e António Eusébio, mordomo da igreja. Moraram na Rua Direita, SMP. // Enviuvou a 5/5/1821. // Voltou a casar, na mesma igreja, a 8/7/1837, com Maria Helena, filha de Manuel Pereira Novais e de Maria Rosa Gomes, da Vila. Testemunhas: Carlos Câncio Gomes e seu irmão, Joaquim Bruno. // Nota: deve ser o mesmo senhor que faleceu no estado de casado, a 29/4/1838, na Vila, e foi sepultado na igreja matriz.
CASTILHO, Francisco António. Filho de Domingas Castilho, de Parada, Tui, moradora na Pigarra, Melgaço. N.m. de Bernardo Castilho e de Eusébia Gomes, também galegos. Nasceu a 17/3/1803 e foi batizado na igreja de SMP nesse dia. Padrinhos: Francisco António Lourenço e esposa, Maria Rosa Gonçalves, caseiros na Pigarra.
DIAS, Bento José. // Casou com Rosa Maria Rodrigues, de quem ficou viúvo. // Matrimoniou-se em segundas núpcias, na igreja de SMP, a 6/8/1821, com Maria Josefa, filha de Francisco Manuel Monteiro Marques (defunto) e de Maria Rosa, todos da Vila, moradores intramuros. Testemunhas: padre Manuel J. Quintela, do Outeiro Alto, padre Luís José de Faria Machado, e António Joaquim Rodrigues, mordomo da igreja. (Deve ser o mesmo de baixo).
CASTANHEIRA, Matias Luís. Filho de Domingos Gabriel Castanheira e de Vicência Joana (*). N.p. de Gabriel Castanheira e de Maria Antónia de Ribas; (n.m. de Luís Barbosa e de Rosa Varela da Cunha, de Caminha). Nasceu a 2/12/1773 e foi batizado a ---. Padrinhos: Matias da Silva Soares e Luísa Pires, solteira. Testemunhas: Francisco Gomes, mordomo, e seu irmão, José Gomes. /// (*) Vicência Joana era enjeitada.
