O Grupo Dramático 1º de Dezembro, foi fundado com o intuito de substituir uma outra associação de nome Grupo Artístico Dramático, que havia encerrado recentemente a sua atividade. A 27 de Novembro de 1898, reuniu no Teatro Caridade a primeira Assembleia, (de instalação) do Grupo Dramático 1º de Dezembro, associação que ficaria conhecida entre os seus sócios pelo nome de «Rosinha». Constituíam a mesa provisória os senhores Joaquim Fragoso de Lima (presidente), João Valente Júnior (secretário) e José da Conceição Caeiro (tesoureiro). Nesta assembleia foi eleita a primeira direção, que ficou constituída da seguinte forma:
Presidente- Joaquim Fragoso de Lima
Vice-Presidente- José Martinho Pereira
Tesoureiro: José da Conceição Caeiro
Secretário - João Valente Júnior
Vogais - José Joaquim Arvelos e José Joaquim Lésico.
A 2 de Fevereiro de 1899, foi inaugurada a sede da associação, situada na travessa da Misericórdia, nas instalações onde funcionou o Hospital da Santa Casa da Misericórdia. O GDPD, tinha como principais fins:
- Disponibilizar passatempos aos sócios,
- Constituir um corpo cénico, para representar em palco.
- Criar uma biblioteca, uma aula de desenho e uma orquestra.
De entre os passatempos disponibilizados aos sócios, destacavam-se os jogos de cartas e de bilhar e a leitura de jornais. Na sede eram permitidos jogos a dinheiro até cinco réis por jogador. Também os bailes ocupavam lugar de relevo nas diversões disponibilizadas aos sócios.
A longa existência do GDPD, ficou marcada não apenas pelos bailes, mas também pela atividade desenvolvida pelo corpo cénico, que, constituído na sua maioria por sócios, apresentava com regularidade espetáculos teatrais.
A 19 de Outubro de 1949, na sequência do processo de fusão da Associação de Socorros Mútuos Santana e Costa com a Casa do Povo de Moura, foi o GDPD notificado para entregar a sala que a título precário ocupava na agora sede da Casa do Povo. Foi-lhes indicado o prazo de 30 de Março de 1950 para darem resolução à notificação.
Em 10 de Fevereiro de 1950, numa tentativa derradeira de salvar a associação, a Assembleia aprovava um aumento de cota de forma a fazer face às despesas de arrendamento de um edifício para lhes servir de sede. Mesmo esta medida não seria suficiente para salvar uma associação que já agonizava e o GDPD acabaria mesmo por se extinguir e os seus bens passaram para a posse da Casa do Povo. A 22 de Julho de 1950, perante Luís de Almeida Broncas, último presidente da Assembleia Geral da «Rosinha», e Martinho da Silva Maia, presidente da Direção da Casa do Povo, era lavrado o auto de cessão e entrega dos bens móveis a esta última entidade.
História Administrativa elaborada por Octávio Patrício (Cm Moura) com recurso à documentação que constitui o Fundo.