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CUNHA, António Luís
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Description level
D
Reference code
99136
Title
CUNHA, António Luís
Dimension and support / Extents
1 pág.
Content and structure
Scope and content
CUNHA, António Luís. Filho de Francisca Luísa Fernandes, solteira. Nasceu na Vila por volta de 1825. // Carpinteiro. // Casou com Ana Joaquina, padeira, de Chaviães, filha de António Joaquim Gomes e de Rosa Maria Domingues. // Morou na Rua Nova de Melo, Vila. // Tomou parte no combate ao incêndio do 2.º Cartório, que ocorreu a 10/2/1874, pelo que foi agraciado, por decreto de 12 de Março desse ano, com a medalha de prata (mérito, filantropia e generosidade). // No Diário do Governo n.º 85, de 17/4/1883, surge-nos o anúncio: «Pelo Juízo de Direito da comarca de Melgaço se publicaram editos de 60 dias, citando António Luís da Cunha, casado, lavrador, do lugar de Baralha, Chaviães, agora ausente no Brasil (…), para na 2.ª audiência ordinária posterior ao prazo dos editos, que começará a correr depois do 2.º anúncio na folha oficial, comparecer no tribunal judicial da dita comarca e Vila de Melgaço, a fim de ver oferecer e instalar uma acção ordinária, em que Henrique Benedito de Barros, casado, negociante, desta Vila, lhe pede a quantia de 41$293 réis, proveniente de fazendas e dinheiros de empréstimo, que o dito réu e sua mulher, Ana Joaquina Gomes, levaram a crédito da loja do seu comércio, e bem assim as custas da presente acção e indemnização se de má-fé contestarem o seu pagamento, e não comparecendo o citado ausente correrá a acção seus termos com o advogado que pelo respectivo juízo lhe for nomeado. As referidas audiências ordinárias se fazem todas as segundas e quintas-feiras de cada semana pelas dez horas não sendo dias santificados ou feriados, porque se o forem então se fazem nos dias imediatos, quando não sejam também. Melgaço, 9/4/1883. E eu, Mâncio Rosa Botelho, escrivão que o subscrevi e assino. Verifiquei a exactidão: A. Barros.» // Deve ter sido ele que em 1907 fez férias em Âncora, juntamente com a família de Francisco Augusto Igrejas. // Lê-se em Melgaço, Sentinela do Alto Minho, de Augusto César Esteves, II parte, 2.º volume, página 186: «A organização da músiva velha, chamada Melgacense, começou em 18 de Abril de 1852 e foi obra de um grupo de melgacenses entusiastas pelos progressos da terra, que “com o fim de prontificar um mestre que pudesse ensinar por espaço de um ano todos os instrumentos de música” conforme a vocação de cada um dos aprendizes, em cujo número se contou o carpinteiro António Luís da Cunha, no fim da vida engrandecido por inesperado golpe da fortuna…» // Morreu na sua casa da Rua Nova de Melo, Vila de Melgaço, a 27/1/1911, só com a extrema-unção, com testamento, com 86 anos de idade, e foi sepultado no cemitério municipal. // A sua viúva finou-se em Chaviães a --/--/1919. // Pai de Umbelina Augusta, casada com Abel da Graça Almeida, de Vila Flor, e avô de Vasco da Gama da Graça Almeida (Vasquinho da Central), nascido em 1903, autor de algumas peças de teatro, representadas no Cine Pelicano, e noutros palcos, com bastante êxito; de Cândida Camila, nascida em SMP a 25/2/1864; de Filomena Rita; de Carolina Cândida, nascida em 1873; além de Bernardo, de Cândido Simplício, e de Manuel José.
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