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Carlos Fernando de Mesquita Henriques nasceu em Santa Cruz das Flores a 14 de Fevereiro de 1870, sendo o primeiro filho de Maria Amélia de Freitas Henriques e do seu primo e marido António Fernando de Mesquita Henriques, proprietário, secretário da Administração do Concelho de Santa Cruz e pagador das Obras Públicas na ilha das Flores. A família estava ligada à pequena aristocracia florentina, tendo na ilha vasta parentela. Tinha também ligações familiares no Faial e na Terceira. De um casamento anterior, o pai tinha duas filhas. Carlos de Mesquita iniciou os seus estudos no Outono de 1877, matriculando-se na escola régia de Santa Cruz das Flores, estabelecimento que frequentou até Junho de 1884, altura em que foi aprovado no exame do segundo grau da instrução primária. No Outono desse mesmo ano foi enviado para a ilha Terceira onde iniciou os estudos liceais, matriculando-se no Liceu de Angra do Heroísmo. No ano seguinte continuou em Angra do Heroísmo, agora já na companhia do seu irmão um ano mais novo, Roberto de Mesquita, que entretanto terminara os estudos primários nas Flores e também se matriculara no Liceu angrense. Ficaram instalados num quarto em casa de uma família de apelido Dionísio, de origem florentina, iniciando-se nas questões literárias e de criação poética. Mas, quando no final desse ano lectivo ambos reprovaram, aparentemente por interferência de um professor florentino que lecionava em Angra e que teria uma querela com a família, o pai decidiu transferi-los para o Liceu da Horta, onde se matricularam a partir do ano letivo de 1886/1887. Ao contrário de Roberto, que não termina os estudos liceais, Carlos de Mesquita conclui os preparatório liceais em 1890, matriculando-se em Outubro desse ano no curso de Direito da Universidade de Coimbra. Carlos de Mesquita liga-se em Coimbra aos grupo dos jovens poetas simbolistas e a uma tertúlia ideologicamente avançada para a época, onde se incluía o seu primo Fernando de Sousa, que desde 1890 era um ativo propagandista do republicanismo. Enquanto estudante, foi considerado o chefe de fila do movimento simbolista, tido pelos contemporâneos como uma das melhores cabeças da sua geração. Terminou o curso jurídico em Julho de 1895, deslocando-se então, pela última vez, às Flores. Ali desentende-se com o pai, que entendia que ele devia voltar de imediato aos Açores e abrir escritório de advogado, e regressa a Coimbra em Setembro, renunciando à mesada paterna. Para se sustentar, entre 1895 e 1897 dá lições particulares e emprega-se como jornalista, trabalhando como redator do periódico O Tribuno Popular. Em 1897 fixa-se em Viseu, empregando-se como professor liceal. Casa com uma senhora originária de Chamusca da Beira, concelho de Oliveira do Hospital, de quem tem uma filha. Em Viseu foi um dos promotores da publicação da revista literária Ave Azul (1899-1900), um projeto que marcou o panorama cultural português dos anos finais do século XIX e também se encontra colaboração da sua autoria na revista Serões (1901-1911). A partir de 1911 passa a exercer o cargo de professor extraordinário de Literatura Inglesa, e interinamente de Literatura Francesa, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Dedica-se à composição poética e à tradução de poesia inglesa, francesa e alemã, da qual produz excelentes versões portuguesas. Dedica-se ao estudo do romantismo inglês, iniciando a escrita de um livro sobre o temo, cujo primeiro volume, sobre as origens do movimento, publica em 1913. Entretanto mantém intensa colaboração na imprensa periódica, com destaque para os jornais de Coimbra e Viseu, mas também publicando na sua terra natal e na cidade da Horta. Com apenas 46 anos de idade, falece subitamente em Coimbra, a 9 de Maio de 1916. Deixa a viúva e a filha numa situação económica difícil.
Carlos de Mesquita foi crítico e ensaísta de mérito, mas também poeta e ficcionista. A sua obra está dispersa por várias publicações, sendo de suspeitar que parte importante permanece inédita. Da sua produção poética conhece-se um conjunto de poemas originais e traduzidos; das obras de ficção que escreveu apenas se conhece um fragmento de romance O Estrangeiro (inédito) e dois ou três contos. A área onde maior produção publicou foi como crítico e ensaísta, com destaque para a obra As Origens do Romantismo Inglês (de que apenas publicou o primeiro volume), mas são numerosas as críticas e ensaios dispersos por diversos periódicos. Pedro da Silveira reuniu o seu epistolário, o qual consta do espólio entregue por aquele investigador à Biblioteca Nacional de Lisboa, acompanhado por outros materiais reunidos da obra de Carlos de Mesquita e de indicações bibliográficas.
Fonte: Wikipédia.
Não existe nenhum registo de contribuição por parte da Câmara Municipal da Régua no livro de cópias dos Ofícios da Comissão promotora da Homenagem póstuma ao grande escritor Camilo Castelo Branco.
Abílio Severiano Ribeiro de Magalhães Brandão nasceu 1860 e morreu em 1930. Foi etnógrafo, com estudos sobre folclore publicados em periódicos famalicences e na Revista de Guimarães. Tesoureiro do município de Paços de Ferreira. Em 1910 era proprietário do Solar da Quinta da Costa.
Augusto Gama nasceu em 1859 e faleceu a 07-05-1938. Morador em Aldeia Nova do Monte, nº 39, Paranhos, Porto. Casado em segundas núpcias com Isabel Dantas da Gama. Foi publicista e político. Foi escritor, em 1885 publicou "A Comédia a sério" prefaciada por Camilo Castelo Branco. No jornalismo fundou o periódico Sombra e Luz e foi proprietário, editor e diretor da revista Indústria Portuguesa. Autor da obra "Dois escritores coevos: Camilo Castelo Branco e Arnaldo Gama. (Notas e impressões)". Coimbra Editora, Ldª. Coimbra. 1933. Tinha o pseudónimo de Fernão Dantas.
Fonte: Registo de Testamento de Augusto Dias Dantas da Gama nº 467 - Arquivo Municipal do Porto.
Augusto de Castro Sampaio Corte-Real (1883-1971) foi escritor, jornalista e diplomata,um dos mais destacados publicistas do Estado Novo, ganhando notoriedade como comissário da Exposição do Mundo Português, em 1940. Formou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1903) e exerceu advocacia no Porto. Nesta cidade dirigiu o diário A Província. Já em Lisboa, foi Deputado do Partido Progressista e redator-principal do "Jornal do Comércio" e cronista de "O Século", onde manteve a secção «Fumo do meu Cigarro». Ensinou ainda no Conservatório (1912-1922) e foi chefe de repartição da Caixa Geral de Depósitos (1919). A 28 de Junho de 1919, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo. Em Março de 1924, foi nomeado chefe de missão de 4.ª classe na Embaixada de Portugal em Londres. Por Decreto de 6 de Junho de 1924 foi transferido para a Embaixada de Portugal junto da Santa Sé, na qualidade de chefe de missão de 1.ª classe, cargo que viria a ocupar também em Berlim, por Decreto de 28 de Setembro de 1929. Foi depois transferido para Bruxelas, pelo Decreto de 18 de Novembro de 1929, e por Decreto de Janeiro de 1931 foi nomeado ministro plenipotenciário em Roma (Quirinal), cargo que desempenhou até 1935. A 4 de Janeiro de 1935 foi transferido para a legação portuguesa no Vaticano. Ainda nesse ano regressa a Bruxelas, onde permanece até 1938, Em 1942 regressou à atividade diplomática, sendo em 1945 ministro plenipotenciário em Paris. Foi diretor do "Diário de Notícias" de 1919 a 1924, de 1939 a 1945, e a partir de 1947 até à data da sua morte. Também colaborou na "Revista Nova" (1901-1902). Foi membro da Academia Brasileira de Letras, eleito a 25 de Janeiro de 1945, ocupando a Cadeira N.º 5, que pertencera a Eugénio de Castro (1869-1944). A 2 de Fevereiro de 1950, foi feito Grande-Oficial da Ordem de Benemerência, a 19 de Julho de 1961 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, e a 13 de Julho de 1967, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Recebeu o Doutoramento Honoris Causa da Universidade do Porto em 1970.
Fonte: Wikipédia.
Nasceu em 20 de fevereiro de 1843. Presbítero, sendo sucessivamente pároco e abade. Docente do Seminário de Portalegre Curso de Teologia pela Universidade de Coimbra Deputado (1882-1884, 1884-1887, 1890-1892, 1893, 1894, 1896-1897; 1900). Presidente da Câmara Municipal de Esposende (1891-1895). Presidente da Câmara dos Deputados (1894-1895). Par do reino (29.12.1900). Natural da Sé Nova, Coimbra. Filho de Francisco Joaquim da Rocha e de Rita Amália Teve como padrinho de batismo Francisco António Rodrigues de Azevedo (1809-1897), lente da Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra, par do reino e governador do Bispado de Coimbra na ausência e por comissão do bispo-conde D. Manuel Correia de Bastos Pina Foi-lhe concedida pelo papa Leo XIII, em 1886, a dignidade de monsenhor bem como a de protonotário apostólico e prelado doméstico do mencionado papa, títulos honoríficos que davam honras de bispo.
A sua morte foi particularmente sentida em Vila Nova de Famalicão, localidade onde, de acordo com o depoimento de Joaquim José da Rocha, diretor do jornal O Regenerador, não há aí ninguém, amigo ou adversário que não tivesse conhecidos magnanimidade do seu coração (O Regenerador, 5.9.1908).
Tanto a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão como a respetiva administração do concelho e a tipografia do jornal O Regenerador, em sinal de luto, fecharam portas durante dois dias, associando-se também a manifestação de pesar a Associação dos Bombeiros Voluntários, da qual Santos Viegas era sócio honorário. No período imediatamente a seguir ao seu funeral, as instituições mandaram celebrar missas, incluindo exéquias solenes na igreja de São Tiago de Antas, onde fora abade. Por proposta do jornal O Regenerador, e em preito de gratidão, foi sugerida a câmara municipal atribuir o seu nome a uma das artérias da localidade, o que se concretizaria ainda no decurso de 1908, mantendo até aos dias de hoje, a Rua Conselheiro Santos Viegas, em Vila Nova de Famalicão.
Fonte: Os Presidentes do Parlamento Português. Coord. Fernando Sousa, Conceição Pereira.
António Ribeiro dos Santos Viegas nasceu em 1843 em Santa Marinha, Seia, Portugal. Faleceu em 1908, no Luso. Filho de Francisco Joaquim Pereira Ribeiro da Rocha e Rita Amália dos Santos Viegas. Estudou Teologia na Universidade de Coimbra de 1861-1866. Foi Conselheiro, Par do Reino. Pertenceu ao Partido Monárquico.
Fonte: Arquivo da Universidade de Coimbra; Geni.
Foi presbítero e político. Formou-se em Teologia na Universidade de Coimbra, tornando-se prior Igreja Paroquial de Santa Maria e São Miguel, em Sintra, pároco da freguesia de São Vicente de Fora, em Lisboa, e abade da Igreja de S. Tiago de Antas, em Vila Nova de Famalicão. Em 1886, foi elevado à dignidade de monsenhor e protonotário apostólico, pelo Papa Leão XIII. Foi eleito deputado, pelo Partido Regenerador, por Celorico de Basto (1882 e 1884), Esposende (1890, 1893 e 1894), Braga (1896) e Vila Nova de Famalicão (1900). Presidiu à Câmara dos Deputados (1894) e, em Dezembro de 1900, ascendeu a par do Reino. Em 1902 foi deputado da Junta Geral da Bula da Santa Cruzada.
Fonte:
Zona do Farol e Foz do Rio Cávado.
António Teixeira Coelho de Vasconcelos, neto de avô materno João Leite de Faria e Souza. O tio avô foi o último reitor do Convento de Vilar de Frades. Foi senhor da Casa das Cortinhas em Cavez. Nos fins do século XIX, os vinhos desta Casa das Cortinhas eram afamados entre os conhecidos vinhos verdes da Região de Basto, tendo sido premiados em diversas exposições a que concorreram, designadamente, as de Berlim e Internacional de Lisboa em 1888 e a Internacional de Paris em 1889. Em 1901, os seus proprietários, Dr. António Teixeira Coelho de Vasconcelos e esposa D. Sofia Adelaide Machado Tavares de Vasconcelos, pais do Juiz Conselheiro Dr. Mário Júlio, ao procederem à exploração de uma pedreira para construírem um jardim adjacente à sua casa de habitação que haviam reconstruído encontraram umas urnas funerárias abertas em rocha firme. O Dr. Teixeira de Vasconcelos consultou o arqueólogo Martins Sarmento sobre o assunto, que opinou que se tratava de urnas funerárias romanas, propondo que essas urnas funerárias fossem extraídas, com a maior cautela da rocha onde se encontravam e transportadas para o Museu de Guimarães ao que o Dr. Vasconcelos não acedeu.
Fonte: Jornal O Basto http://www.jornalobasto.com/o.php?new=547_02/2011/mamede-mendes/
Zona do Clube Náutico de Ofir.
Adolfo Ferreira de Loureiro nasceu em Coimbra, São Bartolomeu, 12 de Dezembro de 1836 e morreu em Lisboa, 22 de Novembro de 1911. Foi um militar, engenheiro, escritor, poeta e político português.
Era filho de Felisberto de Sousa Ferreira (Coimbra, São Bartolomeu, 9 de Novembro de 1804 - 15 de Outubro de 1862) e de sua mulher Ana Augusta de Sequeira (Coimbra, São Bartolomeu, bap. 19 de Janeiro de 1809 - ?).
Frequentou o Liceu de Coimbra e a Faculdade de Matemática da Universidade de Coimbra, a partir de 1851.
Assentou Praça a 5 de Abril de 1854 e alistou-se como Voluntário no Batalhão de Caçadores N.º 8, tendo obtido licença para continuar os estudos na Universidade. Em Julho de 1856, recebeu o grau de Bacharel em Matemática, passando, pouco depois, a frequentar o curso do Estado-Maior na Escola do Exército. Fez, ainda, o curso de Engenharia desta mesma Escola, que completou a 20 de Julho de 1858, ano em que foi promovido a Alferes em 1858.
Foi, sucessivamente, promovido a vários postos do Exército: a Tenente em 1860, a Capitão em 1865, a Major em 1874, a Tenente-Coronel em 1884, a Coronel em 1893 ou 1894 e a General de Brigada em 1899. No mês de Abril de 1902, por determinação da Junta Médica do Hospital Militar de Lisboa, Adolfo Ferreira Loureiro passou à reserva como General de Divisão, reformando-se ao fim de cinco anos, em 1907.
Elaborou vários projetos de Engenharia, que contribuíram para ser nomeado Engenheiro Diretor da 1.ª Secção Hidráulica do Ministério das Obras Públicas, Diretor das 1.ª, 2.ª e 3.ª Circunscrições Hidráulicas do Ministério das Obras Públicas, Vogal da Comissão Central Permanente de Piscicultura, Diretor-Geral das Obras Públicas e Minas, e, posteriormente, Presidente do Conselho Superior de Obras Públicas e Minas, etc.
Entre os projetos e estudos e Engenharia que fez, destacam-se o projeto de melhoramento dos Portos de Leixões e de Lisboa, os estudos sobre os Portos de Macau, Funchal, Horta, Ponta Delgada e São Vicente de Cabo Verde, e os projetos que elaborou sobre e para várias estradas, cais e saneamento de pântanos, melhoramento de portos, etc. Dirigiu as obras do Rio Mondego, da Barra da Figueira da Foz, do Porto de Lisboa como Diretor-geral e Diretor-geral das Obras, de todas as bacias hidráulicas entre os Rios Lis e Guadiana, e as obras da Penitenciária de Lisboa e da Escola Agrícola de Coimbra, tendo sido Diretor Interino das Obras Públicas do Distrito de Coimbra, etc.
Em 1883, foi em Comissão à Índia Britânica, a Ceilão, Singapura, China e Macau. Entre 1894 e 1896, teve o cargo de Vice-Presidente da Real Sociedade de Geografia de Lisboa, da qual era Membro, e presidiu à Secção de Geografia da mesma Sociedade. Foi Presidente da Associação dos Engenheiros Civis Portugueses e à Associação dos Arqueólogos Portugueses.
Publicou diversas obras sobre os seus estudos e trabalhos de Engenharia, tendo, também, redigido alguns elogios históricos. Colaborou nos jornais "Literatura Ilustrada" e "Arquivo Universal" e na "Revista de Obras Públicas e Minas".
Fonte: Wikipédia.
António de Mendonça Falcão e Póvoa nasceu em Seia, Pinhanços, 03.09.1818. Casou na Guarda com Maria Isabel Ferreira Ferrão Coutinho e Póvoas. Foi Bacharel em Leis pela Universidade de Coimbra. Fidalgo-cavaleiro da casa Real por alvará de 30.8.1758, que substituiu outro de 29.7.1722. Juiz de Fora na cidade da Guarda, etc.. Deputado às cortes em 1869. Fixou residência na Guarda.
Zona da restinga e Foz do Cávado.
Adolfo Pinto Dá Mesquita de Queirós e Lemos nasceu a 20 Setembro 1838 na Casa do Prado, Britelo, Celorico de Basto, Braga. Faleceu a 16 abril 1917, Britelo, Celorico de Basto, Braga. Descende de uma antiga família do território portucalense, a família dos Sousas ou Sousões, senhores da terra de Basto e de Sousa e fundadores do Mosteiro do Pombeiro.
Fonte: Geni.
António Pais de Sande e Castro é da Casa de Samaiões, em Trás-os-Montes, no concelho de Chaves,A sua construção teria começado por uma simples casa destinada a caseiros, virada a sul e a poente, pouco depois que a partir de meados do século XVII, pelo Padre João Rodrigues Homem, Abade em Santa Maria de Gouvães, foram arrematadas algumas propriedades. A Quinta possui um solar e uma capela dedicada a “Nossa Senhora da Conceição do Ginso” foi transferida de Curalha para a Casa de Samaiões, depois da respetiva autorização do Bispo da Diocese, por volta de 1848. Sobre a porta de entrada reza a seguinte inscrição:
MANDOU FAZER ESTA CAPELLA O CORONEL FRANCISCO DE BARROS TEIXEIRA HOMEM FIDALGO CAVALLEIRO DA CASA REAL 10º MORGADO DOS ARAUJOS E Hº DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DO GINSO NA ERA DE MDCCCXLVIII. Pouco acima, foi colocado o brasão da família. A terminar, tem uma elegante cruz a fazer conjunto com os dois pináculos que a ladeiam.
Fonte: Quinta de Samaiões: Hotel rural http://hotel-casasamaioes.com/hotel/
Afonso Augusto Falcão Cota de Bourbon e Meneses nasceu em Lisboa, 20 de fevereiro de 1890 e morreu em Lisboa, 8 de setembro de 1948. Foi um escritor, jornalista, polemista e militante republicano que se destacou na luta contra a fase inicial do Estado Novo. Inicialmente ligado às correntes do anarcossindicalismo evoluiu para o republicanismo democrático. Ficou, sobretudo, ligado ao jornalismo republicano, tendo-se estreado nas páginas de A Manhã, periódico dirigido por Mayer Garção, passando depois pelas redações de O Mundo, Primeiro de Janeiro, Voz do Operário e Diário de Notícias, onde se notabilizou com a coluna "Pedras soltas". Grande prosador e polemista, publicou vários ensaios, diversos livros de contos e o poema em prosa Menino (1925).
Fonte: Wikipédia.
Coleção formada por trabalhos adquiridos pela Câmara Municipal de Moura respeitantes a eventos, atividades, visitas e património, e outros encomendados pela Comissão Municipal de Turismo para fins de propaganda turística e promoção do Município, na sua maioria com vistas da cidade, espaços e monumentos. Destacam-se nesta coleção a grande quantidade de trabalhos produzidos pela Foto Joiarte, por Lino Quintela e uma reportagem fotográfica da autoria de Pedro da Conceição Floreano relativa às primeiras eleições livres em Portugal, na qual retratou a afluência de eleitores às mesas de voto na Vila de Moura.
Em cada uma das subcoleções que constituem esta coleção faremos referência à história biográfica dos produtores de cada uma delas.
Freguesia de Antas.
Zona da Praia da Guilheta e Foz do Rio Neiva, Antas.
Planta com identificação de propriedades em Cepães, junto da Estrada Nacional 13 (E.N. 13). Realizado pelo topógrafo Leonel F. Silva para o Serviço Técnico de Obras.
Paulo de Melo Sampaio Freitas do Amaral foi o 1.º Barão de Pombeiro de Riba Vizela, nasceu a 17-11-1837 e morreu a 04-03-1913. Filho de João de Melo Pereira Sampaio e de D. Ana Margarida de Freitas do Amaral e Melo. Foi barão a 9 de Agosto de 1851, comendador da Ordem de Cristo a 13 de Julho de 1853, e formado em direito pela Universidade de Coimbra. Casou a 20 de Janeiro de 1862 com D. Maria Henriqueta Freire de Andrade, filha de Henrique Freire de Andrade Coutinho Bandeira e D. Maria Felizarda Pereira do Lago Portocarrero.
Fonte: Nobreza de Portugal e Brasil - 3 vols-vol. 3-pg. 154. ; GeneAll; http://www.csarmento.uminho.pt/docs/ndat/pcaldas/PCaldas058.pdf
Francisco Xavier Mouzinho da Silveira Canavarro de Valadares (24 de Setembro de 1881 - ?) usou o título de 3.º Barão de Ribeira de Pena por Autorização de D. Manuel II de Portugal no exílio em data desconhecida. Bacharel formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, advogado e notário em Cabeceiras de Basto e na Figueira da Foz. Foi senhor da Casa Solar de Santa Marinha, empresário agrícola e distinto Genealogista. Casou em Coimbra a 11 de Julho de 1903 com Amélia Adelaide da Rocha e Freitas de Carvalho, filha única e herdeira de Adelino Augusto Pereira de Carvalho e de sua mulher Virgínia Augusta da Rocha e Freitas.
Fonte: Wikipédia.
Aires Borges foi Presidente do Conselho Central das Conferências de S. Vicente de Paulo.
Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal (Lisboa, 16 de Outubro de 1816 - Porto, 2 de Janeiro de 1884) foi um militar português mais conhecido por historiador, pela sua monumental obra corográfica: «Portugal Antigo e Moderno», em 12 volumes, publicados em Lisboa pela Livraria Editora de Mattos Moreira entre 1873 e 1890.
Era filho de José Matias Barregosa (natural de Vimieiro, Arraiolos), quartel-mestre do Batalhão de Caçadores N.° 3, ferido na Batalha do Buçaco em 1810, e de Rita de Cássia Soares de Azevedo, da família dos Soares de Azevedo, senhores da Casa de Paradela, no lugar do mesmo nome, meeiro das freguesias de São Miguel do Mato, Arouca, e Vale, Santa Maria da Feira. Nasceu em Belém, Lisboa, a 21 de Novembro de 1816. O próprio, em carta a Camilo Castelo Branco (publicada no jornal O Correio da Feira, de 9 de Agosto de 1969), diz ter nascido em Lisboa, a 16 de Outubro de 1816. Contudo, nos livros dos registos paroquiais de São Tiago de Penamacor (hoje Penamacor) aparece o seu registo de batismo, celebrado a 30 de Novembro de 1816, onde se diz que nasceu a 21 de Novembro sem, no entanto, se referir o local onde nasceu. Pinho Leal passou os primeiros anos da sua infância na Quinta do Laranjal, em Penamacor. Aos 6 anos, seguiu com os pais numa expedição para a Bahia, Brasil, onde presenciou os combates que as tropas portuguesas travaram com as forças brasileiras em 3 de Março e 3 de Maio de 1823, e aos 10 assentou praça nos Caçadores 4, em Castro Marim. Nesse mesmo ano, 1826, embarcou para Ayamonte, em Espanha, regressou a Portugal, voltou a Espanha e tornou a Portugal, andando por Penamacor, Sabugal, Idanha, Almeida, Pinhel, Coriscada e Celorico de Nespereira. Aos 12 anos emigrou para Arnedo, Espanha, voltando pouco depois a Lisboa, onde se matriculou no Colégio dos Nobres, que frequentou durante um ano. Transferiu-se para o Porto, onde cursou matemáticas na Real Academia da Marinha e Comércio, e aos 18 tomou parte, como alferes, na Batalha da Asseiceira, ao lado dos realistas, contra os constitucionais, sendo ferido por uma bala que lhe perfurou uma perna e feito prisioneiro do Conde de Vila-Flor. Foi preso para o Castelo de São Jorge, sendo solto em Junho desse ano, em consequência da Convenção de Évora-Monte. Várias destas andanças foram relatadas por carta a Camilo Castelo Branco, seu amigo, que as publicou nos seus romances A Brasileira de Prazins e A Viúva do Enforcado.
Desanimados com a evolução dos acontecimentos políticos, pois os absolutistas haviam perdido a guerra civil, Pinho Leal e seu pai, agora tenente quartel-mestre, renunciam à carreira militar, fixando-se em Paradela e mais tarde e Louredinho, Vale, Santa Maria da Feira. A 12 de Julho de 1834, seu pai é apunhalado por um liberal como represália política. Em consequência dessas punhaladas, ficou paralítico, vindo a falecer a 24 de Dezembro de 1838. A 26 de Setembro de 1839 casa-se na Igreja Paroquial de Romariz, Santa Maria da Feira, com Maria Rosa de Almeida (e Castro), do Carvalhal - Romariz, de quem veio a ter 7 filhos. Com o dote da mulher constrói aí a sua pequena casa e faz-se mestre-escola. Contudo, essa profissão não se coaduna com o seu feitio mexido, com os seus hábitos errantes, tão errantes que aos 10 anos já tinha percorrido mais de 2400 léguas. Dedicou-se então à pintura e ao restauro de imagens antigas. No Verão de 1840, ao pintar e restaurar a Igreja de Santa Eulália, em Arouca, encontrou na livraria do pároco o Diálogo de Varia História, de Pedro de Mariz (Coimbra, 1599). Foi então que teve a ideia de escrever um Dicionário Histórico e Geográfico de Portugal.
Em 1846 rebenta a revolta da Maria da Fonte, logo seguida da Patuleia. Embora a luta se travasse entre liberais (cartistas e setembristas), e ele se conservasse ferrenhamente miguelista, arma à sua custa 100 homens, apresenta-se com eles à guerrilha do escocês jacobita Reginald MacDonell, ao serviço de D. Miguel I, em Castelo de Paiva, e marcha para o Norte com o posto de capitão, a que fora promovido a 1 de Dezembro desse ano. É então vencido e feito prisioneiro dos Cartistas, em Trás-os-Montes e Alto Douro, seguindo para o Porto, debaixo de prisão. Na Régua, durante a travessia do Douro, fala aos barqueiros e estes, mesmo no meio do rio, desarmam e subjugam a escolta, dando fuga aos presos. Pinho Leal volta então para a sua casa do Carvalhal e consegue ser nomeado subdelegado do procurador régio no Julgado de Fermedo, onde era juiz o Dr. José Joaquim de Oliveira Valente, de Goim, Romariz, também miguelista, com quem pouco depois se incompatibilizou.
Ainda não tinha desistido de escrever um dicionário. O que não tinha era dinheiro. Em 1860, graças ao valimento dum amigo, consegue então a administração da Casa do Covo, em Oliveira de Azeméis. O Conde do Covo tinha prazos em quase todas as províncias de Portugal. Isto permitir-lhe-á percorrer todo o país, a receber foros e renovar contratos. Nas horas vagas visita arquivos e recolhe elementos para a obra que projetara. Numa dessas viagens, Pinho Leal, que como poucos conhecia geologicamente o país e muito se dedicava ao estudo de minas, descobriu os jazigos de carvão de Castelo de Paiva. Por essa descoberta, sustentou, durante anos, duro pleito judicial em Lisboa. Ganhou a questão e vendeu por quatro contos de réis os seus direitos de descobridor, instalando-se em Lisboa (1865).
Ao fim de 6 anos regressa ao Carvalhal com um volumoso dossier, e durante os 7 anos seguintes mais não faz do que pôr em ordem os seus apontamentos e escrever cartas a toda a gente, conhecida e desconhecida, pedindo informações. Segundo um seu parente, Alfredo Gonçalves de Azevedo, Pinho Leal escreveu quase toda a sua obra na sua residência, no Carvalhal, Romariz.
Em 1873 retirou-se para Lisboa, a fim de acompanhar de perto a publicação da sua obra a que deu o nome de "Portugal Antigo e Moderno" (12 volumes 1873-1890), o que só foi possível graças à influência de Camilo Castelo Branco e à boa vontade do seu editor e amigo Mattos Moreira. Aquando da publicação do X Volume, caiu gravemente doente e retirou-se para o Porto. Veio a falecer já viúvo, no nº 393 da Rua de Serralves, Lordelo do Ouro, a 2 de Janeiro de 1884.
Fonte: Wikipédia.
José Dias Veloso foi Prior da Igreja Paroquial de Santa Maria de Landim, em Vila Nova de Famalicão.
José Duarte dos Santos foi um magistrado que vela pelos interesses dos menores.
Ana Borges Pacheco Bourbon e Menezes era prima de JAM. Da Casa d´Infias, Braga.
António Álvaro Oliveira Toste Neves (1883-1948) foi bibliógrafo, escritor e jornalista. Exerceu o cargo de primeiro oficial da biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa. Foi diretor da Iconografia Portuguesa. Deu continuidade, a partir de 1916, ao Dicionário Bibliográfico Português de Inocêncio Francisco da Silva. Colaborou no almanaque Ocidente, nos jornais Diário de Notícias e Novidades.
Álvaro Maria Casas Blanco, ou como assina as suas publicações Álvaro de las Casas ou, quando escreve em galego Álvaro das Casas. Nasceu em Ourense em 2 de julho de 1901 e faleceu em Barcelona em 8 de março de 1950. Foi um dinamizador cultural e escritor, em galego e castelhano, de poesia, romance, ensaio e, fundamentalmente, de peças de teatro.
Fonte: Wikipédia.
José Joaquim dos Santos Mota filho de Rubriano Espírito Santo e Custódia Luísa Costa. Natural e/ou residente em Vilela, Santiago, atual concelho de Amares e distrito de Braga. A Inquirição de genere é de 1881-08-25.
Fonte: Arquivo Distrital de Braga.
José Vital Branco Malhoa (Caldas da Rainha, 28 de abril de 1855- Figueiró dos Vinhos, Figueiró dos Vinhos, 26 de outubro de 1933) foi um pintor, desenhista e professor português. José Vital Branco Malhoa nasceu em Caldas da Rainha, na Região do Centro de Portugal, em 28 de abril de 1855. Com apenas 12 anos entrou para a escola da Real Academia de Belas-Artes de Lisboa.1 2 Em todos os anos ganhou o primeiro prémio, devido às suas enormes faculdades e qualidade artísticas. Realizou inúmeras exposições, tanto em Portugal como no estrangeiro, designadamente em Madrid, Paris e Rio de Janeiro. Foi pioneiro do Naturalismo em Portugal, tendo integrado o Grupo do Leão. Destacou-se também por ser um dos pintores portugueses que mais se aproximou da corrente artística Impressionista. Foi o primeiro presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes e foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Em 1933, ano da sua morte, foi criado o Museu de José Malhoa nas Caldas da Rainha. Teve colaboração artística na revista Atlantida (1915-1920).
Fonte: Wikipédia.
