Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas
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30,849 records were found.
Filiação - Luís Alves e Margarida da Costa
Naturalidade - Antas
Morada - Ignora-se
Data de nascimento - 1866-05-09
Emprego - Ignora-se
Estado - Ignora-se
Residência acidental - Brasil
Filiação - Manuel Joaquim Barroso e Joaquina Rosa Pereira Duarte
Naturalidade - Antas
Morada - Ignora-se
Data de nascimento - 1866-03-16
Emprego - Ignora-se
Estado - Ignora-se
Filiação - Bernardo Sobral e Helena da Silva Machado
Naturalidade - Antas
Morada - Ignora-se
Data de nascimento - 1866-03-12
Emprego - Ignora-se
Estado - Ignora-se
Residência acidental - Brasil
Manuscrito, original, sem capa.
Filiação - Teodósia da Conceição
Naturalidade - Antas
Morada - Ignora-se
Data de nascimento - 1866-09-27
Emprego - Ignora-se
Estado - Ignora-se
Manuscrito, original, sem capa e sem datação.
Manuscrito, original, sem capa. O documento 426 tem título “2” e o 338 é continuação e tem título “3”. Documentos sem datação.
Manuscrito, original. Folhas cosidas. Relacionado com CSTA 94.
Manuscrito, original. Folhas cosidas. No canto superior esquerdo “Nº50”.
Manuscrito, original. Folhas cosidas.
Manuscrito, original.
Carta manuscrita assinada, do Hospital do Carmo, Porto. Esta carta pertence ao maço “Últimas cartas de varias pessoas que o meu querido Pai recebeu”.
Filiação - Inácia da Costa
Naturalidade - Brufe
Morada - Vila Nova de Famalicão
Data de nascimento - 1866-07-21
Emprego - Alfaiate
Estado - Solteiro
Filiação - Manuel Cardoso e Ana Joaquina
Naturalidade - Requião
Morada - Requião
Data de nascimento - 1866-11-16
Emprego - Lavoura
Estado - Solteiro
Filiação - José Correia da Silva e Narcisa Rosa Bezerra
Naturalidade - Requião
Morada - Ignora-se
Data de nascimento - 1866-12-31
Emprego - Ignora-se
Estado - Ignora-se
Filiação - Joaquim José Pereira e Rosa da Silva Rebelo
Naturalidade - Requião
Morada - Requião
Data de nascimento - 1867-01-28
Emprego - Lavoura
Estado - Solteiro
Filiação - Joaquim António Areias e Maria Madalena da Rocha
Naturalidade - Requião
Morada - Ignora-se
Data de nascimento - 1866-10-10
Emprego - Ignora-se
Estado - Ignora-se
Residência acidental - Brasil
Filiação - Manuel de Jesus e Maria Rosa da Silva
Naturalidade - Brufe
Morada - Brufe
Data de nascimento - 1866-05-30
Emprego - Jornaleiro
Estado - Solteiro
Filiação - António Correia da Silva e Luísa Rosa
Naturalidade - Requião
Morada - Requião
Data de nascimento - 1866-07-08
Emprego - Lavoura
Estado - Solteiro
Filiação - Joaquim da Rocha Costa e Gertrudes de Sá
Naturalidade - Requião
Morada - Ignora-se
Data de nascimento - 1866-08-21
Emprego - Ignora-se
Estado - Ignora-se
Residência acidental - Brasil
Filiação - Domingos Correia da Silva e Ana Moreira
Naturalidade - Requião
Morada - Ignora-se
Data de nascimento - 1866-10-30
Emprego - Ignora-se
Estado - Ignora-se
Residência acidental - Brasil
Manuscrito, original. Inventário de livros existentes assinado pelo Pároco Encomendado Domingos Dias Correia Fancha.
Filiação - Manuel José da Silva e Josefa Maria da Costa
Naturalidade - Brufe
Morada - Brufe
Data de nascimento - 1866-05-24
Emprego - Pedreiro
Estado - Solteiro
Manuscrito, original. Em baixo o deferimento do coadjutor Bernardo Dias Ribeiro, de S. Tiago de Antas
Filiação - Domingos Moreira e Maria Rosa de Faria
Naturalidade - Brufe
Morada - Brufe
Data de nascimento - 1866-02-24
Emprego - Criado de servir
Estado - Solteiro
Manuscrito, original, , em papel azul “80 reis”, com selo colado. Em baixo o deferimento do Arcipreste Mesquita.
Manuscrito, original, em papel azul “80 reis”, com selo colado. Em baixo o deferimento do Arcipreste Mesquita.
Manuscrito, original, em papel azul “80 reis”, com selo colado. Em baixo o deferimento do Arcipreste Mesquita.
Impresso e manuscrito, original, em papel azul “XL 40 reis”.
Manuscrito, original, em papel azul “XL 40 reis”.
Manuscrito, original. em papel azul “80 reis” selado. Em baixo o deferimento do Arcipreste Mesquita.
Manuscrito, original. em papel azul “100 reis”. Em cima o deferimento do Arcebispo Primaz.
Manuscrito, original, em papel azul XL 40 reis”.
Manuscrito, original, em papel azul XL 40 reis”. Sem datação.
Manuscrito, original. em papel azul “100 reis”. Em cima o deferimento do Arcebispo Primaz, com carimbo dos Escritórios Eclesiásticos Braga.
Manuscrito, original, em papel azul “XL 40 reis”. Em baixo o despacho do abade Rodrigo Ricardo Coimbra.
Manuscrito, original, em papel azul XL 40 reis”. Em baixo o despacho do abade José António de Castro.
Carta manuscrita assinada. Esta carta pertence ao maço “Movimento de Senhoras do Minho para oferta de uma peça à Rainha Augusta Vitória, princesa de Hohenzollern-Sigmaringen, no seu casamento com D. Manuell II, a 4 de setembro 1913”.
Carta manuscrita assinada. Esta carta pertence ao maço “Movimento de Senhoras do Minho para oferta de uma peça à Rainha Augusta Vitória, princesa de Hohenzollern-Sigmaringen, no seu casamento com D. Manuell II, a 4 de setembro 1913”.
Manuscrito, original, encadernado a pele com atilhos. Na capa título a lápis "Livro de Testamentos Anno de 1720". Datas no interior do documento de 1716 a 1827-09-26.
Manuscrito, original. Encadernado a pele com atilhos. Na capa título a lápis "Livro dos bens e objectos pertencentes a Egreja de S. Thiago 1707". Título a tinta "Livro primeiro dos mandatos na pastoral que trata dos Bens moveis Desta Igreja...". A data indicado no início do livro 1707-11-03 e no final 1707-11-08.
Manuscrito, original, encadernado a pele. Na capa título a lápis "Foral da Egreja de S. Thiago d´Antas 1706".
Manuscrito, original, encadernado a pele com atilhos. Na capa título a lápis "2º Livro das Seputuras, Capellas e Ermidas". Título a tinta "Livro segundo dos mandados na pastoral que serve de assento das Sepulturas, Capelas e Ermidas que ha nesta Fregª dos residentes nesta Igreja". Tem 9 f. escritas, as restantes em branco.
Manuscrito, original, encadernado a pele com atilhos. Na capa título a lápis "Livro das Obrigações parochiais, bens e costumes 1701". Título a tinta "Livro dos mandados da pastoral ..dos costumes desta fregª". Tem 7 f. escritas, as restantes em branco. Termina em 1804-04-28.
Manuscrito, original, encadernado a pele com atilhos. Na capa título a lápis "Livro de recebimento de foros 1693-1704".
Manuscrito, original, sem capa.
Recorte de Jornal de Notícias de 10 de agosto de 1915. Junto com carta CP 2012, nota CP 2013, recorte de jornal CP 2014. Sobre o sobrinho Vicente Arnoso.
Manuscrito, original, encadernado a pele. Na capa título a lápis "Livro de contas e de condenações por abuso na freguesia de S. Thiago d´Antas 1701". Datas no interior do documento de 1701 a 1739-10-16. No inventário o título "Livro da Confraria do Subsino".
Manuscrito, original, encadernado a pele com atilhos. Na capa título a lápis "Registo dos Testamentos". Datas no interior do documento de 1823-04-21 a 1837-04-29. Tem só 8 folhas escritas, as restantes em branco.
Manuscrito, original, em papel azul “XL 40 reis”. Em baixo o deferimento do coadjutor Bernardo Dias Ribeiro, de S. Tiago de Antas.
Manuscrito, original, em papel azul “XL 40 reis”. Em baixo o deferimento do coadjutor Bernardo Dias Ribeiro, de S. Tiago de Antas.
Impresso e manuscrito, original, em papel azul “XL 40 reis”. Licença concedida pelo desembargador Drº João Manuel da Cunha da Relação Eclesiástica e juiz dos matrimónios na corte do Arcebispado de Braga.
Impresso e manuscrito, original, em papel azul “XL 40 reis”. Licença concedida pelo desembargador Drº João Manuel da Cunha da Relação Eclesiástica e juiz dos matrimónios na corte do Arcebispado de Braga.
Manuscrito, original, em papel azul “XL 40 reis”. Em baixo o deferimento do padre Roberto Rodrigues, abade de Vermoim.
Manuscrito, original, em papel azul “XL 40 reis”. Em baixo o deferimento do coadjutor Bernardo Dias Ribeiro, de S. Tiago de Antas.
Manuscrito, original, em papel azul “XL 40 reis”. Em baixo o deferimento do pároco de Requião José Vieira e Sousa.
Manuscrito, pública-forma. Encadernado a pastas de cartão forradas a couro decorado.
Este tombo dos casais e propriedades foi tirado em pública-forma do cartório ou arquivo da Sé de Braga, em 20 de setembro de 1555, sob a autoridade do Doutor Baltasar Álvares, Provisor do Arcebispo de Braga, D. Frei Baltasar Limpo, a pedido do abade de Antas Pêro Jorge da Silva.
As Constituições do Arcebispado de Braga exigiam que os abades, priores e beneficiados que fizessem tombo e registo de propriedades e tirassem pública forma do mesmo autenticada no Cartório da Sé de Braga.
"Tombo e registro dos casais e propriedades da igreja de Samtiaguo Dantas, do Arcebispado de Braga, do termo de Barcellos, do Julgado de Vermoyn: e de sua anexa in perpetuum Sam Miguel de Gemunde, e do que pertence aos Raçoeiros da dita igreja".
O Tombo afirma que S. Tiago de Antas é uma paróquia sendo o abade o Doutor Pêro Jorge da Silva, que também é vigário geral na Corte e Arcebispado de Braga.
Gemunde (S. Miguel) é anexa a Antas.
A Igreja de Antas tinha duas capelanias e Rações, da apresentação e colação dos abades, e os Raçoeiros" eram obrigados a dizer missa de defuntos na igreja, todos os dias da semana com exceção dos domingos, alternando todas as semanas.
Sobre o direito de visitação: a abadia recebe visita do Ordinário e do Arcediago de Vermoim. Em retribuição receberá o Ordinário 2.250 reis e o Arcediago 250 reis além de 16 alqueires de pão e 16 almudes de vinho. Gemunde receberá visita do Arcediago de Vermoim, a quem dará 150 reis.
Os foros e rendas estão regulamentados: usa-se a medida grande e o "Talho e marca" do alqueire do celeiro do Reverendíssimo Senhor Arcebispo de Braga.
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O Tombo da Igreja de S. Tiago de Antas de 20 de Setembro de 1555
Os Casais de S. Tiago de Antas e propriedades atombadas:
1. Casal de Mões de Cima ("'Moins de Sima") sito na freguesia de Gavião ("Cafião") e
2 - Casal de Vila Nova, da freguesia de S. Adrião ("Santa Dram"). Os dois casais andam juntos.
3 - Casal da Lamela, de Outiz;
4 - Casal da Bouça, de Outiz;
5 - Casal de Mões do Fundo, em Gavião;
6 - Casal de Nogueira, em Arnoso (S. Maria);
7 - Quintã de Freitas, em Rebordões (S. Tiago);
8 - Casal da Vila, na freguesia de S. Adrião;
9 - Quebrada de Transfontão de Baixo, em Cabeçudos;
10 - Casal dos Currais, em Antas;
11 - Casal de Sequeiros, em Cabeçudos;
12 - Casal do Outeiro, em Ribeirão;
13 - Casal do Paço, em Bougado (S. Tiago);
14 - Casal de Vilar de Além ou Além da Ponte, em Antas;
15 - Casal da Cerita, em Brufe;
16 - Casal da Manuela, em Gemunde;
17 - Casal de S. Tiago, em Calendário;
18 - Casal do Vilar, em Calendário;
19 - Herdades isoladas em Famalicão, Gemunde e Outiz;
20 - Casais que trazem os raçoeiros - em Outiz, Mouquim, Louro e S. Cristovão da Maia;
21 - Casais do Mosteiro;
22 - Pagamento da cera e do azeite;
23 - Casal da Codeceira;
24 - Campos isolados, etc.
A respeito do Casal de Mões de Cima ("Moins “de Sima”), que anda "mestiço” (unido) com o de Vila Nova, anote-se que Mões é a vetusta 'villa Maladonis” (nome do primitivo proprietário da unidade rural. É um genitivo latino com o significado de posse. As regras da filologia acham naturalíssima a queda do i e do d, bem como a na salação do ditongo oi ou oe).
Mões representa o mais antigo núcleo populacional de Famalicão. Chama-se “Mões de Cima” por oposição a Mões de Fundo”. As confrontações são feitas pelo Levante e Abrego, pelo Poente e Aguião. Ábrego é o Sul e Aguião é o Norte.
Na descrição do casal fala-se em “um cortinhal todo valado e serrado (cerrado = tapado)", no campo das "Vinhas de Moins”, na “Leira dos Bairreiros'' na “Agra da Vila” e no campo do Moinho. Chama-se a atenção para a “Agra da Vila”, em Mões.
Na descrição do Casal de Vila Nova, fala-se na Agra de Brufe, em "Santardão” (terrenos de S. Adrião), nos ''marcos da cruz” (a Cruz Velha?), na "estrada que vai para Barcelos”, na Agra de Vila Nova, na Agra da Barzia (Várzea), no caminho que vai do Vinhal para Vila Nova, na vinha de Vila Nova, na agra de Samil "Seamil” e no "lugar de Vila Nova”.
Não se esqueça que casal significa aqui um conjunto de herdades ou propriedades rústicas ligadas de forma que constituam uma unidade rural.
Mões era pertença de Gavião, ao passo que o Casal de Vila Nova estava integrado na velha paróquia de Santo Adrião.
Alude-se à “estrada que vai para Braga”, a antiga estrada romana Braga-Santarém, que atravessava o burgo famalicense e, por Antas, Cabeçudos e Lousado, passava o Ave na ponte românica de Lagoncinha.
Algumas leiras estão ''divisadas” por marcos; outras confrontam por “valos” (valados). Por vezes, têm a forma de lhave (chave) i. e. fazem recanto ou cotovelo para algum dos lados.
A abundância de arvoredo está documentada pelas referências a várias espécies: figueiras, ''cerdeiras” (cerejeiras) e ''outras fruiteiras”, um “pividal de castanho” (viveiro de castanheiros) que terá 15 touças (varas ou vergônteas), carvalhos e carvalhas, loureiros, etc.
Por sua vez, a cultura do vinho devia ser intensa pois se fala nas vinhas de Mões, na vinha de Herdeiros do Porto, em uma leira de vinha junto da ''leira de Cima”, “na vinha de Rodrigo Annes” de Serrãos (Serrões?) e na vinha de Vila Nova. Aliás, a própria palavra Vinhal acusa a actividade vinhateira.
A medida usada na agrimensura das leiras era a vara (que valia 1, 10m). Há, porém, "hûa chave que terá 17 margens”.
As rendas são pagas em alqueires de pão e almudes de vinho. Mas certa leira pagará "de favas quatro boinas razas”; outra entregará dois frangos; certa vinha fornecerá 62 homens para a cavadura; uma propriedade levará 8 homens “de cava"; também se fala em um selomim (corruptela de selamim) de pão. Certas propriedades fornecerão azeite e cera para o uso litúrgico.
Composição dos Casais
Para se possuir uma ideia da extensão dos casais há que atender à sua constituição bem como às rendas parcelares de cada leira ou propriedade.
Assim, o Casal de Mões de Cima era constituído pelo cortinhal da Eira, por várias leiras no campo das Vinhas de Mões, pela leira dos Bairreiros, pelo cortelho do Loureiro, por outra leira e, pelo campo do Moinho. Todas estas parcelas estão descritas e devidamente confrontadas. Cada uma tem assinalada a sua renda. Assim, o cortinhal pagara um bom alqueire de pão de semeadura”. A leira das vinhas de Mões (31, 5x9 varas) levará meio alqueire. Outra leira no mesmo lugar (25x15 varas) levará também meio alqueire. Outra leira, esta de vinha, levará quatro boinas de favas e vinte e cinco almudes de bom vinho. A leira dos Bairreiros (87x13 varas) entregará cinco quartos de semeadura. O cortelho do Loureiro (52x15 varas) entregará três quartos. Uma leira na Agra da Vila (96x57 varas) levará sete alqueires de pão. Por sua vez, o campo do Moinho (76, 5x57 varas) levará seis alqueires. É assim o Casal de Mões de Cima.
O Casal de Vila Nova era constituído pelas seguintes herdades: um talho grande da agra de Brufe (57x33 varas), que levará três alqueires de pão; um rescio (rossio = terreiro) parte a devesa e parte a monte; uma leira na agra de Vila Nova (75x10,5 varas), que levará um alqueire de pão; outra leira na mesma agra (42x12 varas), que levará um quarto de semeadura e dois frangos; outra leira (102x13 varas), que levará dois alqueires; a leira da Cancela (85x12 varas), que pagará alqueire e meio de semeadura; um pedaço de campo na agra da "Barzia” (Várzea) e um pedaço de devesa (102x54 varas); o campo levará três alqueires; outra leira de 80 varas de comprimento, que pagará dois alqueires e meio; um cortelho no caminho de Vinhal, que levará um quarto; a vinha de Vila Nova (58x39 varas), que fornecerá 62 homens para a cavadura; mais uma leira (36x12 varas), que levará um alqueire; o campo de Gamil (66, 5x66), que pagará seis alqueires; e ainda um pardieiro (16x5,5 varas) no lugar de Vila Nova, cujo rendeiro entregará dois frangos.
Para podermos fazer ideia da extensão dos bens da Igreja de Antas nos terrenos da actual Vila, falta comentar os casais de Mões do Fundo e da Vila.
O casal de Mões do Fundo aparece localizado em "Cafiam” (Gavião) e consta de: casa térrea com adega, lagar, quintal de gado e palheiro; um cortinhal que confronta a Nascente e Sul com S. Cosmado (lugar de Gavião); um prado em volta da vinha; o cortinhal das Pereiras (ligar à Casa das Pereiras); três leiras na Agra de Mões; uma na agra de Fornelo; o cortelho da Poça; dois bacelos (um deles levará de cava hum homem”); a vinha da Devesa; duas devesas; e, finalmente, um rego de água, a meias com o casal de S. Cosmado.
Por sua vez o Casal da Vila está localizado na freguesia de "Santa Draa” (S. Adrião) e é constituído por: Casinha do Poço, com adega, alpendre e curral (a adega chama-se do Loureiro); a bouça do Outeiro; o bacelo do Monte; o bacelo da fonte do Orgal; várias leiras na agra da Vila; várias ramadas e campos (entre eles o da Vilpelhosa e parte do de Talvai); um pomar "no bairroco”; a vinha da Vila; a devesa da Granja. Todas as leiras estão devidamente. descritas, não esquecendo de assinalar a respectiva renda.
Há, de onde a onde, apontamentos de interesse: referência a "marcos antigos”, as expressões ''caminho que vai para Villa do Conde”, "as pedras do Covelo”, "a estrada que vai da Ponte para Vª Nova”, "estrada que vem de Braga para Villa Nova”, "Quintam (Quintã) de Rial”, etc.
Poder-se-ia completar este levantamento topográfico famalicense com a descrição do Casal dos Currais, em Antas (''!logo abaixo do adro da dita igreja”), formado por casa de habitação com adega, lagar, curral e palheiro, com vários campos (entre os quais o do Longo) e com a bouça da Granja. E se pretendessemos alargar o mapa e estendê-lo às regiões vizinhas, bastaria debruçarmo-nos sobre o Casal de Vilar de Além (Antas), o Casal da Cerita (Brufe), o Casal de S. Tiago (em "S. Gião de Calendairo”, no lugar de Custóias, outrora paróquia), onde se fala da Agra da Senra, da Seara de S. Miguel, etc., do Casal de Vilar, da mesma freguesia e aldeia e outros até Cabeçudos, até Requião, até Pouve. Não deixamríamos de encontrar revelações curiosas, como esta relativa à herdade do Bairro, em Requião (que pagava seis canadas de azeite): Em 24 de Abril de 1362, João Garcia doou esta herdade à Igreja de Antas por escritura em pergaminho perante António Gonçalves tabelião do Julgado de Vermoim.
Os proprietários confinantes
As confrontações dos campos e herdades dão-nos também uma amostragem do meio económico e social de então, apontando-nos os proprietários vizinhos dos casais ou permitindo-nos tirar deduções sobre a sua capacidade económica.
Vamos cingir-nos aos casais do actual território da Vila, como exemplificação da vantagem que em tal estudo pode haver.
Mões de Cima, i. e. as herdades que aí possuía a igreja de Antas, apresenta demarcações com Herdeiros do Porto, Bastião de Barrada, Rui Mendes, João da Torre ou João Annes da Torre e Fernam Annes (da Vila).
Quanto ao casal de Vila Nova, são proprietários confrontantes Herdeiros de João Martins, Filipa Lopes, Rodrigo Annes, Luís Afonso (de Vila Nova), Álvaro Dis(Dias?) da Barca, Maria André, João de Calvos, Catarina André, o já citado Rui Mendes e Cristovão de Vargas, que era meirinho. Fala-se ainda em “terrenos de Duque" (de Bragança ou Conde de Barcelos).
Como participantes no instrumento da demarcação e confrontação figuram, ajuramentados aos Santos Evangelhos, Afonso Annes da Vila, como notário e, Fernão Annes, de Mões, e Gonçalo Annes (será o de "Penna Boa”- Outiz?), declarantes.
Os confrontantes de Mões do Fundo são: estrada de Braga, casal de S. Cosmado, Quintã de Real, Agra de Mões, S. Adrião, João da Torre e Rui Mendes.
Por sua vez, o casal da Vila tem como proprietários confinantes: Rui da Póvoa, João da Torre, terras do Duque e Herdeiros do Porto e como declarantes ajuramentados Affonso Annes, Gonçalo Annes e Bastião Alvares.
Quanto ao Casal dos Currais, na sua escrituração foram seguidas as declarações dos ''homens bons” João Annes e João Gonçalves.”
In: Salgado, Benjamim (1976). O Tombo da Igreja de S. Tiago de Antas de 20 de Setembro de 1555. Riba de Ave: Gabinete do Vale do Rio Ave.
Carta manuscrita assinada, de Guimarães.
Carta manuscrita assinada, de Guimarães.
Carta manuscrita assinada, de Póvoa de Varzim.
Carta manuscrita assinada, de Braga.
Maço que contém CP 13759 a 13763.
Carta manuscrita assinada, sem data.
Manuscrito, original, sem capa.
Manuscrito, original, em papel azul XL 40 reis”. Sem datação.
Manuscrito, original, em papel azul selado de “XL, 40 reis”. Sem datação.
Manuscrito, original, em papel azul selado de 80 reis.
Manuscrito, original, em papel azul XL 40 reis”.
Manuscrito, original, com papel selado de 40 reis. Em baixo o deferimento do abade de Requião José de Sousa Coutinho
Impresso e manuscrito, original, em papel azul “XL 40 reis”.
Impresso e manuscrito, original, em papel azul “XL 40 reis”.
Impresso e manuscrito, original, em papel azul “XL 40 reis”.
Manuscrito, original, em papel azul “XL 40 reis”. Em baixo o deferimento do abade de Requião José de Sousa Coutinho.
Manuscrito, instrumento.
Manuscrito, original, encadernado a pele com atilhos.
Manuscrito, original, encadernado a pele com atilhos. Na capa título a lápis "Cópias de circulares e postarias eclesiasticas 1827-1873". Título a tinta "Capitulos". Tem 35 f. escritas, as restantes em branco. Refere-se aos anos 1830-01-13 a 1873.
Manuscrito, certidão autêntica do manuscrito de 1555, setembro, 20, Braga . Encadernado a pele. Título na primeira folha "Treslado do tombo da Igreja...". Na capa título a lápis "Certidão autentica do tombo...". Esta cópia da pública forma do Tombo de 1555 (CSTA 58), foi tirada a pedido do Abade Luís de Moura e mendonça, "Fidalgo da Caza de Sua Magestade e Abbade da Igreja de Santiago Dantas". no tempo de D. Frei Caetano Brandão.
Manuscrito, original, sem capa. Visitações pastorais efetuadas à igreja de S.Tiago de Antas pelo arcebispo de Vermoim, que tinha o direito de visitação, e pelo visitador-geral do arcebispado. As visitas cobrem os anos de 1548 a 1594-12-25. As visitações estão dispostas no caderno por ordem inversa, começando em 1591-12-08. Título na primeira folha "Vizitas".
Data da Visitação, visitadores, secretários, párocos e arcebispos
1548-07-30, o visitador foi o Lic. Álvaro Revelhão, desembargador e visitador geral, o pároco foi o capelão e o Arcebispo D. Manuel Sousa.
1551-02-02, o visitador foi Mestre Manuel Coelho, pregador e visitador pelo arcebispo, o pároco foi o cura do mosteiro, e o arcebispo D. Fr. Baltasar Limpo.
1551-10-18, o visitador foi Cristóvão Leão, arcediago de Vermoim, cónego de Braga e Porto e secretário do arcebispo, o pároco foi Brás Fernandes, cura e o arcebispo D. Fr. Baltasar Limpo.
1552-08-04 e 1552-11-15, o visitador foi Mestre Manuel Coelho, pregador e visitador pelo arcebispo, o pároco foi o capelão do mosteiro e o arcebispo D. Fr. Baltasar Limpo.
1553-09-18, o o visitador foi Mestre Manuel Coelho, pregador e visitador pelo arcebispo, o pároco foi o Abade e ecónomo e capelão do mosteiro e o arcebispo D. Fr. Baltasar Limpo.
1554-08-29, o visitador foi Mestre Manuel Coelho, pregador e visitador pelo arcebispo, o pároco foi o cura do mosteiro, e o mesmo arcebispo.
1555-09-23, o visitador foi o visitador foi Cristóvão Leão, arcediago de Vermoim, cónego de Braga e secretário do arcebispo, o pároco foi o capelão com presença do Drº Pêro Jorge e o arcebispo D. Fr. Baltasar Limpo.
1555-11-21, o visitador foi Mestre Manuel Coelho, pregador e visitador pelo arcebispo, o pároco foi o cura do mosteiro e o arcebispo D. Fr. Baltasar Limpo.
1556-08-05, o visitador foi Mestre Manuel Coelho, pregador e visitador pelo arcebispo, o pároco foi o coadjutor do mosteiro e o arcebispo D. Fr. Baltasar Limpo.
1557-08-27, o visitador foi foi Mestre Manuel Coelho, visitador geral pelo arcebispo, o pároco foi o cura do mosteiro e o arcebispo D. Fr. Baltasar Limpo.
1557-09-28, o visitador foi o Bacharel Manuel Gonçalves, visitador do arcediago por Cristóvão Leão, o pároco Brás Fernandes, cura e o arcebispo D. Fr. Baltasar Limpo.
Em 1558-09-20, o o visitador foi Mestre Manuel Coelho, pelo deão, o pároco foi o Abade e cura do mosteiro e vacância da Sé.
1558-09-23, o visitador foi o licenciando Manuel Gonçalves, o pároco Drº Pêro Jorge, abade e cura, omissão da vacância.
1559-08-30, o visitador foi Cristóvão Leão, arcediago de Vermoim na Sé cónego, o pároco foi o capelão e omissão da vacância.
1559-09-14 e 1561-10-05, o visitador foi foi Mestre Manuel Coelho, pregador e visitador pelo arcebispo, o pároco foi o cura Brás Fernandes e o arcebispo D. Fr. Bartolomeu.
1562-08-29, o visitador foi Mestre Manuel Coelho, pregador e visitador pelo arcebispo, o secretário Francisco Teixeira, o pároco foi o cura Brás Fernandes e o arcebispo D. Fr. Bartolomeu.
1563-08-31, o visitador foi Mestre Manuel Coelho, pregador e visitador pelo arcebispo, o secretário Francisco Teixeira, o pároco foi o Abade Dr. Pêro Jorge e cura Brás Fernandes e o arcebispo D. Fr. Bartolomeu.
1564-05-14, o visitador foi D. Fr. Bartolomeu dos Mártires, o secretário Francisco Teixeira, o pároco foi o Abade Dr. Pêro Jorge e cura Brás Fernandes e o arcebispo D. Fr. Bartolomeu.
1564-09-06, o visitador foi Dr. Francisco de Chaves, visitador geral do arcebispo, o secretário Francisco Teixeira, o pároco foi o Abade Dr. Pêro Jorge e cura Brás Fernandes e o arcebispo D. Fr. Bartolomeu.
1566-07-22, o visitador foi D. Fr. Bartolomeu dos Mártires, o secretário Francisco Teixeira, o pároco foi o Abade Dr. Pêro Jorge e cura Brás Fernandes e o arcebispo D. Fr. Bartolomeu.
1568-10-26, o visitador foi Dr. Francisco de Chaves, visitador geral do arcebispo, o secretário Manuel Pessegueiro, o pároco foi o Abade do mosteiro e o arcebispo D. Fr. Bartolomeu.
1570-10-12, o visitador foi Dr. Francisco de Chaves, cónego prebendado, o secretário Francisco Teixeira, o pároco Abade do mosteiro e o arcebispo D. Fr. Bartolomeu.
1574-07-25, o visitador Dr. Gonçalo da Costa, visitador do arcebispado pelo arcebispo, o secretário Francisco Teixeira, o pároco foi Dr. Pêro Jorge, abade e o arcebispo D. Fr. Bartolomeu.
1591-11-22, o visitador foi o licenciado João Rodrigues Mogo, visitador geral pelo arcebispo, o secretário Francisco Costa, o pároco foi cura António Dias e o arcebispo D. Fr. Agostinho de Jesus.
1591-12-14, o visitador Lic. Cristóvão leão, coadjutor e futuro sucessor no arcediago, o secretário Francisco Costa, o pároco foi cura António Dias e o arcebispo D. Fr. Agostinho de Jesus.
Sem data, o visitador foi o licenciado João Rodrigues Mogo, visitador geral pelo arcebispo, o pároco foi cura António Dias e o arcebispo D. Fr. Agostinho de Jesus.
1592-11-08, o visitador Lic. Cristóvão leão, arcediago de Vermoim e cónego, o secretário Francisco Teixeira, o pároco foi cura António Dias e o arcebispo D. Fr. Agostinho de Jesus.
1592-12-12, o visitador Lic. Cristóvão leão, arcediago de Vermoim e cónego, o secretário Francisco Teixeira, o pároco foi o cura Belchior de Freitas e o arcebispo D. Fr. Agostinho de Jesus.
1592-12-14, o visitador foi o licenciado João Rodrigues Mogo, visitador geral pelo arcebispo, o secretário André Vereia, o pároco o foi cura Belchior de Freitas e o arcebispo D. Fr. Agostinho de Jesus.
1595-10-12, o visitador foi o licenciado João Rodrigues Mogo, visitador geral pelo arcebispo, o secretário Francisco Teixeira, o pároco o Lic. Bernardo da Silva, abade e o arcebispo D. Fr. Agostinho de Jesus.
1595-10-25, o visitador Lic. Cristóvão leão, arcediago de Vermoim e cónego, o pároco o Lic. Bernardo da Silva, abade e o arcebispo D. Fr. Agostinho de Jesus.
1596-10-21, o visitador Lic. Cristóvão leão, arcediago de Vermoim e cónego, o secretário Francisco Gomes, o pároco o cura Belchior de Freitas e o arcebispo D. Fr. Agostinho de Jesus.
1597-07-14, o visitador foi o licenciado João Rodrigues Mogo, visitador geral pelo arcebispo, o secretário Francisco abade e cura, o pároco foi Lic. Bernardo da Silva Belchior e o arcebispo D. Fr. Agostinho de Jesus.
1597-10-14, o visitador Lic. Cristóvão leão, arcediago de Vermoim e cónego, o secretário Francisco Gomes, o pároco foi Lic. Bernardo da Silva Belchior e o arcebispo D. Fr. Agostinho de Jesus.
1598-09-03, o visitador foi o licenciado João Rodrigues Mogo, visitador geral pelo arcebispo, o secretário Francisco Teixeira, o pároco foi Lic. Bernardo da Silva Belchior e o arcebispo D. Fr. Agostinho de Jesus.
1598-11-14, o visitador Lic. Cristóvão leão, arcediago de Vermoim e cónego, o secretário Lic. Diogo Barbosa, o pároco foi Lic. Bernardo da Silva Belchior e o arcebispo D. Fr. Agostinho de Jesus.
1599-11-12, o visitador foi o licenciado João Rodrigues Mogo, visitador geral pelo arcebispo, o secretário Francisco Teixeira, o pároco foi abade e coadjutor e o arcebispo D. Fr. Agostinho de Jesus.
Fonte:
Soares, Franquelim Neiva. (1998). A Reforma católica no Concelho de V. N. Famalicão: Visitações quinhentistas de S. Tiago de Antas. Boletim Cultural da Câmara Municipal de V.N. Famalicão, nº 15, p. 9-55.
Manuscrito, original, encadernado a pele com atilhos. A pele é de um pergaminho com pauta de música. Folhas escritas até à 116.
Manuscrito, original, sem capa, folhas cosidas.
Manuscrito, original, sem capa, folhas cosidas.
