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BALEIXO, Jorge Caetano. Filho de Manuel Inácio Baleixo e de Maria Joaquina Solheiro, moradores no Carvalho, intramuros. N.p. de Bernardo José Baleixo e de Ana Maria Afonso, residentes nas Carvalhiças; n.m. de Manuel Solheiro e de Josefa Esteves, galegos. Nasceu a 23/1/1845 e foi batizado em casa, por debilidade, e depois na igreja. Padrinhos: tio paterno, Jorge Caetano Baleixo, casado com Maria Helena, e tia materna, Ana Solheiro. // Era solteiro, alfaiate, quando casou na igreja de SMP a 31/3/1872 com Claudina Rosa, de 20 anos de idade, solteira, de SMP, filha de Manuel Joaquim Lourenço e de Ana Bernarda Dias, lavradores. Testemunhas: Manuel Joaquim Gonçalves, de Prado, e Maria Emília Carvalheira, da Quinta de Corujeiras. // Em 1915 morava em Galvão; no natal desse ano recebeu a esmola de $50, enviada do Brasil por Luís Manuel Solheiro. // Morreu em SMP a 19/9/1917. // A sua viúva faleceu em Surribas, Rouças, a 28/2/1938, com 86 anos de idade. // Com geração.
VIEITES, Bento. // Foi casado com Ana Maria, do lugar da Carreira. // Faleceu a 8/8/1833 e foi sepultado na igreja no dia seguinte.
BALEIXO, Isabel de Nazaré. Filha de Doroteia Cândida Baleixo, solteira, criada de servir. N.m. de Maria Joaquina Baleixo, solteira, camponesa, ambas de SMP. Nasceu na Rua da Misericórdia a 10/5/1901 e foi batizada a 13 de Junho desse ano. Padrinhos: José Ferreira de Las Casas, casado, capitalista, e Maria Julieta dos Santos Lima, filha-família. // Faleceu «repentinamente de desgraça», a 24/3/1908, às cinco horas da tarde, na estrada do Rio do Porto, e foi sepultada no cemitério paroquial.
VIEITES, Augusta de Jesus. Filha de Francisco José Vieites, natural de São Paio, e de Benedita de Jesus Esteves, natural de Paderne, lavradores, residentes no lugar dos Lourenços. Neta paterna de Francisco José Vieites e de Claudina Rosa Alves; neta materna de Manuel Esteves e de Maria José Gonçalves. Nasceu em São Paio a 24/9/1903 e foi batizada a 27 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Vieites e Ludovina Rosa Cunha, solteiros, camponeses, do lugar dos Lourenços. // Casou na CRCM a 29/3/1924 com Amadeu Augusto Marques. // Faleceu em São Paio a 12/9/1969.
VIEITES, Armindo Augusto. Filho de Luís Vicente Vieites e de Joaquina Rosa Rodrigues, lavradores, sampaienses, residentes no lugar de Carvalha Furada. Neto paterno de Francisco Vieites e de Claudina Rosa Alves; neto materno de Constantino da Assunção Rodrigues e de Matildes da Graça Domingues. Nasceu em São Paio a 2/5/1908 e foi batizado a 5 desse mês e ano. Padrinhos: José Joaquim Rodrigues e Joaquina Rosa Rodrigues, solteiros, lavradores. // Casou na CRCM a 11/8/1933 com Augusta da Pureza Gonçalves, de 31 anos de idade, natural de Rouças, filha de Adriano Gonçalves e de Maria Táboas. // Morreu na sua freguesia natal a 30/9/1961.
ALMEIDA, Gaspar Octávio. Filho de Gaspar Eduardo de Almeida e de Albina Rosa Vasconcelos Mourão Passos, proprietários. Neto paterno de Maria Caetana de Almeida (!); neto materno do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos e de Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão. Nasceu em Galvão a 15/10/1906 e foi batizado a 18 de Novembro desse ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, casado, comerciante, e Josefina Augusta Vasconcelos Mourão Passos, solteira, proprietária. // A 9/8/1913 sofreu um desastre: saltou de um carro, caindo no chão com violência; feriu-se na cabeça e mais partes do corpo «sendo ainda atingido por uma das rodas do veículo, que lhe amolgou as costelas». // A 12/7/1916 fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, obtendo um «ótimo». // Casou a 15/12/1930 na igreja de Santos-o-Velho, Lisboa, com Zélia de Jesus, filha de José Ferreira de Barros Caulino e de Maria José Neto Moreira (filha do melgacense Manuel de Jesus Moreira). Foi comerciante na capital do país. // Faleceu na Vila de Melgaço a 11/1/1984. // Pai de José Eduardo, nascido em 1932, e de Vítor Manuel, médico (nascido em 1934, batizado em Setembro desse ano na igreja matriz de SMP, tendo por padrinhos Artur Passos Pires Teixeira, comerciante na Vila de Melgaço, e Albina Rosa Vasconcelos Mourão Passos, avó paterna do neófito).
ABREU, José Joaquim. // Morou ao pé da Misericórdia, SMP. // Morreu solteiro, a 12/4/1848, não estando em seu perfeito juízo, e foi sepultado na igreja matriz da Vila, com ofício das almas, de que era irmão. // Era muito pobre.
ALMEIDA, Geraldo Jácome (Gui). Filho de Augusto Jaime Mosqueira de Almeida e de Maria Cristina Pita Barros. Nasceu em SMP a 15/4/1922 e foi batizado a 15/4/1923. Padrinhos: avô materno, António Filipe de Barros, viúvo, morador na Vila, e Higina Adelaide Mosqueira de Almeida, tia paterna do batizando. // A 24/7/1933 fez exame do 2.º grau, ficando distinto. // Em 1935 frequentava o Colégio de Santa Teresinha do Menino Jesus, em Prado; nesse ano foi a Viana, ao Liceu Gonçalo Velho, fazer exame do 2.º ano, ficando «aprovado», com a média de 10,5 valores. No ano letivo 1938/1939 frequentou o Liceu de Gonçalo Velho, juntamente com Antonino Arsénio Gomes Pinheiro. // Foi funcionário da Aviação Naval (apoio terrestre); em 1948 queixava-se que não recebera o aumento a que tinha direito. // Parece que morou na casa do Dr. Juiz Pinto, em Lisboa. // Morreu solteiro, a 7/8/1987, na freguesia do Campo Grande, Lisboa, de acidente com elevador; abriu a cancela, entrou, mas o elevador não se encontrava nesse andar, mas sim noutro.
ABREU, José Joaquim. Filho de João Luís de Abreu e de Maria Rosa. N.p. de Manuel de Abreu e de Maria Gonçalves; n.m. de José Gomes de Araújo e de Isabel Domingues, todos da Vila, moradores intramuros. Nasceu a 13 de Dezembro de 1795 e foi batizado na igreja de SMP pelo padre António José Domingues, de Lamas, a 17 desse mês e ano. Padrinhos: José Bento Costa e Maria Joaquina, solteiros, melgacenses.
ALMEIDA, Herculana do Rosário. Filha de Maria Caetana Marques, solteira, costureira, natural de Cristóval. Neta materna de Ana Rosa Marques, solteira, natural de Paços, moradora na Vila de Melgaço. Nasceu na Rua da Calçada, SMP, a 26/10/1867, e foi batizada a 3/11/1867. Padrinhos: Francisco José Gomes e Herculana do Rosário Barreiros, esta casada com Francisco Barreiros, boticário (farmacêutico) na Vila.
ABREU, José Manuel. Filho de Tomaz José Gomes de Abreu e de Constança Teresa de Araújo. Neto paterno de Leão José Gomes de Abreu e de Maria Pereira da Costa Araújo; neto materno de Manuel António de Araújo e de Maria Gonçalves. Nasceu na vila de Melgaço a 9/11/1796 e foi batizado pelo padre Carlos Domingues a 8 de Dezembro desse ano. Padrinho: António José de Araújo Lima, residente no Porto. Testemunhas: Luís Manuel Araújo, António Luis Fernandes… // Acerca dele escreveu o Dr. Augusto César Esteves: «Foi uma das vítimas do miguelismo local pois, [por] longos dias, viu coar-se a luz do dia através das grades das cadeias, onde o encarceraram; mas debaixo desta vil perseguição ao homem talvez estivesse e se escondesse uma inconfessada luta de interesses patrimoniais movida pelo ódio de melgacenses poderosos malquistados com o progenitor deste desditoso moço. Viu-se, contudo, compensado após Dona Maria II ser aclamada, em Melgaço, rainha de Portugal pois, por carta real de 4/11/1843, foi-lhe confirmada a nomeação de escrivão camarário, cargo que ocupou sempre com muita proficiência e grandeza de isenção.» // Casou com Joaquina de Jesus (Jascão?), filha de José Cardoso de Campos, da freguesia da Senhora da Piedade, e de Joana da Purificação, de São João Batista de Ruivás, ambas pertencentes à diocese de Lamego, moradores no Porto. O casal residiu no lugar da Corga e na Rua de Baixo, de Santa Maria da Porta, Melgaço. Por ter sido acusado de corrupção, abandonou o cargo a 11/8/1843. // Morreu no estado de pobreza, a 23/6/1848, e foi sepultado na igreja da Santa Casa da Misericórdia, somente com ofício de sepultura. Seu irmão, António Máximo, mandou-lhe fazer um ofício de dezasseis padres no dia 1/7/1848. // A sua viúva faleceu a 1/3/1871. // Com geração.
ALMEIDA, Jacob Duarte. Filho de Manuel da Silva Almeida e de Maria Josefa de Carvalho (*), lavradeira. Neto paterno de António Duarte de Almeida e de Josefa Rosa da Silva; neto materno de Júlio Cândido de Carvalho e de Ana Joaquina Pires. Nasceu na Rua Direita, SMP, a 8/1/1900, e foi batizado a 15 desse mês e ano. Padrinhos: Domingos Alves do Poço, casado, pintor, e José Maria Alves, solteiro, serralheiro. // Caiador. // Casou a --/--/1921 com Maria das Dores Alves. // Enviuvou a 19/10/1954. // Casou a 16/12/1956, em novas núpcias, com Leopoldina da Esperança Dias (**), de Paderne. Padrinhos da boda: Armando Gonçalves, funcionária das Finanças, e sua mãe, Deolinda Rosa Douteiro. // Chegou a viver com a segunda mulher e filhos desta na Galiza, mas no início da década de sessenta voltou para Melgaço. // Faleceu na Vila a 3/3/1969. // Teve filhos de ambas as esposas: da 1.ª quatro, e da segunda seis, além de um filho que gerou numa galega. /// (*) Em Janeiro de 1900 os pais do Jacob ainda estavam solteiros. /// (**) Leopoldina da Esperança, antes de se tornar namorada do Jacob, o que aconteceu por volta de 1939, já tivera dois filhos de outro (ou outros) homem – Maria Augusta e Alípio; em 1941 deu à luz Manuel Henrique, já filho do Jacob.
ALMEIDA, Felismina do Rosário. Filha de Joaquim José Nunes de Almeida e de Maria Teresa da Assunção Mosqueira, proprietários, moradores intramuros, SMP. N.p. de Ana Josefa de Almeida, solteira (e de José Nunes); n.m. de Caetano Maria de Abreu Mosqueira, casado, e de Vitória da Cunha, solteira. Nasceu a 2/10/1860 e foi batizada a 10 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Joaquim Lobato (por procuração de José Albano Nunes de Almeida, tio da batizanda, negociante em Pará, Brasil), e Caetano Maria de Abreu Mosqueira, proprietário, morador intramuros, Vila. // Faleceu solteira, na Rua de Baixo, a 17/10/1883.
ALMEIDA, Francisco Bernardo. Filho de José Manuel de Almeida e de Ana Fernandes, moradores na Vila. N.p. de Domingos de Almeida, solteiro, e de Domingas Armada, solteira; n.m. de Josefa Fernandes, solteira, todos de SMP. Nasceu a 12/4/1824 e foi batizado na igreja matriz a 15 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Bernardo Pereira e João António Abreu Cunha Araújo, filho do capitão-mor.
ABREU, José Cândido. Filho de Tomaz António Gomes de Abreu e de Mariana Gertrudes de Abreu Magalhães, proprietários, da Vila de Melgaço. Neto paterno de Tomaz José Gomes de Abreu e de Constança Teresa de Araújo; neto materno do Dr. João Caetano Gomes de Abreu Magalhães e de Maria Bárbara Morfi Ervelha Gaioso e Puga. Nasceu na Calçada, SMP, a 16/8/1825, e foi batizado na igreja católica três dias depois. Padrinhos: o seu avô paterno e Teresa Clara Pereira da Gama, moradora na Rua da Calçada, SMP. // Desde jovem que se dedicou ao comércio. Teve estabelecimento no Campo da Feira de Fora. Foi por vezes vogal do Conselho Munipal, presidente da Câmara (nas décadas de oitenta e noventa do século XIX), mandando construir a capela e casa depósito do cemitério, abrindo – ou alargando – duas ruas: a do Rio do Porto (onde ele teve um estabelecimento de fanqueiro, mercearia, etc.) e a Rua Nova de Melo; foi juiz substituto de 1870 a 1879, e em mais períodos, além de provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgço (1868 a 1898). Como provedor, mandou erguer o Hospital da Misericórdia, inaugurado a 16/10/1892, cujo edifício serviu no século XX (depois da década de oitenta, salvo erro) de Escola Superior (pólo de Viana do Castelo). // Foi Cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, comenda concedida pelo Governo a 17/2/1886. // A 6/11/1887 surgiu o jornal “O Melgacense”, cujo redator principal era o Dr. António Joaquim Durães. Sobreviveu quatro anos. A seguir, em Janeiro de 1892, nasceu o “Espada do Norte”, dirigido pelo padre António Avelino do Outeiro, natural de Paços. Durou um ano, ou seja, até Dezembro de 1892. Lê-se em Melgaço, Sentinela do Alto Minho, de ACE, II parte, 2.º volume, página 209: «Apareceu depois, num último esforço para captar as simpatias dos leitores do primeiro semanário, um outro periódico – O Melgacense – propriedade e administração de José Cândido Gomes de Abreu e redação do padre Aníbal de Vasconcelos Passos (…) Nem um ano deitou fora (1893), que se todos respeitavam José Cândido como homem de grande iniciativa e de bondoso coração, muitos não o toleravam como político.» // Os seus negócios eram abrangentes: depositário da Companhia de Tabacos, agente dos Bancos Comercial e Aliança, e ainda agente de uma funerária. // Casou na Vila de Melgaço catolicamente, a 27/12/1894, com a sua governanta de muitos anos, Ana Joaquina, nascida na vila, SMP, por volta de 1833, filha de João Manuel Vasques e de Vicenta Gomes. Testemunhas presentes: Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, médico do partido municipal, e sua esposa, Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão, moradores na Vila de Melgaço. // Ana Joaquina Vasques não lhe deu filhos, mas José Cândido gerou em Joaquina Gomes, solteira, da Vila de Melgaço, filha de Joana Gomes, de Cecriños, Galiza, uma criança do sexo feminino, a quem deram o nome de Paulina Cândida, nascida no lugar do Barral, Paderne, a 24/7/1852, a qual ele reconheceu como filha (ver). // Em 1896 na estação de Nine, numa das suas viagens de negócios, quando se dirigia para a cidade de Braga, roubaram-lhe a carteira com 115 mil réis e vários documentos. // Em 1907 foi eleito presidente da A.S.M. (C.A.M.); tinha como vice-presidente Hermenegildo José Solheiro. Tomaram posse a um domingo, 21/7/1907, na Escola Conde de Ferreira. // Morreu a 16/12/1908, na sua casa do Campo da Feira de Fora, SMP, sem sacramentos, devido ao seu estado de saúde, com testamento, e foi sepultado no cemitério municipal. // Teve mais de cem afilhados, alguns dos quais foram contemplados no seu longo testamento. O resto dos seus bens deixou-os à viúva e a outros parentes. // Passados quarenta anos da sua morte, o “Mário de Prado” escrevia no “Notícias de Melgaço”: «… foi um homem invulgar, dotado de extraordinária força de vontade e excepcional espírito de iniciativa.» Pede aos conterrâneos que lhe ergam um busto numa das praças, mas até hoje ninguém ousou dar esse passo. Aliás, a Câmara Municipal, presidida por Rui Solheiro, atribuiu ao Largo da Calçada (ou Praça José Cândido Gomes de Abreu) o nome de Praça Amadeu Abílio Lopes, um pigmeu comparado com José Cândido. Lê-se no Notícias de Melgaço n.º 1003, de 2/12/1951: «LARGO GOMES DE ABREU – Começaram as obras de calcetamento no Largo JCGA e oxalá em boa hora elas sejam feitas. Precisadinho estava, pois sendo o sítio da principal entrada da Vila, há muito vinha pedindo o cuidado de o arranjarem convenientemente. E, como um dos limites da Vila, por terem desaparecido os quintais de Gomes de Abreu e Bento Dias, é hoje este Largo, torna-se necessário dar disso conhecimento ao varredor das ruas para que a vassoura municipal também a percorra. Sim, que a vassoura municipal se gaste aqui como nas outras partes, porque a Calçada é o coraçãozinho da Vila, pese a quem pesar, doa a quem doer.» // Escreveu o “Mário de Prado”: «Passa no próximo dia 16 do corrente mês o quadragésimo aniversário do falecimento do grande benemérito que se chamou em vida JCGA, prestigioso cidadão que ainda hoje, apesar dos quarenta anos que já se escoaram pela austera ampulheta do Tempo, nós, melgacenses, recordamos com viva e pungente saudade. Antigo presidente da Câmara Municipal deste concelho, primeiro substituto do Juiz de Direito da Comarca de Melgaço, provedor da SCMM, comendador da Ordem da Senhora da Conceição de Vila Viçosa, e conceituado comerciante da nossa praça, a sua ação honesta, inteligente e altruísta, foi sempre orientada numa diretriz que ficou assinalada na grandiosa obra de caridade que, forçosamente, será sempre lembrada com legítimo orgulho. As obras municipais que JCGA nos legou são, também, muitas e importantes. E entre todas destaca-se, e ficou a perpetuar a sua saudosa memória, o importante edifício do hospital da SCMM – a nossa Domus Caritatis – que é, pode afirmar-se, obra exclusivamente sua, e que, por si só, basta para ser apontado a todos os melgacenses como o maior e mais benemérito homem do seu tempo. JCGA foi um homem invulgar, dotado de extraordinária força de vontade e excecional espírito de iniciativa. Desinteressadamente, consagrou toda a sua vida ao progresso desta linda terra que lhe serviu de berço e sepultura. O seu passado, probo e laborioso, é, por assim dizer, um livro aberto, no qual os melgacenses bem podem colher os ensinamentos, as energias e o altruísmo que são necessários para se edificar um Melgaço maior e melhor. Pois é verdade, estimados leitores: dizia eu que faz já no próximo dia 16 do corrente quarenta anos que faleceu o comerciante Gomes de Abreu, saudoso filantropo que ainda hoje – é justo repeti-lo – apesar da poeira dos anos, todo Melgaço chora. 40 anos!... Como o tempo foge! E nós, os melgacenses, sem ainda termos liquidado uma dívida que há tantos anos trazemos em aberto. E essa dívida, embora avultada, não é impossível, nem mesmo difícil, de pagar. Estou daqui já a ouvir os estimados leitores: “se não é impossível, nem mesmo difícil de pagar, então que urge fazer para liquidá-la, ou ao menos amortiza-la”? Pouca coisa. Para amortiza-la era só preciso que no dia 16 do corrente mês se celebrassem exéquias solenes, na igreja da SCMM, em sufrágio da alma de tão saudoso extinto, findas as quais organizar-se-ia por todos os melgacenses dignos deste nome e amantes da sua terra, uma piedosa peregrinação de romagem ao cemitério onde deporia sobre o seu túmulo uma significativa coroa de flores, como preito de gratidão e homenagem póstuma à memória do maior benemérito que em Melgaço nasceu, viveu e morreu. E para liquidá-la? Para liquidá-la, é dever e obrigação, organizar-se no concelho uma comissão que se encarregue de promover e patrocinar uma subscrição pública com o fim de se angariarem os fundos necessários à aquisição do busto do grande melgacense, cuja falta há quarenta anos que se vem notando no nosso querido burgo. Ao critério e apreciação dos bons melgacenses aqui deixo as minhas paupérrimas sugestões. Dado o caso que não sejam tomadas em consideração, eu nem por isso deixarei de ficar de bem com a minha consciência por ter prestado, com estas descoloridas linhas, justiça a JCGA, ao mesmo tempo que curvar-me-ei respeitosamente, perante a sua veneranda memória com o recolhimento piedoso que sempre me inspira o dia do aniversário do seu falecimento e ainda plenamente seguro e convencido de que o seu espírito dorme tranquilo o sono dos justos junto do trono de Deus, satisfeito por na terra sempre ter semeado o Bem, única semente que germinou em tão nobre e grande coração.»
ABREU, Leão José. Filho (bastardo) de Lourenço José Gomes de Abreu Coelho de Novais e de Bernarda Teixeira, solteira (casou mais tarde com Manuel de Sousa), moradora intramuros, no Bairro do Carvalho. Neto paterno de Domingos Gomes de Abreu e de Isabel de Faria; neto materno de Francisca Rodrigues. Nasceu em Melgaço no século XVIII. // Casou a 23/2/1767, com Maria Pereira de Araújo, filha de Domingos Tomás Pereira e de Sebastiana da Costa; neta paterna de Domingos Pereira e de Teresa de Araújo, de Braga, e neta materna de Vicente Domingos e de Maria Gonçalves, de Barro, couto de Paderne. // Foi depositário das sisas na Vila e termo de Melgaço. Morou na Rua da Calçada (depois Largo José Cândido Gomes de Abreu – bisneto de Leão José). Foi também correio-ajudante e teve estabelecimento comercial. // Morreu na dita Rua da Calçada, já viúvo, a 15/4/1829. Seu corpo foi amortalhado em hábito de São Francisco e sepultado na capela da Senhora do Amparo, na igreja matriz, que ele elegera, sem ofício de corpo presente por ser em tempo proibido, que era sexta-feira santa. Fizera testamento. Deixou descendência da esposa e de uma amante, Jacinta de Araújo.
ABREU, José Maria. Filho de António Joaquim de Abreu e de Maria José Esteves, moradores no lugar de Moinhos, SMP. Neto paterno de António José de Abreu e de Ana Luísa Vieira, de Soengas, Chaviães; neto materno de Manuel José Esteves e de Ana Maria, de Lágeas, Penso. Nasceu a 25/5/1852 e foi batizado na igreja no dia seguinte. Padrinhos: José Maria Esteves (Rainha) e Maria Ludovina de Barros, todos da Vila. // Criado de servir. // Casou na igreja de SMP, a 3/7/1899, com Ludovina Rosa (Caga Mulas), de 42 anos de idade, filha de Manuel Joaquim Lourenço e de Ana Rosa Dias. Testemunhas: José Luís Lourenço, lavrador, de Gondufe, Chaviães, Constança da Luz, lavradeira, e José Dias, proprietário. Aquando do casamento reconheceram como seu filho legítimo a Joaquim (ver no apelido Lourenço), nascido na Vila a 24/8/1884 e batizado na igreja de SMP a 31 desse mês e ano. // Morreu na sua casa de Galvão de Baixo a 7/10/1911.
ABREU, Lourenço José. // Morou no lugar da Corga, SMP. // Faleceu solteiro, a 4/10/1835, e foi sepultado na igreja matriz.
ABREU, Leopoldina Amélia. Filha de José Manuel Gomes Abreu e de Joaquina de Jesus. N.p. de Tomaz José Gomes de Abreu e de Constança Teresa de Araújo; n.m. de José Cardoso dos Santos e de Joana Maria da Purificação, moradores na Sé, Porto. Nasceu a 22/5/1835 e foi batizada na igreja de SMP a 8 de Junho desse ano. Padrinhos: António Máximo Gomes de Abreu e Luciana Cândida, tios paternos da batizanda. // Casou com Bento Dias, natural de Cristóval. // Proprietária. // Faleceu a 12/9/1900, na Rua da Calçada, SMP, onde residia, com todos os sacramentos, com testamento, sem filhos, e foi sepultada no cemitério municipal.
VILA, Maria Joana Rita. // Do lugar do Barral. // Faleceu no estado de viúva, com todos os sacramentos, sem testamento, a 29/6/1857, e na igreja foi sepultada, com ofício de corpo presente de 10 padres, no dia 30.
VILA, Paula (?). // Do lugar da Ponte (?). // Faleceu a 22/1/1830 e foi sepultada na igreja no dia 24.
VINA (?), Domingos José. Filho de António Vina (?) e de Joaquina Rosa Domingues, moradores no lugar da Carpinteira. Neto paterno de Gregório Vina (?) e de Andrea Rosenda, de Vilar, freguesia de Berrio, concelho de Couto, arcebispado de Santiago, Galiza; neto materno de Caetano Domingues e de Maria Rosa Durães, do lugar da Carpinteira. Nasceu em São Paio a 17/4/1845 e foi batizado a 19 desse mês e ano. Madrinha: Maria Joaquina Alves, do lugar do Regueiro.
VIEITES, Tomaz de Aquino. Filho de Jerónimo José Vieites e de Matildes Joaquina Alves, moradores no lugar da Gaia. Neto paterno de Manuel Vieites e de Joana Esteves, de Covelo, Paderne; neto materno de Mariana Alves, de Sante. Nasceu em São Paio a 31/7/1845 e foi batizado a 2/8/1845. Padrinhos: padre Tomaz Joaquim Cunha de Araújo e sua mãe Maria Rosa Rodrigues Couto, da Casa da Gaia. // Casou com Guilhermina Rosa, filha de Manuel Francisco Rodrigues e de Maria Teresa Esteves, de Sainde, Paderne. // Com geração.
VILA, João Francisco. // Do lugar do Barral. // Faleceu no estado de viúvo, a 17 de Abril de 1834, e foi sepultado na igreja no dia 19.
VILA, Luísa Teresa. Filha de João Francisco da Vila e de Domingas Antónia de Araújo. Neta paterna de João da Vila e de Domingas Álvares; neta materna de Manuel de Araújo e de Isabel do Couto (ou Souto), todos do lugar do Barral (lugar meeiro de São Paio e Paderne). Nasceu em São Paio a 22/1/1799 e foi batizada dois dias depois. Padrinhos: João Manuel de Sousa Caldas e sua mulher, Maria, do lugar da Portela, Paderne. // Casou com Manuel Joaquim Domingues, filho de Manuel José Domingues e de Joana Maria dos Santos, do lugar da Gaia. // Faleceu com todos os sacramentos, com testamento para o espiritual, a 6/10/1860, e foi sepultada na igreja com ofício de corpo presente. Deixou três filhos de idade adulta: dois varões e uma mulher.
VILA, Manuel José. Filho de João Francisco da Vila e de Domingas Antónia de Araújo. N.p. de João da Vila e de Domingas Álvares; n.m. de Manuel de Araújo e de Isabel do Couto (ou Souto), do Barral. Nasceu em São Paio a 26/7/1801 e foi batizado a 28 desse mês e ano. Padrinho: Manuel da Vila, do dito lugar.
ALMEIDA, Eduardo Augusto. Filho de Gaspar Eduardo de Almeida e de Albina Rosa Mourão Passos, proprietários. Neto paterno de Maria Caetana de Almeida; neto materno do Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos e de Ludovina Rosa de Vasconcelos Mourão. Nasceu em Galvão a 5/10/1904 e foi batizado a 13 desse mês e ano. Padrinhos: João Eduardo de Almeida, solteiro, estudante, e Herculana Augusta de Almeida, solteira, estudante. // Em 1913 fez exame do 1.º grau na Escola Central de Cedofeita, Porto, ficando aprovado; era estudante no Colégio da Beira Mar, sito em Leça de Palmeira, Matosinhos. // No verão de 1914 fez exame do 2.º grau, no Colégio da Beira Mar, ficando aprovado. // Ainda jovem embarcou para Angola, onde – a 4/12/1925 – foi nomeado Secretário da Circunscrição Civil dos Ganguelas. // Ali faleceu, chegando a triste notícia a Melgaço a 20/5/1926.
ALMEIDA, Carlos João. Filho de João de Almeida e de Josefa Gil, moradores intramuros. N.p. de João de Almeida e de Vitória Esteves, residentes também em SMP; n.m. de Francisco Gil e de Maria Ventura Vasques, de Covelo, Galiza. Nasceu a 2/12/1805 e foi batizado a 5 desse mês e ano. Padrinhos: Carlos João Araújo e Azevedo e sua irmã, Teresa Joaquina de Araújo e Azevedo, de Melgaço.
VIEITES, Rosa Maria. Filha de Luís Manuel Vieites e de Teresa Luísa Vaz, moradores no lugar do Regueiro. Neta paterna de José Vieites e de Margarida Codesseira, do lugar de Barata; neta materna de Francisco Vaz e de Antónia Lourenço. Nasceu em São Paio a 20/6/1837 e foi batizada nesse dia. Padrinhos: os seus avós paternos. // Casou a 28/8/1867 com Manuel Joaquim, de 43 anos de idade, lavrador, filho de Domingos José Rodrigues e de Antónia Maria Alves, do lugar de Soutulho. // Com geração.
ALMEIDA, Felícia da Glória. Filha de Joaquim José Nunes de Almeida e de Maria Teresa da Assunção de Abreu Mosqueira da Cunha (filha de Caetano Maria de Abreu Mosqueira, que a reconheceu como filha que teve, sendo casado, de Vitória da Cunha, solteira, todos moradores intramuros). Neta paterna de Ana Josefa de Almeida, solteira (e de José Nunes). Nasceu na Vila a 31/8/1859 e foi batizada a 11 de Setembro desse ano pelo padre Caetano Celestino, de Galvão. Padrinhos: o seu avô, Caetano Maria de Abreu Mosqueira, e Maria Josefa da Cunha, viúva, tia materna da neófita. // Faleceu solteira e sem geração.
VIEITES, Rosa Maria. Filha de Bento Manuel Vieites e de Eufresina Carlota Gonçalves. Neta paterna de Bento Vieites e de Luísa Carvalho; neta materna de Manuel Gonçalves de Jesus e de Antónia Maria Cerqueira, todos do lugar de Sante. Nasceu em São Paio a 23/1/1857 e foi batizada a 25 desse mês e ano. Padrinhos: José Joaquim Codesseira, de Santo André, e Rosa Maria Carvalho, de Sante. // Casou a 25/5/1887 com António Ferreira, de 35 anos de idade, filho de Domingos José Ferreira e de Maria Rosa Alves, lavradores, do lugar de Sante. // Faleceu em Paderne a 18/9/1941.
ALMEIDA, Emílio. Filho de João de Almeida e de Josefa Gil, moradores na Vila de Melgaço. N.p. de João de Almeida e de Maria Vitória Esteves; n.m. de Francisco Gil e de Maria Ventura, de Santa Cruz de Covelo. Nasceu a 3/6/1810 e foi batizado na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: Salvador Rodrigues, capitão de milícias, e tocou na coroa da santa, como madrinha, Luís Manuel de Araújo, da Vila.
ALMEIDA, Júlio César. Filho de Vasco da Gama Graça de Almeida e de Benezinda Cândida Gonçalves. Nasceu na Vila a --/--/1932. // Faleceu a --/4/1933, com apenas cinco meses de vida.
ABREU, Manuel Bernardo. // Nasceu na Vila de Melgaço no século XVIII. // Era viúvo quando casou novamente, na igreja da Vila de Melgaço, a 3/4/1826, com Maria Rosa, filha de José Lopes e de Maria Casimira, da freguesia da Breia, termo de Vila Nova de Cerveira. Testemunhas: padre Bernardino José Gomes, padre Manuel Joaquim Quintela e AJR, mordomo da igreja.
ABREU, Manuel Bernardo. // Morou na Assadura, SMP. // Era mulato e pobre. // Faleceu em SMP a 7/9/1829, viúvo. Foi amortalhado em hábito de São Francisco e sepultado na igreja matriz com ofício de 20 padres.
ALMEIDA, José Manuel. Filho de Ana Josefa Almeida, solteira, moradora na Vila. Neto materno de João de Almeida e de Josefa Gil. Nasceu a 21/10/1825 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: António Joaquim, solteiro, e João Batista de Carvalho, ambos do Campo da Feira.
ABREU, Manuel. Filho de António Joaquim Gomes de Abreu e de Camila Marinho, lavradores, residentes na Assadura, SMP. Neto paterno de Clara Joaquina Gomes de Abreu, solteira, camponesa, residente em SMP; neto materno de Brandina Marinho, solteira, de Alveios, Tui. Nasceu a 24/11/1863 e foi batizado na igreja a 28 desse mês. Padrinhos: a sua avó paterna e Manuel Marinho, solteiro, rural. // Faleceu a 6/8/1864 e foi sepultado na igreja matriz.
ALMEIDA, José Manuel. Filho de Maria Joaquina de Almeida, solteira, moradora intramuros, SMP. N.m. de Maria Teresa Fernandes, solteira. Nasceu a 9/2/1867 e foi batizado a 12 desse mês e ano. Padrinhos: José Maria Lopes e sua mulher, Maria Benedita Trabaços.
ABREU, Luís Manuel. Filho de Tomaz José Gomes de Abreu e de Constança Teresa de Araújo, moradores na Calçada. Neto paterno de Leão José Gomes de Abreu e de Maria Pereira de Araújo; neto materno de Manuel António Araújo e de Maria Gonçalves. Nasceu a 17/2/1804 e foi batizado na igreja de SMP a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Luís Manuel Araújo e Luísa Caetana, melgacenses.
ABREU, Luís Camilo. Filho de Tomaz António Gomes de Abreu e de Mariana Gertrudes de Abreu Magalhães. N.p. de Tomaz José Gomes de Abreu e de Constança Teresa de Araujo; n.m. do Dr. João Caetano Gomes de Abreu Magalhães e de Maria Bárbara Morfi de Puga. Nasceu a 13/1/1828. Padrinhos: Manuel Maria da Silva Coelho e sua tia, Luísa Joaquina da Silva Coelho de Almeida, solteiros, de Monção. // Emigrou para a cidade de Pará, Brasil, onde conseguiu amealhar alguns contos de réis. Regressa à terra natal, compra casa e terrenos, tornando-se proprietário. Morou na Rua da Calçada. // Faleceu a 16/2/1894, solteiro, na casa do irmão, José Cândido, e foi sepultado no cemitério público. // Embora solteiro, gerou numa senhora (quem?) a Luís Cândido Gomes de Abreu.
ALMEIDA, José Joaquim. Filho de ----------- Almeida e de ------------------------. Nasceu por volta de 1877. // Proprietário. // Casou com Angelina de Jesus Marques. // Em 1936 movia uma acção sumaríssima contra Manuel Durães, solteiro, lavrador, do lugar da Costa, Rouças, ausente em parte incerta da Argentina; exigia-lhe o pagamento de dois mil escudos que lhe emprestara a 16/5/1931. // A 28/11/1937, pelas 12 horas, à porta do tribunal da comarca, ia haver arrematação em hasta pública de alguns bens do dito Manuel Durães para pagamento de 473$42 «e bem assim das custas acrescidas» ao exequente José Joaquim de Almeida. // A 10/6/1956 não compareceu a uma reunião extraordinária da Mesa da SCMM devido a doença – nunca mais se restabeleceria. // Morreu na Barbosa, Vila, a 25/11/1958, com 81 anos de idade. // A sua viúva finou-se também na Barbosa, a 29/4/1963, com 87 anos de idade. // Pai de Anésia, casada com Ermindo Augusto Alves. // Avô de Maria Angelina Almeida Alves e de Maria da Conceição (ou Maria de Jesus) Alves, casada com o Dr. Vitor Manuel Henriques, juiz de Direito que foi em Vila Manica, Moçambique, e de Manuel José Alves, emigrante na Argentina. // Bisavô de Manuel da Conceição, Francisco Miguel, Carlos Augusto e Vítor Manuel Henriques; e de Miriam Carolina Alves Druchmann, e de Fernando José Alves da Silva Lima.
ABREU, Luciana Cândida. Filha de Tomaz José Gomes de Abreu e de Constança Teresa de Araújo (Lima!). N.p. de Leão José Gomes de Abreu e de Maria Pereira da Costa Araújo; n.m. de Manuel António de Araújo e de Maria Gonçalves. Nasceu na Calçada a 18/10/1808. // Costureira. // Faleceu na sua casa da Calçada, solteira, a 23/6/1870, e foi sepultada no extinto convento das Carvalhiças. // Sem geração.
ALMEIDA, Joaquina Valeriana. Filha de José Gonçalves Almeida e de Isabel Maria Cerdeira, moradores na Orada, SMP. N.p. de Domingos Gonçalves Almeida e de Quitéria da Silva, de Fojozes, Porto; n.m. de Manuel António Cerdeira, de Ribadávia, e de Catarina Maria, da Orada. Nasceu a 26/5/1800 e foi batizada na igreja matriz dois dias depois. Padrinhos: Luís Manuel Costa Pinto e Joaquina Araújo Sabreda (Saavedra?), melgacenses. // Faleceu na Rua Direita, SMP, a 30/6/1836, e foi sepultada na igreja.
ABREU, Manuel Silveira (Dr.) // Foi juiz de fora em Melgaço de 1731 a 1734.
ABREU, Manuel José. Filho de Manuel de Abreu e de Maria de Araújo, moradores na Vila. Nasceu em SMP a 21/12/1754 e foi batizado pelo padre-cura António de Abreu Magalhães a 26 desse mês. Padrinhos: José Carlos Bezerra e Mariana de Abreu, residentes no Campo da Feira de Fora.
ABREU, Manuel Inocêncio. Filho de António Joaquim Gomes de Abreu e de Camila Marinho, moradores em SMP. N.p. de Clara Gomes de Abreu, solteira, da Vila; n.m. de Brandina Marinho, solteira, moradora no Louridal, SMP. Nasceu na Assadura a 7/8/1869 e foi batizado a 15 desse mês. Padrinhos: a avó materna e Inocêncio José Marinho, solteiro, tio materno do batizando.
ABREU, Manuel Caetano. Filho de José de Abreu e de Maria Josefa de Araújo, lavradores, da Vila de Melgaço, com morada no lugar da Corga. // Morreu no lugar da Gaia, São Paio, a 14/2/1874, com todos os sacramentos, no estado de solteiro. // Tinha 62 anos de idade. // Foi sepultado na igreja de São Paio. // Não fizera testamento.
ALMEIDA, João. Filho de João de Almeida e de Maria Vitória Vasques (ou Vaz). // Casou na igreja de SMP a 18/2/1798 com Maria Josefa, filha de Francisco Gil e de Maria Ventura Vasques, de Santa marinha de Covelo, Tui. Testemunhas da boda: Joaquim Daniel Salgado Torres, AXTS, e MPF. // Nota: suponho que é o mesmo que morou na Rua de Baixo, SMP, e que faleceu no estado de viúvo, a 20/11/1854, sem estar em seu perfeito juízo, e foi sepultado na igreja matriz com ofício de 21 padres, e com música, que lhe mandaram fazer dois netos, vindos do Brasil. Por ser pobre, não deixou testamento.
ALMEIDA, Joana Clara. Filha de João de Almeida e de Maria Josefa Gil, moradores intramuros. N.p. de João de Almeida, de Salzedas, Lamego, e de Maria Vitória Esteves, de S. Bartolomeu do Couto, Tui; n.m. de Francisco Gil e de Maria Ventura, de Santa Cruz de Covelo, Tui. Nasceu a 14/2/1803 e foi batizada a 20 desse mês. Padrinhos: Carlos João de Araújo Azevedo e Clara Isabel, melgacenses.
VITÓRIA LUÍSA. // Foi enjeitada pelos progenitores e batizada na igreja de São Paio pelo padre João Durães a 26/3/1809. Padrinho: Manuel José Rebelo, do lugar do Cruzeiro. // Sem mais notícias.
ALMEIDA, Joana. Nasceu na Vila de Melgaço, onde faleceu a 1/4/1840, sendo sepultada na igreja matriz.
ABREU, Firmino da Glória. Filho de António Joaquim de Abreu e de Maria José Esteves, moradores em Moinhos, SMP. N.p. de António José de Abreu e de Ana Luísa Vieira, de Soengas, Chaviães; n.m. de Domingos António Esteves e de Ana Maria Esteves, de Lágeas, Penso. Nasceu a 20/3/1849 e foi batizado na igreja matriz a 23 desse mês. Padrinhos: Caetano de Abreu e sua tia Ludovina de Abreu Cunha Araújo, do Rio do Porto.
ABREU, Francisco José. // Morou na Rua da Misericórdia, SMP. // Faleceu solteiro, a 5/7/1835, e foi sepultado na igreja matriz.
ABREU, Francisco José. Filho de João Luís Abreu e de Maria Rosa. N.p. de Manuel de Abreu e de Maria Gonçalves; n.m. de José Gomes Araújo e de Isabel Domingues, todos a residir intramuros. Nasceu a 13 de Agosto de 1788 e foi batizado na igreja matriz a 16 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco José da Costa e Teresa Josefa Pinto Cardoso, todos melgacenses.
ABREU, Francisco Manuel. Filho de José Manuel Gomes de Abreu e de Joaquina de Jesus, moradores na Corga, SMP. N.p. de Tomaz José Gomes de Abreu e de Constança Teresa de Araújo; n.m. de José Cardoso dos Santos e de Maria Manuela da Purificação, ambos do bispado de Lamego. Nasceu a 18/6/1824 e foi batizado na igreja matriz a 29 desse mês. Padrinhos: Francisco José Pereira e esposa, Ana de Araújo, do Campo da Feira de Fora, SMP, comerciantes.
ABREU, Francisco Manuel. Filho de Tomaz José Gomes de Abreu e de Constança Teresa de Araújo, moradores na Calçada, SMP. N.p. de Leão José Gomes de Abreu e de Maria Pereira Araújo, do dito lugar; n.m. de Manuel António Araújo e de Maria Gonçalves, moradores intramuros. Nasceu a 21/1/1802 e foi batizado na igreja a 31 desse mês. Padrinhos: Duarte Domingues de Araújo e sua esposa, Maria Benta, de Cristóval. // Faleceu em SMP, a 4/1/1846, solteiro. Teve ofício de clérigo geral e foi sepultado na igreja matriz.
ABREU, Francisco Xavier. Filho e herdeiro de António Xavier Marinho Gomes de Abreu. Nasceu em Viana a 22/3/1816. // Casou em 1853 com Catarina B. Sena Cardoso Pinto de Morais Sarmento, filha de Manuel José Cardoso Pinto, cavaleiro professo na Ordem de Cristo e coronel de milícias do Grão-Pará. // Foi o quinto administrador da capela da Pastoriza e vínculo do Louridal, cuja anulação requereu em 1832 e lhe foi concedida por D. Miguel em 31 de Março desse ano. // Foi este fidalgo que vendeu as terras do morgado do Louridal, por 420.000 réis, a António Máximo Gomes de Abreu, que não as chegou a usufruir, sendo as mesmas vendidas ao comendador Carlos João Ribeiro Lima a 20/4/1860. // Faleceu em 1862.
ABREU, Francisco Xavier. Filho de Lourenço José Gomes de Abreu, proprietário da vara de meirinho-mor da Vila de Monção por carta de Maria I, de 12/2/1778; 3.º administrador da capela da Pastoriza e vínculo do Louridal, etc. // Casou duas vezes, sendo a 2.ª vez com Jacinta Rosa Lobo da Cunha Malheiro Sotto Mayor, filha do senhor do morgadio do Reguengo, em São Paio de Jolda, Arcos de Valdevez.
ABREU, Gomes Gonçalves. Filho do alcaide Gomes Lourenço de Abreu. // Teve a alcaidaria de Melgaço durante a 1.ª guerra com Castela (1369-1371); fora nomeado a 19/8/1368.
ABREU, Gaspar Esteves. // Nasceu por volta de 1852. // Morou na Rua de Baixo do Rio do Porto, SMP. // Alfaiate. // Tinha 35 anos de idade, era solteiro, quando foi assassinado, em lugar incerto, a 31/7/1887, aparecendo estrangulado e esfaqueado nos limites da freguesia de Remoães. Sepultaram-no no sítio onde apareceu.
ABREU, Gomes Lourenço. // Teve a alcaidaria-mor do castelo de Melgaço no tempo de Afonso IV (1325-1357).
VIEITES, Manuel Tomaz. Filho de Manuel Joaquim Vieites e de Maria Joaquina (ou Joaquina Rosa) Codesseira, moradores no lugar da Carreira. N.p. de Bento Manuel Vieites e de Ana Maria Afonso, do dito lugar; n.m. de Manuel José Codesseira e de Maria Rosa Afonso, da Granja de Baixo, todos lavradores. Nasceu em São Paio a 16/9/1861 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: padre Tomaz Joaquim de Araújo e Cunha e Teresa Delfina Gomes Pinheiro, solteira, da Quinta da Gaia. // Faleceu no lugar da Carreira, a 24/12/1873, com todos os sacramentos, e foi sepultado na igreja.
VIEITES, Maria. // Do lugar de Sante. // Casou com José Alves, de quem enviuvou. // Faleceu a 19/7/1814 e foi sepultada na igreja de Paderne, de acordo com o seu testamento.
VIEITES, Manuel Caetano. Filho de Francisco José Vieites e de Claudina Rosa Alves, moradores no lugar dos Lourenços. N.p. de José Vieites e de Margarida Codesseira, de Barata; n.m. de Manuel José Alves e de Maria Madalena Domingues, de Cerdedo, Rouças. Nasceu em São Paio a 3/7/1845 e foi batizado a 5 desse mês e ano. Padrinho: Agostinho Luís Codesseira, de Lourenços.
VIEITES, Manuel Joaquim. Filho de Bento Manuel Vieites e de Ana Maria Afonso, lavradores, residentes no lugar da Carreira. Neto paterno de José Vieites e de Margarida Codesseira; neto materno de Manuel Afonso e de Maria Luísa Monteiro. Nasceu em São Paio a 8/7/1832 e foi batizado a 11 desse mês e ano. Padrinhos: Agostinho Codesseira e Ana Alves, de Lourenços. // Proprietário. // Casou com a sua conterrânea Maria Joaquina Codesseira, camponesa, filha de Manuel José Codesseira e de Maria Rosa Afonso. // Morreu a 29/11/1896, no lugar da Carreira, com todos os sacramentos, no estado de casado, sem testamento, com geração, e foi sepultado no adro da igreja.
VIEITES, Manuel Joaquim. Filho de Jerónimo José Vieites e de Joaquina Matildes Alves, moradores no lugar da Gaia. N.p. de Manuel Vieites e de Joana Esteves, de Covelo, Paderne; n.m. de Maria Ana Alves, de Sante. Nasceu em São Paio a 14/5/1844 e foi batizado no dia a seguir. Padrinhos: padre Ambrósio Custódio de Araújo e Cunha e Maria Rosa Rodrigues Couto, da Gaia.
VIEITES, Manuel José. Filho de Francisco José Vieites e de Claudina Rosa Alves, moradores no lugar dos Lourenços. N.p. de José Vieites e de Margarida Codesseira, do lugar de Barata; n.m. de Manuel José Alves e de Maria Madalena Domingues, de Rouças. Nasceu em São Paio a 20/1/1852 e foi batizado a 22 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Domingues, do lugar dos Lourenços, e Teresa Vaz, do lugar do Regueiro.
ALMEIDA, Ana. // Morou intramuros, SMP. // Morreu solteira, a 4/3/1853 (e só com advertência, ou declaração verbal, que fez a Francisco José Gonçalves de Sousa, para fazer o seu enterro, que foi de dezasseis padres, na igreja matriz).
ALMEIDA, Ana Josefa. Filha de João de Almeida e de Maria Josefa Gil, moradores intramuros. N.p. de João de Almeida e de Maria Vasques, de Melgaço, e aqui moradores; n.m. de Francisco Gil e de Maria Ventura Vasques, de Covelo, Tui. Nasceu a 27/9/1799 e foi batizada na igreja de SMP a 1 de Outubro desse ano. Padrinhos: Francisco José Pereira e Ana Maria Araújo, melgacenses.
ALMEIDA, Augusto Jaime. Filho de Joaquim José Nunes de Almeida e de Maria Teresa de Ascensão Abreu Mosqueira da Cunha, moradores na Vila. N.p. de José Nunes e de Ana Josefa de Almeida; n.m. de Caetano Maria de Abreu Mosqueira e de Vitória da Cunha. Nasceu no Largo da Misericórdia a 30/11/1877 e foi batizado a 5 de Dezembro desse ano. Padrinhos: Augusto César Ribeiro Lima, casado, Conservador do Registo Predial, e Felismina do Rosário Mosqueira de Almeida. // A 29/6/1892 foi padrinho, na igreja matriz da Vila, de Alberto Augusto Alves, nascido a 14 daquele mês e ano; era ainda solteiro. // Foi tesoureiro da Fazenda Pública, por ter substituído seu irmão, Caetano José. // Em Fevereiro de 1913 pescou um salmão, o qual lhe roubaram, mas acabou por recuperá-lo. // Ainda nesse ano de 1913 os gatunos arrombaram-lhe o viveiro das lampreias. // No verão de 1913 veio a Melgaço o Dr. Joaquim de Azevedo «para sindicar da forma como se procedia aos trabalhos da repartição de finanças e tesouraria deste concelho…»; essa sindicância teve origem na queixa feita pelo secretário João Fernandes Lopes, mas não deu em nada; Jaime de Almeida ficou ilibado de todas as responsabilidades. // Em Junho de 1915 tomou posse como número dois da administração do concelho; o principal, era António Joaquim de Sousa, professor. // Antes de contrair casamento com a depois regente escolar, Maria Cristina Pita Barros (pediu-a em casamento em 1921 e casou na CRCM a 16/7/1921), gerou filhos em várias mulheres! Uma delas foi Inês Baleixo, nascida em Penso a 13/3/1883, a qual teve dele três filhos: Sílvio Cândido (n. 30/10/1905); Lucila de Nazaré (n. 15/9/1907); Áureo Augusto (n. 5/8/1909). // Outra foi Albertina Augusta Ferreira (Zica); e ainda outra, Maria Ludovina Gonçalves (Picholas). // A 31/3/1921, pelas 16 horas, à porta do “Café Melgacense”, de Francisco Cardoso, deu-se entre ele e Ernesto Ferreira da Silva uma cena de pugilato por motivos políticos. Ele era monárquico, e o outro republicano. Já antes brigara com diversos indivíduos pela mesma causa – era um conservador. Em termos empresariais era dinâmico. O “Notícias de Melgaço” n.º 23, de 28/8/1921, dá-nos conta da formação de uma sociedade entre ele, o eng.º Henrique Bravo e Joaquim de Sousa Alves (antigo administrador do concelho), para juntos explorarem uma queda de água nas freguesias de Parada e Cousso. O objetivo era obterem energia elétrica. Porém, nada se concretizou. // No início de 1930 já estava muito doente. // Morreu com cirrose de fígado, no Rio do Porto, Rouças, a 16/3/1932. // Deixou, do casamento, três filhos menores.
ABREU, João Caetano. Filho de Boaventura Gomes de Abreu e de Antónia Maria de Abreu, de São Julião, arrabaldes da Vila. Neto paterno de Pedro Gomes de Abreu e de Paula de Abreu, solteira, do dito lugar; neto materno de Sebastião Esteves e de Guiomar Gomes de Abreu, da Barqueira, Alvaredo. Nasceu a 28/5/1760 e foi batizado na igreja a 1 de Junho desse ano. Padrinhos: Lourenço João António Araújo e sua esposa, Mariana Gomes de Figueiroa, residentes na Quinta do Rio do Porto, SMP. Testemunhas: padre Manuel Gomes Ribeiro e Alexandre José Silveira Lobo, sobrinho do padre Jácome. // Morou no lugar de São Julião. // Faleceu solteiro, a 2/1/1819. Teve missa de corpo presente com mais de 50 padres!
ALMEIDA, António Malafaia Freire Teles (Dr.) // Foi juiz de fora em Melgaço de 1821 a 1824. // Exerceu também o cargo de provedor da SCMM. // Quando se criaram os juízes de direito foi nomeado nomeado para a comarca de Viseu, onde esteve de 1835 a 1838.
ABREU, Jerónimo. Filho de -------- Gomes de Abreu e de ---------- Magalhães. Nasceu a --/--/17--. // Teve o cargo de sargento-mor das Ordenanças. // Morou na Quinta de São Julião, SMP. // Morreu a 16/5/1781 e foi amortalhado com o hábito de São Francisco. // Nota: deve ser o mesmo que gerou um filho (António Bernardo Gomes) em Jerónima da Cunha, solteira, falecida antes de 1775.
ALMEIDA, António Maria. Filho de Ana Joaquina Gonçalves, peixeira, solteira, da Vila. Neto materno de Vicenta Antónia Gonçalves, solteira. Bisneto de Isabel Gonçalves e de José Pires. Nasceu na Vila a 15/1/1844 e foi batizado na igreja de SMP a 17 desse mês e ano. Padrinhos: AJR, sacristão, e a Senhora do Rosário. // Tinha 26 anos de idade, era solteiro, sapateiro, morava intramuros, quando casou na igreja matriz da Vila a 20/6/1870 com Ludovina Rosa, nascida em Alvaredo a 13/4/1832, filha de António Luís Gonçalves e de Jerónima Caetana Teixeira. No acto religioso apresentaram um menino de quatro anos, Vitorino Joaquim, como sendo filho do casal. Assistiram à cerimónia, como testemunhas: José Maria Pereira, solteiro, alfaiate (o único que sabia escrever), e Maria do Carmo, casada, do lugar da Calçada, SMP. (Padre Manuel António Esteves). // A 31/12/1883, na igreja da Vila, foi padrinho de Deolinda Fausta, que fora exposta no dia 26 à noite à porta de casa de Rosa Joaquina Barbosa, moradora em Barro Grande, Penso. // Em sessão da Câmara Municipal de Melgaço de 7/8/1907 foi aprovado o pagamente de 3$000 réis, por serviços de limpeza que ele fizera nas ruas da Vila. // Luís Manuel Solheiro mandou do Brasil 15 mil réis para distribuir por 30 pobres de Melgaço; um dos contemplados foi o António Maria, que morava na Vila, sendo conhecido por “Vicenta”. // A sua esposa finou-se na Vila de Melgaço a 13/11/1910. // Ele morreu também na Vila a 30/12/1913. // Nota: 1) Este António Maria é irmão, pelo lado da mãe, de Francisco Maria de Melo. Acontece que tendo pais diferentes um adotou o apelido Melo e outro o apelido Almeida, concluindo-se que seus pais teriam esses apelidos. Do Francisco Maria de Melo (1836-1891) temos notícias seguras e conhece-se a sua descendência. // Nota: 2) Ludovina Rosa, quando casou com António Maria, já tinha uma filha – Rosa Gonçalves, nascida em Alvaredo a 18/2/1858; esta Rosa faleceu na Vila, onde morava, 15/10/1918; fora mãe solteira de João (João da Rosa), nascido na Vila a 4/2/1894, combatente da I Grande Guerra, sapateiro e músico da banda, o qual casou com Isolina Gonçalves “Moucha”, gerando, entre outros, Henrique Napoleão Gonçalves (“Abelhão”), também sapateiro, que casou com Palmira Rosa Alves de Melo, bisneta de Francisco Maria de Melo! (ver Gonçalves, da Vila de Melgaço).
ABREU, Inácio Luís. Filho de João Luís de Abreu e de Maria Rosa Ribeiro, moradores na Rua da Misericórdia, intramuros. N.p. de Manuel de Abreu e de Maria Gonçalves; n.m. de José Gomes Ribeiro e de Isabel Domingues, todos melgacenses. Nasceu a 5/11/1784 e foi batizado na igreja três dias depois. Padrinhos: bacharel Inácio Luís Ribeiro e esposa, Manuela Luísa Fernandes Codesso, residentes na Rua Direita, SMP. Testemunha: Francisco José da Costa.
ABREU, João Manuel. // Morou no lugar da Corga de Baixo, SMP. // Faleceu a 9/10/1828, casado com Maria Josefa, e foi amortalhado em hábito de São Francisco e sepultado na igreja matriz. O padre BJG escreveu: «e declaro que deixou determinado, a sua mulher e filho, que lhe fizessem ofício do corpo presente de vinte padres, na igreja matriz, ao que não satisfizeram.»
ABREU, João Luís. Filho de Luís Rodrigues de Abreu e de Maria Rosa Ramos. Nasceu em Cerdal, Valença, por volta de 1857. // Tinha 25 anos de idade, era solteiro, alfaiate, morava em SMP, quando casou na igreja da Vila de Melgaço, a 21/10/1882, com Marcelina Rosa (Mocha), de 31 anos de idade, solteira, natural de Paderne, Melgaço, moradora também em SMP, filha de Domingos Leandro Gonçalves e de Constância Teresa Cerdeira. Testemunhas: Vitorino Joaquim Lourenço, casado, negociante, e Caetano Celestino de Sousa, casado, mordomo da igreja. // Moraram em Carvalho de Lobo (*). // A sua esposa faleceu em Carvalho do Lobo a 31/12/1926. // Ele morreu no Rio do Porto a 5/1/1932, com 75 anos de idade. /// (*) Nesse lugar recolheram, e criaram, a bebé Clotilde Exposta, que constava ser filha de Elvira da Glória Gomes Pinheiro, da Casa da Serra, Prado, o que devia ser verdade, segundo algumas pessoas, porquanto a garota era a verdadeira efígie da dita Elvira da Glória, o que por si só nada prova, mas «não há fogo sem fumo».
ABREU, João Luís. Filho de Manuel de Abreu e de Maria Gomes de Araújo, moradores no revelim do Campo da Feira, SMP. N.p. de Silvestre de Abreu e de Ana Maria da Costa; n.m. de Pedro Gonçalves e de António Gomes de Araújo, todos da Vila. Nasceu a 25/4/1756 e foi batizado na igreja a 28 desse mês e ano. Padrinhos: padre João Rodrigues, do Barral, São Paio, e Maria, filha de Domingos Tomaz Pereira de Távora e de Sebastiana da Costa, da Vila.
ABREU, José Augusto. Filho de José Manuel Gomes de Abreu e de Joaquina de Jesus. Neto paterno de Tomaz José Gomes de Abreu e de Constança Teresa Araújo Lima; neto materno de José Cardoso dos Santos e de Joana Maria da Purificação. Nasceu a 30/6/1837 e foi batizado na igreja de SMP a 2 de Julho desse ano. Padrinhos: Martinho Moure, comerciante em São Gregório, e Maria Benedita Gomes de Abreu, tia do neófito. // Nota: é provável que – ainda jovem – tenha emigrado para o Brasil.
ABREU, Joaquim. Filho de António Joaquim Gomes de Abreu e de Camila Marinho, lavradores, residentes na Corga, SMP. N.p. de Clara Joaquina Gomes de Abreu (falecida antes de 1884); n.m. de Brandina Marinho (falecida antes de 1884). Nasceu a 14/3/1884 e foi batizado a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim José Pires, casado, morador na Vila, e Antónia Maria Soares, viúva, dos Bouços, Prado. // Faleceu a 6/9/1886.
VIEITES, Rosa. // Do lugar de Baratas. // Faleceu a 18/8/1852, com todos os sacramentos, sem testamento, e foi sepultada na igreja, com ofício de corpo presente de sete padres, no dia seguinte.
VIEITES, Maria Teresa. Filha de Francisco José Vieites e de Claudina Rosa Alves, lavradores, residentes no lugar dos Lourenços. Neta paterna de José Vieites e de Margarida Codesseira, do lugar de Barata; neta materna de Manuel José Alves e de Maria Madalena Domingues, naturais de Rouças. Nasceu em São Paio a 31/12/1849 e foi batizada a 1/1/1850. Padrinhos: Manuel José Domingues, do lugar dos Lourenços, e Teresa Luísa Vaz, do lugar do Regueiro. // Casou a 22/6/1873 com António Félix, de 31 anos de idade, lavrador, de Cavencas, filho de Manuel Ventura Fernandes e de Maria Rosa Dias. // Enviuvou a 12/12/1908. // Com geração.
VIEITES, Rosa. // Casou com José Alves, do lugar de Barata, de quem enviuvou. // Faleceu a 30/7/1814. // Deixou testamento.
VIEITES, Maria. // Do lugar de Sante. // Faleceu solteira, a 21/1/1859, sem testamento, só com o sacramento da extrema-unção e foi sepultada na igreja no dia 23.
VIEITES, Maria do Céu. Filha de Margarida Vieites, solteira, serviçal. Neta materna de António José Vieites e de Maria Esteves. Nasceu em Soutulho, São Paio, a 2/11/1896, e foi batizada pelo padre António Esteves a 5 desse mês e ano. Madrinha: a avó materna, também serviçal, do dito lugar. // Faleceu em Paderne a 28/8/1970.
VIEITES, Maria Justina. Filha de Jerónimo José Vieites e de Matildes Joaquina Alves, moradores no lugar da Gaia. Neta paterna de Manuel Vieites e de Joana Esteves, de Covelo, Paderne; neta materna de Mariana Alves, de Sante. Nasceu em São Paio a 13/12/1852 e foi batizada nesse dia. Padrinhos: padre Tomaz Joaquim de Araújo e Cunha e Maria Rosa Rodrigues Couto; a criança foi tirada da pia batismal por Teresa Delfina Gomes Pinheiro, com procuração da madrinha. // Todos da Casa e Quinta da Gaia.
VIEITES, Maria Teresa. Filha de Francisco José Vieites e de Claudina Rosa Alves, moradores no lugar dos Lourenços. N.p. de José Vieites e de Margarida Codesseira, de Barata; n.m. de Manuel José Alves e de Maria Madalena Domingues, de Cerdedo, Rouças. Nasceu em São Paio a 15/3/1847 e foi batizada pelo padre Manuel Domingues, residente em Soutulho, a 17 desse mês e ano. Padrinhos: Agostinho Luís Codesseira, de Lourenços, e Teresa Luísa Vaz, do Regueiro. // Faleceu a 19/8/1849 e foi sepultada na igreja no dia seguinte.
VIEITES, Maria da Conceição. Filha de Francisco José Vieites e de Benedita de Jesus Esteves, ele natural de São Paio e ela natural de Paderne. Neta paterna de Francisco José Vieites e de Claudina Rosa Alves; neta materna de Manuel Joaquim Esteves e de Maria José Gonçalves. Nasceu no lugar dos Lourenços, São Paio, a 21/3/1900, e foi batizada pelo padre António Esteves dois dias depois. Padrinhos: Manuel José Vieites, solteiro, do dito lugar, e a avó materna da criança, natural de Paderne, todos lavradores. // Casou na CRCM a 14/11/1923 com Joaquim, de 42 anos de idade, padernense, filho de Manuel Francisco Gonçalves e de Ludovina Rosa Alves. // Ambos os cônjuges se finaram em Paderne: o marido a 14/2/1948 e ela a 28/11/1964.
VIEITES, Maria das Dores. Filha de António Vieites e de Maria Joaquina Esteves, ele natural de Paderne e ela natural de São Paio, com morada em Soutulho. N.p. de Francisco Joaquim Vieites e de Maria ------- Rodrigues, de Pomares, Paderne; n.m. de João Bento Esteves e de Teresa de Jesus Esteves, de Soutulho, todos lavradores. Nasceu em São Paio a 2/6/1869 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: padre Manuel António Domingues Costa, sampaiense, e Maria Joaquina Gonçalves, solteira, natural da Vila. // Faleceu em Soutulho, São Paio, a 3/2/1871 e foi sepultada na igreja.
ESTEVES, António Carlos. Filho de José Bento Esteves e de Ana Emília Coelho, moradores na Calçada, SMP. Neto paterno de Maurício Esteves e de Ana Joaquina Fernandes, do Louridal, Chaviães; neto materno de --------- Coelho e de ---------------. Nasceu na vila a 13/12/1854 e foi batizado na igreja a 17 desse mês e ano. Padrinhos: frei António Monteiro, de Cavaleiros, Rouças, e Carlota da Conceição, tia paterna do batizando. // Proprietário. // Casou na igreja de Prado a 15/11/1902 com Ermezenda, solteira, nascida a 9/6/1887, batizada na igreja de SMP, filha de Hermenegildo José Solheiro e de Adelaide Joaquina Alves, sua parente no terceiro e quarto grau de consanguinidade. Testemunhas presentes: Joaquim José Esteves e Maria da Conceição Esteves, da rua da Calçada, vila. // Teve estabelecimento comercial na Barbosa. // No segundo semestre de 1907 foi jurado pela freguesia da Vila. Também teve esse cargo em 1916. Eram seus pares: Dr. António Augusto Durães, Francisco Pires, Amadeu Carlos Ribeiro Lima, Justiniano António Esteves, Joaquim do Carmo Álvares de Barros, Manuel Pires, Agostinho Fernandes Barros, António Maria Valas, José Maria Alves, Manuel José da Costa Velho, e João José do Vale. // A sua esposa esteve doente com a “influenza” em 1908. // Em 1917 concorreu às eleições camarárias, em uma lista encabeçada pelo padre Francisco Leandro Álvares de Magalhães, reitor de Alvaredo . // Ambos os cônjuges faleceram em Prado: ele a 9/2/1931 e ela a 20/11/1949, mas foram sepultados no cemitério da Vila. // Com geração.
ESTEVES, António Augusto. Filho de Luciana Cândida Esteves, solteira, jornaleira, moradora no Bairro do Carvalho, SMP. N.m. de Carlota Rosa. Nasceu a 18/5/1897 e foi batizado a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim do Carmo Álvares de Barros, solteiro, negociante, e Angelina de Jesus Monteiro, solteira. // Faleceu na Vila a 6/9/1920, solteiro.
ESTEVES, António Caetano. Filho de Francisco Joaquim Esteves e de Maria Joaquina [de Magalhães] Exposta, moradores intramuros. N.p. de António Joaquim Esteves e de Ana Joaquina Alves, dos Bouços, Prado. Nasceu a 2/12/1860 e foi batizado a 6 desse mês. Padrinhos: Caetano Maria Mosqueira, proprietário, morador na Vila, e frei António Monteiro, de Cavaleiros, Rouças. // Faleceu intramuros, a 19/8/1864, com apenas cerca de quatro anos, e foi sepultado na igreja matriz. (O padre, no assento de óbito, atribui-lhe o nome de António Joaquim).
ESTEVES, António Caetano. Filho de Francisco Joaquim Esteves, escrevente da Câmara Municipal de Melgaço, e de Maria Joaquina Magalhães, da Vila. N.p. de António Joaquim Esteves e de Ana Luísa Alves, dos Raposos, Prado; n.m. de Teresa, de Gomezende, Santa Maria de Pau, Ourense. Nasceu a 7/5/1866 e foi batizado a 16 desse mês e ano. Padrinhos: frei António de Santa Isabel Monteiro, de Cavaleiros, e tocou com a coroa da santa Caetano Maria de Abreu Mosqueira, proprietário, da Vila.
ESTEVES, António Cândido (Dr.) Filho de (*) e de Teresa de Jesus Rodrigues, solteira, natural de Paderne, moradora no Largo da Misericórdia, Vila. Neto materno de António Francisco Rodrigues e de Maria Joaquina Esteves, padernenses. Nasceu na Vila a 18/11/1895 e foi batizado a 28 desse mês e ano. Padrinhos: José Dias (Solheiro) e Rufino António Esteves (representados por JCGA e esposa, Ana Joaquina Vasques). // Foi aprovado no exame da 4.ª classe (2.º grau) que fez em 1908 em Viana. // Em 1912 fez exame de admissão ao 4.º ano, no liceu de Viana, ficando aprovado. // Em 1913 continuava a estudar nessa cidade; nesse ano obteve passagem para o 5.º ano. // Em 1914 fez exame do 5.º ano no liceu de Viana, ficando aprovado. // Em 1915 transitou do 6.º para o 7.º ano; estudava no Porto . // Formou-se em Medicina na Universidade de Lisboa no ano de 1925. // Leia-se o artigo publicado «Por Melgaço. No último número do “Notícias de Viana” vem publicada uma local sobre a política de Melgaço, e em que se pretende defender a actual comissão da Câmara Municipal. Foi, porém, infeliz o articulista. Ou ele não conhece o actual problema político melgacense, ou a paixão (Deus dementa os que quer perder) não deixa ver claro. Protestos a favor dela? O assinado pelo clero concelhio? Pura delicadeza e não consciência dos factos. Simples atenção para um colega camarista e não hostilidade aos afectos da Ditadura que a querem ver prestigiada e aos bairristas que querem que o concelho progrida sensatamente. Pura e simples camaradagem para com um colega que, por um triz, quase ia a Sevilha à custa do município e não, e nunca má vontade ou não apoio a quem se propõe dignificar a República, honrar Melgaço e defender os bons princípios da Ditadura. Apenas o espírito religioso, e não o espírito crítico. E seja como for, o que se não pode tolerar é que pessoas que em Melgaço não residem, embora elas sejam do distrito, queiram intervir naquilo que só diz respeito aos melgacenses. Com que direito o Notícias de Viana afirma que só aos vianenses respeita este caso? Este caso respeita apenas a Melgaço, à Ditadura e à República. A Melgaço, porque somos nós que pagamos os passeios, e somos nós a vítima da má administração. À Ditadura, porque tendo sido feita para moralizar e bem administrar, não se salva em Melgaço. À República, porque enquanto o Estado é republicano e há-de ser republicano per omnia secula seculorum, sem ingerência de monárquicos, é aos republicanos de verdade que pertence a administração pública. E basta. Para prestígio da própria ideia que diz defender é melhor o jornal calar-se, para não a comprometer mais, comprometendo-se também. Porque quem defende a Ditadura conscientemente, quem a ela tem responsabilidades ligadas não pode defender quem gasta ao município mais de seis contos de réis em passeios que, ou se pagavam do bolso particular, ou se não davam.» Lê-se «Uma declaração. A requerimento de Hermenegildo José Solheiro, padre Artur de Ascensão Almeida, Hilário Alves Gonçalves e José Caetano Gomes, todos desta comarca e membros da Comissão Administrativa da Câmara Municipal deste concelho fomos judicialmente notificados para indicarmos o autor e responsável de a local “Por Melgaço” publicada no NM de 21 de Abril findo. Em juízo apresentamos já essa declaração, dizendo que a referida local nos foi entregue, com pedido de publicação, pelo Ex.mo Sr. Dr. António Cândido Esteves, distinto médico desta vila. - O editor do Notícias de Melgaço, Adriano Augusto da Costa. // DECLARAÇÃO. O editor deste jornal foi notificado a requerimento dos senhores HJS, padre AAA, HAG e JCG, todos desta comarca e membros da C.A. da CMM para declarar quem foi o autor e responsável da local “Por Melgaço”, publicada neste semanário em 21 de Abril findo. O seu autor foi o signatário. E como aqueles senhores se julgaram melindrados com a referida local e apelaram para a lei da imprensa cumpre-nos o dever de declarar: que na local “Por Melgaço”, publicada neste semanário, não houve qualquer propósito de injuriar ou difamar aqueles vereadores da Câmara Municipal, mas tão-somente apreciar actos da administração municipal, que a este concelho interessam, e nessa livre apreciação e crítica manifestou simplesmente o seu desacordo no dispêndio de mais de seis contos de réis em viagens feitas pelo presidente da C.A. e principalmente na ida de um vereador como representante à exposição de Sevilha, deliberação que nos termos em que foi tomada tudo leva a crer que fosse à custa do município, por ser completamente escusada, porque a essa exposição não nos consta que, ao menos, levássemos qualquer produto industrial ou agrícola. Não há, portanto, no referido escrito, matéria que possa ser ofensiva da dignidade de qualquer desses senhores vereadores, como, de resto, da simples leitura desse artigo ressalta manifestamente. – Melgaço, 27/5/1929. António Cândido Esteves, médico.» Lê-se «Resposta ao senhor Dr. António Esteves. Só agora que se desfez a sombra do anonimato e apareceu alguém, ainda que forçado, a assumir a responsabilidade dos seus atos, é que venho defender-me pessoalmente da calúnia com que pretendeu ferir-me, acusando-me de querer ir a Sevilha à custa do município. Quem havia de dizer que Sevilha, terra das lindas trovas e das canções de amor, havia de originar em Melgaço um tal barulho. Eu vou relatar o facto que produziu esta desafinação: - Um meu parente, chegado há pouco do Brasil, convidou-me para um passeio à exposição de Sevilha. Aceitei e ficou combinado realizar-se na melhor oportunidade. Dias depois, em uma sessão camarária, é lido um ofício, convidando a Câmara a representar-se num congresso municipalista internacional, que devia reunir-se nessa cidade. Ofereci-me para desempenhar esse cargo, dizendo que tencionava lá ir, e como delegado teria o direito de assistir ao congresso. Não sendo pois a Câmara que me propôs, mas eu que me ofereci, é evidente que estava resolvido a viajar à minha custa. Como dá a entender na sua declaração do último número deste jornal, o discutido subsídio ressalta à vista na forma como foi redigida a deliberação camarária – que a Câmara me fornecesse o que precisasse. // Todos os homens desapaixonados, que têm os olhos limpos da poeira da má-fé, veem que estas palavras, ditadas despreocupadamente, sem nunca pensarmos que seriam autopsiadas com o seu estilete de médico, não se referem a nenhum subsídio pecuniário, mas tão-somente a documentos que me acreditassem,
CALHEIROS, Gaspar. Filho de José Luís Soares Calheiros e de Carolina Etelvina Lopes da Fonseca, moradores na Calçada, SMP. N.p. de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana de Sousa, de Melgaço; n.m. de João Lopes da Fonseca e de Maria da Lapa, do Porto. Nasceu a 15/5/1855 e foi batizado no dia seguinte. Padrinhos: Gaspar Eduardo e Guilhermina, tios maternos do batizando. // Faleceu ainda bebé.
CALHEIROS, Gaspar Eduardo. Filho de José Luís Soares Calheiros e de Carolina Etelvina Lopes da Fonseca, moradores na Rua da Calçada, SMP. N.p. de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana de Sousa, moradores no Carvalho, SMP; n.m. de João Lopes da Fonseca e de Maria da Lapa, do Porto. Nasceu a 21/8/1858 e foi batizado nesse dia. Padrinhos: Gaspar Eduardo Lopes da Fonseca e sua mulher, Ludovina de Abreu Cunha Araújo.
CALHEIROS, Francisco. Filho de José Luís Soares de Sousa Calheiros e de Carolina Etelvina Lopes da Fonseca, moradores em SMP. N.p. de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana de Sousa, de Melgaço; n.m. de João Lopes da Fonseca e de Maria da Lapa, de Santo Ildefonso, Porto. Nasceu a 23/12/1843 e foi batizado a 26 desse mês. Padrinhos: António Bernardo Gomes da Cunha, abade de S. Paio, e Francisco José Rodrigues, viúvo, comerciante na Vila de Melgaço.
CALHEIROS, Francisco Manuel. Filho de Luís Caetano Soares Calheiros e de Maria Joana de Sousa (exposta). N.p. do Dr. Luís Soares Claheiros e de Rosa Maria Marques do Souto Monteiro. Nasceu a 11/6/1807 e foi batizado a 14 desse mês. Padrinhos: João Lopes, solteiro, da Vila, e serviu de madrinha Francisco Bernardo Pereira, solteiro, morador na Calçada.
ESTEVES, Ângela Merícia. Filha (*) de Elísia Augusta Esteves, solteira, costureira, moradora na Rua de Baixo, SMP. N.m. de Caetano Maria Esteves, alfaiate, e oficial da CMM, e de Maria de Jesus Gomes (ou Soares), moradores na dita Rua. Nasceu a 18/5/1883 e foi batizada a 31 desse mês. Padrinhos: Maximiano Augusto Gomes Barreiros e Josefina Augusta Rodrigues Passos, solteiros, da Vila. // Residiu muitos anos com sua sobrinha Angelina, perto do Solar do Alvarinho. // Por volta de 1956 deu uma queda e partiu a bacia (curva de paredes ósseas, que termina o tronco, servindo de ponto de apoio aos membros inferiores). Certa pessoa, quando lhe deram a notícia, pensando que se tratava de uma bacia de barro, comenta: «o importante é que não se tenha magoado; bacias há muitas!» // Faleceu na Vila de Melgaço, solteira, a 13/4/1969. /// (*) Era filha natural de Frederico Augusto dos Santos Lima.
ESTEVES, Anésia. Filha de Teresa de Jesus Rodrigues, conhecida por “Teresa Pedreira”, solteira, criada de servir, natural de Paderne, moradora na Vila, e de (*). Neta materna de António Francisco Rodrigues, pedreiro, e de Maria Joaquina Esteves, lavradeira, padernenses. Nasceu na Rua da Misericórdia, SMP, a 24/10/1892, e foi batizada a 17 de Novembro desse ano. Padrinhos: Justiniano António Esteves, solteiro, da Vila, e invocaram por madrinha a Senhora do Rosário, em cuja coroa tocou Caetano Celestino de Sousa. // Em 1908 esteve doente, com a doença chamada “influenza”. // Em 1912 participou como atriz, juntamente com Júlia Esteves, Maria Amélia Osório, e Maria Amélia Esteves, em uma peça de teatro, com o título de “A Noite da Consoada”. // No verão de 1913 foi pedida em casamento pelo médico Dr. Bernardo J. da Silva e Cunha, subdelegado de saúde em Valença, para seu filho Manuel. // Casou em Melgaço a 16/9/1914 com Manuel Joaquim Salgueiro da Cunha, chefe da Secretaria da Câmara Municipal de Valença. // O seu marido faleceu a 30/6/1950, em Santa Maria dos Anjos, Valença. Ela morreu na Rua Nova de Melo, Vila de Melgaço, a 22/4/1972. // Irmã do médico, Dr. António Cândido Esteves, entre outros. // A 1/10/1972 a SCMM recebeu vinte e cinco mil escudos por ela legados, para obras. /// (*) Foi perfilhada a 15/6/1914 por seu pai, Francisco António Esteves “Brasileiro”, viúvo, proprietário, pai também do Dr. Augusto César Esteves, entre outros.