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OTERO, Constantino de Jesus. Filho de Agostinho Otero (em português Outeiro), moleiro, de Santa Maria de Juvencos, e de Maria Alexandrina Fernandes (*), de São Julião de Asturezes, ambos do bispado de Ourense, moradores no lugar das Carvalhiças, Vila de Melgaço. N.p. de João António Otero e de Sebastiana Namim; n.m. de André Fernandes e de Hipólita Godás. Nasceu na Vila a 27/7/1863 e foi batizado na igreja de SMP a 2 de Agosto desse ano. Padrinhos: José Lopes e esposa, Manuela Ferreira, moleiros, ambos da freguesia de São Pedro Felix de Broes, Galiza, residentes nas Carvalhiças. // Operário. // Faleceu nas Carvalhiças a 6/3/1898, solteiro, sem testamento, sem filhos, e foi sepultado no cemitério municipal. /// (*) Maria Alexandrina Fernandes faleceu a 23/8/1903, nas Carvalhiças, onde morava, com todos os sacramentos, com 81 anos de idade, no estado de viúva do sobredito Agostinho Otero, sem testamento, e foi sepultada no cemitério municipal de Melgaço.
MARINHO, Inocêncio José. // Foi exposto na roda de Melgaço por volta de 1847. // Trabalhador rural. // Casou em primeiras núpcias com Maria Teresa de Jesus, exposta em Valadares, concelho de Monção, de quem enviuvou (*). // Viveu depois maritalmente durante anos com Teresa de Jesus, solteira, também exposta na roda, por volta de 1871, com quem casou na igreja de SMP a 3/7/1905 – ele tinha então 58 anos de idade e ela 34 anos, legitimando seus filhos perante a lei. Testemunhas da boda: Belchior Herculano da Rocha e João Batista dos Reis, ambos expostos. // Faleceu a 9/2/1919. // Pai de Vitalina, de Fausta Cândida, de Adélia Áurea, de Alexandrina Augusta, de Liceu Cândido, de Jesufina Herculana, de João António, e de Óscar Augusto. /// (*) Maria Teresa de Jesus faleceu na sua casa da Rua da Misericórdia, SMP, a 5/6/1904, com 69 anos de idade, com todos os sacramentos, sem testamento, sem filhos, e foi sepultada no cemitério municipal de Melgaço.
MARINHO, Georgina Cândida. Filha de João Cândido Marinho e de Maria Delfina Dias, lavradores, residentes na Assadura. N.p. de José Marinho e de Brandina Marinho, moradores no Louridal; n.m. de António Joaquim Dias e de Maria Benedita Ribeiro. Nasceu a 13/9/1880 e foi batizada a 16 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim de Sousa, alfaiate, e Georgina Cândida Soares Calheiros, da Vila. // Casou na igreja de SMP a 3/12/1905, com Mâncio Rosa, de 24 anos, filho de José Joaquim Alves de Melo e de Belmira Rosa Sanches, oficial de diligências e depois fiscal do matadouro. // Ambos faleceram na Vila: o seu marido a 26/1/1957 e ela a 17/2/1961. // Nos últimos anos da vida moraram no Bairro do Carvalho, perto das muralhas do castelo. // Com geração.
RODRIGUES, António Eusébio. // Em 1803 e 1804 era sacristão da igreja.
RODRIGUES, António Joaquim. // Em 1819 já era mordomo da igreja matriz de SMP. // A 6/5/1832 foi padrinho de António, filho de uma galega, que nascera na Vila no dia anterior. // A 7/1/1833 foi padrinho de Manuel António Noia, nascido na Vila de Melgaço dois dias antes. // (Pode ser o de baixo).
RODRIGUES, António. Filho de António Maria Rodrigues (Macarrão), marinheiro, da freguesia de Ligares, Freixo de Espada à Cinta, Bragança, e de Maria da Luz Pinto, doméstica, natural de Rouças, Melgaço. N.p. de António Portela e de Maria Cândida Rodrigues; n.m. de Manuel Pinto e de Maria Caetana da Costa Velho. Nasceu no Rio do Porto, Vila, a 13/4/1909, e foi batizado a 19 desse mês e ano. Padrinhos: Dr. António Pereira de Sousa, médico, e Maria Joaquina Pires, solteira, proprietária. // Casou na CRCM a 28/4/1928 com Ana Cândida, nascida na Vila em 1904, filha de Isidoro Artur do Paço e de Belarmina de Jesus de Sousa. // Moraram no caminho que vai para a Barbosa. // Comprava e vendia cabritos, e também as suas peles. // Morreu na Vila a 31/10/1980. // A sua viúva finou-se a 27/7/1982. // Com geração.
NOIA, Manuel Caetano. Filho de Manuel António Noia, jornaleiro, e de Maria Amália, moradores intramuros. N.p. de Domingas Noia, solteira, de Loureda, arcebispado de Santiago, Galiza; n.m. de Maria Leonor Exposta, solteira. Nasceu a 30/10/1861 e foi batizado na igreja de SMP a 6 de Novembro desse ano. Padrinhos: Caetano Maria de Abreu Mosqueira, proprietário, e Maria José Soares, costureira, todos da Vila. // Nota: deve ter morrido ainda criança.
MAGALHÃES, Maria Higina. Filha de Duarte Augusto de Magalhães, da Vila de Melgaço, e de Sérgia Elvira Anguiano Rodrigues Gomes Pinheiro, de Alveios, Tui, moradores na Quinta de São Julião, Vila. N.p. de Joaquim Maria de Magalhães e de Marcelina Rosa da Rocha e Sá; n.m. de Luís Anguiano Rodrigues e de Rita Generosa Gomes Pinheiro de Sousa Gama. Nasceu em São Julião a 28/4/1904 e foi batizada na igreja de SMP a 11 de Maio desse ano. Padrinhos: José Cândido Gomes de Abreu, casado, comerciante, e Higina Cândida de Magalhães, casada, proprietária. // A 1/7/1914 fez exame do 1.º grau na escola Conde de Ferreira, obtendo a classificação de «ótima»; estudava no colégio Nossa Senhora de Lurdes, sito na Vila, dirigido por Maria das Dores Teixeira da Costa. // A 10/8/1917 fez exame do 2.º grau, passando com distinção. // Casou na CRCM a 27 e a 29/4/1927, na capela da Orada, com o Dr. Henrique, nascido em Melgaço a 22/7/1898, filho do Dr. Manuel Fernandes Pinto, de Mazedo, Monção, delegado do Procurador Régio na comarca de Melgaço, e de Ludovina Amélia da Rocha Gonçalves, de Santos-o-Velho, Lisboa. // Ambos os cônjuges faleceram na Vila de Melgaço: o marido a 17/11/1964 e ela a 8/7/1977. // Com geração.
RODRIGUES, António. Filho de Rosa Rodrigues, solteira, lavradora, natural de Cousso, encarcerada na cadeia da Vila de Melgaço. Neto materno de Joaquim Rodrigues e de Maria Joana Gonçalves. Nasceu na cadeia a 20/6/1896 e foi batizado na igreja de SMP a 28 desse mês e ano. Padrinhos: António Perestrelo de Freitas e Maria Teresa Gonçalves, solteiros. // Morreu a 3/1/1900, no lugar de Cousso, dessa mesma freguesia, onde foi sepultado, no adro da igreja, por não haver ainda cemitério.
MAGALHÃES, Maria Gertrudes. Filha de Jerónimo Gomes Abreu Magalhães e de Sabina Gomes de Abreu. Nasceu a --/--/17--. // Professou no convento de Santa Clara de Trancoso.
MAGALHÃES, Maria Joaquina. Filha do Dr. João Caetano Gomes de Abreu Magalhães, de Melgaço, e de Maria Bárbara Morfi Ervelha Gaioso de Puga, de São Senjo, Santiago, Galiza. Neta paterna de Jerónimo Gomes de Magalhães e de Sabina Gomes de Abreu; neta materna de Sefíbio Morfi Ervelle e Silva e de Joaquina Ervelle Gaioso de Puga. Nasceu a 2/11/1791 e foi batizada a 7 desse mês na igreja de SMP pelo padre Manuel Ferreira Lopes, pároco de Santa Eulália de Valadares, com licença do padre Manuel Pedro Loné, abade na Vila de Melgaço. Padrinhos: o sacerdote batizante e Mariana Gertrudes de Magalhães e Abreu, e ao sacramento assistiu o capitão-mor, Luís Caetano de Sousa Gama, com procuração. // Ainda novita, enamorou-se de um estudante de Teologia, Francisco Luís Álvares, natural de Chaviães, de quem teve dois filhos: Maria Joaquina e Francisco Luís. // Faleceu com apenas 36 anos de idade e solteira.
NOVAIS, Francisco Manuel. Filho de Manuel Pereira Novais e de Maria Rosa Gomes, moradores na Calçada, Vila. N.p. de Gabriel Pereira [Novais] e de Maria Rodrigues, de Merelhe, Paços; n.m. de Francisco Gomes e de Maria Gonçalves, de Esmoriz, São Cristóvão, Tui. Nasceu a 9/4/1776 e foi batizado na igreja de SMP a 12 desse mês. Padrinhos: Dr. Francisco Xavier da Costa, viúvo, e Joana Maria Engrácia, esposa de António Manuel Teixeira da Gama, da Vila. // Casou na igreja de SMP a 17/2/1801 (ou 1802) com Josefa Antónia Armada, filha de Salvadora da Armada e neta materna de Bertolo Armada e de Escolática Carpinteira, naturais de Arnoia, Ourense. Testemunhas da boda: António José Sampaio, Pedro Francisco Martins, entre outros. // Foi soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria de Valença. // Faleceu a 13/5/1818. // Com geração.
MAGALHÃES, Manuel Luís (*). Filho natural do bacharel João Caetano Gomes de Abreu Magalhães, de São Julião de Baixo, Vila de Melgaço, e de Escolástica Maria de Araújo, solteira, da Orada, SMP. N.p. de Jerónimo Gomes de Magalhães e de Sabina Gomes de Abreu, da Calçada, SMO; n.m. de Jerónimo Gomes e de Ângela de Araújo, da Orada. // Casou na igreja de Rouças a 9/12/1813, na presença do padre Inácio Luís Pereira de Castro, reitor de Riba do Mouro (São Pedro), termo de Valadares, com a sua parente no 3.º grau de consanguinidade, Antónia Joaquina, filha de António José Pinheiro de Castro e de Maria Gertrudes de Abreu Magalhães, do lugar de Requeijo, Rouças; neta paterna de Francisco Pinheiro de Castro e de Ângela Custódia de Sousa, do dito lugar, e neta materna de Diogo de Abreu e de Jerónima de Araújo, do lugar da Orada, SMP. Testemunhas: o pai do noivo; e João António de Abreu Cunha Araújo, capitão-mor de Melgaço; e ainda o padre António José de Abreu, abade de Cristóval. /// (*) Foi perfilhado pelo pai.
NOVAIS, Francisco Manuel. Filho de Francisco Manuel Pereira de Novais e de Josefa Antónia Moreira, da Vila. N.p. de Manuel Pereira de Novais e de Maria Rosa Gomes; n.m. de Salvadora Armada, solteira. Nasceu a 28/3/1817 e foi batizado na igreja de SMP a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco António da Silva e Josefa da Cunha, também da Vila.
MAGALHÃES, Manuel (Dr.) Filho de José Pinto da Cunha e de Maria Rita da Conceição de Melo. Nasceu em Meinedo, Lousada, a --/--/18--. // Veio para Melgaço como médico municipal (2.º partido), tomando posse a 18/6/1915, sexta-feira, auferindo o ordenado anual de 400$00. // Fixou a sua residência na sede do concelho. // Segundo o Correio de Melgaço ele recusou-se a ir ao hospital depois da meia-noite de 3/2/1916 ver Ana Joaquina da Lama, que ficara bastante queimada no incêndio que deflagrara na sua casa da Assadura. // A 6/8/1916 foi eleito membro da Comissão Venatória concelhia. // Partiu para Lisboa no verão de 1917 a fim de cumprir o serviço militar como médico miliciano , mas pouco tempo por lá permaneceu, voltando para Melgaço. // Faleceu nesta Vila a 19/10/1918, com apenas 35 anos de idade, solteiro, devido à epidemia bronco-pneumónica que grassou nesse ano, mas foi sepultado no jazigo de família em Felgueiras. // Um ano depois da sua morte o Dr. Augusto César Esteves presta-lhe uma merecida homenagem. Às tantas pergunta: «que importava ao seu comodismo que esta casa ou aquela fosse um foco perigoso, um foco de evitar, se lá dentro, acariciado pelas asas da morte, jazia um ente humano, que era preciso arrancar às Parcas?» // A 20/10/1920 morreu seu pai.
RODRIGUES, António José. Filho de Bernardo António Rodrigues e de Rosa Maria Gomes, do lugar da Corga, Vila. N.p. de Francisco Xavier Rodrigues, de Chaviães, e de Rosa Liberata Gonçalves, da Vila; n.m. de António Gomes da Ribeira e de Caetana Maria do Souto, da Vila. Nasceu a 16/10/1791 e foi batizado na igreja de SMP a 24 desse mês e ano. Padrinhos: António José Ribeiro e esposa, Ana Maria Araújo. Testemunhas: João Manuel Pinheiro e MPF. // Casou na igreja de SMP a 21/6/1830 com Clara Francisca, filha de Pedro Esteves e de Ana Esteves, do Nogueiral, São Paio. Testemunhas: Diogo António Soares, Diogo Manuel Domingues, de São Paio, e AJR, mordomo da igreja.
MAGALHÃES, Maria Carolina. Filha de Jerónimo Luís Gomes de Abreu Magalhães e de Rosa Caetana Soares Calheiros, moradores em Galvão de Baixo. N.p. do Dr. João Caetano Abreu Magalhães e de Maria Bárbara Morfi Puga; n.m. do Dr. Luís Soares Calheiros e de Rosa Maria Souto Monteiro. Nasceu a 6/12/1830 e foi batizada em casa pelo padre Caetano Celestino Soares Calheiros, tio da neófita, por a criança se achar em perigo de vida. Recebeu os santos óleos na igreja no dia seguinte. Padrinhos: o sacerdote batizante e Antónia Maria do Souto Monteiro, bis-tia da batizanda. // Nota: a sua mãe morreu quando a deu à luz.
NOVAIS, Luísa Teresa. Filha de Francisco Manuel Pereira de Novais e de Josefa Antónia Moreira, moradores intramuros. N.p. de Manuel Pereira de Novais e de Maria Rosa Gomes; n.m. de Salvadora Armada, solteira. Nasceu a 28/9/1804 e foi batizada na igreja de SMP a 3 de Outubro desse ano. Padrinho: Francisco Bernardo Pereira, solteiro, melgacense.
MAGALHÃES, Maria Angélica. Filha de Maria Angélica Magalhães, casada com Luís Manuel Gonçalves, moradores que foram no lugar do Cruzeiro, Chaviães. N.p. de avós incógnitos; n.m. de José Caetano de Magalhães, nascido no Campo da Feira, Melgaço, e de Francisca de Cardenes, de Ourense, depois moradores no Cruzeiro de Chaviães. Nasceu em São Julião, Vila, a 18/9/1869, e foi batizada a 26 desse mês e ano. Madrinha: Maria Agostinha Gomes, solteira, da Corga, Vila. // A 8/5/1872 a sua mãe, no estado de viúva e pobre, apresentou a criança ao presidente da Câmara Municipal, Luís Vicente Gomes Pinheiro, que a aceitou no hospício até Setembro de 1876, mediante acórdão camarário, ficando registada no livro dos expostos sob o n.º 283. // Nesse dia 8/5/1872 foi entregue à ama de seco, Benta Gonçalves, da Assadura, Vila. // A 29/9/1876 findou a época de criação, e a Câmara entregou-a a seu tio materno, Manuel Tomaz de Magalhães, natural de Chaviães, com ofício ao Juízo Orfanológico de 30/9/1876. // Sem mais notícias.
RODRIGUES, António José. // Alfaiate. // Casou com Joana Joaquina de Sousa. // Faleceu na Vila de Melgaço, onde morava, a 26/10/1813.
NOIA, Maria da Conceição. Filha de Domingas Noia, galega, moradora na Vila de Melgaço. Neta materna de Gregório Noia e de Antónia Garcia, de Loureda, arcebispado de Santiago, Galiza. Nasceu a 5/2/1842 e foi batizada na igreja de SMP a 10 desse mês e ano. Padrinhos: António Joaquim Rodrigues, sacristão, e Maria da Conceição, do lugar do Vizo, Chaviães.
MAGALHÃES, João Caetano (Dr.) Filho de Jerónimo Gomes de Magalhães e da sua 2.ª esposa, Sabina Gomes de Abreu. N.p. de António Gomes de Abreu e de Jerónima Gomes de Magalhães; n.m. de Manuel Esteves da Costa e de Isabel Gomes de Abreu. Nasceu na Vila, SMP, a 1/2/1744. // Tirou o Curso de Direito na Universidade de Coimbra. // Foi Cavaleiro Fidalgo da Casa Real e administrador do Morgadio dos Chãos. // Em 1782 residia no Campo da Feira de Dentro. Era sargento-mor das ordenanças de Melgaço. // Ainda solteiro, gerou filhos em duas raparigas: em Maria Josefa Teixeira gerou a Francisco Manuel; e em Escolástica Maria de Araújo gerou a Manuel Luís, que foi mais tarde perfilhado pelo pai. // Casou em primeiras núpcias a 6/2/1780 com Caetana Maria Isabel Soares. Moraram no CFD e mais tarde em Galvão de Baixo. Essa senhora faleceu a 11/2/1787. Tiveram um filho: António Caetano, nascido a 21/7/1780, o qual morreu criança. // Casou em segundas núpcias com Maria Bárbara, galega, de Santiago de Compostela, filha de Sefíbio (ou Secílio) Morfi de Ervelle e Silva e de Joaquina Ervelle Gaioso de Puga. Viveram, na companhia um do outro, mais de trinta e cinco anos, primeiro em Galvão, na casa que mais tarde seria de Gaspar Oliveira Figueiredo, e depois no campo da Feira, na casa armoriada, que fora de seu tio-avô, padre Francisco Gomes de Abreu. // Foi ele o herdeiro de seu irmão Jerónimo José. // Em 1808 era vereador e juiz pela ordenação. // Era sargento-mor reformado quando faleceu, na Vila, a 28/11/1829, casado, sendo amortalhado em hábito de São Vicente e sepultado na capela-mor do convento da Senhora da Conceição, sito nas Carvalhiças, como determinou em seu testamento; teve ofício de corpo presente com mais 40 padres.
RODRIGUES, António José. Filho de Francisco Xavier Rodrigues (*) e de Rosa Liberata Gonçalves, moradores no Campo da Feira de Fora. N.p. de Afonso Rodrigues e de Gertrudes Gomes, do Cortinhal, Chaviães; n.m. de Pedro Gonçalves Pires e de Antónia Gomes de Araújo, moradores na Vila. Nasceu a 1/4/1785 e foi batizado na igreja de SMP a 6 desse mês e ano. Padrinho: Dr. António José Pinto da Rocha, juiz de fora na Vila de Melgaço. Testemunha: Bento José Gomes de Azevedo, escrivão do público. // Nota: é provável que seja o mesmo senhor que morou no lugar da Oliveira, SMP; caiu em demência e faleceu a 7/10/1842, sendo sepultado na igreja matriz a 9 desse mês e ano. /// (*) Francisco Xavier Rodrigues morreu na sua casa da Vila, intramuros, a 11/2/1814.
NOVAIS, António José (Padre). Filho de António Soares da Nóboa (ou Nóvoa), de Remoães, e de Margarida Gomes de Abreu, da Vila. Nasceu a 21/8/1705. // Foi inscrito na Confraria das Almas a 16/9/1708. // Foi presbítero secular. // Faleceu em Melgaço a a 18/5/1757. // Deixou seu irmão Caetano por herdeiro universal. // Assinava: Padre António José de Abreu Soares Coelho!
RODRIGUES, António Joaquim. // Morou na Rua da Misericórdia, SMP. // Morreu solteiro, a 16/3/1849, e foi sepultado na igreja matriz com ofício de mais de 20 clérigos. // Não fizera testamento, por ser pobre.
NOVAIS, António José. Filho de Francisco Manuel Pereira Novais e de Josefa Antónia Moreira, moradores na Vila de Melgaço. N.p. de Manuel Pereira Novais e de Maria Rosa Gomes; n.m. de Salvadora da Almada, solteira. Nasceu a 8/6/1815 e foi batizado na igreja de SMP a 18 desse mês. Padrinhos: João António Araújo, solteiro, do Rio do Porto, e Joana Maria de Castro, de Remoães, casada com Bernardo Pereira.
MAGALHÃES, Jovita Cândida. Filha de José Joaquim Alves de Magalhães, de Chaviães, e de Higina Cândida Magalhães, de SMP, proprietários. N.p. de Manuel Tomaz Magalhães e de Jerónima Luísa Alves, de Chaviães; n.m. de Joaquim Maria de Magalhães, da Vila de Melgaço, e de Marcelina Rosa da Rocha e Sá, de Ceivães, Monção. Nasceu na Rua da Calçada a 20/9/1889 e foi batizada na igreja de SMP a 17 de Outubro desse mesmo ano. Padrinhos: JCGA e invocou-se por madrinha a Senhora do Rosário, tocando com a coroa Luís Camilo Gomes de Abreu, solteiro, proprietário, da Vila. // Faleceu na Casa da Calçada a 1/11/1889.
RODRIGUES, António Joaquim. Filho de Maria Josefa Rodrigues, moradora intramuros, SMP. N.m. de António José Rodrigues e de Joana de Sousa. Nasceu a 22/3/1853 e foi batizado a 30 desse mês. Padrinho: Francisco Lopes, todos da Vila.
NOVAIS, Caetano. Filho de António Soares da Nóvoa, de Remoães, e de Margarida Gomes de Abreu, da Vila. N.p. de João Soares da Nóboa e de Maria Durães de Abreu; n.m. do capitão Domingos Gomes de Abreu e de Francisca Coelho. Nasceu na Vila a 31/12/1701. // «Foi cavaleiro professo da Ordem de Cristo e tenente de infantaria, militando na companhia cujo capitão era Manuel Lourenço Gomes, do regimento de Valença.». // Foi inscrito na Confraria das Almas a 6/11/1706. // Casou a 6/12/1739 com sua prima co-irmã Caetana Maria, filha do capitão frei Domingos Gomes de Abreu, fundador da capela da Pastoriza, e de Isabel de Faria. // A 7/5/1751 foi-lhe concedida a carta de brasão de armas, o qual brasão mandou colocar na sua casa da Rua Direita, Vila, perto da igreja matriz. // Foi armado cavaleiro da Ordem de Cristo a 12/12/1751 na igreja da Senhora da Conceição do Colégio de Tomar, sita extramuros da cidade de Coimbra. //. Fundou a capela da Senhora das Dores, no convento das Carvalhiças, de cujo padroado tomaria posse seu filho a 21/8/1779. // Enviuvou a 1/6/1773. // Faleceu a 21/11/1773.
MAGALHÃES, Joaquim Maria. Filho de Jerónimo Luís Gomes de Abreu Magalhães e de Rosa Caetana Soares Calheiros. N.p. do Dr. João Caetano Gomes de Abreu Magalhães e de Maria Bárbara Morfi Ervelle Gaioso de Puga; n.m. do Dr. Luís Soares Calheiros e de Rosa Maria do Souto Monteiro. Nasceu a 2/3/1826 (segundo o Dr. Augusto César Esteves) e em 1827 ou 1828 (segundo o arquiteto Luís de Magalhães Fernandes Pinto e Professor Dr. Armando Barreiros Malheiro da Silva). // Proprietário. // Casou em Ceivães, Valadares, com Marcelina Rosa, proprietária, filha de Aires da Rocha e Sá, comerciante, e de Maria Rosa Rodrigues. Viveram na Quinta de São Julião de Baixo e no Campo da Feira de Dentro. // Faleceu na Rua do Campo da Feira, SMP, a 9/9/1878 (o Dr. ACE escreveu que ele falecera a 9/9/1899 ). // A sua viúva morreu em São Julião de Baixo, a 17/5/1905, com 85 anos de idade, sem sacramentos, sem testamento, e foi sepultada no cemitério municipal de Melgaço. // Pai de Duarte Augusto de Magalhães.
MALHEIRO, Rodrigo. Filho de António José Alves Malheiro, oficial de diligências (defunto) e de Ana de Sousa, de Ganfei, Valença, residente em Monção. Nasceu na freguesia de Santa Maria dos Anjos, Vila de Monção, por volta de 1856. // Tinha 27 anos de idade, era solteiro, sapateiro, morava na dita Vila, quando casou na igreja de SMP a 3/5/1883 com Antelmina Leontina, de 25 anos de idade, solteira, nascida na freguesia do Salvador, Arcos de Valdevez, filha de José Jerónimo da Costa, sapateiro, e de Maria do Cabo da Silva, moradores em Melgaço. No ato religioso declararam que reconheciam por seu filho a Simplício, de dezasseis meses, o qual se achava presente. Testemunhas: padre Elias de Jesus Marques, natural de Prado, e Caetano Celestino de Sousa, sacristão.
RODRIGUES, Antónia. // Morou na Rua do Pio, SMP. // Faleceu a 1/12/1829, casada com Manuel Afonso (Dingue), e foi amortalhada em hábito de freira e sepultada na igreja matriz com ofício das almas.
NOVAIS, Maria Luísa. Filha de Francisco Manuel Pereira Novais e de Josefa Antónia Moreira, moradores intramuros. N.p. de Manuel Pereira de Novais e de Maria Rosa Gomes; n.m. de Salvadora da Armada, galega, todos residentes na Vila de Melgaço. Nasceu a 8/11/1801 e foi batizada na igreja de SMP a 12 desse mês pelo padre António Bernardo Gomes da Cunha, sob licença do padre Carlos Domingues, pároco da freguesia da Vila. Padrinho: o padre batizante, melgacense, morador na Vila. // Mãe de Tomásia Rita.
NOVAIS, Pedro. Filho de --------- Pereira Novais e de ------------------------------. Nasceu em -----------, a --/--/16--. // Em 1712 era vereador mais velho e juiz pela ordenação.
RODRIGUES, Antónia Lapa. Filha de João Manuel Rodrigues e de Maria Bernarda Gomes, moradores no Campo da Feira de Dentro. N.p. de Maria Antónia Rodrigues, solteira, de Crescente, Tui; n.m. de Jerónimo Gomes Leite, melgacense, e de Ana Gonçalves, de Santiago de Parada, Galiza. Nasceu a 16/9/1791 e foi batizada na igreja de SMP a 19 desse mês. Padrinho: António Caetano Sousa Gama, da Vila.
NOVAIS, Maria Helena. Filha de Manuel Pereira de Novais, natural de Paços, e de Maria Rosa Gomes, de São Cristovão de Mourentão, Galiza, moradores na Vila de Melgaço. N.p. de Gabriel Pereira Novais e de Maria Rodrigues, de Paços; n.m. de Francisco Gomes e de Maria Gonçalves, de São Cristóvão de Mourentão. Nasceu a 28/9/1778 e foi batizada na igreja de SMP a 4 de Outubro desse ano. Padrinhos: Pedro Caetano de Fontes, de Prado, e Jerónima da Silva, da Vila. Testemunhas: Francisco Pinto de Matos, António Xavier Torres Salgado, e MPF, sacristão. // Faleceu na Rua da Calçada, Vila, onde morava, a 17/8/1865, com 86 anos de idade, viúva de Bento José Dias. // Não deixou filhos e foi sepultada na igreja matriz.
MALHEIRO, Henriqueta. Filha de Rodrigo Alves Malheiro e de Antelmina Leontina da Costa. Nasceu por volta de 1890. // Foi mãe solteira de Armando Joaquim Alves Malheiro, nascido a 12/10/1921, sapateiro na Vila de Melgaço e depois emigrante em França, e de Amândio Alves Malheiro, nascido em 1932 e falecido ainda bebé, gerado por Amândio Araújo (Maneco do Simão), nascido no Brasil em 1913, solteiro, nessa altura a residir em Melgaço, com quem viveu maritalmente durante algum tempo na Vivenda Iracema, sita na Vila. // Faleceu «após doloroso sofrimento», e confortada com os sacramentos da igreja católica, a 27/4/1948, com cinquenta e oito anos de idade.
MALHEIRO (*), Amândio (**). Filho de Henriqueta Alves Malheiro. Nasceu na Vila em finais de 1933 ou inícios de 1934. // Faleceu na Vila a --/--/1934, com apenas quatro meses de idade. /// (*) Aquando da sua morte, o jornal atribui-lhe o apelido Calheiros. /// (*) Aquando do seu nascimento o jornal atribui-lhe o nome de Amâncio.
NUNES, Antónia. // Morou na Rua Direita, Vila. // Morreu solteira, a 13/3/1850, e foi sepultada na igreja da SCMM, de que era irmã, com ofício das almas, de oito padres.
MALHEIRO, Amândio. Filho natural de Henriqueta Alves Malheiro, solteira, e, segundo consta, de Amândio Araújo (Maneco do Simão), também solteiro, nascido no Brasil, a residir em Melgaço na Vivenda Iracema. Nasceu na Vila a --/--/1932. // Morreu com apenas quarenta dias de vida.
RODRIGUES, António. Filho de Manuel José Rodrigues e de Claudina Marques. N.p. de Manuel Joaquim Rodrigues e de Maria Rosa; m.m. de Manuel Marques e de Joaquina Fernandes, todos lavradores, da Cela, Cousso. Nasceu na cadeia da comarca de Melgaço, às seis horas da manhã do dia 20/12/1889, e foi batizado a 24 desse mês e ano. Padrinhos: António Esteves, casado, e Claudina Esteves, solteira, lavradores, ambos da Cela, Cousso. // Morreu a 5/1/1890, às sete horas da manhã, na cadeia das mulheres.
MAGARINHOS, Manuel Francisco. Filho de Alexandra Magarinhos, viúva, de Ponte Areas, Galiza. N.m. de André Magarinhos e de Maria Rodrigues, galegos. Nasceu em SMP a 31/10/1858 e foi batizado nesse mesmo dia. Padrinhos: Manuel Francisco Ferreira e sua mulher, Clara Rosa Gonçalves, de Remoães.
NÓVOA, José. Filho de Ângela de Nóvoa, galega. Nasceu na freguesia de Santa Eufémia Real, Ourense, por volta de 1818. // Morou em SMP, Vila de Melgaço, onde casou, no estado de viúvo de Jacinta Hermida, na igreja matriz, a 12/2/1872, com Maria Josefa, de 46 anos, solteira, de Santa Maria de Pau, bispado de Ourense, residente também na Vila de Melgaço, filha de Francisco Pires e de Maria Benta Fernandes, galegos. Testemunhas: Caetano Celestino de Sousa, mordomo, casado, e Maria Joana Esteves, solteira, da Assadura. // Morreu no lugar da Corga, SMP, a 3/2/1886, com 68 anos de idade. Era empregado da Câmara Municipal de Melgaço. Não fizera testamento; não deixou filhos; deixou viúva; foi sepultado no cemitério público.
MAGARINHO, Dolores. // Nasceu em Ponteareias, Galiza. // Morou na Rua da Calçada, Vila de Melgaço, onde exerceu, salvo erro, a profissão de funileira! // Faleceu no hospital da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço a 25/1/1900, com todos os sacramentos, sem testamento, no estado de viúva, com filhos, e foi sepultada no cemitério municipal.
NÓVOA, Teresa de Puga. Nasceu em Espanha. // Veio certamente trabalhar para a Vila de Melgaço. // Faleceu no lugar do Carvalho, SMP, onde morava, a 4/10/1883, solteira, com 50 anos de idade. // Era paroquiana da freguesia de São Paio de Melgaço. // Não deixou filhos e foi sepultada no cemitério público.
MAGALHÃES, Pero. Filho de ---------- Gomes Abreu Magalhães e de ----------------------. Nasceu a --/--/1615. // Casou com Ana Gomes, de Cavaleiros, Rouças. // Foi juiz mais velho e juiz pela ordenação nos anos de 1657, 1677, e 1680. // Também exerceu o cargo de provedor da SCMM em 1672. // Morou no Viso, Chaviães. // Pai de António, casado com Joaquina Gomes de Magalhães.
RODRIGUES, Antónia Maria. Filha de Manuel Rodrigues e de Maria Antónia de Parada, naturais de São Sebastião das Achas, Tui, moradores na Vila de Melgaço. N.p. de Domingos Rodrigues e de Marta Pires, ambos de Crescente; n.m. de Francisco de Parada e de Francisca de Castro, da dita freguesia de Achas, Galiza. Nasceu a 18/5/1760 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Manuel Gomes e mulher, Antónia Genoveva, residentes na Rua Direita, Vila. Testemunhas: Bernardo de Araújo, clérigo in minoribus, e o padre Manuel Gomes Ribeiro, ambos da Vila de Melgaço. // Nota: parece ser a mesma pessoa que casou com Domingos de Oliveira. // Morou no Bairro do Carvalho, Vila. // Faleceu a 24/8/1819, no estado de viúva.
NÓVOA, Ana Joaquina. Filha de Francisco de Nóvoa e de Maria Rosa Rodrigues, de São Cristóvão de Mourentão, Tui, moradores no Louridal, freguesia da Vila de Melgaço. Neta paterna de Simão de Nóvoa e de Maria Rodrigues, de Alveios; neta materna de Manuel Rodrigues e de Francisca Delgado. Nasceu a 8/5/1828 e foi batizada na igreja de SMP a 10 desse mês e ano. Padrinhos: Agostinho José Coelho e Ana Joaquina Soares, residentes na Calçada.
MAGALHÃES, Mariana Gertrudes. Filha do Dr. João Caetano Gomes de Abreu Magalhães, melgacense, e de Maria Bárbara Morfi de Puga, de São Senjo, Santiago de Compostela, Galiza. N.p. de Jerónimo Gomes de Magalhães e de Sabina Gomes de Abreu; n.m. de Secílio Morfi de Elvalle e Silva e de Joaquina Ervella Gaioso de Puga. Nasceu na Vila a 16/3/1794 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre Manuel Pedro Loné, pároco da freguesia, a 26 desse mês. Padrinhos: Jerónimo José Gomes de Magalhães, de Melgaço, e Josefa Morfi, moradora em São João de Longos Vales. Testemunhas: José de Melo Menezes Palhares e Manuel Francisco Fernandes. // Casou na igreja de SMP a 7/10/1824 com Tomás António Gomes de Abreu, da Calçada. // Moraram no Campo da Feira de Dentro. // Faleceu a 18/7/1834, casada, foi amortalhada em hábito de freira e sepultada na igreja matriz com ofício de corpo presente de 20 padres. // Fizera testamento. // É mãe de José Cândido Gomes de Abreu, entre outros. // Nota: o seu viúvo voltou a casar, a 30/6/1851, desta vez com Maria Vitória, viúva de Domingos José Gonçalves, da Vila, filha de Felícia Marques, de Soutomendo, Fiães. Deste segundo matrimónio não houve filhos.
RODRIGUES, Antónia Maria. Filha de Maria Rodrigues, de Fiães, moradora na Calçada, Vila. N.m. de José Esteves e de Rosa Rodrigues, residentes no Couto de Fiães. Nasceu a 17/2/1802 e foi batizada na igreja de SMP a 19 desse mês e ano. Padrinhos: António Pereira de Figueiroa e sua irmã, Maria Josefa, de Melgaço.
NÓVOA, Dolores. Filha de -------- Nóvoa e de -----------------------. Nasceu em -------------- por volta de 1845. // Faleceu na Vila de Melgaço, onde morava, no estado de solteira, a 12/7/1917, com 72 anos de idade.
MAGALHÃES, Maria Teresa. Filha de Francisco Manuel de Magalhães, da Vila de Melgaço, e de Maria da Agonia Vilar, de Viana, moradores intramuros. N.p. de Maria Josefa, solteira, melgacense; n.m. de João Rodrigues Vilar, de São João de Longos Vales, e de Inocência Rosa, de Viana. Nasceu na Vila a 22/5/1794 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre Caetano José Abreu Cunha Araújo, pároco de Chaviães. Padrinhos: o sacerdote batizante e Constança Teresa, viúva, melgacenses. // Morreu em sua casa, sita na Rua da Calçada, Vila, a 25/5/1876, com 82 anos, viúva de Jerónimo José Rodrigues Araújo, e foi sepultada na igreja do extinto convento das Carvalhiças. // Deixou filhos. // Segundo o padre, ela era mendiga!
RODRIGUES, Antónia de São José. Filha de Maria Jacinta Rodrigues, solteira, moradora na Rua do Carvalho, Vila. Neta materna de Manuel Rodrigues e de Maria Lopes, naturais da freguesia de Achas, bispado de Tui. Nasceu na Vila de Melgaço a 19/2/1782 e foi batizada na igreja de SMP a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Gonçalo de Carvalho e sua esposa, Antónia Luísa Caldas, residentes na Vila. Testemunhas: Francisco Pinto de Matos e MPF, mordomo da igreja.
NOVAIS, Tomásia Rita. Filha de Maria Luísa Moreira de Novais, moradora na Rua Direita, Vila. N.m. de Francisco Manuel Pereira de Novais e de Josefa Antónia Moreira, residentes na Vila. Nasceu a 2/4/1830 e foi batizada na igreja de SMP a 6 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco José Dias e Tomásia Rita Pires, solteiros, da Vila.
NOVO, Vicente Gonçalves. // Nasceu em Meadela, Viana do Castelo. // Mestre-de-obras de pedreiro. // Em 1901 veio para Melgaço, onde se manteve até à sua morte. // Faleceu em Desteriz, Galiza, a 26/2/1915, com 55 anos de idade, repentinamente; estava a construir um jazigo para uma família galega, cujo chefe era José Perez Guerreiro, comerciante em Pará, Brasil. // Deixou viúva Rosa Gomes, e filhos, Manuel e Francisco.
MAGALHÃES, Maria Joaquina. Filha de Maria Joaquina de Magalhães, natural da Vila, e do padre Francisco Luís Álvares, natural de Chaviães. Neta paterna de Miguel Caetano Álvares e de Antónia Maria de Araújo Azevedo Gomes (Poderé); neta materna do Dr. João Caetano Gomes de Abreu Magalhães e de Maria Bárbara Morfi Ervelha Gaioso de Puga. Nasceu na Vila de Melgaço por volta de 1810. // Proprietária. // Casou com Manuel António Pereira de Castro. // Residiu na Quinta de Eiró, Rouças. // Faleceu a 28/1/1895, no lugar e Quinta de Eiró, com todos os sacramentos, com 85 anos de idade, no estado de viúva, sem testamento, com dois filhos vivos: Bernardo António e de Maria Joaquina Pereira de Castro, e foi sepultada no cemitério de Rouças.
NABEIRO, Fernando. Filho de João Rodrigues Nabeiro e de Joaquina Maria do Sacramento Lopes. Nasceu na Vila de Ponte do Lima a 29/7/1893. // Carteiro rural; fora nomeado em 1913 distribuidor supra numerário da estação postal da Vila de Melgaço. // Em 1914 pertencia à Associação Artística Melgacense; era executante . // Devido à aposentação de Luís Pires, distribuidor rural das freguesias de Paços, Chaviães, e parte de Cristóval, ficou ele a ocupar o seu lugar; tomou posse a 16/8/1919. // Em 1938 pôs um anúncio no Notícias de Melgaço a solicitar às pessoas do concelho que o informassem caso soubessem onde se encontrava a sua cachorra coelheira «barbadinha, amarela, de patas brancas, com três meses de idade», a qual se perdera. // Casou a 6/1/1957 (*) com a sua companheira de muitos anos, Mercedes dos Prazeres, filha de António Rodrigues (Graixa) e de Florinda Rosa Vieira, a qual faleceu na Vila a 24/1/1957. // Aposentou-se em Novembro de 1958. // Faleceu a 29/1/1973, com 79 anos de idade. // Com geração. /// (*) Confirmar esta data. // Quando se juntaram, na década de vinte, salvo erro, já Mercedes dos Prazeres tinha três filhas: “Ção” (casou com Manuel Nunes de Castro); “Ratinha” (casou com Ângelo Ribeiro); e Armanda (casou com “Joaquim Valsas”, ou “Joaquim dos Telegramas”), todas elas, segundo consta, geradas por “João Braga”.
NABEIRO, Isaura da Glória. Filha de João Rodrigues Nabeiro e de Joaquina Maria do Sacramento Lopes. Nasceu na Vila a --/--/1913. // Casou a --/--/193- com Óscar Augusto Marinho, funileiro. // Foi ela que tomou de trespasse a Pensão Minhota, sita na Rua Hermenegildo Solheiro, em finais de 1950, nessa altura a ser explorada por Armando Lourenço Lima . // Faleceu a --/--/1981, com 67 anos de idade. // O seu viúvo finou-se a 19/6/2001. // Mãe de Óscar Augusto, solicitador.
MOURA, Justiniano. Filho de João Manuel de Moura, guarda-fiscal, de Chã, Montalegre, e de Ludovina Rosa de Sousa, ex-lavradeira, de Urrô, Penafiel, moradores na Vila de Melgaço, onde ele prestava serviço. N.p. de António de Moura e de Maria Gonçalves; n.m. de Rosa de Sousa. Nasceu na Rua Direita, SMP, a 9/3/1891, e foi batizado a 23 desse mês. Padrinhos: Justiniano António Esteves, solteiro, proprietário, de SMP, e Alcinda Maria Augusta Ferreira, solteira, filha família, moradores em SMP. // Faleceu a 13/8/1891 e foi sepultado no cemitério público.
MOURA, Inácio Rodrigues. // Morou na Rua da Calçada, SMP. // Era viúvo, soldado reformado da Praça de Melgaço, quando morreu, a 18/5/1827.
MOURÃO, Palmira. // «esta ilustre senhora, que tão distintamente vem leccionando nesta vila, em várias disciplinas e lavores, continua no desempenho do seu mester desde o momento que o número de alunas seja suficientemente elevado, a fim de poder fazer face às suas despesas.»
MOURÃO, Ludovina Rosa. Filha de Vitorino Monteiro de Vasconcelos Mourão, militar de carreira, de Vila Real de Trás-os-Montes, e de Albina Clara de Abreu Cunha Araújo, da Vila de Melgaço. Neta paterna de Vitorino José Monteiro de Vasconcelos e de Maria Preciosa de Magalhães; neta materna de António de Abreu Cunha Araújo e de Maria Luísa dos Reis. Nasceu em Viana do Castelo em 1850, tendo sido batizada na igreja de Santa Maria Maior. Por morte de seu pai, veio – juntamente com a sua mãe – viver em Melgaço. Aqui casou, a 6/8/1866, com o médico Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos, nascido em Paços, Melgaço, a 18/9/1832. Moraram na Rua da Calçada, mudando para a Feira do Gado (Campo da Feira Nova), para uma casa que mandaram construir com a pedra das muralhas medievais. Foi aí que ela faleceu, a 3/4/1896, sendo sepultada no cemitério público. Não fizera testamento. Deixou filhos, entre os quais o famoso padre Aníbal Bernardo. // O seu viúvo faleceu a 13/7/1914.
MACHADO, Filipe Osório (ou Filipe António) Freitas (Dr.) // Exerceu o cargo de desembargador do Príncipe Regente (futuro D. João VI), corregedor com exercício de juiz de fora e alçada no civil, crime e órfãos na Vila de Melgaço, de 1807 a 1810. // Foi um dos conjurados que, a 9/6/1808, em Melgaço, levantaram o grito de guerra contra o domínio francês em Portugal.
MOUROA, Isabel Luísa. // Faleceu intramuros, SMP, Vila de Melgaço, a 18/6/1867, com cerca de 60 anos de idade, solteira. Dizia ter nascido em Vila Real. Não fizera testamento. Deixou filhos. Foi sepultada na igreja matriz.
MACHADO, Luís José de Faria (Presbítero secular). // Morava em casa da viúva Maria Teresa Mosqueira e Lira, sita intramuros, SMP, quando morreu, a 15/1/1830, sendo amortalhado em hábitos sacerdotais e sepultado na igreja matriz, na capela da Senhora do Amparo, com ofício de corpo presente de mais de 30 padres.
MOURÃO, Vitorino. Filho de Vitorino José Monteiro de Vasconcelos e de Maria Preciosa de Magalhães, de Folhadela (Santo Iago), Vila Real. Nasceu em Trás-os-Montes. // Cavaleiro da Casa Real. // Aquando da Patuleia, ou pouco depois, esteve aquartelado em Melgaço com o seu destacamento. Aqui conheceu a futura esposa. // Era alferes do N.º 3 de Infantaria quando casou, por procuração, na igreja matriz da Vila de Melgaço, a 29/8/1848, com Albina Clara, filha de João António de Abreu Cunha Araújo e de Maria Luísa dos Reis, da Casa do Rio do Porto, SMP. O casal morou em Viana do Castelo, onde lhes nasceu a única filha que tiveram. // Faleceu em Viana antes de 1866. / A sua viúva faleceu em Melgaço a 23/9/1891.
MACHADO, Maria da Ascensão. Filha de José Dionísio Machado e de Maria Teresa Soares, moradores no Carvalho, Vila. N.p. de João António Machado e de Ana de Jesus, de Ranhados, Viseu; n.m. de Caetana Pires, solteira, da Vila de Melgaço. Nasceu a 20/5/1846 e foi batizada na igreja de SMP dois dias depois. Padrinhos: Caetano Maria de Abreu Mosqueira e sua tia Bernarda, da Vila.
NABEIRO, Eduardo. Filho de Belmiro Rodrigues Nabeiro e de Ana de Jesus Fernandes. Nasceu na Vila a --/--/1934 . // Faleceu ainda criança.
MAGALHÃES, António (Padre). Filho de --------------- Gomes de Abreu Magalhães e de -----------------------. // Foi capelão da SCMM muitos anos. // Instituiu um vínculo para a capela de São Julião a 10/9/1755. // Faleceu a 9/3/1756. // Tio de Boaventura Gomes de Abreu Magalhães.
NABEIRO, Belmiro (Miro). Filho de João Rodrigues Nabeiro, empregado da Companhia de Tabacos, de Moreira, Viana, e de Joaquina Maria do Sacramento Lopes, doméstica, de Ponte de Lima. N.p. de José Rodrigues Nabeiro e de Francisca de Sousa Pinto; n.m. de Fernando Lopes e de Ermelinda do Sacramento. Nasceu na Rua do Espírito Santo, Vila de Melgaço, a 1/2/1908 e foi batizado a 9 desse mês e ano. Padrinhos: Belmiro de Araújo Carvalho, casado, cocheiro, e Sofia das Dores Soares, casada, doméstica. // Foi pescador no rio Minho, trabalhador da construção civil, caçador, e legionário. // Casou em primeiras núpcias a 10/11/1930 com Ana Joaquina Fernandes, nascida em 1911. // A sua esposa finou-se a 17/4/1944. // Manteve-se viúvo durante muitos anos, mas por fim casou (confirmar) com a sua companheira, Adelina Reis, conhecida por “Tiborne” ou “Caçambra”, tendeira, mãe de quatro filhos. // Do 1.º casamento nasceram sete crianças; do 2.º houve apenas um nado morto. // Morreu na Vila a 28/5/1979. // Nota: já estava casado com a sua esposa Ana Joaquina Fernandes, quando gerou em Maria Teresa do Paço, a Isidoro, que não perfilhou.
MAGALHÃES, António (Padre). // Foi pároco de Santa Cristina de Arões, Guimarães, e provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço em 1765. // Ordenou o seu testamento a 10/9/1775 e morreu a 15/12/1775. // Era irmão de João Gomes de Magalhães e sobrinho do padre Francisco Gomes de Abreu Magalhães.
MAGALHÃES, António Augusto. Filho de Rosa Cândida de Magalhães, solteira, costureira. N.m. de Maria Miquelina Lourenço, solteira, ambas de SMP. Nasceu na Rua de Baixo a 24/6/1890 e foi batizado pelo padre Elias de Jesus Marques a 1/7/1890. Madrinha: Lucinda Aurora Pinto, casada, doméstica, de SMP. // Faleceu a 27/8/1890.
MAGALHÃES, António Caetano. Filho do Dr. João Caetano Gomes Abreu de Magalhães e de Caetana Maria Isabel Abreu Soares, moradores no Campo da Feira. N.p. do sargento-mor Jerónimo Gomes Magalhães Abreu e de Sabina Josefa Gomes de Abreu; n.m. de Caetano de Abreu Soares, cavaleiro professo na Ordem de Cristo, e de Caetana Maria Gomes de Abreu. Nasceu a 21/7/1780 e foi batizado na igreja de SMP a 3 de Agosto desse ano. Padrinhos: Francisco António da Silva Abreu Vasconcelos, de Ponte da Barca, e Andreza Gomes de Abreu, de Melgaço. Testemunhas: Caetano José de Abreu Soares e o padre Caetano José de Abreu Cunha Araújo, da Vila.
MAGALHÃES, Boaventura. Filho natural de Paula de Abreu, do lugar da Barbosa, e de Pero Gomes de Abreu [Magalhães], de São Julião. // Foi vereador mais velho e juiz pela ordenação nos anos de 1770 a 1772, e 1776. // Foi o 1.º administrador do vínculo da capela, instituído por seu tio paterno, padre António Gomes de Magalhães.
MAGALHÃES, Caetano Celestino. Filho de Jerónimo Luís Gomes Abreu Magalhães, capitão de milícias do regimento dos Arcos, e de Rosa Caetana Soares Calheiros, de Galvão de Baixo. N.p. do Dr. João Caetano Abreu Magalhães e de Maria Bárbara Morfi e Puga; n.m. do Dr. Luís Soares Calheiros e de Rosa Maria do Souto Monteiro. Nasceu a 12/10/1829 e foi batizado na igreja de SMP a 25 desse mês e ano. Padrinhos: padre Caetano Celestino Soares Calheiros (representado pelo avô paterno da criança) e Rosa Joaquina do Souto Monteiro, solteira, de Prado. // Faleceu a 21/12/1830.
NOIA, Hortênsia Adelaide. Filha de Manuel António Noia, jornaleiro, e de Maria Amália, moradores intramuros, Vila. Neta paterna de Domingas Noia, solteira; neta materna de Maria Leonor Exposta, solteira. Nasceu na Vila de Melgaço a 20/11/1874 e foi batizada na igreja a 29 desse mês e ano. Padrinhos: Vitorino Augusto dos Santos Lima e Maria do Nascimento Gonçalves, solteiros, proprietários, residentes no Campo da Feira de Dentro. // Em 1912, aquando da morte do pai, residia na Pigarra. // Faleceu no Lar Pereira de Sousa, Eiró, Rouças, a 22/4/1966, no estado de solteira, com 91 anos de idade. Mãe de Paulo José, nascido no Poço do Carvalho, Vila, a 20/4/1906, e batizado na igreja a 26 desse mês e ano, tendo por padrindos Paulo José da Cunha e Maria das Dores Almeida. // Nota: tanto ela como seu filho aparecem noutro lado com o apelido Sousa, não fazendo eu a mínima ideia de onde surgiu tal apelido.
NETO, Julieta do Nascimento. // Em religião era a irmã Graça do Divino Pastor. // Pertencia aos franciscanos hospitaleiros. // Faleceu no hospital da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço, onde prestava serviço, a 20/3/1956.
MAGALHÃES, Carlota Cândida. Filha de Jerónimo Luís Gomes de Abreu Magalhães e de Rosa Caetana Soares Calheiros. N.p. do Dr. João Caetano Gomes de Abreu Magalhães e de Maria Bárbara Morfi Ervelle Gaioso de Puga; n.m. do Dr. Luís Soares Calheiros e de Rosa Maria do Souto Monteiro. Nasceu na Vila a 9/12/1826 e foi batizada na igreja de SMP a 17 desse mês e ano. Padrinhos: padre Caetano Celestino Soares Calheiros e Antónia do Souto, tia da neófita. // Faleceu na Rua da Calçada, vila de Melgaço, a 8/10/1878, no estado de solteira, e foi sepultada no cemitério municipal. // Fizera testamento. // Proprietária.
NABEIRO, Rosa. Filha de João Rodrigues Nabeiro e de Joaquina Maria do Sacramento Lopes. Nasceu em Ponte de Lima a --/--/1895. // Casou com Emídio José Pereira. // Morou na Rua de Baixo, Vila. // Enviuvou a 15/7/1941. // Faleceu na dita Rua de Baixo a 2/8/1956 e foi sepultada no cemitério municipal. // Mãe de Alfredo (alfaiate), de José (comerciante), etc.
MAGALHÃES, Duarte Augusto. Filho de Joaquim Maria de Magalhães e de Marcelina Rosa da Rocha e Sá, moradores na Vila. Neto paterno de Jerónimo Luís Gomes de Abreu Magalhães e de Rosa Caetana Soares Calheiros, proprietários em Melgaço; neto materno de Aires de Sá e de Maria Rosa Rodrigues, proprietários em Ceivães, freguesia do extinto concelho de Valadares. Nasceu a 1/7/1867 e foi batizado na igreja de SMP a 8 desse mês e ano. Padrinhos: o seu avô paterno e Delfina Augusta de Melo e Chaves, viúva, da Vila de Valença do Minho. // Militou no Partido Regenerador. // Tinha 26 anos de idade, era solteiro, empregado na Conservatória da Vila de Melgaço, morava em São Julião, Vila, cujo Solar herdara, quando casou na igreja de SMP, a 29/5/1894, com Sérgia Elvira, de 19 anos de idade, nascida na Casa da Fraga, Alveios, a 24/6/1874 (*), residente no lugar da Serra, Prado, filha de Luís Anguiano Rodrigues, proprietário, de Alveios, e de Rita Generosa Gomes Pinheiro de Sousa Gama, proprietária, de Prado. Testemunhas: José Cândido Gomes de Abreu e Aurélio Augusto Vaz, casado. // Em 1908 era secretário da Administração do concelho. // Em 1910 foi nomeado secretário da Câmara Municipal de Melgaço, e Chefe da Secretaria, cargo que ocupou até à sua aposentação. Substituiu Júlio de Lemos, que partira para Viana. // Foi diretor, proprietário, administrador e editor do “Jornal de Melgaço”, por ele fundado a 1/12/1893. // Em 1912 fazia parte da Comissão Municipal do Partido Republicano Evolucionista. // Também esteve ligado à pecuária, pois em 1917 a sua vaca leiteira ganhou o 1.º prémio, no valor de 5$00, no concurso que decorreu na feira do gado, inserida nas feiras francas. // Em 1920 a sua esposa ofereceu um porco, o qual seria vendido em leilão à saída da missa de domingo, constituindo o produto da venda uma ajuda para a festa em honra de Santo António. // Em 1932 reagiu mal a uma notícia inserta , a qual dava a conhecer ao público em geral que o Estado não pagou as viagens aos mancebos que tinham ido a Viana submeter-se à inspeção militar. «A ignorância é muito atrevida. Vem isto a propósito de em uma local inserta no número 165, do NM, se dizer que aos mancebos que foram à Junta de Inspeção a Viana do Castelo ainda não foi pago o subsídio de 6$00 que lhe devia ter sido dado pela sua deslocação apesar de várias vezes solicitado ao funcionário competente, alegando-se que este deita as culpas ao DRR 3 e que o chefe deste disse aos mancebos que esta falta é do presidente e secretário da Comissão de Recenseamento! Só uma requintada má-fé, ou uma grande ignorância, pode dar lugar a uma afirmação tão extravagante. É certo que o decreto 21292 autorizava aquele subsídio, o qual foi requisitado em tempo competente, mas também é certo que nunca foi recebido, como pode provar-se com documentos. // Ora, nestas condições, como queriam os mancebos, e o autor da estapafúrdia local, que se lhes abonasse tal subsídio? Por que em Viana lhes disseram que o deviam receber? Estamos autorizados a declarar que tal afirmação é completamente falsa e teve somente em vista torná-la pública para melhor satisfazerem os seus interesses. Segundo a opinião do chefe do DRR 3 devia-se ter chamado imediatamente à responsabilidade quem produziu afirmações de tal natureza para se apurar o que elas continham de verdade. Nós porém, limita-nos a desmentir o facto, e a aconselhar o autor do escrito a que seja mais cauteloso nas suas afirmações. Que interesse teriam, no DRR 3, em dizer aos mancebos que viessem receber o subsídio de que se trata se ali se sabia perfeitamente que não podia ser abonado? A ignorância é muito atrevida.» // O Secretário da Comissão. Duarte de Magalhães. // «Resposta ao Sr. Duarte de Magalhães, secretário da Comissão de Recenseamento Militar. Acerca do comunicado, com o título acima, devemos dizer ao Sr. Duarte de Magalhães que a prosa que esvurmou no n.º 166 deste semanário parece saída de uma pessoa atacada de bílis e não de um funcionário, que todo lo manda na Câmara – recenseamento militar, recenseamento eleitoral, Misericórdia, etc., isto é um super-homem! O senhor DM, popularmente conhecido por senhor Duarte, nome de um rei que foi cognominado o “eloquente”, e de vários vultos da História, devia ter mandado este semanário para o tribunal, pelas reclamações que a respeito do subsídio aos mancebos foram feitos nos números 159, de 31 de Julho, e 165, de 18 de Setembro, a que faz referência no seu comunicado. A este jornal foi feita queixa por vários mancebos de não terem recebido o subsídio e um nosso colaborador redigiu a primeira notícia. Tempos depois nova queixa, mas desta vez, para receberem, teriam de reclamar, que custando o papel selado 2$50 e 5$00 a quem fizesse o requerimento, se viessem a receber ainda ficavam prejudicados em 1$50, além da perda de tempo. Em redor da queixa [pairavam] certas considerações que nós lhes dissemos que eram descabidas, pois os funcionários eram pessoas de bastante honorabilidade e prometemos nova (…) que teria qualquer resposta. E fizemos a segunda notícia, a qual teve uma resposta nada adequada ao caso. Não nos ocorre o nome de todos os reclamantes, mas aí vão três, que melhor fixamos: Armando Dantas, da Vila; Manuel Almeida, da Carpinteira, São Paio, e o senhor Manuel Alves, de Sorrego, Sante, pai de um dos mancebos. Ora, senhor Duarte: o seu comunicado tem períodos e palavras que parecem que alguém lhe quer tirar quaisquer direitos, e pouco corretas, pois como funcionário devia solicitar providências para os [jovens] receberem o subsídio previsto num decreto e, caso este tivesse sido revogado, declará-lo publicamente, para conhecimento de todos [os interessados] de que não tinham direito ao subsídio. A atenção e urbanidade devem ser o apanágio de todos os funcionários públicos, porque o que reclamavam estava previsto num decreto. Senhor Duarte, faça tratamento ao fígado, para que a bílis lhe não faça perder as suas maneiras atenciosas, obrigando-o a desopilá-lo com a caneta para os “lino tipes”.» // Aposentou-se, por limite de idade, em 1934 . Em Outubro desse ano foi nomeado vogal da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Melgaço. // Depois da Ditadura Militar de 1926, ele, um homem que se dizia defensor da liberdade de expressão, tornou-se adepto do regime corporativo! Por exemplo: em 1936 acolheu na sua Casa da Calçada todos aqueles que se tinham manifestado contra o socialismo e o comunismo, na Câmara Municipal, tendo como pano de fundo a guerra civil de Espanha. Veio gente de Viana, de Monção, etc. // Era então provedor da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço. // Morreu na Calçada, Vila, a 9/7/1951. «No seu lindo solar da Calçada faleceu às primeiras horas do dia 9 do corrente o senhor Duarte Augusto de Magalhães, antigo provedor da SCMM e secretário aposentado da CMM. Não resistiu aos estragos causados pela provecta idade, e inúteis foram os esforços da medicina para lha prolongar. O seu funeral realizou-se no dia seguinte, tendo sido muito concorrido. À passagem do féretro o comércio fechou as suas portas e as bandeiras do hospital da SCMM e da CMM estiveram a meia haste. À sua viúva, Ex.ma Sr.ª D. Sérgia Anguiano de Magalhães, a sua filha e a seu genro, Ex.ma Sr.ª D. Maria Higina de Magalhães e Sr. Dr. Henrique Fernandes Pinto, aos seus netos e à demais família enlutada Notícias de Melgaço apresenta sentidas condolências.» // A sua viúva morreu em Lisboa, a 5/4/1956, mas ambos foram sepultados em jazigo de família no cemitério de Melgaço. /// (*) O Dr. Augusto César Esteves escreveu que ela nascera na Casa da Serra, Prado .
NABEIRO, Maria João. Filha de João Rodrigues Nabeiro e de Maria da Conceição Igrejas, comerciantes na Vila. Nasceu a 7/12/1952. // Faleceu a 6/4/1957. Toda a gente da Vila a chorou, lamentando a sua prematura morte; era uma menina bonita, sorridente, de uma simpatia contagiante. Os médicos fizeram tudo o que estava ao seu alcance para a salvar, mas infelizmente não conseguiram.
NABEIRO, Luís. Filho de João Rodrigues Nabeiro e de Joaquina Maria do Sacramento Lopes. Nasceu em -----------, a --/--/190-. // A 20/7/1917 fez exame do 1.º grau, obtendo a classificação de ótimo. // Faleceu na Vila de Melgaço a --/--/1926, com apenas 21 anos de idade.
NOIA (*), Etelvina Júlia. Filha de Manuel António Noia, lavrador, e de Maria Amália, costureira. N.p. de Domingas Noia, galega; n.m. de Maria Leonor Exposta. Nasceu na Vila a --/6/1867 e foi batizada a 4 de Junho desse ano. Padrinhos: Hermenegildo Solheiro, de SMP, negociante no Brasil, e Emília de Jesus, casada com José Manuel Rodrigues de Castro, administrador do Correio da Vila. // Casou na igreja de SMP a 27/1/1902 com Paulo José, filho de Manuel António da Cunha e de Antónia Maria Domingues Salgado, morador na Pigarra, SMP. // Ela e sua irmã compraram em 1913 terreno no cemitério municipal . // Enviuvou a 23/3/1943. // Faleceu na Quinta dos Chãos, Vila, a 30/10/1951. Mãe de Emília, casada com Germano Esteves (Maceira). // Irmã de Aparício e de José António, emigrantes em Pará, Brasil; e de Hortênsia Adelaide e de Manuel Caetano. /// (*) Surge posteriormente com o apelido Sousa, mas sinceramente não sei onde o foi buscar.
NOIA, Domingas (*). Filha de Gregório Noia e de Antónia Garcia, galegos. Nasceu em Santa Maria de Loreda, arcebispado de Santiago, Galiza. // Faleceu na Rua da Calçada, Vila de Melgaço, a 11/6/1866, com cerca de sessenta e quatro anos de idade, no estado de solteira, e foi sepultada na igreja matriz. // Deixou um filho: Manuel António Noia (também lhe chamaram Manuel António de Sousa), casado com Maria Amália. /// (*) Noutro lado aparece como Maria Antónia Noia.
MAGALHÃES, Jerónimo. // Fidalgo da Casa Real. // Em 1737 era juiz pela ordenação e vereador mais velho. // Foi capitão e depois sargento-mor das ordenanças da Vila. // Era também procurador da Casa de Bragança em Melgaço. // Foi ele quem aformoseou o Solar da Calçada com brasão de armas. // Casou com Sabina Gomes de Abreu.
NOGUEIRA, Francisco Dantas (Dr.) // Foi médico do partido em Melgaço, tendo-se aposentado a 15/8/1757. // Faleceu a --/--/1762.
MAGALHÃES, Francisco (Padre). // Deve ser filho de António Gomes de Abreu, tabelião da Vila e termo de Melgaço, e de Jerónima Gomes de Magalhães. // Paroquiou Barbeita e foi provedor da SCMM em 1732. // Justificou a sua nobreza em 1736, sendo-lhe concedida carta de armas, cujo brasão se podia ver na casa que foi sua ao cimo da Praça da República, Vila. // Foi ele que instituiu o morgadio dos Chãos. // Faleceu a 10/1/1765.
NEVES, Josefa Bernarda. // Nasceu na Galiza. // Casou com Domingos do Costal. // Morou nas Carvalhiças, Vila de Melgaço. // Faleceu a 16/1/1815. // O seu viúvo finou-se a 18/1/1815, ou seja, dois dias depois dela!
MAGALHÃES, Francisco Manuel. // Casou com Maria da Agonia. // Morou na Vila, intramuros. // Faleceu a 27/7/1807.
MAGALHÃES, Jerónimo Luís. Filho de Joaquim Maria Gomes de Abreu Magalhães e de Marcelina Rosa da Rocha e Sá, moradores na Calçada, SMP. N.p. de Jerónimo Luís Gomes de Abreu Magalhães e de Rosa Caetana Soares Calheiros, da Casa da Calçada; n.m. de Aires da Rocha e Sá e de Maria Rosa Rodrgues, moradores em Ceivães, freguesia do extinto concelho de Valadares. Nasceu a 17/1/1859 e foi batizado a 23 desse mês e ano. Padrinhos: o avô paterno, tocando por madrinha o avô materno. // Era empregado das Obras Públicas, solteiro, morava na Calçada, quando morreu, a 31/8/1881, com apenas 22 anos de idade; foi sepultado no cemitério público.
MAGALHÃES, João. // Foi o 1.º administrador do morgadio dos Chãos. // Casou a 1/11/1693 com Constança Mendes, filha do capitão António Rosa Araújo. // Era irmão do padre António Abreu Magalhães e sobrinho e herdeiro do padre Francisco Gomes Abreu Magalhães.
MAGALHÃES, Jerónimo José. Filho de Jerónimo Gomes Abreu Magalhães e de Sabina Gomes de Abreu. // Foi morgado da Quinta da Calçada e 2.º administrador da capela de S. Julião. // Casou em 1762 com Teresa Joaquina Rosa, filha de António José de Sousa Cirne Vasconcelos e de Tomásia Melo Almada e Lima Vasconcelos, moradores na Casa e Quinta do Paço, e Senhores dos Montes Livres, na freguesia de Santa Maria de Silvares e Santa Eulália, em Guimarães. // Em 1775 tinha a patente de capitão-mor das ordenanças. Nesse ano, a 7 de Outubro, foi padrinho de Maria Teresa Almeida, nascida na Vila a 1 desse mês. A madrinha foi a sua esposa. Moravam na Quinta de São Julião. // Nota: deve ser o mesmo senhor que era cavaleiro professo na Ordem de Cristo; morava na Calçada, onde faleceu a 16/12/1813, casado, sendo sepultado na igreja do convento das Carvalhiças, com testamento.
MAGALHÃES, Jerónimo Luís. Filho de João Caetano Gomes de Abreu Magalhães, viúvo, e de Maria Bárbara Morfi Ervelle Gaioso de Puga, residentes no Campo da Feira, SMP. N.p. de Jerónimo Gomes de Magalhães e de Sabina Gomes de Abreu; n.m. de Sefíbio Morfi de Ervelle e Silva e de Joaquina Ervelle Gaioso de Puga, espanhóis. Nasceu na Vila a 10/3/1796. // Em 1829 era capitão de milícias do regimento dos Arcos de Valdevez. Nesse ano foi admitido na Confraria das Almas de Prado. // Por alvará de 24/3/1830 foi nomeado Escudeiro Fidalgo da Casa Real, com 450 réis de moradia por mês, e juntamente Cavaleiro Fidalgo, com mais 300 réis de moradia e um alqueire de cevada segundo a ordenança. // Foi o último administrador do morgado dos Chãos. // Tornou-se sectário de D. Miguel, mas depois, no regime liberal, chegou a administrador do concelho. // Diz-nos o Dr. Augusto César Esteves que tinha «génio irascível.» // Casou na igreja de Remoães a 21/11/1825 com Rosa Caetana, filha do Dr. Luís Soares Calheiros e de Rosa Maria do Souto Monteiro, de Galvão de Baixo, SMP. Testemunhas: Manuel José Monteiro, de Remoães, e Rosa Joaquina ----------, de Leiros, Prado. // A sua esposa faleceu em Galvão de Baixo, onde moravam, a 11/12/1830 «em consequência do trabalho de parto de sua filha Maria Carolina.» // Casou em segundas núpcias, a 27/5/1840, com Maria Delfina, filha de Luís Caetano de Sousa Gama e de Maria Antónia, moradores na Casa da Serra, Prado. // Do 2.º matrimónio não houve filhos. // Faleceu na Quinta de São Julião de Baixo, Vila, a 8/10/1877, e foi sepultado no cemitério municipal.
NABEIRO, João. Filho de José Rodrigues Nabeiro, de Vitorino das Donas, Ponte de Lima, e de Francisca de Sousa, de Moreira de Geraz de Lima, Viana, proprietários. Nasceu em Moreira de Geraz do Lima, Viana do Castelo, a --/--/1871. // Foi funcionário (encarregado) da Companhia dos Tabacos. // Casou com Joaquina Maria do Sacramento Lopes, natural da Vila de Ponte de Lima. // Foi colocado em Melgaço em 1906. // Faleceu aqui de febre tifoide a 8/12/1926 e foi sepultado no cemitério municipal. // A sua viúva finou-se a 16/12/1952. // Tiveram pelo menos sete filhos: Belmiro; Dinora; Fernando; Filomena; Isaura da Glória; Luís; e Rosa, alguns deles nascidos em Melgaço. // Tinha um irmão chamado António, oficial dos CTT em Viana.
LOURENÇO, Maria Ludovina. Filha de Vitorino Lourenço e de Maria Benedita Exposta, caseiros na Quinta de Galvão de Cima, SMP. N.p. de Clara Rebelo, de Prado. Nasceu a 17/6/1870 e foi batizada na igreja a 19 desse mês (fora batizada em casa, no dia do nascimento, devido a correr perigo de vida, por Maria Teresa Esteves, casada, de Bilhões, Rouças). Padrinhos: João António Tomaz Rodrigues, solteiro, do Rio do Porto, SMP, e Maria Teresa Esteves, acima mencionada.
LOURENÇO, Maria Rita. Filha de Teresa Lourenço, de São Cristóvão, bispado de Tui. N.m. de Domingos Lourenço e de Vitória da Ribeira, todos galegos. Nasceu na Vila de Melgaço a 10/1/1827 e foi batizada na igreja de SMP pelo padre Carlos Domingues a 22 desse mês e ano. Padrinhos: Joaquim Dias Soares, da freguesia do Carvalhão, e Vitória Joaquina Pereira da Gama, da Calçada.
LOURENÇO, Sara Augusta. Filha de Maria de Jesus Lourenço. Nasceu na Vila a a --/--/1919. // Faleceu a 21 de Novembro desse ano, com apenas dois meses de vida.
LOURENÇO, Tomaz José. Filho de António Joaquim Lourenço (Perinhas) e de Rosa Cerdeira, lavradores, residentes em Galvão. N.p. de Manuel Joaquim Lourenço e de Ana Rosa Dias; n.m. de João José Cerdeira e de Mariana Domingues. Nasceu na Vila a 10/2/1884 e foi batizado a 23 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Esteves, escrivão da Fazenda, e Jerónima Rosa Gonçalves, ambos casados, de SMP. // Lavrador. // Casou na igreja de Rouças a 27/3/1910 com Ermezinda Alves, de 25 anos de idade, solteira, camponesa, natural de Rouças, filha de António Joaquim Alves e de Ludovina da Conceição Domingues. // Morreu em Prado a 3/4/1956.
LOURENÇO, Urbana Augusta. Filha de António Joaquim Lourenço, da Vila, e de Rosa Cerdeira, de Paderne, lavradores, residentes em Galvão de Baixo. N.p. de Manuel Joaquim Lourenço e de Ana Rosa Dias; n.m. de João José Cerdeira e de Mariana Domingues. Nasceu a 19/7/1897 e foi batizada a 26 desse mês. Padrinhos: José António Gonçalves, solteiro, negociante, e Elvira Joaquina Fernandes, solteira. // Casou em primeiras núpcias a 2/7/1933 com Sebastião de Araújo, viúvo, o qual se finou na Vila a 5/10/1955. // Casou de novo, a 15/11/1956, com Valdemiro Esteves (Miro Funga). // Morou na Barbosa. // Ambos morreram na Vila: o 2.º marido a 18/2/1977 e ela a 12/10/1979.
LOURENÇO, Maria Teresa. Filha de Manuel José Lourenço e de Maria Teresa da Silva. N.p. de Francisco António Lourenço e de Maria Rosa Alonso Gonçalves; n.m. de Anastácio José da Silva e de Teresa Maria de Jesus. Nasceu na Vila a 14/6/1838 e foi batizada dois dias depois. Padrinho: José Luís Rodrigues Cardoso, da Vila. // Casou com um viúvo, João António Alves, nascido no lugar da Granja, Paderne, em 1815, filho de Manuel Luís Alves e de Maria Joaquina Rodrigues, com oficina de serralheiro na Vila de Melgaço. // A 18/3/1900, e na igreja de Paços, foi madrinha de Bebília Lourenço, nascida nessa freguesia a 10 daquele mês e ano; o seu filho José Maria Alves foi o padrinho. // Ambos os cônjuges faleceram em SMP: o marido a 14/12/1887 e ela, esposa e viúva, a 31/3/1925. X