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BARBEITOS, João Manuel. Filho de Manuel Francisco Barbeitos, sapateiro, de Barbeita, Monção, e de Albina da Conceição Alves, lavradeira, da Vila de Melgaço, moradores na Rua da Calçada, SMP. Neto paterno de Luís Manuel Barbeitos e de Elvira Guilhermina da Piedade, de Barbeita, Monção; neto materno de Teresa Joaquina Alves, da Vila de Melgaço (casada com Francisco Maria de Melo). Nasceu em SMP a 3/1/1894 e foi batizado na igreja a 10 desse mês e ano. Padrinhos: João Vitorino dos Santos Lima, solteiro, “brasileiro”, e Teresa Joaquina Lopes, solteira, ambos da Vila. // Numa segunda-feira de 1908 um vagão em Arbo esmagou-lhe uma perna. // A 1/6/1914, no lugar das Carvalhiças, SMP, ficou ferido devido a ter levado uma coça de José Fernandes, mais conhecido por “Manolo”, e de outro, que fugiu, tendo o José sido preso pelas autoridades; também levou tareia João Gonçalves e Alberto dos Santos, ficando bastante feridos. // Em 1917 foi ele preso e levado com outros para a cadeia de Valença do Minho por ter participado numa desordem de rua. Alguém escreveu: «consta, mesmo, que um deles, o “Dois”, recebia pontas de fogo no hospital de Valença». Passado algum tempo, mandaram-no para casa. Sem julgamento. // Casou a 18/9/1918 com Claudina Rosa, de 33 anos de idade, natural de Paços, filha de Francisco Pires e de Maria José Gonçalves. // O casal morou em São Gregório, Cristóval, onde teve oficina de soqueiro na Rua Verde, e lhes nasceram os filhos e onde ambos morreram: a esposa a 27/11/1961 e ele a 4/5/1963. // Era coxo, devido a um acidente sofrido aos quinze anos em Arbo, Galiza, quando descarregava telha dum vagão, e por isso ficou conhecido por “João Dois”. Ao andar parecia que marchava: um, dois; um, dois...