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SOUSA, Clara Isabel. Filha de António Bernardo Gomes (!). // Morou na Rua Direita, Vila. // Faleceu solteira, a 28/5/1829; foi amortalhada com hábito de Santa Clara e sepultada na igreja matriz com ofício de 20 padres.
SOUSA, Diocleciano Augusto. Filho de Ana Joaquina Gomes de Sousa, moradora na Rua da Calçada, SMP. Neto materno de Maria Vitória Rodrigues. Nasceu a 25/12/1859 e foi batizado a 6/1/1860. Padrinhos: Caetano José de Abreu Cunha Araújo, do Rio do Porto, solteiro, e Francisco José Gomes, do C.F.F., secretário da administração na Vila de Melgaço.
SOUSA, Francisca. // Morou intramuros. // Faleceu solteira, a 12/5/1805.
SOUSA, Filomena. Filha de José Maria de Sousa (o Rainha) e de Rosa Margarida Gonçalves Solheiro, comerciantes na Rua do Campo da Feira de Fora, Vila. N.p. de Escolástica Teresa Esteves, solteira, de Prado; n.m. de Francisco Manuel Solheiro e de Maria Engrácia Gonçalves, de SMP. Nasceu a 16/10/1856 e foi batizada a 22 desse mês. Padrinhos: Manuel José Esteves e mulher, Jerónima, tia materna da batizanda. // Faleceu em Vila Nova de Gaia (freguesia de Pedroso), a 19/10/1944.
SOUSA, Feliciano. Filho de Ana de Sousa. Nasceu na Vila por volta de 1866. // Faleceu também na Vila, onde morava, a 30/1/1919, solteiro, com 53 anos de idade.
SOUSA, Esménia das Dores. Filha de Carlota Cândida de Sousa, solteira, costureira, moradora na Rua Direita, Vila. Neta materna de José Joaquim de Sousa e de Mariana Carolina Marques. Nasceu a 13/12/1881 e foi batizada a 19 desse mês e ano. Padrinhos: António Manuel Pires Teixeira e Laureana Joaquina Esteves, solteiros. // Morava no Bairro do Carvalho quando casou na igreja de SMP a 11/12/1902 com António Gonçalves de Oliveira, de 28 anos de idade, solteiro, nascido em Ponte de Lima (Santa Maria dos Anjos), residente na Vila de Melgaço, empregado da Companhia dos Tabacos, filho de António Gonçalves Novo, de Vitorino de Peães, e de Francisca Luísa (de Oliveira?), de Santa Maria dos Anjos, ambos de Ponte de Lima. Testemunhas: Gaspar Eduardo de Almeida, solteiro, proprietário, e Maria Caetana de Sousa, viúva, de SMP. // Deve ter enviuvado, pois casou na Conservatória de Viana do Castelo a 1/7/1926 com Armando do Carmo, de 33 anos de idade, filho de Manuel da Rocha e de Amélia Júlia do Patrocínio Pereira, natural da freguesia de Santa Maria Maior, Viana. // Ambos faleceram nessa freguesia de Viana: o marido a 18/8/1964 e ela a 14/1/1970.
SOUSA, Ernestina Augusta. Filha de Ilídio de Sousa (*), artista, e de Amália Augusta Igrejas, doméstica. Neta paterna de Ilídio Vitorino de Sousa e de Maria Miquelina Esteves; neta materna de Félix Igrejas e de Conceição Costas. Nasceu na Rua Direita, Vila, a 5/3/1910, e foi batizada na igreja a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco Augusto Igrejas, casado, alfaiate, e Isolina Reis, solteira, de serviço doméstico. // Casou na Conservatória do Registo Civil de Melgaço a 1/11/1932 e na igreja de SMP a 18/11/1932 com Adolfo, de 24 anos de idade, natural da freguesia de Santa Maria dos Anjos, Vila de Monção, filho de Luís António Vieira e de Rosa Pereira Pinto. O noivo era negociante, e tinha como seus colaboradores Artur Teixeira e António Pedroso de Lima, residentes na Vila de Melgaço; negociavam em «tripa seca, tabaco e volfrâmio para a Espanha e depois para a Alemanha, negócio interrompido por a França ter sido libertada». No mencionado número do jornal também são mencionados José Valas e António Rodrigues. // Ela, Ernestina Augusta, também se dedicou aos negócios, sobretudo com os galegos. // «… casado com Ernestina, senhora da Vila vizinha de Melgaço, cedo abandonou o lar, deambulando atrás deste ou daquele rabo de saia.» E comenta Joaquim Brito, presidente da Junta de Freguesia de Monção: «Se calhar, porque a legítima nunca lhe pôde dar filhos.» // Ela depois da separação, ocorrida por sentença do tribunal judicial da comarca de Monção de 1/5/1955, lá se foi aguentando, tornou-se tendeira, andava de feira em feira a vender roupas e afins. // Adolfo morreu em Março de 1973 , com sessenta e dois anos de idade, num hospital, tendo apenas no banco cerca de 400 contos de réis, ele, que tivera muitos milhares. // A Ernestina continuou a morar em Monção, tendo em sua companhia duas sobrinhas, que a ajudaram no seu comércio. // Finou-se naquele concelho a 27/6/1986. /// (*) Quando Ernestina nasceu os seus pais ainda não estavam casados.
SOUSA, Emília. Filha de Maria Ludovina de Sousa, solteira, moradora na Rua de Baixo, Vila. N.m. de José Inácio de Sousa e de Maria Caetana de Sousa, moradores intramuros. Nasceu a 13/9/1856 e foi batizada a 16 desse mês. Padrinhos: Caetano Celestino de Sousa, mordomo da igreja, e Emília Cândida, filha natural da criada de Manuel Joaquim Vilarinho, comerciante na Vila de Melgaço.
SOUSA, Glória Júlia. Filho de Francisco José Gonçalves de Sousa e de Miquelina Luísa de Sousa e Castro, negociantes no Campo da Feira de Dentro. N.p. de Bernardo José Gonçalves e de Rita Joaquina de Sousa, de Remoães; n.m. de Luís José de Sousa e Castro e de Rita Rosa de Sousa e Castro, da Quinta da Torre, Paderne. Nasceu a 12/7/1849 e foi batizado na igreja de SMP a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Ladislau Benevenito, alferes de Infantaria 3, e Cândida, tios maternos do batizando. // Faleceu a 15/5/1850.
SOUSA, Glória Júlia. Filha de Manuel António de Sousa e de Maria Amália, lavradores, residentes intramuros, SMP. N.p. de José Inácio de Sousa e de Maria Antónia Noia; n.m. de Maria Leonor Exposta. Nasceu a 10/9/1864 e foi batizada a 13 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José de Puga, escrivão da administração, e tocou com a coroa da santa José Joaquim Carvalho, solteiro, lavrador.
SOUSA, Francisco José (Gonçalves e). Filho de Rita Joaquina de Sousa. // Em 1820 estava estabelecido por conta própria com loja de mercearia no lugar de São Gregório, Cristóval; depois de 1839 abriu uma loja na Vila, SMP, no Campo da Feira de Dentro, onde anos mais tarde esteve instalado o Café Melgacense . // Segundo o Dr. Augusto César Esteves, (ele combateu ao lado de D. Pedro IV contra o exército de D. Miguel). Depois de terminada a guerra civil trabalhou na Câmara Municipal onde desempenhou o cargo de vereador fiscal. // Desde 13/3/1844 explorava, como rendeiro, as pesqueiras outrora pertencentes ao mosteiro de Paderne e desde 1825 na posse da família Velho Moscoso, da Brejoeira. Morava na Vila.
TORRES, Joaquim. Filho de Joaquim Rodrigues Torres e de --------------------------. Nasceu em ---------, a --/--/1---. // Casou com Henriqueta Rodrigues Meltrão. // Faleceu a 15/12/1938. // A sua viúva finou-se a 9/3/1939. // Ambos morreram na Vila, em casa de Francisco de Sousa Cardoso, compadre do casal.
TORRES, João Luís. Filho de Manuel José Torres, de Lugores, Tui, e de Luísa Domingues, de Riba de Mouro, termo de Valadares. N.p. de Pedro Miguel Torres, de Santiago, Galiza, e de Maria Monteiro, de Guimarães, residentes em Prado, Melgaço; n.m. de Leixandre Domingues e de Isabel Álvares, de Riba de Mouro. Nasceu a 21/8/1786 e foi e foi batizado na igreja de SMP a 28 desse mês e ano. Padrinhos: João Manuel e sua irmã, Domingas Álvares, de Riba de Mouro.
TORRES, Joaquim Daniel. Filho de Belchior Rodrigues Torres, escrivão dos órfãos, e de Maria Gomes Salgado, doméstica, moradores na Rua de Baixo. Neto paterno do padre Pedro Rodrigues Torres, antigo pároco de Chaviães, e de Maria Rodrigues, solteira, natural de Chaviães; neto materno de Sebastião Afonso e de Catarina Gomes. Nasceu na Vila a 20/9/1755 e foi batizado na igreja de SMP a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco José e sua mulher, Rosa Maria Pereira (?), moradores no Campo da Feira.
TORRES, Josefa Maria. Filha de Belchior Rodrigues Torres e de Maria Gomes, moradores na Rua de Baixo. Nasceu a 20/3/1758 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre António José de Sousa e Gama, abade de Chaviães, a 24 desse mês. Padrinho: o sacerdote batizante. // Nota: deve ser a mesma pessoa que faleceu na Vila, solteira, a 19/10/1842, tendo sido sepultada na igreja matriz a 21 desse mês e ano.
TORRES, José (ou João) António. // Tenente de Infantaria 3 da 1.ª Companhia. // Morreu em Melgaço a 1/1/1849 e foi sepultado na igreja matriz// Dizia-se que era casado e natural de Viana.
TORRES, Luísa. // Faleceu em SMP a 9/4/1837 e foi sepultada na igreja matriz.
TORRES, Josefa Maria de Araújo. Filha de Mariana, solteira, costureira. Nasceu por volta de 1814. // Casou com João José de Araújo Cunha, proprietário. Moraram na Quinta de São Julião, SMP, onde ela morreu, a 2/6/1872, com cerca de 58 anos de idade, casada. // Foi sepultada na igreja matriz. // Fizera testamento. // Mãe de Carolina da Cunha Araújo, casada com o Dr. João Luís Palhares, de Prado, entre outros.
TORRES, Inocêncio José da Gaia (Padre). // Em 1850 era encomendado na freguesia de SMP.
TORRES, António. Filho de Manuel Torres, de São Martinho de (Ferime?), arcebispado de Compostela, Galiza, ferrador, e de Teresa Domingues, de S. Pedro da Torre, bispado de Ourense, lavradeira, moradores na Vila de Melgaço. Nasceu em SMP por volta de 1878. // Era caixeiro (empregado numa loja) quando faleceu, na Calçada, Vila, a 17/4/1896, com apenas 18 anos de idade. // Foi sepultado no cemitério municipal.
SOLHEIRO, João António. Filho de Manuel Solheiro, de Carvalheda, e de Josefa Esteves, de São Pedro da Torre, galegos, moradores no Campo da Feira de Dentro, SMP. N.p. de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes; n.m. de Francisco Esteves e de Rosa Fernandes. // Nasceu na Vila de Melgaço a 27/10/1798 e foi batizado pelo padre Francisco Xavier Torres Salgado dois dias depois. Padrinho: capitão João António de Araújo (deve ser da Casa do Rio do Porto). // Casou na igreja de SMP a 20/12/1829 com Ana Joaquina Rodrigues, viúva de Manuel Ventura, de Prado. Testemunhas: padre M.J. Quintela, Diogo Manuel de Castro, morgado de Galvão, e AJR, mordomo da igreja. // [Faleceu a 14/9/1838, e foi sepultado na igreja matriz a 16, um indivíduo de nome João Solheiro, que pode ser o mesmo].
SOLHEIRO, João Manuel. Filho de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribeiro, moradores intramuros, SMP. N.p. de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves; n.m. de Miguel Ribeiro e de Maria Josefa Rodrigues. Nasceu na vila a 15/2/1857 e foi batizado na igreja a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Ventura da Costa Pinto, comerciante na Calçada, e tocou como madrinha João Vitorino Correia dos Santos Lima, solteiro, caixeiro de seu pai, João Correia dos Santos Lima, moradores na Vila. // S.m.n.
SOLHEIRO, José Manuel. Filho de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribeiro, moradores na Rua de Baixo, SMP. N.p. de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves; n.m. de Miguel Ribeiro e de Maria Josefa Rodrigues. Nasceu na vila a 1/4/1843 e foi batizado na igreja de SMP a 10 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José de Almeida, viúvo, escrivão em Melgaço, e Maria Rosa, do Outeiro, Cristóval. // S.m.n.
SOLHEIRO, José Maria. Filho de Manuel Solheiro e de Josefa Esteves, moradores intramuros. N.p. de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes, de Carvalheda, Tui; n.m. de Francisco Esteves e de Rosa Fernandes, de São Pedro da Torre, Ourense. Nasceu em SMP a 6/4/1804 e foi batizado pelo padre Carlos Domingues a 10 desse mês e ano. Padrinhos: José Bento Costa e sua mulher, Maria Rosa Áurea, melgacenses. // Sem mais notícias.
SOLHEIRO, José Maria. Filho de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribeiro, moradores na Rua de Baixo, SMP. N.p. de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves; n.m. de Miguel Ribeiro e de Maria Josefa Rodrigues. Nasceu a 15/1/1846 e foi batizado na igreja de SMP, pelo padre João Evangelista, a 20 desse mês e ano. Padrinho: Manuel José de Almeida, escrivão, e serviu de madrinha o padre Simão António Meleiro, da Rasa, São Paio.
SOLHEIRO, Luís Manuel. Filho de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribeiro, moradores intramuros, SMP. Neto paterno de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves; neto materno de Miguel Ribeiro e de Maria Josefa Rodrigues. Nasceu a 9/8/1854 e foi batizado a 16 desse mês e ano. Padrinhos: Luís Ribeiro, tio materno, e Emília de Jesus, prima materna. // A 18/6/1883, na igreja matriz de SMP, foi padrinho de Laura Vieira (neta materna do seu padrinho), nascida na Vila a 15 desse mês e ano; era ainda solteiro, proprietário, e morava em Prado. // Em Setembro de 1883 (ver “Valenciano”) embarcou para o Brasil. // Casou com Leonarda Miranda. // Arrematou a 28/7/1901 um edifício no lugar da Serra, Prado, posteriormente vendido a António Francisco Oliveira, casado com Sara Solheiro, ao qual lhe deu o nome de «Vila Sara», prédio esse que fora à praça pelo falecimento de António Joaquim Araújo de Azevedo, casado com Elisabeth Matthey, por inventário orfanológico de seu filho Jorge, e pela base de licitação de um milhão e oitocentos mil réis. // Em 1912 foi co-fundador do jornal «Correio de Melgaço», que durou até 1917. // A 29/1/1913, e depois de umas férias em Melgaço, partia para Pará, juntamente com a esposa, no navio “Antony” . // Ele e seu filho Lauro vieram de Lisboa, onde residiam ultimamente, visitar a família melgacense . // Em Agosto de 1915 morava na Avenida da Liberdade, 215-1.º. // A 20/9/1915 saía de Lisboa para o Rio de Janeiro; logo a seguir voltou para Lisboa. // Pelo natal de 1915 mandou de Lisboa 20$00 para serem distribuídos por 40 pobres de Melgaço. // A 24/1/1916, com seu filho Lício, e Bento Fernandes Pinto, constituiu a “Empresa das Águas de Melgaço, L.da” // A 27/2/1916, juntamente com a esposa e filho Lauro, chegava novamente ao Brasil. // Pode ler-se um escrito vindo de Pará: «na lista negra que a “Folha” publicou dos comerciantes que o governo inglês considera inimigos constam mais os nomes dos senhores J.A. Monteiro e coronel Luís Manuel Solheiro, desta praça; parece-nos que há confusão destes nomes, pois é sabido e conhecido que ninguém pode considerar inimigos dos aliados a estas importantes firmas.» // Em 1918 sentou-se no banco dos réus, acusado por “Águas Minerais de Melgaço”, uma empresa sua concorrente.
SOLHEIRO, Manuel. Filho de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes, de Carvalheda (São Miguel), Tui. Nasceu nessa localidade galega na segunda metade do século XVIII. // Veio para Melgaço, onde trabalhou como caseiro e jornaleiro. // Casou na igreja de SMP, a 24/1/1796, com Josefa, filha de Francisco Esteves e de Rosa Fernandes, de São Pedro da Torre, Ourense. Padrinhos da boda: Caetano José Abreu e Joana de Sousa e Gama. Testemunhas: Miguel Caetano Torres Salgado, Manuel José Gomes, e MPF, mordomo da igreja. Moraram no Bairro do Carvalho, intramuros. // Morreu viúvo, a 21/11/1851, e foi sepultado na igreja matriz, com ofício de 9 padres, pago pelos seus parentes.
SOLHEIRO, Manuel José. Filho de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves. Neto paterno de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes; neto materno de Josefa Esteves. Nasceu em SMP a 5/6/1823 e foi batizado pelo padre Carlos Domingues a 8 desse mês e ano. Padrinhos: Bernardo Esteves e Rosa Solheiro, solteira, tia do batizando, residentes na Vila. // S.m.n.
SOLHEIRO, Manuel José (*). Filho de Hermenegildo Solheiro, emigrante no Brasil, e de Adelaide Joaquina Alves. N.p. de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribeiro; n.m. de Domingos José Alves e de Maria Caetana Gaioso, moradores na Vila de Melgaço. Nasceu em Galvão a 12/7/1877 (confrontar a data de nascimento de sua irmã, Ermezenda) e foi batizado a 17 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel de Jesus Puga e José Cândido Gomes de Albreu, solteiros, comerciantes. // Depois da instrução primária foi arranjar emprego no Porto na área do comércio. // Embarcou para Pará por volta de 1893; no Brasil trabalhou na firma Solheiro & Mota, passando depois a ser sócio da mesma, agora com a designação de Solheiro & C.ª. // Nos inícios de 1916 as firmas comerciais com sede em Pará, “Solheiro & C.ª” e “Silva & Loureiro”, compostas exclusivamente de melgacenses, adquiriram por compra, do [ou ao] Banco de Crédito Popular, o vapor “São Pedro”, destinado à navegação fluvial das Ilhas, a serviço das suas casas aviadoras e de outras que quisessem utilizar o paquete; a inauguração da nova linha teve lugar a 24/1/1916 à noite. // Casou civilmente, na administração do concelho, a 10/7/1912, com Amália Augusta, filha dos proprietários da “Farmácia Araújo”, Domingos Ferreira de Araujo e Amália Correia dos Santos; casaram na igreja de Prado a 11/7/1912. Padrinhos no civil: Júlia Correia dos Santos e Dr. Vitoriano Figueiredo e Castro (noiva); Leolinda Solheiro e Cícero Cândido Solheiro (noivo). No religioso: Amália Ferreira de Araújo e Domingos Ferreira de Araújo (noiva); Sara Solheiro de Oliveira e Hermenegildo José Solheiro (noivo). // Seguiram ambos para o Brasil, chegando a Pará a 10/10/1912, onde ele era comerciante, com a firma “Solheiro & Companhia”. // No dia 3/12/1914 chegaram a Lisboa vindos do Brasil . // A 28/1/1915 a sua esposa deu à luz um nado-morto, o qual foi sepultado no cemitério da Vila; morava no lugar da Serra, Prado. // Em 1916 regressa a Melgaço . // Embarca novamente para Pará a 20/1/1917, chegando ao destino a 11/2/1917. // Ele faleceu em Pará, Brasil, em Fevereiro de 1926. // A sua viúva finou-se em São Paio dos Arcos de Valdevez a 12/7/1969. // Pai de Luís Manuel e de Vasco. // Nota: fora ele quem mandara construir a casa e plantar a vinha junto ao posto da Guarda-Fiscal de Mourentão. /// (*) O Dr. Augusto César Esteves chama-lhe José Manuel e diz que nasceu a 30/5/1877; a sua irmã Ermezenda teria nascido, segundo ele, a 11/6/1877. . Seria, portanto, gémeo de Ermezenda, mas com uma diferença de dez dias!
SOLHEIRO, Maria. Filha de Rosa Solheiro (*), de Carvalheda, Tui, moradora no lugar do Forte, Vila. Neta materna de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes. Nasceu na Vila de Melgaço a 5/9/1799 e foi batizada pelo padre Carlos Domingues no dia seguinte. Padrinhos: Manuel Solheiro, casado, morador no dito lugar do Forte, e Josefa Antónia, solteira, moradora no Bairro do Carvalho, SMP. // S.m.n. /// (*) Rosa Solheiro (17--/1830) casou mais tarde com Bernardo (que pode ser o pai da Maria), filho de António Esteves e de Maria de Aparício, de Arnoia, Ourense, e gerou mais filhos.
TRANCOSO, Antónia Maria. Filha de Maria Joaquina Trancoso, moradora nas Várzeas. N.m. de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quintela. Nasceu a 11/2/1848 e foi batizada na igreja de SMP a 16 desse mês. Padrinhos: José Joaquim Trancoso, tio materno, e Antónia Maria, solteira, filha de Lourenço “Caçolas” e de sua mulher, Maria Joaquina Trancoso, todos da freguesia da Vila. // Faleceu na Vila a --/--/1922, com 75 anos de idade.
TRANCOSO, Ana Joaquina. Filha de Maria Benedita Trancoso, solteira, jornaleira, moradora nas Várzeas. N.m. de Margarida Joaquina Trancoso, do dito lugar. Nasceu a 25/9/1833 e foi batizada na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: Carlos Câncio Gomes Ribeira e Maria Luísa Marinho, casada, dos Moinhos. // Foi ama matriculada. // Faleceu solteira, a 18/3/1874, nas casas de Gaspar Pereira [de Castro], de Galvão, onde trabalhava à jorna, e foi sepultada na igreja do extinto convento das Carvalhiças. // Deixou filhos.
TRANCOSO, Ana Joaquina. Filha de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quintela, moradores nas Várzeas, Vila. N.p. de José Bento Trancoso e de Andreza Luísa, do dito lugar; n.m. de Rosa Quintela, de Rouças. Nasceu a 18/6/1832 e foi batizada na igreja de SMP 26 desse mês e ano. Padrinhos: Luís de Sousa e Gama, da Serra, Prado, e Ana Joaquina de Sousa e Castro Menezes, de Galvão, SMP.
TRANCOSO, Albino Cândido. Filho de Jerónimo José Trancoso, natural da Vila, e de Maria Teresa Esteves, natural de Rouças, lavradores, residentes no lugar das Várzeas, SMP. Neto paterno de Maria Benedita Trancoso (defunta); neto materno de João Manuel Esteves e de Maria Teresa Pires, lavradores, de Rouças (defuntos). Nasceu na vila a 1/8/1885 e foi batizado a 5 desse mês e ano. Padrinhos: Albino Cândido Ferreira Pinto da Cunha, oficial do exército, e Joaquina Júlia Gomes, solteira, de SMP. // Rural. // Casou na igreja de Prado a 26/4/1906 com Maria Augusta Afonso, de 27 anos de idade, camponesa, nascida em Prado, filha de José Afonso e de Mariana de Jesus Gomes. Testemunhas presentes: Veríssimo Amador Vaz e Flávia da Cunha, solteiros, naturais de Prado. // Ele morreu em Prado a 22/5/1961. // Pai de Amália Albertina, de Bento, entre outros (ver em Prado).
TRANCOSO, Adelaide Procópia. Filha de Maria Benedita Trancoso. N.m. de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia, das Várzeas, Vila. Nasceu a 22/11/1839 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: José Joaquim Gomes da Ribeira, da Vila, e Teresa Maria Teixeira, de Prado.
TORRES, Vitória Ventura. Filha de Belchior Rodrigues Torres e de Maria Gomes. Neta paterna do padre Pedro Rodrigues Torres, antigo abade de Chaviães, nascido no Barral, Paderne, e de Maria Rodrigues, solteira, de Chaviães; neta materna de Sebastião Afonso, da Vila, e de Caetana Gomes, de Prado. Nasceu a 27/4/1761 e foi batizada na igreja de SMP a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Matias da Silva Fajardo e esposa, Catarina de Puga, da Vila. // Morou em São Julião, com seu sobrinho, Dr. Miguel Torres. // Faleceu solteira, a 24/12/1845, e foi sepultada na igreja matriz. // Fizera testamento, deixando por seu herdeiro o dito sobrinho.
TORRES, Silvestre Teixeira. // Teve estabelecimento comercial no Campo da Feira de Fora. // Lutou bastante para que a Ordem Terceira viesse para Melgaço; por isso, frei João das Chagas, padre privincial da Ordem, nomeou-o a 20/9/1746 síndico do convento das Carvalhiças (Senhora da Conceição). // Casou com Jacinta da Gama. // Enviuvou a 29/6/1743. // Morreu a 15/5/1757. Está sepultado no referido convento, cujo epitáfio sepulcral diz: «aqui jaz depositado Silvestre Teixeira Torres, primeiro síndico que foi deste convento; era de 1759.» // Pai de Manuel António.
TORRES, Maria Joana. Filha de Manuel José Torres, de Lugores, Tui, e de Luísa Domingues, de Riba de Mouro, termo de Valadares, moradores no Campo da Feira de Dentro. N.p. de Pedro Miguel Torres e de Maria Monteiro; n.m. de Leixandre Domingues e de Isabel Álvares. Nasceu a 6/8/1788 e foi batizada na igreja de SMP a 11 desse mês pelo padre Francisco Manuel Pereira da Gama, de Prado. Padrinhos: o padre batizante e sua irmã, Isidória Joana Pereira da Gama.
TORRES, Manuel. Filho natural de Manuel Torres, ferrador, de Trine, Corunha, e de Teresa Domingues, lavradeira, de São Pedro da Torre, Ourense. N.p. de João Torres e de Felicidade Torres; n.m. de avós ignorados. Nasceu no Rio do Porto, Vila de Melgaço, a 18/2/1876, e foi batizado a 26 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Luís Lopes, casado, oficial de diligências, e Pureza da Paixão Gomes, casada, ambos da Vila. // Lavrador. // Casou na igreja de SMP a 29/9/1901 com Maria, de 32 anos de idade, natural de Chaviães, filha de Manuel Joaquim de Carvalho, de São Paio de Melgaço, e de Florinda de Jesus Gonçalves, de Chaviães. Testemunhas: Manuel Maria Esteves e sua esposa, Rosa Miquelina Marques, camponeses, moradores em Chaviães. // Faleceu a 21/11/1943 no lugar de Carvalheiras, Chaviães. // A sua viúva finou-se a 2/5/1955.
TORRES, Manuel. Filho de João Torres e de Felicidade Torres. Nasceu em São Martinho de Padrão, bispado de Santiago de Compostela, Galiza, por volta de 1842. // Veio morar para Melgaço, onde exerceu a profissão de ferrador. // Casou com Teresa Domingues, também galega. // Faleceu na Rua da Calçada, SMP, a 2/7/1903, com 61 anos de idade, com todos os sacramentos, sem testamento, com filhos, e foi sepultado no cemitério municipal.
SOLHEIRO, Maria Rita. Filha de Manuel Solheiro e de Josefa Esteves, lavradores, galegos, residentes intramuros, SMP. Neta paterna de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes; neta materna de Francisco Esteves e de Rosa Fernandes. Nasceu na Vila de Melgaço a 19/3/1801 e foi batizada pelo padre Carlos Domingues a 22 desse mês e ano. Padrinhos: padre José Joaquim Pereira da Cunha, de Valença, e Maria Antónia Ribeira, de Prado. // Foi mãe solteira de Maria Helena Solheiro, mas depois casou com António Ribeiro, de quem ficou viúva a 26/1/1845. // Faleceu no Carvalho, SMP, a 24/12/1863, e foi sepultada na igreja matriz. // Do marido não teve filhos.
SOLHEIRO, Rosa. Filha de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes. Nasceu em Carvalheda (São Miguel), bispado de Tui, no século XVIII. // Casou com Bernardo, filho de António Esteves e de Maria de Aparício, de Arnoia, Ourense. // Moraram na Vila de Melgaço, no Bairro do Carvalho e também no lugar do Forte. // Faleceu aqui, a 3/1/1830, casada; foi amortalhada com hábito de freira e sepultada na igreja matriz com ofício de 16 padres. // Antes de casar teve uma filha, Maria, nascida na Vila de Melgaço a 5/9/1799. // Depois do casamento teve dois filhos.
SOLHEIRO, Maria Helena. Filha de Maria Rita Solheiro (1801-1863). Neta materna de Manuel Solheiro e de Josefa Esteves. Nasceu na Vila de Melgaço por volta de 1822. // Faleceu no Bairro do Carvalho, SMP, a 18/12/1895, com 73 anos de idade, solteira, e foi sepultada no cemitério. // (Com geração?).
SOLHEIRO, Maria Joaquina. Filha de Manuel Solheiro e de Josefa Esteves, galegos, moradores em Melgaço. Neta paterna de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes; neta materna de Francisco Esteves e de Rosa Fernandes. Nasceu na Vila de Melgaço a 24/3/1807 e foi batizada no dia seguinte. Padrinhos: António Caetano de Sousa e Rita Maria Joaquina, melgacenses. // Lavradeira. // Casou com Manuel Inácio, filho de Bernardo José Baleixo e de Ana Maria. // Em 1843 morava nas Carvalhiças. Residiu também em Galvão. // Faleceu neste último lugar, onde tinha a sua casa, a 19/1/1880, viúva, e foi sepultada no cemitério público. // Deixou um filho: António José (nasceu a 4/1/1843).
SOLHEIRO, Maria Benedita. Filha de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves. N.p. de Francisco Solheiro e de Isabel Fernandes; n.m. de João Peres (!) e de Josefa Esteves, de São Bartolomeu de Ponteadeva, Ourense. Nasceu em SMP a 13/12/1819 e foi batizada sete dias depois pelo padre Carlos Domingues. Padrinhos: os fidalgos Tomaz António Gomes de Abreu e sua irmã, Maria Benedita, moradores na Calçada. // S.m.n.
SOTTO, Maria Ventura. Nasceu em SMP. // Costureira. // Morou na Rua do Carvalho, Vila. // Faleceu solteira, a 26/4/1875, e foi sepultada na igreja do extinto convento de Santo António, construído nas Carvalhiças.
SOLHEIRO, Teotónio José. Filho de António Bernardo Solheiro e de Maria Rita Fernandes. Neto paterno de Ângelo Solheiro e de Maria Josefa Esteves; neto materno de Manuel Fernandes e de Maria Josefa Pinto. Nasceu na Vila a 18/2/1837 e foi batizado na igreja matriz nesse dia. Padrinhos: José Manuel Gomes de Abreu e sua filha Balbina. // Foi morar, desde tenra idade, para a freguesia de Chaviães. // Lavrador e pedreiro. // Casou na igreja de Paderne (tendo, para o efeito, obtido licença), com Maria Rosa, solteira, nascida em Chaviães a 22/8/1842, filha de Joaquim José Esteves e de Maria Rita de Sousa. Testemunhas: MCR, caixeiro, da Portela de Paderne, e o pai da noiva. // Morreu a 19/2/1872, às oito horas da manhã, em sua casa, sita no lugar das Lajes, Chaviãe. Depois de feita a autópsia do cadáver, foi sepultado na igreja de Chaviães. // Deixou dois filhos: Estefânia Cândida e Manuel António (ver em Chaviães). A sua viúva voltou a casar.
SOTTO, Maria Josefa. Nasceu por volta de 1825. // Morou nas Carvalhiças, SMP, casada com Francisco Colmeiro. // Lavradeira. // Faleceu no dito lugar, a 30/1/1885, com 60 anos de idade, e foi sepultada no cemitério. // Deixou marido e filhos.
SOLHEIRO, Rosa Margarida. Filha de Francisco Manuel Solheiro e de Maria Engrácia Gonçalves, moradores na Vila de Melgaço. Neta paterna de Ângelo Solheiro e de Maria Esteves; neta materna de Manuel António Gonçalves e de Maria Joaquina Rodrigues. Nasceu na vila a 17/1/1833 e foi batizada na igreja matriz de SMP a 20 desse mês e ano. Padrinhos: Diogo Esteves, sapateiro, e sua mulher, Rosa Áurea Lopes, residentes no lugar do Forte, Campo da Feira de Fora, SMP. // Casou com José Maria de Sousa (o Rainha), comerciante na Rua do Campo da Feira de Fora, Vila, filho de Escolástica Esteves, solteira, de Prado. // Mãe de Filomena de Sousa (Vila de Melgaço, 1856 – Pedroso, Gaia, 1944). // Morreu primeiro do que o marido; este faleceu na Rua Direita, Vila, a 18/12/1890, com 65 anos de idade.
SOLHEIRO, Sara Maria. Filha de Hermenegildo José Solheiro e de Adelaide Joaquina Alves, proprietários, moradores no lugar de Galvão de Baixo, SMP. Neta paterna de António Bernardo Solheiro e de Maria Joaquina Ribeiro; neta materna de Domingos José Alves e de Maria Caetana Gaioso (defuntos). Nasceu na freguesia da vila, SMP, a 28/11/1880, e foi batizada na igreja a 22/1/1881. Padrinhos: Francisco José Cerdeira e sua mulher, Maria de Nazaré Esteves, proprietários. // A 24/7/1895 foi madrinha de Roberto Rodrigues, nascido em Nogueira, Paderne, a 15 desse mês e ano. O padrinho era Lindolfo dos Santos Solheiro, ambos solteiros, proprietários. // Morava em Prado quando casou na igreja dessa freguesia melgacense a 16/9/1903 com o “brasileiro” de Pará, António Francisco de Oliveira, de 29 anos de idade, solteiro, comerciante em Terras de Vera Cruz, nascido em Macieira de Cambra, freguesia de Roge, concelho de Vale de Cambra, filho de Francisco de Oliveira e de Maria Joaquina. Testemunhas presentes: José Cândido Gomes de Abreu, casado, negociante, e Albina Gomes, solteira, proprietária, ambos da vila de Melgaço. // Em 1915 ela e seus filhos, Alberto e Lindoso, partiram para Lisboa, onde iriam fixar residência por algum tempo. // Em Janeiro de 1934 vivia em Campolide, Lisboa, e encontrava-se gravemente doente. // «À sua vivenda Vila Sara, em Prado, regressou no dia 25 do mês findo, vinda da sua casa de Campolide, Lisboa, a nossa prezada conterrânea Sr.ª D. Sara Solheiro de Oliveira, a qual, como temos noticiado, sofre duma grave doença que muito a tem martirizado. Fez a viagem no confortável automóvel do importante comerciante da praça de Lisboa, Sr. Marcelino Nunes Correa, vindo acompanhada por seu querido filho, Sr. Alberto Solheiro de Oliveira, por sua dilecta sobrinha, Sr.ª D. Marieta Adelaide da Mota Solheiro, e pelas suas dedicadas amigas, Sr.ª D. Leopoldina Nunes Correa e sua galante filha, D. Rosa Nunes Correa; tendo saído de Lisboa às 6,15 chegou à Serra, Prado, pelas 18.30 relativamente bem-disposta. Logo que foi conhecida a chegada da ilustre enferma, e ainda diariamente, dirigem-se à Vila Sara muitas pessoas das suas relações e amizade a informar-se do estado de saúde da bondosa senhora e a suavizar-lhe com as suas palavras amigas as torturas do seu grande sofrimento…» // Faleceu a 28/9/1934, às dezasseis horas, na dita casa do lugar da Serra, Prado, comprada pelo marido a Luís Manuel Solheiro, acrescentado-lhe o 2.º andar, agora designada “Vila Sara”, em sua homenagem. O seu cadáver foi sepultado no cemitério da vila de Melgaço no dia seguinte, em jazigo de família. // O seu viúvo finou-se em Lisboa a 16/1/1956. // Mãe de Alberto (casou com Regina Evangelista); de António (morreu em 1912, ainda menino); de Lindoso (nasceu a 21/6/1904; em 1907 esteve gravemente doente, segundo informa o Jornal de Melgaço desse ano; casou em segundas núpcias com Maria Fernanda, filha de Jorge Mendes e de Glicínia Trancoso; deste último casamento nasceu a 8/2/1953 Maria Laura, a qual foi batizada na igreja de Prado a 10/6/1956; do 1º matrimónio nascera António José Pinto Barbosa Solheiro Oliveira); e de Manuel José (nasceu a 19/7/1908 e morreu na Rua Marquês de Fronteira n.º 183, Lisboa, a 9/4/1956). // Nota 1: no “Notícias de Melgaço”, dá-se a notícia de que morreu em Lisboa, no princípio do ano de 1956, Manuel José Solheiro de Oliveira, filho de Sara Maria e de António Francisco, casado com Maria Laura Madeira Marques Craveiro, irmão de Lindoso e de Alberto, e pai de Francisco José Craveiro de Oliveira, o qual tinha, na capital do país, uma Casa de Modas. Quer dizer: pai e filho morreram pela mesma altura! // Nota 2: em Maio de 1908, António Francisco veio passar umas férias na sua magnífica vivenda do lugar da Serra, Prado, que comprara ao tio da esposa ; julgo que Sara Maria nunca foi para o Brasil.
TRANCOSO, Isolina de Jesus. Filha de Carolina das Dores Trancoso (Cortiça), solteira, jornaleira, moradora na Rua de Baixo, e de Manuel António da Cunha, viúvo, lavrador, da Pigarra, ambos de SMP. Neta materna de Rosa Maria Trancoso. Nasceu a 29/1/1887 e foi batizada a 9 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: Vitorino Augusto dos Santos Lima, solteiro, negociante, morador no Campo da Feira, e Miquelina de Jesus Trancoso, solteira. // Mãe solteira de José Augusto (nasceu em 1916) e de António Joaquim (nasceu em 1921). Mãe também de Clarice de Lurdes Rodrigues (nasceu em 1931). // Casou em 1925 com Joaquim José Rodrigues (*). // Faleceu na Vila a 14/1/1941. /// (*) Penso que se trata do senhor que morreu na Pigarra, SMP, por volta de 1934 (ver, na Vila, José Cândido de Carvalho).
TRANCOSO, Inácio Luís. Filho de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quintela. N.p. de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia Preta; n.m. de de Rosália Quintela, solteira, do Telheiro, Rouças. Nasceu a 10/4/1802 e foi batizado na igreja de SMP a 21 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel António Araújo de Castro e sua mãe, Maria de Castro, de Rouças.
TRANCOSO, Claudino. Filho de Maximiano Trancoso (Dente de Ouro), soldado da GNR, de Valadares, Monção, e de Argentina Pureza de Oliveira, de São Paio de Melgaço. N.p. de Manuel José Trancoso e de Maria Filipe; n.m. de Inácio de Oliveira e de Maria Justina Domingues. Nasceu na Vila a 6/4/1925 e foi batizado na igreja de SMP a 27 desse mês e ano. Padrinhos: os avós paternos. // Morreu vítima de desastre em Strasbourg, França, a 18/10/1958, e foi sepultado no cemitério de São Paio.
TRANCOSO, Carolina das Dores (Cortiça). Filha de Rosa Maria Trancoso. Nasceu na Vila por volta de 1846. // Quando em 1866 morreu a esposa de Manuel António da Cunha, da Pigarra, juntou-se com ele, ou foi sua criada, e dele teve vários filhos. // Faleceu no dito lugar da Pigarra a 2/9/1932, com 86 anos de idade, e teve um funeral quase de luxo, talvez pago pelo seu filho José Augusto da Cunha, comerciante em Lisboa.
TRANCOSO, Ilídio Augusto. Filho de Maximiano Trancoso (Dente de Ouro), soldado da GNR, natural de Valadares, Monção, e de Argentina Pureza de Oliveira, natural de São Paio de Melgaço. Nasceu na Vila a --/--/1926. // Faleceu com apenas seis dias de vida.
TRANCOSO, Francisco Daniel. Filho de Rosa Maria Trancoso, moradora nas Várzeas. N.m. de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quintela. Nasceu a 18/5/1830 e foi batizado na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: Francisco Manuel da Cunha e esposa, Maria Rita, do Outeiro, Chaviães.
TRANCOSO, Bento Luís. Filho de José Bento Trancoso, de Santa Cristina de Baleixe, e de Andreza Antónia Preta, de Mourentão, Tui, Galiza, moradores nas Várzeas, Vila de Melgaço. N.p. de Domingos Trancoso e de Cristina Vaz; n.m. de António Preto e de Ana Álvares, todos galegos. Nasceu no século XVIII. // Casou a 1/8/1804 com Maria José Quintela, filha de Rosália Quintela, de Rouças. Testemunhas: padre Pedro Domingues, Luís Manuel Domingues, e A.E.R., mordomo da igreja. // Morreu nas Várzeas a 9/12/1855; a sua viúva faleceu a 24/8/1866, no mesmo lugar, com 87 anos de idade; ambos os cônjuges foram sepultados na igreja matriz. // Pai de Manuel Vicente (ver em Cristóval), entre outros.
TRANCOSO, António Batista. Filho de José Jerónimo Trancoso, da Vila, e de Rosa Trancoso, de Rouças, lavradores, residentes na Rua Direita, Vila. N.p. de Ana Joaquina Trancoso; n.m. de Jerónimo José Trancoso e de Maria Teresa Esteves. Nasceu a 13/6/1896 e foi batizado na igreja de SMP a 21 desse mês. Padrinhos: António Joaquim Batista, solteiro, negociante (representado por António Joaquim Esteves) e Claudina Joaquina Trancoso, solteira. // Casou na CRCM a 3 ou 13/10/1921 com Ortelinda Rosa, de 22 anos, de Prado, filha de Maria das Dores Barreiro. // Ambos morreram em Prado: a esposa a 19/12/1962 e ele a 30 de Setembro ou 1 de Outubro de 1973.
TRANCOSO, Carlota. Filha de Rosa Maria Trancoso, moradora nas Carvalhiças, SMP. Nasceu por volta de 1839. // Faleceu solteira, a 11/9/1864, no dito lugar, com 25 anos, e foi sepultada na igreja do convento da Vila. // S.g.
TRANCOSO, Caetano José. Filho de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quintela, moradores nas Várzeas. N.p. de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia; n.m. de Rosália (ou Rosária) Quintela, solteira, do Telheiro, Rouças. Nasceu a 7/10/1819 e foi batizado na igreja de SMP a 10 desse mês. Madrinha: Maria [de Castro], fidalga, de Eiró, Rouças.
SOTOMAIOR, Bernardo José. Filho de Manuel António de Abendanho Lira Sotomaior e de Páscoa Maria de Abreu. Neto paterno de João Júlio de Abendanho Lira Sotomaior, da Vila de Cangas, arcebispado de Santiago, Galiza, e de Rosa Maria de Azevedo Lira, natural de Rouças; neto materno de Manuel dosGuimarães Brito, capitão de infantaria, e de Ana Alves Godim, de Cerdal, Valença. Nasceu a 8/3/1759 e foi batizado na igreja de SMP a 10 desse mês e ano. Padrinho: padre Bernardo Araújo, da Vila, residente no Campo da Feira.
SOTOMAIOR, Clara Narcisa. Filha de Bento José Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva Cardoso de Azevedo, moradores na Calçada. N.p. de João Júlio de Abendanho Sotomaior e de Rosa Maria de Azevedo Lira, moradores que foram na Quinta do Carvalho de Lobo, Rouças; n.m. de Francisco Xavier da Costa, da Vila, e de Maria Álvares, solteira, da Várzea, Paderne. Nasceu a 9/10/1789 e foi batizada na igreja de SMP a 30 desse mês. Padrinhos: Leandro de Sotomaior Abreu e mulher, Antónia Narcisa Cardoso de Macedo, de Guimarães, e ao sacramento do batismo assistiu João José de Abendanho Lira Sotomaior e sua irmã, Maria Xavier, por procuração.
SOTOMAIOR, Joana Constança. Filha de Bento José de Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva Cardoso Azevedo, moradores na Calçada. N.p. de João Júlio de Abendanho Sotomaior e de Rosa Maria Azevedo Lira; n.m. de Francisco Xavier da Costa, morador na Calçada, e de Maria Álvares, solteira, residente na Várzea, Paderne. Nasceu a 19/2/1787 e foi batizada na igreja de SMP a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Alexandre de Palhares, de Monção, e Maria Álvares, solteira, de Rouças, e ao sacramento do batismo assistiu José Pedro, irmão da batizanda.
SOTOMAIOR, João Evangelista de Sá (Padre). Filho de Caetana Luísa Soares de Meneses Sotomaior (Pereira de Castro, de Eiró), solteira, moradora nas Adegas, Rouças, e de (*). Neto materno de Agostinho Pereira de Castro e de Luísa Caetana de Nostrosa Lira Sotomaior. Nasceu por volta de 1793. // Por decreto de 15/4/1843 nomearam-no abade colado da freguesia da Vila. Sucedeu ao padre Bernardino José Gomes, de Corujeiras. // Faleceu a 20/11/1878, em sua casa de residência, sita na Rua da Igreja, Vila, com 85 anos de idade, e foi sepultado no cemitério municipal, em caixão de granito, no qual foi gravado o seu nome e data de falecimento, caixão esse que há uns anos atrás estava junto à igreja do convento das Carvalhiças! // Constava, na altura, que era homem santo. Dá gosto ler os assentos de batismo, casamento e óbito, por si redigidos, pois tinha uma caligrafia lindíssima. // Ocupou o seu lugar o padre Francisco Gomes Barreiros. /// (*) Segundo o Dr. Augusto César Esteves, o pai da criança seria o padre Francisco Lúcio de Sá Sotomaior Leonês, pároco de Rouças.
SOTOMAIOR, Antónia Narcisa. Filha de Bento José de Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva Cardoso Azevedo, moradores na Rua da Calçada. N.p. de João de Abendanho Sotomaior, de Santa Cristina, Vigo, e de Rosa Maria Azevedo, de Rouças; n.m. de Francisco Xavier da Costa, da Vila, e de Maria Álvares, solteira, da Várzea, Paderne. Nasceu a 20/4/1785 e foi batizada na igreja de SMP a 25 desse mês. Padrinhos: José Pedro e Maria Xavier, irmãos da batizante.
SOTOMAIOR, Bernarda Mosqueira Tavares. // Era natural da Casa de Paravedra, São Cristóvão de Mourentão, bispado de Tui. // Como era solteira, e entrada já em idade, veio para Melgaço, para casa de seu sobrinho, Caetano Maria de Abreu Mosqueira. Foi aqui que ela morreu, repentinamente, a 14/8/1847, sendo sepultada na igreja matriz de SMP com missas e ofício geral, além da música, que tudo pagou o tal sobrinho, morgado da Casa de Paravedra.
SOTOMAIOR, Joaquina Clara. Filha de Manuel António de Abendanho Lira Sotomaior e de Páscoa Maria de Abreu Brito, moradores no Campo da Feira. N.p. de João Júlio de Abendanho e de Rosa Maria de Azevedo, de Rouças; n.m. do sargento-mor Manuel dosGuimarães e Brito e de Ana Álvares Godim. Nasceu a 31/3/1768 e foi batizada na igreja de SMP a 3 de Abril desse ano. Padrinhos: Matias e irmã, Damiana Teresa, solteiros, filhos de João Manuel de Sousa, da Quinta, Remoães.
SOTOMAIOR, Joaquina Rosa. Filha de Bento José Abendanho Lira Sotomaior e Rita Genoveva Cardoso Azevedo, moradores no Rio do Porto, Vila. N.p. de João Júlio Abendanho Sotomaior e de Rosa Maria Azevedo Lira, residentes na Quinta de Carvalho de Lobo, Rouças; n.m. do Dr. Francisco Xavier da Costa, do Campo da Feira de Fora, e de Maria Álvares, solteira, da Várzea, Paderne. Nasceu a 20/1/1777 e foi batizada na igreja de SMP a 25 desse mês e ano. Padrinhos: Luís José Pereira da Gama, solteiro, e sua mãe, Maria, ambos residentes no Campo da Feira.
SOTOMAIOR, José. Filho de João de Sá Sotomaior, morgado do Reguengo. Nasceu em Paredes de Coura em 1825, mas deve ter vivido a maior parte da sua vida em Melgaço. // Em 1874 era vogal do Conselho Municipal. // Em 1879 e 1892 era 4.º substituto do juiz de direito. // Militou no Partido Progressista. // Foi vereador e vice-presidente da CMM, tornando-se presidente da mesma em Outubro de 1905, antes de João Pires Teixeira assumir a presidência da Comissão Administrativa . // Em consequência de um decreto de 15/2/1908 voltou a tomar posse daquele cargo . Os seus vereadores eram: padre Francisco José Dias, Domingos Ferreira de Araújo, Francisco Pires, e José Augusto Pires. A gente do “Jornal de Melgaço” não estava de acordo com a sua maneira de gerir o município, apoiava incondicionalmente João Pires Teixeira. // Em Setembro de 1908 ainda era presidente da CMM, pois no Jornal de Melgaço n.º 752 pôs um anúncio para o preenchimento da vaga de secretário da Câmara, com o vencimento anual de 180$000 réis. // Faleceu solteiro, sem geração, na Quinta do Reguengo, a 27/3/1912. // Apesar de morrer solteiro gerou alguns filhos, pois no juízo de direito da comarca de Paredes de Coura foi intentada uma ação de paternidade, constando haver mais dois filhos que se preparavam para intentar idêntica ação.
SOTOMAIOR, Rita Genoveva. Filha de Bento José Abendanho Lira Sotomaior e de Rita Genoveva Cardoso Azevedo, moradores na Rua da Calçada. N.p. de João Júlio Abendanho Sotomaior, de Santa Cristina, Vigo, e de Rosa Maria Azevedo Lira, de Rouças; n.m. de Francisco Xavier Costa, da Vila, e de Maria Álvares, solteira, da Várzea, Paderne. Nasceu a 5/7/1782 e foi batizada na igreja de SMP quatro dias depois. Padrinhos: José Pedro e Maria Xavier, irmãos da batizanda. Testemunhas: Domingos José Rodrigues e MPF, ambos da Vila.
TRANCOSO, Jerónima Rosa. Filha de Carolina das Dores Trancoso (Cortiça), solteira, jornaleira, e de Manuel António da Cunha, viúvo. Nasceu na Rua Direita a 18/11/1872 e foi batizada a 24 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Esteves, casado, escrivão da Fazenda, e Filomena de Sousa, solteira, ambos da Vila. // Faleceu na Vila a 6/10/1958.
TRANCOSO, João Francisco. Filho de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quintela, moradores nas Várzeas, Vila. N.p. de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia, galegos; n.m. de Rosália Quintela, do Telheiro, Rouças. Nasceu a 6/7/1826 e foi batizado na igreja de SMP a 11 desse mês. Padrinhos: João Francisco Cília, da Ilha de Malta, residente na Vila de Melgaço, e Rosa Maria, irmã do batizando.
TRANCOSO, Jerónimo José. Filho de Maria Benedita Trancoso, solteira, de Várzeas, Vila; n.m. de Maria Trancoso, solteira, do dito lugar. Nasceu na Vila por volta de 1844. // Tinha 24 anos de idade, era solteiro, lavrador, quando casou na igreja de SMP a 26/9/1868 com Maria Teresa Esteves, de 20 anos de idade, solteira, filha de João Manuel Esteves e de Maria Teresa Pires, de Aldeia, Rouças; neta paterna de Manuel Luís Esteves e de Maria da Conceição, e neta materna de Maria Pires, solteira, todos estes de Rouças. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa e Vitorino Lourenço Esteves, casado, caseiro na Quinta de Galvão. // Ficou a residir na freguesia da esposa. // Faleceu na Vila a 1/2/1922, com 79 anos de idade. // A sua viúva finou-se também na Vila, a 11/1/1942, com 95 anos de idade. // Pai de Laura, de Claudina, de Rosa, de Albino, de Júlia, de Maria da Luz, todos casados, e ainda de Vitorino.
TRANCOSO, Joana Rita. Filha de Maria Joaquina Trancoso, galega, moradora na Vila de Melgaço, intramuros. Neta materna de Vitorino Henriques e de Benta Camila, de Alveios, Tui. Nasceu a 31/1/1802 e foi batizada na igreja de SMP a 1 de Fevereiro desse ano. Padrinho: Manuel Pedro Fernandes, viúvo, mordomo da igreja.
TRANCOSO, José Bento. Filho de Domingos Trancoso e de Cristina Vaz, galegos. Nasceu em Santa Cristina de Baleixe no século XVIII. // Lavrador. // Casou com Andreza Antónia, de Mourentão, Galiza, filha de António Preto e de Ana Álvares. // Moraram no lugar das Várzeas, Vila de Melgaço. // A sua esposa faleceu a 24/11/1830, foi amortalhada em hábitos mulheris, e sepultada na igreja matriz. // Ele morreu a 13/2/1832, no dito lugar, foi amortalhado com hábito de São Francisco, e sepultado na igreja matriz.
TRANCOSO, José Dâmaso. Filho de José Augusto Trancoso e de Maria Amélia Dantas. Nasceu na Vila a 1/3/1935. // Morreu bebé. // Era gémeo de Hilário Augusto Trancoso.
TRANCOSO, José Augusto. Filho de Carolina Rosa Trancoso, solteira, e de Manuel António da Cunha, viúvo, da Pigarra. N.m. de Rosa Maria Trancoso, solteira, lavradora, residente na Rua de Baixo, SMP. Nasceu a 15/10/1882 e foi batizado a 23 desse mês. Padrinhos: Francisco Rodrigues Barreiros, viúvo, farmacêutico, e Teresa da Purificação Almeida Mosqueira, solteira, moradores na Vila. // Partiu ainda jovem para a capital do país, pois em 1908 já ali era comerciante. // Casou na 3.ª Conservatória de Lisboa a 21/12/1911 com Maria de Jesus, de Sobral, Oleiros, filha de José Fernandes Pereira e de Joaquina Ferreira. // Esteve muitos anos estabelecido na Rua Presidente Arriaga, Lisboa, com a mercearia “Pérola da Pampulha”, que em 1944 trespassou a um galego de apelido Alvarez. Posteriormente dedicou-se a negócios de exportação e importação. Deve ter ganho algum dinheiro, pois comprou a casa e quinta do Convento das Carvalhiças, Melgaço, que em 1948 vendeu ao médico, Dr. António Cândido Esteves. // Em 1915 ele e a família hospedaram-se no Novo Hotel Quinta do Peso, a fim de fazerem uso das águas minerais . // Faleceu no hospital de Santa Maria, freguesia do Campo Grande, Lisboa, a 11/1/1962. // Usou o apelido Cunha, embora não fosse perfilhado.
TRANCOSO, José Augusto (Zé Corujo). Filho de Júlia Cândida Trancoso, solteira, de Rouças, e de Alberto Álvaro de Araújo, solteiro, pedreiro, da Vila. N.m. de Jerónimo José Trancoso, da Vila, e de Maria Teresa Esteves, de Rouças. Nasceu na Rua Direita, Vila, a 27/2/1906 e foi batizado a 4 de Março desse ano. Padrinhos: Caetano José Mosqueira de Almeida, recebedor do concelho, e Esmeralda da Ascenção Esteves, solteira, proprietária. // A 20/7/1917 fez exame do 1.º grau, obtendo um ótimo. // Casou a 6/10/1934 na CRCM com Maria Amélia, sua conterrânea, filha de José Cândido Dantas e de Rosalina Domingues. Moraram nas Carvalhiças, numa casa perto da Senhora da Pastoriz. // Trabalhou como pedreiro, lavrador, e pescador de pesqueira. // «José Augusto Trancoso fracturou a perna esquerda no dia 11/7/1949, perto do lugar da Cabana, quando regressava da festa de São Bento de Fiães. Depois de um ligeiro tratamento no hospital da SCMM seguiu para o hospital de Santo Antonio, Porto.» A partir dessa altura começou a coxear. // Deu nova queda em 1962. «deu entrada no hospital com fractura patológica dos ossos da perna esquerda; foi enviado para Viana e o Dr. Manuel Gonçalves Ribeiro pensa que vai ser necessário amputar-lhe a perna doente.» // Morreu na Vila a 26/8/1983. // A sua viúva passou a residir com o filho António e nora, Fátima. // Foi pai de dezasseis filhos; sete deles morreram bebés.
TRANCOSO, José Jerónimo. Filho de Ana Joaquina Trancoso, solteira, moradora em Várzeas, SMP. N.m. de Maria Benedita Trancoso, do referido lugar. Nasceu na Vila a 4/2/1865 e foi batizado a 10 desse mês e ano. Padrinhos: José Jerónimo Trancoso, solteiro, pedreiro, do sobredito lugar, e Maria Benedita Trancoso, solteira, da Calçada, SMP. // Tinha 30 anos de idade, era solteiro, quando casou na igreja de SMP a 23/12/1895 com a sua parente no 2.º grau de consaguinidade, Rosa de Jesus, de 24 anos de idade, solteira, de Rouças, moradora na Vila, filha de Jerónimo José Trancoso, de SMP, e de Maria Teresa Esteves, de Rouças. Testemunhas: António Joaquim Esteves, solteiro, e Caetano Celestino de Sousa, viúvo, ambos da Vila. // Faleceu na Vila a --/10/1942. // Com geração.
TRANCOSO, José Luís. Filho de Ana Joaquina Trancoso, lavradeira, moradora nas Várzeas. N.m. de Maria Benedita Trancoso, solteira. Nasceu na Vila a 17/11/1861 e foi batizado na igreja a 22 desse mês e ano. Padrinhos: José Luís Calheiros, lavrador, e Maria Joaquina Trancoso, viúva, todos da Vila. // Faleceu no lugar dos Chãos, SMP, a 31/7/1866, e foi sepultado na igreja matriz.
TRANCOSO, José Manuel (Zé Querido). Filho de José Jerónimo Trancoso, de SMP, e de Rosa de Jesus Trancoso, de Rouças, lavradores, residentes na Pigarra, SMP. N.p. de Ana Joaquina Trancoso; n.m. de Jerónimo José Trancoso e de Maria Teresa Esteves. Nasceu na Pigarra, Vila, a 14/12/1899 e foi batizado a 20 desse mês e ano. Padrinhos: José Manuel Rodrigues de Castro e sua esposa, Emília de Jesus de Sá Vilarinho. // A 13/8/1914 fez exame do 2.º grau na escola Conde de Ferreira, ficando aprovado. // Lavrador-caseiro. // Casou a 13/1/1920, na CRCM, com Maria de Nazaré, mais conhecida por “Maria Querida”, de 23 anos de idade, filha de José Joaquim de Caldas e de Ludovina Rosa Lourenço. // Enviuvou a 28/12/1962. // Faleceu no Lar Pereira de Sousa a 9/4/1970. // Não deixou filhos. // Era uma figura popular, sempre bem-disposto.
TRANCOSO, Judite Carolina. Filha de Isolina de Jesus Trancoso. N.m. de Carolina das Dores Trancoso. Nasceu na Rua Direita a --/12/1913 e foi batizada a 2/3/1914. Padrinhos: Vítor Manuel Calheiros e Vitorina Martins Rodrigues, casados, proprietários. // Faleceu na Vila a --/--/1915, com apenas catorze meses de idade.
TRANCOSO, Júlio Augusto. Filho de José Augusto Trancoso e de Maria Amélia Dantas. Nasceu na Vila a --/--/1937 . // Faleceu a --/--/1938, com apenas dez meses de idade.
TRANCOSO, Laura dos Reis. Filha de José Jerónimo Trancoso e de Rosa de Jesus Trancoso, lavradores, de SMP. N.p. de Maria Benedita Trancoso; n.m. de Jerónimo José Trancoso e de Maria Teresa Esteves. Nasceu na Pigarra, SMP, a 6/1/1909, e foi batizada a 10 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel Francisco Migueis, marinheiro, e esposa, Laura da Cruz Trancoso, doméstica. // Lavradeira. // Casou na CRCM a 8/9/1928 com Diamantino António de Freitas, mais conhecido por “Tino Garrilha”, lavrador. // Moraram nas Carvalhiças. // Em 1966 deu uma queda e teve de ir para o hospital de Viana «Com fratura dos ossos da bacia produzida por uma queda, recebeu curativos no banco do hospital Laura dos Reis Trancoso, casada com DAF, que depois de pensada seguiu na ambulância da SCMM para o hospital regional de Viana do Castelo, onde ficou internada.» // Faleceu na Vila de Melgaço a 24/7/1977. // Com geração.
TRANCOSO, Laureano Augusto. Filho de Ana Joaquina Trancoso, solteira, jornaleira. Neto materno de Maria Benedita Trancoso, naturais de SMP, moradoras nas Carvalhiças. Nasceu nesse lugar a 13/8/1870 e foi batizado a 16 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim Gonçalves, casado, carpinteiro, e Josefa Otero, solteira, ambos residentes no sobredito lugar. // Faleceu a 3/9/1870.
TRANCOSO, Luís Joaquim. Filho de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quintela, moradores nas Várzeas. Neto paterno de José Bento Trancoso, de Santa Cristina de Baleixe, e de Andreza Antónia Preta, de Mourentão, Tui; neto materno de Rosália Quintela, do Telheiro, Rouças. Nasceu na Vila a 8/1/1829 e foi batizado na igreja de SMP a 12 desse mês e ano. Padrinhos: Luís de Sousa Gama, da Casa da Serra, Prado, e Ana Joaquina de Sousa e Castro, de Galvão, Vila.
TRANCOSO, Manuel Joaquim. Filho de José Bento Trancoso, de Santa Cristina de Baleixe, e de Andreza Antónia Preta, de Mourentão, Tui, moradores no lugar das Várzeas, Vila de Melgaço. N.p. de Domingos Trancoso e de Cristina Vaz; n.m. de António Preto e de Ana Álvares, todos galegos. Nasceu a 17/1/1792 e foi batizado na igreja de SMP no dia seguinte. Padrinhos: padre Manuel Pedro Loné, pároco da freguesia da Vila, e Margarida Carlita de Castro Meneses, melgacenses.
TRANCOSO, Margarida Joaquina. Filha de José Bento Trancoso, de Santa Cristina de Baleixe, e de Andreza Antónia Preta, de Mourentão, Tui. N.p. de Domingos Trancoso e de Cristina Vaz; n.m. de António Preto e de Ana Álvares. // Nasceu na segunda metade do século XVIII. // Faleceu solteira, a 27/1/1848, no lugar de Várzeas, SMP, e foi sepultada na igreja matriz com ofício de corpo presente de 10 padres, que mandou fazer por esmola sua filha Maria Joaquina, nascida em Prado a 9/12/1805, casada com Lourenço Caetano Rodrigues “Caçolas”.
TRANCOSO, Maria Benedita. Filha de Margarida Joaquina Trancoso. N.m. de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia Preta. // Nasceu por volta de 1802. // Morou no lugar de Várzeas, SMP. // Morreu a 5/12/1868, com 66 anos de idade, na Rua da Calçada, em casa de Maria Joaquina Trancoso, viúva, da Vila, e foi sepultada na igreja matriz. // Deixou filhos.
TRANCOSO, Miguel Carlos. Filho de Maria Benedita Trancoso. N.m. de Margarida Joaquina Trancoso. Nasceu a 27/2/1841 e foi batizado na igreja de SMP a 3/3/1841. Padrinhos: Carlos Câncio Gomes e Isabel (Serra?).
TRANCOSO, Miquelina de Jesus. Filha de Carolina das Dores Trancoso (Cortiça), solteira, jornaleira, moradora intramuros, e de Manuel António da Cunha, viúvo, lavrador, da Pigarra, Vila. Neta materna de Rosa Maria Trancoso, solteira. Nasceu a 24/8/1867 e foi batizada a 31 desse mês e ano. Padrinhos: Hermenegildo José Solheiro (disse ao pároco ser casado no Pará, Brasil) e Miquelina Rosa Rodrigues, solteira, costureira, todos da Vila. // Faleceu na Vila, SMP, a 7/4/1947. // Mãe solteira de Reinaldo Assunção Trancoso, o qual cedo partiu para Lisboa.
TRANCOSO, Maria Rita. Filha de Margarida Joaquina Trancoso, moradora nas Várzeas. N.m. de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia Preta. Nasceu a 10/1/1824 e foi batizada na igreja de SMP a 11 de Fevereiro desse ano. Padrinho: António Rodrigues, mordomo. // Faleceu a 19/1/1831.
TRANCOSO, Maria Urbana. Filha de Isolina de Jesus Trancoso, solteira. Neta materna de Carolina das Dores Trancoso. Nasceu na Rua Direita, Vila, a 3/4/1906, e foi batizada a 11 desse mês e ano. Padrinhos: António Luís da Cunha, casado, proprietário, e Maria Engrácia Trancoso, solteira, doméstica. // Casou na CRCM a 4/8/1929 com Marcos Adão, filho de Manuel Luís Afonso e de Maria Rosa Domingues, lavrador, nascido na Vila de Melgaço a 26/3/1903. // O seu marido morreu em Prado a 11/6/1951. // Ela faleceu na Vila a 2/8/1986 e foi sepultada no cemitério municipal, ao lado de seu defunto marido. // Com geração.
TRANCOSO, Maria Joaquina. Filha de Margarida Joaquina Trancoso, solteira. Nasceu em 1805 (ver em Prado).
TRANCOSO, Maria Joaquina. Filha de Bento Luís Trancoso e de Maria José Quintela, moradores nas Várzeas, Vila. N.p. de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia Preta, galegos; n.m. de Rosália Quintela, solteira, do Telheiro, Rouças. Nasceu a 1/4/1824 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Francisco Pereira, do Campo da Feira, e Rosa Maria, irmã (?) da batizanda. // Nota: dever ser a mesma senhora que teve a profissão de lavradeira, a qual faleceu solteira, a 15/10/1884, na Rua Direita, Vila, tendo sido sepultada no cemitério municipal, deixando uma filha de maior idade.
TRANCOSO, Maria Engrácia. Filha de Joaquina Rosa Trancoso, solteira, jornaleira, da Vila. N.m. de Rosa Maria Trancoso. Nasceu a 26/1/1873 e foi batizada a 2 de Fevereiro desse ano. Padrinhos: Manuel José Esteves, escrivão da Fazenda, e mulher, Jerónima Rosa Gonçalves. // Casou a 14/11/1910 com João José, de 56 anos, de Prado, filho de José Luís do Val e de Luísa Vitória Lourenço. // Enviuvou a 11/1/1931. // Foi durante quinze anos enfermeira do hospital da SCMM. // Faleceu na Vila a 2/3/1962. // Em Março de 1962 foi apresentado à Mesa da SCMM, pelo provedor, um voto de pesar pelo seu falecimento, por ser mãe do secretário da Mesa, Ezequiel Augusto do Vale. // Era mãe também de José Luís.
TRANCOSO, Rosa Maria. Filha de Margarida Joaquina Trancoso, solteira, moradora no lugar das Várzeas. Neta materna de José Bento Trancoso e de Andreza Antónia Preta. Nasceu na Vila a 20/7/1815 e foi batizada a 28 desse mês e ano. Padrinhos: António de San Payo, mordomo da igreja, e Maria Rodrigues, solteira, moradora na Calçada. // Teve a profissão de rodeira, na Casa da Roda. // Faleceu solteira, a 14/1/1875 (ou 1895), na Travessa da Misericórdia, SMP. // Deixou filhos.
TRANCOSO, Nazária Rosa. Filha de José Jerónimo Trancoso e de Rosa de Jesus Trancoso. N.p. de Ana Joaquina Trancoso; n.m. de Jerónimo José Trancoso e de Maria Teresa Esteves. Nasceu na Pigarra, Vila, a 20/10/1904 e foi batizada a 27 desse mês e ano. Padrinhos: Júlio Cândido Ferreira Pinto da Cunha, solteiro, proprietário, e Rosa de Jesus Meleiro, solteira, proprietária. // Faleceu a 17/8/1905, no lugar onde nascera, e foi sepultada no cemitério.
TRANCOSO, Reinaldo Assunção. Filho de Miquelina de Jesus Trancoso, solteira, criada de servir, de SMP. Neto materno de Carolina das Dores Trancoso. Nasceu na Rua Direita a 17/6/1902 e foi batizado a 13 de Agosto desse ano. Padrinhos: José Augusto da Cunha Trancoso, solteiro, empregado comercial, tio materno do batizando, e a Senhora do Rosário, com cuja coroa tocou Abel da Assunção Gonçalves, solteiro, empregado comercial. // Na sua juventude partiu para Lisboa. // Morreu na freguesia de Santos-o-Velho, Lisboa, a 17/7/1950.
TRAVASSOS, Maria Luísa. Filha de Maria Joana Travassos, solteira, de São Bento do Rabinho, Ourense, moradora na Assadura, Vila de Melgaço. Neta materna de Estêvão Travassos e de Manuela de Campos, galegos. Nasceu a 4 de Dezembro de 1827 e foi batizada na igreja de SMP nesse dito dia. Padrinhos: António Vicente da Silva e sua esposa, Maria Luísa, residentes em Rouças.
