A Revolução de 25 de abril de 1974 e as reformas posteriores levariam a progressiva estruturação de um serviço nacional de saúde. Nesse contexto, o Decreto-Lei n.º 618/75 viria definir a gestão dos "hospitais concelhios pertencentes a pessoas colectivas de utilidade pública administrativa" por comissões nomeadas pelo Secretário de Estado da Saúde, conforme fora estipulado para os Hospitais centrais e distritais pelo Decreto-Lei n.º 704/74.
Em 1976, face às dificuldades financeiras e de gestão do Hospital a Mesa da Misericórdia de Esposende decidiu, na sessão de 5 de fevereiro, proceder a nomeação de uma Comissão Instaladora para o estudo de um solução ao Hospital. Os
mesários decidiram que a Mesa garantiria a gestão do hospital até ser nomeada uma Comissão que assegurasse os mesmos trabalhos.
Na Assembleia Geral de 8 de março de 1976 os irmãos presentes apoiariam a Mesa na decisão de se opor à instalação de uma Comissão no Hospital de Esposende
Em 19 de março de 1976, a Mesa apresentaria ao Secretário de Estado da Saúde e Assistência um protesto contra as pressões para a nomeação de uma Comissão Instaladora questionando "...a inclusão, na Comissão Instaladora, de certos elementos que, pela sua falta de cultura, de conhecimentos, de um mínimo de educação e formação e qualidades directivas, pudessem oferecer um mínimo de princípios para uma gestão hospitalar, quando na realidade alguns desses elementos mal sabem pegar numa vassoura ou num pano para limpar o pó...". A Misericórdia proporia a eleição, pela população, de mais dois elementos do que os estipulados para a Comissão Instaladora.
Na reunião de 27 de setembro de 1976 a Mesa aprovou oficialmente a transferência do Hospital e o seu recheio para a Comissão Instaladora, o que se verificava informalmente desde agosto, e as respetivas contas da sua gerência.
A possibilidade da gestão dos hospitais regressar às respetivas Misericórdias foi aberta pelo Decreto-Lei n.º 489/82 mediante a celebração de acordos com o Ministério. Na Assembleia Geral de 24 de janeiro de 1987, seria mencionado a receção por parte da Mesa de um protocolo para a "devolução do Hospital à Misericórdia e que era preciso encontrar uma solução imediata e firme, pois correm.se sérios riscos de o perdermos". Em 2 de setembro de 1988, a Assembleia Geral aprovaria por unanimidade a "retoma da gestão do Hospital da Misericórdia de Esposende após a conclusão das obras de remodelação e ampliação". O contrato seria assinado com o Primeiro Ministro Cavaco Silva em 30 de outubro de 1990.