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Tem referência bibliográfica: Alexandre Herculano - História de Portugal.
Referência bibliográfica: Obras completas / do Cardeal Saraiva; introd. Marquez de Resende; ed. lit. António Correia Caldeira, 1872-1883.
Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal - Portugal antigo e moderno; diccionario… de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias.
«[…] o sucessor daquele [Afonso III] - D. Dinis, recorreu aos Genoveses, como Gelmires dois séculos antes. Tendo falecido o almirante Nuno Fernandes Cogominho, em 1 de fevereiro de 1317 contratou o rei com Micer Manuel Peçanha (de Génova) o comando geral das suas frotas. Por esse contrato o estrangeiro confessou-se vassalo de D. Dinis, cedendo-lhe este o cargo de almirantado para si e seus sucessores varões, com certas terras e rendas.». Referência bibliográfica: O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 389).
«Mas nas costas d’entre Minho e Vouga a marinha mercante progrediu sempre durante os primeiros reinados. No tempo de Sancho II o movimento da barra do Porto era suficientemente avultado para o rei, na escritura de concórdia de 1238, ceder ao bispo e igreja portugalense parte dos impostos, percebidos sobre as mercadorias importadas - «de pannis et de quibuscunque ducantur ad Civitatem Portugalensem, vel Portum Dorii… […].». Referência bibliográfica: O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 385.
Em nota à margem Alberto Sampaio escreveu: «Distinguir as datas - do contrato e chegada.».
Tem referência bibliográfica: Paulo Perestrelo da Câmara - Diccionario geographico histórico, político e litterario do Reino de Portugal e seus domínios. 1850. − 2 vols.
Consultar: O Norte Marítimo (Notas para uma história) in Estudos Históricos e Económicos, vol. I, ed. 1923, p. 409.
Neste apontamento Alberto Sampaio remete para a obra de Inácio da Costa Quintela Anais da Marinha Portuguesa, a definição dos vocábulos «frota» (tomo I, p. 20 nota), «armada» (tomo I, p. 20, nota) e «barinel» (tomo I, p. 82). Relativamente a «Barinel», acrescenta ainda que Oliveira Martins escreve «varinel». Da mesma obra, indica ainda «Galeão», equivalente a um navio de guerra e um termo usado a partir de 1519, e «Nau». Sobre as naus informa ainda que, no tempo de D. Manuel, estas não excediam 400 toneladas.
Sobre a matéria em questão, objeto de investigação de Alberto Sampaio, Oliveira Freire escreveu: «Os seus moradores [de Aveiro], que pelos annos de 1550. contavaõ mais de cento e cincoenta embarcaçoens de proprio commercio, foraõ os descubridores da terra nova, e pescarias do bacalhao, e por incuria as largaraõ aos Inglezes, que tiraõ deste trafico o lucro, que he notorio.» (António de Oliveira Freire − Descripçam corografica do reyno de Portugal. Lisboa : na Officina de Miguel Rodrigues, 1739, p. 55). Referências bibliográficas: António de Oliveira Freire − Descripçam Corografica do Reyno de Portugal. 1739; Francisco de S. Luís Saraiva − Obras completas do Cardeal Saraiva (D. Francisco de S. Luiz) Patriarcha de Lisboa - precedidas de uma introducção pelo Marquez de Rezende. 1872-1883, 10 vols.
«A terceira he trazerlhe o mar por sua barra huma imagem da sempre Virgem Maria, à qual edificou a Villa Igreja na mesma costa que pelo sitio se intitula das Áreas. Assim o refere a tradição antiga, acrescentando que entrou sob huma taboa: ou fosse Sacro fragmento de algum estrago das ondas, de venerando despojo de algum insulto de heresia.». Referência bibliográfica: António Carvalho da Costa − Corografia Portugueza e descripçam topografica do famoso reyno de Portugal. Braga : Tipografia de Domingos Gonçalves Gouveia, 1868, p. 75.
Consultar "O Norte Marítimo" in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 409. Na anotação de Alberto Sampaio falta o número da página (pág. 76) referente à informação obtida na obra de António Carvalho da Costa. Referência bibliográfica: António Carvalho da Costa − Corografia Portugueza e descripçam topografica do famoso reyno de Portugal.1868.
Na abordagem às localidades onde se construíam os navios mercantes e de guerra no reinado de D. Manuel, Alberto Sampaio indica os estaleiros do Porto, Viana, Aveiro, Vila do Conde e menciona também os de Esposende, suportando-se na referência aos Anais do Município daquela vila que encontrou n’O Minho pitoresco: «E dos Annaes do município de Esposende, diz-se que consta ter sido a barra do Cavado antigamente muito importante, havendo nela setenta a oitenta navios de alto bordo.» IN O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 412. Referência bibliográfica: José Augusto Vieira − O Minho pitoresco. 1886-1887, 2 vols.
“Não he menos importante o lavor do linho canamo…” é uma transcrição de um extrato do livro Notícias de Portugal de Manuel Severim de Faria, sobre o fabrico de amarras, cordoalhas e enxárcias. Manuel Severim de Faria (Lisboa, Fevereiro de 1584 - Évora, Setembro de 1655) foi um sacerdote católico, historiador, arqueólogo, numismata, genealogista e escritor. É também considerado o primeiro jornalista português. Duarte Gomez Solis (Lisboa, 1562? − Madrid, 1632), comerciante português. Foi autor de duas obras: Discursos sobre los Comercios de las Índias e Alegación en Favor de la Compañia de la India Oriental y Comercios ultramarinos que de Nuevo se Instituyó en el Reyno de Portugal. Cordoalha é um conjunto de cordas de várias espécies; enxárcia é um conjunto de cabos, manobras e polias que servem para içar, aguentar e manobrar as velas de um navio. Referência bibliográfica: Manuel Severim de Faria - Notícias de Portugal.
Referência bibliográfica: Alexandre Herculano - História de Portugal.
Das pesquisas às obras indicadas na nota deste documento, Alberto Sampaio terminou por mencionar no texto final do Norte Marítimo as duas crónicas de Afonso V, escritas por Duarte Nunes de Leão e Rui de Pina: «Apesar desta ruinosa situação e após várias tentativas frustradas, à conquista de Alcácer-Ceguer seguiu-se a de Arzila e Tânger em 1471. / Aprestou-se então no Porto quarta esquadra. Duarte Nunes diz: «Da armada que se fez no Porto, deu El-Rey cargo a D. Fernando, duque de Guimarães…» Ruy de Pina escreve no mesmo sentido: «Encommendou El-Rey o cargo da gente d’antre Douro e Minho, e da frota do Porto ao duque de Guimarães…» Não sabemos também infelizmente qual o número e espécie de navios. Os cronistas dizem apenas que eles, conduzindo as tropas da província, foram ajuntar-se em Lisboa com a expedição geral.» Referência bibliográfica: O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 403.
Referência bibliográfica: Ordenações Afonsinas. Livro I, Título LIV: Do almirante, e do que pertence a seu officio / Livro IV, Título V: Das cartas dos fretamentos dos Navios.
Sobre o valor da moeda em circulação nos reinados de D. Sancho I e D. Sancho II ver nota 1 do estudo O Norte Marítimo (Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 346). Alberto Sampaio suportou-se na obra do historiador António da Costa Lobo (1840-1913), História da Sociedade em Portugal no século XV.
«Pelo tratado recíproco de 1353 entre os moradores do Porto e de Lisboa com Eduardo III, ficavam eles autorizados a irem pescar nas costas da Inglaterra. «Hoje isto parece paradoxo» diz J. Bonifácio d’Andrade, reproduzindo o teor do contrato. «Não era decerto hoje, acrescenta o sr. Oliveira Martins, que tal tratado poderia negociar-se; hoje que as nossas lanchas de pesca só acossadas pelos temporais se alongam até à baía da Biscaya.» (O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 393). Referência bibliográfica: Frei Francisco Brandão - Monarquia Lusitania.
Gonçalo Pacheco foi tesoureiro da casa de Ceuta e um dos muitos servidores do Infante D. Henrique. «Álvaro de Caminha, levando consigo os filhos dos judeus, violentamente cristianizados, lançou por sua ordem as bases da povoação da ilha de S. Tomé, cuja capitania teve.» O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 405. Referência bibliográfica: Garcia de Resende − Crónica dos valorosos e insignes feitos de El-Rei Dom João II.
Lista de pessoas a quem D. João III instituiu donatários de capitanias no Brasil. Da lista fazem parte os nomes de João de Barros, Martim Afonso de Sousa (capitania de S. Vicente), Pedro de Campo Tourinho (capitania de Porto Seguro), Francisco Pereira Coutinho, entre outros. Sobre os donatários no tempo de D. João III leia-se a seguinte passagem do Norte Marítimo: «Esta capitania [Porto Seguro] foi uma das nove ou doze primitivas em que D. João III dividiu a costa do Brasil, quando tentou colonizá-lo por concessões a particulares, como dizemos hoje: a do Porto Seguro não foi das menos resistentes, nem das que empregou menos esforços: mas por fim teve de sucumbir, como as demais. Os donatários não podiam povoar tão vastos territórios nem debelar por eles sós a hostilidade dos indígenas e a ambição das nações do norte. Em todo o caso foram eles os pioneiros da civilização naquelas paragens.» O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 417. Martim Afonso de Sousa comandou a primeira esquadra com povoadores portugueses para o Brasil, a qual terá saído de Lisboa em Novembro ou Dezembro de 1530. Referência bibliográfica: O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 417. «O fidalgo vianez [Pedro de Campo Tourinho], homem hábil e valente, organizou a expedição [para o Brasil] nas melhores condições. Partindo com o sentido de criar uma nova pátria, vendeu todos os seus bens; armou uma flotilha na qual partiu Viana levando tudo consigo − família, amigos, trabalhadores e fortuna, ou como diz o cronista − «mulher e filhos e muitos moradores casados com parentes e amigos e muita outra gente».» Referência bibliográfica: O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, pp. 416-417. Referências bibliográficas: Collecção de noticias para a historia e geografia das nações ultramarinas que vivem nos domínios portugueses, tomo V, Lisboa: Academia Real das Ciências, 1826; Manuel Severim de Faria - Notícias de Portugal. Numa nota à margem Alberto Sampaio anotou: «Cada capitania 50 léguas da costa / Severim de Faria».
Referências bibliográficas: Alexandre Herculano − História de Portugal; João Pedro Ribeiro - Dissertações chronologicas e criticas sobre a historia e jurisprudencia ecclesiastica e civil de Portugal.
Acerca das arremetidas muçulmanas no reinado de Afonso III, Alberto Sampaio escreveu: «A tradição mais antiga de acometidas muçulmanas, por via de mar, remonta ao fim do reinado de Ordonho I ou princípio do de Afonso III, consoante a qual uma tempestade malogrou o desembarque de tropas na foz do rio Minho, enviadas pelo ámir Mohamed. Depois desta tentativa ficou em lembrança a esquadra de Almançor que em 997 entrou no Douro.» (As Póvoas Marítimas in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 289). Referência bibliográfica: Alexandre Herculano - História de Portugal.
Referência à palavra “Taforea”, equivalente a navio, na obra de Garcia Resende, Chronica dos valerosos e insignes feitos del Rey Dom João II de gloriosa. Taforeia era o nome dado a uma antiga embarcação portuguesa, empregada no transporte de cavalos e servindo também de navio de guerra.
Referência bibliográfica: Alexandre Herculano - História de Portugal.
«Recordando sumariamente os homens mais representativos que se lançaram em tão aventurosas empresas [os descobrimentos] - perdoe-me a memória dos esquecidos! - ficou na penumbra a grande multidão anónima que por força os havia de acompanhar. […] / Do movimento nem sequer escapou o próprio poeta: apesar de viver retirado da corte e representar a reacção contra tamanho desgoverno e o desbarato impensado de tantas forças mal dirigidas, ele deixara partir o primogénito que morreu em Ceuta na idade de 16 anos. Os filhos dos seus amigos partiam também, e seu irmão, Mem de Sá, começava a povoação do Rio de Janeiro.». Referência bibliográfica: O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, pp. 421-422). Referência bibliográfica: Rebelo da Silva - História de Portugal nos séculos XVII e XVIII.
Referência bibliográfica: João Pedro Ribeiro - Dissertações chronologicas e criticas sobre a historia e jurisprudencia ecclesiastica e civil de Portugal. vol. 3, p. 170.
Referência bibliográfica: Memorias economicas da Academia Real das Sciencias de Lisboa, para o adiantamento da agricultura, das artes e da industria em Portugal, e suas conquistas. 1789-1815.
Consultar: O Norte Marítimo (Notas para uma história) in Estudos Históricos e Económicos, vol. I, ed. 1923, p. 411.
«Em 1542 os mareantes da vila construíram a expensas suas a formosa capela do Corpo-Santo na igreja matriz […]». Referência bibliográfica: O Norte Marítimo (Notas para uma história) in Estudos Históricos e Económicos, vol. I, ed. 1923, p. 415.
Recorte de jornal com referências biográficas de pessoas ligadas aos descobrimentos. Do recorte constam referências biográficas de algumas pessoas que exerceram cargos de relevo durante a época dos descobrimentos (João Ramalho, D. Jerónimo de Azevedo e António Vieira). Alberto Sampaio anotou à margem, a lápis azul, o seguinte: «Este extracto é dum artigo de não sei quem − guardei-o por conter alguns marítimos do norte».
Referência bibliográfica: Inácio da Costa Quintela - Annaes da Marinha Portugueza.
Referências bibliográficas: Inácio da Costa Quintela - Annaes da Marinha Portugueza; António do Couto de Castelo Branco - Memórias Militares.
Referência bibliográfica: Luís Augusto Rebelo da Silva - História de Portugal dos Séculos XVI e XVII.
Nomeação de Álvaro de Caminha para o cargo de governador de S. Tomé. As notas de investigação do reinado de D. João II dizem respeito a Álvaro de Caminha e a João Afonso de Aveiro, o primeiro governador de S. Tomé e o segundo navegador. Leia-se o que Alberto Sampaio escreveu sobre estes homens que «representaram um papel importante no seu reinado [D. João II]. / Álvaro de Caminha, levando consigo os filhos dos judeus, violentamente cristanizados, lançou por sua ordem as bases da povoação da ilha de S. Tomé, cuja capitania teve. E João Afonso de Aveiro, um dos mais notáveis navegadores deste tempo, explorou em 1496 a parte da costa ocidental da África, denominada o golfo de Benin. Trouxe a primeira pimenta da Guiné […]. O explorador voltou de novo, com o fim de estabelecer por conta do rei uma feitoria para o resgaste da pimenta: mas o clima não permitiu a conservação dela, sendo o descobridor uma das primeiras vítimas. / João Afonso saía de um antigo centro de marinheiros.». Referência bibliográfica: O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 405; Inácio da Costa Quintela − Anais da Marinha Portuguesa.; Rui de Pina - Crónica de D. João II.
Referências bibliográficas: Garcia de Resende - Crónica de D. João II; João de Andrade Corvo - Estudos sobre as províncias ultramarinas.
Referência bibliográfica: Colecção de Notícias para a História e Geografia das Nações Ultramarinas que vivem nos domínios portugueses publicada pela Academia Real das Ciências.
Na nota de investigação consta o número de embarcações (galés, naus, galeotas, etc.) que formaram a armada na expedição a Ceuta, segundo diversos autores (Inácio da Costa Quintela, Mateus Pizarro, D. Rodrigo da Cunha e Conde da Ericeira). Alberto Sampaio apenas indicou o título da obra de Inácio da Costa Quintela. Referência bibliográfica: Inácio da Costa Quintela - Annaes da Marinha Portugueza.
Informação obtida nas Obras Completas do Cardeal Saraiva sobre a composição da armada que defendeu Lisboa quando o rei de Castela, investindo por terra, tentou com os seus navios de guerra, cercar a cidade. A carta mencionada na nota é a de D. Duarte, escrita a 12 de Abril de 1436 (ver O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, nota 1, p. 398). Referência bibliográfica: Cardeal Saraiva - Obras Completas.
Envia a carta de Viana com a informação contida na lápide dos mareantes. Enuncia as causas que, em seu entender, determinaram a cessação da pesca do bacalhau pelos armadores de Viana do Castelo. Anexa à carta uma gravura da Lápide dos Mareantes. Com base nas informações obtidas na carta, Alberto Sampaio escreveu: «Efectuado o descobrimento, quem quer que fosse o seu autor, começou logo a ser exercida a pescaria do bacalhau por armadores de todos os portos do norte e destes somente, segundo parece, entre os quais se distinguiam os de Aveiro e Viana. Os vexames fiscais foram-na minando e por fim ocasionaram a sua ruína, a qual se não pode atribuir unicamente ao assoreamento das barras. / Não fique em silêncio que certos armadores de Viana, haverá quatro ou cinco anos, tentaram restaurar esta indústria e as suas antigas navegações para aqueles mares. Infelizmente, o inimigo − o fisco de Lisboa, estava alerta. Os armadores contemporâneos sucumbiram em face das suas exigências.» . Referência bibliográfica: O Norte Marítimo (Notas para uma história) in Estudos Históricos e Económicos, vol. I, ed. 1923, p. 409.
Com esta anotação, Alberto Sampaio cruza a informação de obras de dois autores sobre o mesmo assunto: a composição da esquadra que partiu do Porto para a tomada de Ceuta. Ver nota 1, p. 397 e nota 1, p. 400 de O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923. Referências bibliográficas: Inácio da Costa Quintela - Annaes da Marinha Portugueza; Manuel Severim de Faria - Notícias de Portugal.
O excerto apresentado está relacionado com o episódio da defesa da cidade do Porto pelo prior do Hospital, Álvaro Gonçalves Pereira, por incumbência do rei D. Afonso IV, quando seu filho D. Pedro, em perseguição dos assassinos de D. Inês de Castro, arrasava os lugares do reino por onde passava. As páginas impressas de parte do artigo publicado pela «Revista de Portugal» correspondem às páginas 389-396, do 1.º volume dos Estudos Históricos e Económicos, edição de 1923.
«Já notamos anteriormente, como em 1603 se navegava de Vila do Conde para as Índias Orientais; neste mesmo século, o que parece hoje inacreditável, construiu-se na Póvoa de Varzim a nau Nossa Senhora de Guadalupe, que tomou parte na defesa do Brasil contra os holandeses: e os moradores de Viana, afirma Fr. Luís de Sousa, traziam no mar por 1619 setenta naus de toda a sorte ocupadas principalmente no comércio do Brasil, e além deste com o das outras conquistas, bem como a França, Flandres, Inglaterra e Alemanha.». Referência bibliográfica: O Norte Marítimo (Notas para uma história) in Estudos Históricos e Económicos, vol. I, ed. 1923, pp. 420-421.
Impresso com as correções manuscritas a tinta e a lápis feitas por Alberto Sampaio ao artigo publicado pela «Revista de Portugal» nos números de Maio e Junho de 1890 sugerem que a fixação final do texto a adotar em futuras publicações seria esta versão. Nas páginas 597 a 603 estão assinaladas pequenas correções, tais como alterações e eliminações de palavras, e uma outra, esta substancial, dado tratar-se da introdução de um texto impresso, recortado de um jornal. Deduz-se, a partir dos elementos de que dispomos, que Alberto Sampaio já tinha feito uma revisão ao texto inicial, tendo este sido objeto de publicação num periódico. Páginas 597 a 603 do artigo “O Norte Marítimo”, publicado na «Revista de Portugal», Maio 1890. Na página 600 encontra-se um recorte de jornal colado na parte superior. O referido recorte diz respeito a uma parte do artigo “O Norte Marítimo” publicado num periódico, não identificado, entretanto acrescentado à versão apresentada na «Revista de Portugal».
Referência bibliográfica: Quintela, Inácio da Costa - Annaes da Marinha Portugueza.
Notas de investigação alusivas às inquirições de D. Afonso II (1220) e de D. Afonso III (1258) na paróquia de Santiago do Castelo de Neiva.
«[…] João III falira em 1544 «com três milhões de dívida em Flandres». O falido empenhou quanto pôde ou tinha disponível; e como tudo isso não chegasse, recorreu a empréstimos forçados, segundo se vê da carta por ele endereçada a João de Évora.». Referância bibliográfica: O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, pp. 419-420. Referência bibliográfica: João Pedro Ribeiro - Dissertações cronológicas e críticas sobre a história e jurisprudência eclesiástica e civil de Portugal.
Referência bibliográfica: Severim de Faria - Notícias de Portugal.
Notas de investigação alusivas às inquirições (1.ª alçada) de D. Afonso III em Viana.
«Dois homens [Álvares Fagundes e Fernão de Magalhães] oriundos desta região procuraram no século XVI, a solução desse grande enigma diante do qual desfalecia a Junta de Matemáticos de João II - a determinação das terras abordadas por Colombo e Cabral.». Referência bibliográfica: O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 410. Referência bibliográfica: Inácio da Costa Quintela - Annaes da Marinha Portugueza.
«Os navios carregavam-se demasiadamente de fardos e passageiros; daí resultavam os naufrágios e as doenças que dizimavam as equipagens. Para se aumentar a carga, aumentou-se a tonelagem, não correspondendo a estas maiores dimensões a força e estabilidade dos cascos, o pano e mastreação.». Referência bibliográfica: O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 420. Referência bibliográfica: Inácio da Costa Quintela - Annaes da Marinha Portugueza.
Consultar capítulo III “O mar livre” do estudo As Povoas Marítimas do Norte de Portugal in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 318.
Documento da Chancelaria de D. Dinis, liv. I, fl. 108 v.º - Doações. Alberto Sampaio transcreveu numa nota do estudo As Povoas Marítimas do Norte de Portugal a parte do foral que assinalou com um traço vertical feito a lápis na cópia manuscrita (fl. 6v.º). Na nota Sampaio adverte para o facto de o extrato não ter sido objeto de revisão «à face do original». Ver nota 4, p. 312, Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923.
Referência bibliográfica: Cardeal Saraiva - Obras Completas.
Referência bibliográfica: João Pedro Ribeiro - Dissertações cronológicas e críticas sobre a história e jurisprudência eclesiástica e civil de Portugal.
Leia-se, a propósito da investigação sobre o assunto na obra de Severim Faria, o que Alberto Sampaio escreveu: «Já antes, no princípio do reinado de D. João I (1348),o Porto tinha dado uma prova decisiva da sua atividade, quando o Mestre de Aviz, chamado então Defensor do reino, lhe pediu socorro num momento desesperado. O rei de Castela, acampado no Lumiar, investira Lisboa por terra, esperando somente para completar o assédio a chegada dos navios de guerra. / O Mestre mandou aparelhar à pressa as poucas embarcações que apodreciam desmanteladas no Tejo […]. / Nos estaleiros do Douro trabalhou-se noite e dia a expensas dos burgueses, de tal modo se aprontaram mais 4 galés e armaram-se 10 naus, formando assim uma esquadrilha de 17 galés e 17 naus que partiu para Lisboa, onde exerceu grande influência no êxito da campanha.». Referência bibliográfica: O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 397. Referência bibliográfica: Manuel Severim de Faria - Notícias de Portugal.
Referência bibliográfica: Manuel Severim de Faria - Notícias de Portugal
Alberto Sampaio aproveitou um ofício da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães para cortar em pequenos papéis destinados às suas notas. No verso é visível o timbre da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães e o n.º do ofício (134).
«Os emigrantes, parece, tinham-se dispersado por todo o / Brasil desde o princípio da colonização; pois neste mesmo século, segundo afirma Fernão Cardim, os habitantes mais ricos de Pernambuco eram oriundos de Viana, e viviam no seu tempo com extraordinário luxo.». Referência bibliográfica: O Norte Marítimo (Notas para uma história) in Estudos Históricos e Económicos, vol. I, ed. 1923, p. 418.
«De Viana já sabemos como fora intensa a sua antiga vida marítima, bastando a demonstrá-la os monumentos. Lá também os mareantes edificaram em 1504 uma capela na igreja paroquial; e só duma sociedade de marinheiros podia emanar aventura tão novelesca, como a de Pêro Galego, no meado desse século. De todas as façanhas náuticas, a do filho do construtor do Galeão Bota-fogo com os seus trinta bravos companheiros é sem dúvida uma das mais expressivas de valor e ousadia.». Referência bibliográfica: O Norte Marítimo (Notas para uma história) in Estudos Históricos e Económicos, vol. I, ed. 1923, p. 416. A informação sobre Pedro Galego foi obtida na obra de Quintela Anais da Marinha Portuguesa, tomo I.
Transcrições, em latim, de dois textos da História Compostelana, publicados na España Sagrada de Enríque Flores. Alberto Sampaio usou estes textos no Capítulo II - “O mar fechado: a tomada de Lisboa”, na parte onde relata as dissidências havidas entre D. Urraca, filha de Afonso VI e o arcebispo de Compostela, Diogo Gelmires, bem como com sua irmã D. Teresa, à época já viúva do Conde D. Henrique.
Papel timbrado "Inspecção das Escolas Industriais da Circunscrição do Norte".
Notas de investigação alusivas às inquirições de D. Afonso III (1258) em Azurara. Parte dos extratos aparecem mencionados no texto das Povoas Marítimas: «À esquerda do rio mencionam-se duas localidades − Pindelo e Zurara. A primeira situada em baixo, perto da foz, era a sede e denominava a paróquia, que se alongava para cima, abrangendo a segunda, conforme notificam os dois passos − «… inquisitio ville … parrichianorum Ecclesie ejusdem loci» − … inquisitio ville… Zurara et parrichianorum predice Ecclesie Pinidilli». Referência bibliográfica: As Povoas Marítimas do Norte de Portugal in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 330.
Anexo ao documento AS 110 (4) tem escrito a lápis: «Confrontar esta de Fão com a que vem publicada nas Inq. de 1220. Está publicado disperso nas várias secções o que contém o mss. Excepto o final deste, metido entre # #.»
Papel timbrado "Inspecção das Escolas Industriais da Circunscrição do Norte".
Notas de investigação alusivas às inquirições de D. Afonso II (1220) em Fão. Alberto Sampaio transcreveu as partes das Inquirições de D. Afonso II respeitantes a Fão, contidas nas pp. 36, 116 e 188 do volume Inquisitiones, da obra Portugaliae Monumenta Historica.
Notas de investigação Documentos do Diplomata et Chartae e Inquisitiones, respeitantes a Fão.
Notas de investigação alusivas às inquirições de D. Afonso II (1220) em Amorim. Consultar capítulo III “O mar livre” do estudo As Povoas Marítimas do Norte de Portugal in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 321.
Notas de investigação alusivas às inquirições de D. Afonso III (1258) na Foz do Douro, Lordelo e Nevogilde.
Notas de investigação alusivas a inquirições na Foz do Douro e Lordelo.