ALMEIDA, Vasco da Gama da Graça. Filho de Abel da Graça Almeida, natural da freguesia de Sampaio, concelho de Vila Flor, e de Umbelina Augusta da Cunha, natural de SMP, Melgaço. Neto paterno de Manuel da Graça Almeida e de Ana da Encarnação da Graça Almeida; neto materno de António Luís da Cunha, carpinteiro, e de Ana Joaquina Gomes, naturais de Chaviães. Nasceu na Rua Nova de Melo, Vila de Melgaço, a 3/10/1903 (sete horas da tarde) e foi batizado a 8 desse mês e ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // A 9/7/1912 fez exame do 1.º grau no Colégio de Nossa Senhora de Lurdes, Vila, obtendo a classificação de «bom». // No exame do 2.º grau, efetuado a 17/8/1915 na escola Conde de Ferreira, passou com distinção. // Devido a pertencer a uma família humilde, não pôde prosseguir os estudos. // Casou na igreja de Cortegada, Espanha, a 29/1/1922, com Benezinda Cândida Gonçalves, nascida na Vila a 11/2/1907. // Segundo consta, foi motorista de praça em Monção. // Em 1929 ingressou nos bombeiros de Melgaço – era o número 5. // O seu nome já aparece no jornal em 1937, ligado a um grupo de teatro “Os 20 Amigos de Monção”. // Enviuvou a 12/10/1940. // Matrimoniou-se em segundas núpcias a 15/1/1948, com Beatriz Augusta, filha do Dr. Augusto César Ribeiro Lima e da sua segunda esposa, Maria Carolina Pires. Padrinhos da boda: Artur Pires Teixeira e sua mulher, Laura Esteves. // Foi chefe da Central de Camionagem em Melgaço, propriedade do referido Artur Teixeira. // Em Melgaço tinha a representação do vinho do Porto “Barros”. // Escreveu várias peças de teatro e fê-las representar em palco, quer em terras melgacenses, quer noutras terras, com assinalável êxito. As mais conhecidas são: “Deus Não Faltará”; “São João Vem a Melgaço”; e “O Zé Vai à Pesca”. // Gerou filhos em ambas as esposas. // Na década de cinquenta do século XX juntou-se a um grupo de pessoas que desejavam expulsar do concelho o Dr. José Joaquim de Abreu, entre elas o seu patrão Artur Teixeira. O Dr. Abreu procurou defender-se. Lê-se no seu livro “Vil perseguição a um advogado por um delegado do Ministério Público”, página 69, 1955: «O Vasco da Gama (…), outro caso perdido de ingratidão, afirmou que eu sou um malcriado fora e dentro do Tribunal. Há anos, e em momento difícil da minha vida, quando ia para Âncora com a família, pediu-me a esmola de lhe levar comigo sua filha Maria Teresa, necessitada de tratamento e sem possibilidade de lho dar. Lavada e vestida em minha casa, para não parecer mal, levei-a e connosco passou um mês. Este, para não citar mais casos.» // Morreu na Vila a 9/6/1979. // Na Casa de Cultura de Melgaço existe, em sua homenagem, o Auditório Vasco da Gama Almeida.