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ALVES, Teresa Joaquina. Filha de Francisco António Alves e de Joana Antónia Sarmento, moradores na Rua Direita (mais tarde no Bairro do Carvalho), SMP. Neta paterna de Ana Maria Vaz, da Cabana, Rouças; Neta materna de Josefa Dominguez, de Santa Cristina de Baleixe, bispado de Tui. Nasceu na Vila de Melgaço a 23/1/1833 e foi batizada pelo padre-cura Manuel Joaquim Quintela no dia seguinte. Padrinhos: José Luís de Caldas, marchante, e Teresa Joaquina Lopes, solteira. // Deve ter crescido como as outras raparigas da época. Não frequentou a escola, ajudava a mãe naquilo que podia, e aos treze, catorze anos, tornou-se provavelmente empregada de serviços domésticos. Como o dinheiro era escasso, e para ajudar nos gastos de casa, inscreveu-se na Câmara Municipal como ama (ver ficha de expostos n.º 214). // Casou (*) às seis horas da manhã de 2/5/1861, na igreja matriz de SMP, com Francisco Maria Gonçalves (**), de vinte e cinco anos de idade, solteiro, batizado na Vila, filho de Ana Joaquina Gonçalves (Sardinheira), solteira, morador no Carvalho, SMP, neto materno de Vicenta Antónia Gonçalves, solteira. Testemunhas: José Maria Pereira, viúvo, cabo de veteranos na Praça de Melgaço, e Caetano Celestino de Sousa, mordomo da igreja. // Geraram um ranchinho de filhos (ver Melo). // O seu marido, que exerceu, entre outras, a profissão de moleiro, morreu a 18/3/1891, na Rua Direita, SMP, tendo sido sepultado no cemitério municipal. // Ela faleceu a 21/1/1907, na dita Rua Direita, onde morava. /// (*) Quando casou já tinha dois filhos: Albina da Conceição (nasceu em 1852) e José Joaquim (nasceu em 1859). A rapariga era filha de pai incógnito, mas o rapaz já era fruto do Francisco Maria, e usou sempre o apelido da mãe e do pai. /// (**) Francisco Maria, depois do casamento, abandonou o apelido Gonçalves e passou a usar o apelido Melo.