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Bernardo Pinheiro Correia de Melo, (Guimarães, 27 de Maio de 1855 - 21 de Maio de 1911), primeiro conde de Arnoso. Foi um escritor português e secretário pessoal do rei D. Carlos, tendo sido ainda membro dos Vencidos da Vida. Usou o pseudónimo literário Bernardo Pindela. Encontra-se colaboração da sua autoria nas revistas A imprensa (1885-1891), A semana de Lisboa (1893-1895) e na revista Brasil-Portugal (1899-1914). Filho de João Machado Pinheiro Correia de Melo, primeiro visconde de Pindela, e de Eulália Estelita de Freitas Rangel de Quadros. Foi fidalgo da Casa-Real, e General do exército. Recebeu o título de conde de Arnoso por decreto, em 28 de Setembro de 1895, pelo rei D. Carlos. xerceu funções palacianas nos reinados de D. Luís e D. Carlos. Desempenhou algumas missões diplomáticas: Pequim (1887); acompanhou o rei D. Carlos a Inglaterra (1901) por ocasião do falecimento da rainha Vitória, e acompanhou o príncipe Luís Filipe aquando da coroação do rei Eduardo VII (v. O Ocidente, n.º 1167, de 30-5-1911, p. 119). Dos livros publicados destaque para Azulejos, com prefácio de Eça Queirós, de quem foi íntimo. Amigo de Camilo, como foram seu pai, o 1.º visconde de Pindela (João Machado Pinheiro Correia de Melo), e seu irmão, o 2.° visconde de Pindela (Vicente Pinheiro Lobo Machado de Melo e Almada), o conde de Arnoso deve ter sido uma das primeiras pessoas a informar o escritor da breve concessão do título de visconde, como se depreende da carta do romancista a Tomás Ribeiro, o efetivo patrocinador da graça régia: "Recebi agora os parabéns do Bernardo Pindela. Em vista disto demoro-me aqui até 2.ª feira. Não quero aparecer no Porto quando se discute o mérito do agraciado. Isto não é bem modéstia: é medo às trovoadas de lama que ali se fazem" (in Cartas de Camilo Castelo Branco a Tomás Ribeiro; s/d, mas seguramente 1855). Bernardo Pindela foi intermediário de petições várias de Camilo ao rei, como no caso da libertação de uma presa protegida pelo seu último editor, Eduardo da Costa Santos, a quem informa: "Vou pedir ao Bernardo Pindela ajudante de el-rei, que peça ao poder moderador o indulto da requerente; mas, se o meu amigo vê que o caminho a seguir é outro, queira esclarecer-me. Não sei destas praxes; e desconfio que o conselho de estado é quem decide estes processos. Avise-me" (in Correspondência de C.C.B., de A. C., Ed. Livros Horizonte, p. 177; carta de 12-3-1886). Fonte: sítio Web da Casa de Camilo
Bernardo Marques Coelho estudou Medicina na Universidade de Coimbra, no ano letivo 1869-70 foi premiado no 4º ano.
Jaime Forjaz Serpa Pimentel nasceu em Santa Comba Dão, São João de Areias a 09.12.1855, faleceu em 1921. Autor de várias obras: Um anno no Congo : apreciações sobre o districto do Congo. Lisboa Lisboa : Typ. da Companhia Nacional Editora, 1899; Memórias estudos e considerações sobre o distrito de Moçambique. Lisboa, 1905.O districto de Damão : apontamentos d'uma administração colonial. Lisboa : Typographia Castro Irmão, 1892; Livro de linhagens : traços historico-genealogicos da minha família, suas ascendencias e allianças e subsídios para a historia genealogica d'algumas famílias portuguezas. Braga Typ. de Augusto Costa & Mattos, 1916; etc. Fonte: Geneall; memoria-africa.ua.pt.
João Francisco Barbosa de Azevedo Sande Aires de Campos, 3º conde do Ameal. Adotou o nome João Ameal para assinar textos e cartas. Era sobrinho de JAM. Nasceu em Coimbra a 23.08.1902 e morreu em Lisboa a 23.09.1982. Foi escritor, historiador, jornalista e político. Monárquico, deputado à Assembleia nacional em quatro legislaturas (1942 e 1957). Foi diretor do jornal "Acção Realista".
Jerónimo da Cunha Pimentel Homem Carneiro de Vasconcelos Carneiro nasceu em Vila Real, foi bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra. Iniciou a sua carreira política em 1868 ao ser eleito deputado do Partido Regenerador, pelo círculo de Sabrosa. Eleito par do Reino por Braga (1885 e 1894) e por Viana do Castelo (1891), passando a vitalício em Dezembro de 1895. Exerceu o cargo de governador civil do distrito de Braga (1881-1884, 1890, e 1891-1892). Fonte: Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, 1º vol.
João Cardoso de Albuquerque nasceu em 1870 e faleceu em 1946. Foi médico, Presidente da Câmara Municipal de Barcelos (1911), Administrador do Concelho de Barcelos (1911).
António Cândido de Figueiredo (Lobão da Beira, 19 de Setembro de 1846 - Lisboa, 26 de Setembro de 1925) foi um filólogo e escritor português. Frequentou o Seminário de Viseu, estabelecimento onde concluiu o curso de Teologia, a 19 de Junho de 1867, sendo em seguida ordenado presbítero. Matriculou-se depois no curso de direito da respetiva faculdade da Universidade de Coimbra, tendo ali sido estudante entre 1869 e 1874. Durante seus tempos de estudante participou na denominada Questão Coimbrã. Abandonou a vida eclesiástica, para a qual fora aparentemente destinado pela família, obtendo do papa Leão XIII a dispensa do múnus eclesiástico. Casou então com Mariana Angélica de Andrade, enveredando pela advocacia. A partir de 1876 fixou-se em Lisboa, abrindo um escritório de advocacia, onde trabalhava em parceria com Júlio de Vilhena. Apesar de ter como principal atividade a advocacia, exerceu algumas comissões oficiais por incumbência do Ministério do Reino na área da instrução pública, entre as quais o cargo de inspetor das escolas do Distrito de Coimbra. Ingressou depois na carreira dos registos e notariado, sendo nomeado conservador do Registo Predial da comarca de Pinhel. Foi depois transferido para Fronteira e em seguida para Alcácer do Sal. Nesta última vila exerceu o cargo de presidente da respetiva Câmara Municipal.Em 1881 foi nomeado secretário-geral da Bula da Cruzada e no ano seguinte professor provisório do Liceu Central de Lisboa. Algum tempo depois foi nomeado funcionário do Ministério da Justiça, carreira que seguiria durante o resto da sua vida profissional. Nesta carreira atingiu o lugar de subdiretor-geral, no qual se aposentou depois de mais de 40 anos de serviço.Exerceu por várias vezes as funções de diretor-geral interino do Ministério da Justiça. Em 1893, quando José Dias Ferreira presidia ao governo, foi nomeado governador civil do Distrito de Vila Real. Foi ainda secretário particular de Bernardino Machado, no período em que este foi Ministro das Obras Públicas. Para além das suas atividades profissionais, foi poeta e jornalista de grande mérito, tendo colaborado em periódicos como O Panorama (1837-1868), Aljubarrota, Lusitano, Progresso, Bem Público, Voz Feminina, Revista dos Monumentos Sepulcrais, Almanaque de Lembranças, Notícias (que depois seria o Diário Popular), Grinalda, Crisálida, País, Hinos e Flores, Repositório Literário, Tribuno Popular, Independência, Recreio Literário, Folha, Panorama Fotográfico, Viriato, Gazeta Setubalense, Democracia (publicado em Elvas), entre outros. Fundou e dirigiu o periódico A Capital e foi redator do diário Globo. Entre outras publicações, também colaborou na Revista de Portugal e Brasil e no Ocidente, e ainda se encontra colaboração da sua autoria nas revistas República das Letras (1875), Ribaltas e Gambiarras (1881), A Arte Musical (1898-1915), O Branco e Negro (1899), Serões (1901-1911), na revista Atlântida (1915-1920) e ainda no jornal humorístico A Paródia (1900-1907), sob o pseudónimo O Caturra. Entrou depois para a redação do Diário de Notícias, onde se manteve por muitos anos e no qual publicou valiosas crónicas literárias, que assinava com o pseudónimo de Cedef. No campo cultural e científico, destacou-se como lexicólogo e linguista, tendo feito parte da comissão que foi encarregada em 1911 de fixar as bases da ortografia da língua portuguesa. Desta comissão faziam parte alguns dos maiores filólogos da época, nomeadamente Carolina Michaëlis de Vasconcelos, Aniceto dos Reis Gonçalves Viana, José Leite de Vasconcelos, António Cândido de Figueiredo, Francisco Adolfo Coelho, assim como Manuel Borges Grainha, António José Gonçalves Guimarães, Júlio Moreira, José Joaquim Nunes e António Garcia Ribeiro de Vasconcelos. Em 1871 foi feito sócio do Instituto de Coimbra e no ano de 1874 foi eleito sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa, instituição da qual seria eleito sócio efetivo em 1915. Também no ano de 1874 foi eleito, por unanimidade, professor correspondente da Academia de Jurisprudência e Legislação de Madrid. Era também sócio da Academia Brasileira de Letras. Em 1878, por proposta dos orientalistas Julius Oppert e Guiard, foi eleito membro titular da Sociedade Asiática de Paris. Foi também membro do Congresso dos Orientalistas de Londres. Em 1902 foi eleito membro da Real Academia Espanhola. Em 1887 foi eleito vogal do Conselho Superior de Instrução Pública em representação do professorado de ensino livre. Foi nomeado em 1890, pelo Ministério do Reino, membro da comissão encarregada de rever a nomenclatura geográfica portuguesa.Foi galardoado com a Medalha de Honra do Congresso Jurídico do Rio de Janeiro e com as palmas de ouro num concurso poético da Académie de Toulouse.Em 1876 foi, com Luciano Cordeiro, um dos sócios fundadores da Sociedade de Geografia de Lisboa. Quando faleceu era presidente da Academia das Ciências de Lisboa. Foi ainda vice-cônsul do México em Lisboa. Fonte: Wikipédia.
Ernesto Ferreira Condeixa (Lisboa, em 20 de Fevereiro de 1858 - Lisboa, 2 de Agosto de 1933) foi um pintor português que se notabilizou na pintura de cenas históricas e como retratista. Foi discípulo de Miguel Ângelo Lupi e bolseiro em Paris, onde estudou com Alexandre Cabanel, cujo estilo adoptou na pintura de quadros de temática histórica. Foi membro do Conselho de Arte e Arqueologia e professor e director da Escola de Belas-Artes de Lisboa. A sua pintura foi consagrada a temas históricos, sendo os seus dois quadros mais conhecidos D. João II ante o cadáver do filho, e Beija-mão a Leonor Teles. É notável, devido movimento oblíquo da composição, o quadro A Conquista de Malaca. Realizou uma extensa obra pictórica na decoração do Palácio de Santana, em Ponta Delgada, Açores, com a produção de grandes telas para hall e escadarias principais, tendo como tema central a vista de D. Carlos I de Portugal e de D. Amélia de Orleães àquela cidade. Encontram-se algumas colaborações artísticas da sua autoria no semanário Branco e Negro (1896-1898). Fonte: Wikipédia.
Carolina de Almeida Coutinho e Lemos nasceu em 1847. Prima de JAM. Filha de António de Almeida Coutinho e Lemos, 1.º barão do Seixo e Carolina Rosa Ribeiro de Faria. Foi casada com Joaquim José Ferreira, mãe de António Jorge de Almeida Coutinho e Lemos Ferreira e irmã de Jorge de Almeida Coutinho e Lemos. Fonte: Geni. Foi discípula do artista e mestre Thadeu Maria de Almeida Furtado nas aulas de desenho e pintura. Em 1866, participou nas suas aulas Carolina de Almeida Coutinho e Lemos, filha dos Barões do Seixo. Seu pai, (m. 1869), grande negociante e proprietário duriense, fez parte da A.C.P. nos anos 50 e 60, em 1856 fez parte da Lista do Centro Eleitoral Cartista do Porto. Fonte: Moncóvio, Susana (2019). Prenda ou Arte? A participação feminina nas Exposições Trienais da Academia Portuense de Belas Artes (1842-1887). Porto: UP. Dissertação de mestrado.
Duarte Huet de Bacelar Sotto Mayor Pinto Guedes, nasceu a 8 Junho 1836, em Vila Boa de Quires, Marco de Canaveses, Porto. Morreu a 7 Outubro 1921, em Ovar. Filho de João Huet de Bacelar Sotto Mayor Pinto Guedes e Maria Brizida de Vasconcelos. Casado com Ana Amélia Pinto da Cunha e Abreu e Custódia Luísa. Pai de Maria Brizida Huet Bacelar; Lourenço Huet de Bacelar Sotto Mayor Pinto Guedes; Pedro Huet de Bacelar Sotto Mayor Pinto Guedes e Dr. Gonçalo Duarte Cláudio Huet de Bacelar Sotto Mayor Pinto Guedes. Fonte: Geni
Emílio Augusto Esperança Machado foi padre. Filiação: Manuel Inácio Machado e Ana Carmo Alves. Natural e/ou residente em Cumeeira,Santa Eulália e Peso da Régua, São Faustino, atual concelho de Santa Marta de Penaguião e Peso da Régua. Nasceu em 1857. Residiu em Barcelos. Fonte: Inquirição de Género 1878-03-20. Arquivo Distrital de Braga
José Maria Baptista Camacho, nasceu cerca de 1865, foi casado com Maria Amélia Pimenta Camacho. Morador em Santa Maria Maior, Viana do Castelo, falecido em 5 de junho de 1938. Fonte: Geneall.
Francisco de Assis de Noronha Morais Pinto de Oliveira Martins nasceu a 5 Dezembro 1903 e faleceu em 1978. Foi sobrinho do historiador Joaquim Pedro Oliveira Martins e publicou estudos sobre ele. Foi professor e dirigiu a Biblioteca da Seção de Pina Manique da Casa Pia. Correspondeu-se com Camilo Castelo Branco. Fonte: Geni.
Francisco Xavier Mouzinho da Silveira Canavarro Valadares, 3.º Barão de Ribeira de Pena. Bacharel formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, advogado e notário em Cabeceiras de Basto e na Figueira da Foz, Senhor da Casa Solar de Santa Marinha, etc., e distinto Genealogista. Usou o título de 3.º Barão de Ribeira de Pena por Autorização de D. Manuel II de Portugal no exílio de data desconhecida. Barão de Ribeira de Pena é um título nobiliárquico criado por D. Maria II de Portugal, por Decreto de 19 de Fevereiro de 1851, em favor de Francisco Xavier de Andrade e Almeida Pacheco de Sousa Leitão. Fonte: Wikipédia.
Francisco Lopes de Calheiros e Menezes, 1.º Conde de Calheiros. Nasceu a 12 Junho 1856 em Calheiros, Ponte de Lima, Viana do Castelo. Morreu circa 2 março 1929 em Lisboa. Fonte: Geni O solar do antigo apelido de Calheiros é na Quinta do Paço, que antigamente chamavam do Pinheiro, na freguesia de Santa Eufémia de Calheiros, no concelho de Ponte de Lima. A Honra de Calheiros foi confirmada por D. Afonso IV em Santarém, aos 05 de Fevereiro de 1336, a favor de Martim Martins Calheiros, cuja honra lhe fora dada por Rei D. Dinis. Posteriormente D. Sebastião, por sentença de 12 de Novembro de 1566, ratificou os direitos e demarcações daquela honra a favor de Diogo Lopes de Calheiros, o ilustre autor do Memorial de Calheiros. A Casa nunca deixou a família. Senhores Imemoriais do Solar De Calheiros (reedificado em 1450), Senhores das Terras de Santo Estêvão de Geraz, Beiral do Lima e Reguengo de Castelo (5/1/1424), Senhores das Terras do Burral e Almoxarifado de Ponte de Lima (4/12/1453), Senhores das Devezas de Ponte de Lima (30/9/1454), Conde de Calheiros (20/3/1890). Fonte: Solares de Portugal.
Joaquim Dinis da Fonseca nasceu em 1887-02-20, Rochoso, Guarda. Faleceu em 1958-09-01. Licenciatura em Direito pela Universidade de Coimbra (1917). Foi Advogado; Político; Administrador de empresas. Deputado (1922-1925 e 1925-1926); Vogal da Comissão da Reforma Aduaneira (1939); Membro da Junta Consultiva da União Nacional (1945-1957); Subsecretário de Estado da Assistência Social (1940-1944); Subsecretário de Estado das Finanças (1944-1950). Foi ainda presidente da Junta de Crédito Público e da Companhia de Diamantes de Angola. Também colaborou nos jornais Imparcial e no Novidades (o primeiro, dirigido por Gonçalves Cerejeira em 1912 e segundo, órgão oficioso da Igreja Católica). Fonte: Parlamento Português http://app.parlamento.pt/PublicacoesOnLine/DeputadosAN_1935-1974/html/pdf/f/fonseca_joaquim_dinis_da.pdf
Francisco de Abreu de Lima Pereira Coutinho, 1.º conde de Paço de Vitorino. Nasceu a 24 Outubro 1850 e morreu a 7 fevereiro 1921. Fonte: Geni
Francisca Angélica Malheiro de Sousa Meneses, víuva em 1859, viveu em Viana do Castelo.
José da Cunha Sampaio nasceu 5 fevereiro 1841 na Casa de Boamense, em Cabeçudos, concelho de Vila Nova de Famalicão. Filho de Bernardino de Sampaio Araújo e de Emília Ermelinda da Cunha Sampaio. Em 1896 Assume o 3º mandato da presidência da Sociedade Martins Sarmento no período de 1896 a 1898. Em 1899 Jul.4 É nomeado membro do Definitório da Santa Casa da Misericórdia. Em Ago.9 Morte de Martins Sarmento a quem ligavam laços de profunda amizade. Em Set.15 Morte de José Sampaio em Guimarães. “Um olhar sobre José Sampaio Exposição / narração, assim se poderia definir este espaço evocativo da figura ilustre de José da Cunha Sampaio. Homem multifacetado e de rara sensibilidade, dificilmente toda a riqueza da sua trajetória ativa ao longo de quase meio século caberia nos limites, necessariamente restritos, de uma exposição. Apesar disso optou-se, por expôr uma sucessão de objetos cujo fio condutor resume, no essencial, o perfil evolutivo da sua vida, procurando através deles transmitir as principais manifestações da personalidade que o distinguiu, mas também, simultaneamente, o ambiente de intimidade em que se desenrolaram. A exposição organiza-se à volta de cinco núcleos essenciais. Antes de mais, Boamense. À sombra tutelar da velha Casa, é o tempo dos folguedos com o seu irmão Alberto e das primeiras letras na volta do Colégio de Landim. Depois, no limiar da juventude, Coimbra. Na Casa da Ilha, hoje desaparecida com a velha Alta da cidade, mistura-se a preparação do futuro jurista, que havia de ser brilhante, no cadinho duma academia em transformação onde pontificam vozes que marcam o nosso final de século e se forjam amizades que extravazam para o resto da vida. É a época de todas as contestações, da Sociedade do Raio, da Academia Dramática. É Antero, as tertúlias da Rua da Trindade, a emergência de uma geração cujo legado resiste à erosão do tempo e que nos deixa Eça de Queirós, Alberto Sampaio e tantos outros. Passado esse turbilhão rico de experiências que lhe temperam o espírito e a razão, José Sampaio volta às suas origens, constitui família e estabelece-se em Guimarães. A partir daqui multiplicam-se os percursos onde não cessa de se distinguir. As amizades aprofundam-se e expandem-se. Incluem, sobretudo, Martins Sarmento, cuja ligação afectiva parece unir os seus destinos, até na hora de se despedirem. Brilhante como advogado, o seu carácter e a sua estatura intelectual ficam bem patentes nas manifestações de respeito e admiração que os seus contemporâneos lhe devotam. Lembramos a famosa questão do Juiz Seco, os escritos jurídicos que produz, o prestígio das distinções com que é agraciado por algumas Instituições a quem prestou serviços. Mas os múltiplos talentos que possui, transbordam largamente o seu percurso profissional. Apaixonado pela viticultura, leva os vinhos de Boamense a um apuramento tal, que lhe granjeia as mais honrosas menções em certames nacionais e internacionais. E ainda lhe sobra em generosidade e gosto pelas coisas da ciência, um tempo para colaborar nos trabalhos pioneiros de arqueologia que Martins Sarmento prosseguia no Entre-Douro e Minho. Cada objecto, cada carta, cada peça de roupa festiva, cada momento captado no instante de uma fotografia, que aqui se expõem, procuram afinal, na sua diversidade aparentemente fragmentária, trazer de volta a riqueza exemplar da personalidade e vivência de José da Cunha Sampaio ao nosso convívio.” Alexandre Martins, Emília Nóvoa Faria In Catálogo da exposição um olhar sobre José Sampaio Exposição Bio-biblo-iconográfica. Sociedade Martins Sarmento, 1999 http://www.csarmento.uminho.pt/docs/sms/exposicoes/Cat%C3%A1logoJos%C3%A9Sampaio.pdf
João Gomes de Abreu e Lima de Magalhães e Menezes nasceu em Ponte da Barca, Paço Vedro de Magalhães, 26-01-1852. Faleceu em Guimarães, S. Paio a 30-12-1935. Nome completo: João Gomes de Abreu de Lima de Magalhães e Menezes. Assina muitas vezes João Gomes, João Gomes de Abreu. Foi o Senhor das Casas do Outeiro em Ponte de Lima, e de Paço Vedro, em Ponte da Barca. Filho de Gaspar de Abreu de Lima de Magalhães Pinto Cardoso e Maria da Glória da Veiga Cabral da Câmara Pereira Caldas. Marido de Maria Luísa Martins de Queirós Montenegro. Pai de Maria Manuela de Abreu de Lima e Lencastre, nasceu 10.04.1873; Constança Vitória de Abreu de Lima de Queirós e Lencastre, nasceu 04.04.1874; Gaspar de Abreu de Lima, nasceu 06.06.1875; Luís Maria de Abreu de Lima, nasceu 30.09.1876; Filomena de Abreu de Lima, nasceu 30.07.1877; Maria da Glória de Abreu de Lima de Queirós Montenegro, nasceu 25.07.1878; João Gomes de Abreu de Lima, nasceu 11.01.1880; Gonçalo de Abreu de Lima, nasceu 11.02.1881; Mariana Vitória de Lencastre de Abreu de Lima, nasceu 16.03.1885; Maria Romana de Abreu de Lima de Queirós Montenegro, nasceu 08.08.1888. Fonte: Geni. Escritor. Amigo de longa data do conde de Bertiandos e dos irmãos Vicente e Bernardo, da Casa de Pindela, estreitou laços de amizade com Guerra Junqueiro, Gonçalves Crespo e Bernardino Machado, quando frequentou a Universidade de Coimbra, não tendo, todavia, concluído curso. Em Ponte de Lima, onde fixou residência a seguir ao casamento, exerceu o cargo de Recebedor da Fazenda Pública. Colaborou em vários jornais e revistas com interessantes artigos sobre a história local, polémicas literárias, recensões críticas e ensaios poéticos. Em 1910, publicou na revista O Instituto, a primeira monografia de Ponte da Barca, um eru- dito trabalho de compilação e análise documental que intitulou Terra da Nóbrega (Notas Históricas). João Gomes pertenceu à família Abreu e Lima, da Casa do Outeiro. A Casa do Outeiro, fronteira à Vila de Ponte de Lima e dela distanciada pouco mais de 1 Km é uma das casas solarengas da Freguesia de Santa Marinha de Arcozelo, talvez o mais rico acervo de casas senhoriais do Vale do Lima. Ainda no Séc. XVI existiam no mesmo local duas quintas com este nome. Pertencia uma a um ramo de Macieis, família ilustre com solar em Darque, junto a Viana e a outra andava emprazada aos Senhores da Quinta de Silveiro, na Correlhã. O casamento de António Álvares Maciel e D. Ana Pinto Correia, em 1634, uniu definitivamente as duas quintas. Deste casamento nasceu D. Maria Josefa Vieira Pinto Maciel, que foi a 1ª Administradora do vínculo instituído por seus pais por escritura de dote realizada em 11 de Março de 1713, para casar com seu parente Gaspar de Abreu de Lima Teles de Meneses, moço fidalgo da Casa Real e Senhor do Paço de Penas, em Refoios de Lima. O novo vínculo, registado com o nome de "Quinta de Santo António e de Nossa Senhora da Conceição do Paço do Outeiro e Refoios", veio, de geração em geração, até à atualidade, sem alteração dos seus limites iniciais. A casa, porém, já velha, foi reedificada numa 1ª fase em 1723 e posteriormente, em 1787, foi-lhe acrescentada a varanda principal e o portão nobre. A atual capela, da invocação da N. S. da Conceição, erguida em 1774 em substituição de uma outra anterior, não foi completada. Nas gerações que se seguiram foi o vínculo constantemente acrescentado e em meados do Séc. XIX constituía uma das maiores casas senhoriais do Norte do país, com terras e foros espalhados por todas as províncias até Lisboa. Em março de 1809, sendo senhor desta casa João Gomes de Abreu de Lima de Magalhães Pinto e Cardoso, foi a Casa do Outeiro saqueada pelas tropas do General Soult, que comandou a 2ª Invasão Francesa de Portugal e aí se aquartelaram durante a passagem do Lima. Novo golpe sofreria mais tarde, durante as perseguições movidas pelas forças constitucionais.