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BRITO, Rui
Identification
Description level
D
Reference code
98580
Title
BRITO, Rui
Dimension and support / Extents
1 pág.
Content and structure
Scope and content
BRITO, Rui. Filho de Custódio da Costa Brito (*), escrivão de Direito, natural de Vieira do Minho, e de Isabel Desdémona Pita Barros, natural da Vila de Melgaço. Neto paterno de Francisco Nunes da Costa Brito e de Margarida de Jesus Rebelo; neto materno de António Filipe de Barros e de Isabel Sofia Pereira Pimenta de Castro Pitta. Nasceu em SMP a 13/9/1916 e foi batizado na igreja somente a 1/5/1924. Padrinhos: o seu avô materno, de Santos-o-Velho, Lisboa, morador em Melgaço, e a avó paterna, viúva, de Eira Vedra, Vieira do Minho, onde habitava. // Em 1927 partiu com os pais e irmãos para Setúbal. // Em 1935 era aspirante na Aviação Naval; foi piloto de aviões. // Casou com Carmem. // Morreu de desastre de aviação a 27/1/1948, perto da Costa da Caparica, com a patente de 1.º tenente. Ia juntamente com o capitão Benjamim; tinham por objetivo encontrar uma maneira de entrarem em Lisboa de avião com nevoeiro cerrado, «para depois ensinarem aos outros pilotos». Uma carta enviada de Lisboa para Melgaço explica algo daquilo que se estava a passar com ele: «o avião levantou muito bem e durante 15 ou 20 minutos ouviu-se perfeitamente a voz do Rui a dar as posições do avião para terra. De repente emudeceu e não respondeu mais às chamadas que de terra se lhe fez. Minutos depois recebemos um telefonema a dizer que o avião se precipitara no chão… As causas do desastre não se sabem… O avião estava bom (…) de contrário o Benjamim, que era o chefe dos pilotos, e portanto chefe do Rui, não o teria escolhido. Só falta uma causa: é o estado do organismo do Rui ter falhado. Os estranhos admitem esta hipótese com muita reserva. Convém que eles pensem assim. O certo é que dias antes o Rui teve um deslize profissional que ninguém soube explicar dada a elevada categoria dele. Qual a razão? Sempre o mesmo mistério. A única pessoa que viu com clareza o fim que o Rui teria, se a vida particular dele se não modificasse, foi (…). Pobre rapaz! Foi sempre um mártir. Em solteiro, foi uma vítima dos pais (sobretudo da mãe); em casado foi uma vítima da mãe, do pai, e da mulher. (…) // O ar de criança resignada que ele tinha é que lhe dava a aparência de feliz. Quanto à saúde, desde há muito que ele se queixava de cólicas do fígado, sofrendo embora caladamente para evitar as impaciências da mulher. (…) // … sempre ouvi dizer que não havia chefe tão bom, tão compreensivo para as faltas dos outros e tão competente. Ninguém diria, ao vê-lo a comandar o avião, e coberto de galões dourados, que aquele chefe estimado por todos, na sua vida familiar não passava de um joguete ridículo nas mãos de uma mulher vulgar e medíocre e que se acobardava perante as taras da mãe.» /// (*) Custódio da Costa Brito veio para Melgaço como escrivão; aqui casou, e aqui foi administrador do concelho – tomou posse em 1918; seria transferido para Setúbal em 1927.
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