CORTES, Eduardo. Filho de Francisco Cortes, soqueiro e lavrador, natural de Paderne, e de Ana Durães, natural da Granja (lugar meeiro), onde moravam. Neto paterno de Felisberto José Cortes e de Rosa Maria Esteves; neto materno de João Manuel Durães e de Maria Luísa Gonçalves. Nasceu no lugar da Granja a 27/1/1882 e foi batizado a 28 desse mês e ano. Padrinhos: Evaristo José Magalhães e Mariana Durães, solteiros. // Os seus pais faleceram novos, deixando cinco crianças quase desamparadas. Quem lhes valeu foi o tio Manuel Felisberto, um solteirão «muito evoluído para a época», segundo o relato de uma sua sobrinha-neta. Eduardo, já espigadote, partiu para Lisboa onde aprendeu contabilidade e música. Depois de alguns anos na capital regressa a Melgaço, torna-se guarda-livros no Hotel Ranhada, e toma a seu cargo o futuro dos irmãos: dois rapazes e duas raparigas. // Era uma pessoa considerada, pois foi jurado para as causas-crime no 2.º semestre de 1920. // Exerceu a atividade comercial na Granja. Teve loja em Fontainha, onde residia com a esposa, Ludovina, nascida em Penelas, Paderne, filha de José Maria Fernandes e de Maria Teresa Ferreira, lavradores; casaram a 9/12/1914; na Conservatória do Registo Civil dali partiram para a igreja paroquial de Paderne, onde se casaram pelo religioso; terminada a cerimónia dirigiram-se para o Hotel Ranhada, este terminado, partiram ambos para a sua lua-de-mel em Braga e Porto. // Morreu em sua casa da Granja, devido a doença prolongada – úlcera no estômago – a 6/7/1930 (o funeral foi no dia seguinte para o cemitério de Alvaredo na carreta dos BVM, por ser músico da banda). No préstito incorporaram-se a Confraria das Almas, crianças da escola do sexo feminino de Alvaredo com a sua bandeira e acompanhadas da professora Marcelina, e o corpo de BVM, com a respetiva banda, a qual executou marchas fúnebres durante o trajeto. // Deixou viúva, filhos, irmãos... Era cunhado de Florinda Dias e tio de Amélia das Dores Cortes e de Vitória Eugénia Cortes. Várias figuras proeminentes do concelho acompanharam o funeral. // A sua viúva chegou a morar em Lisboa com a filha Libânia, mas acabou por morrer no lugar da Fontainha em 1953, com setenta e um anos de idade.