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ALMEIDA, Gaspar Eduardo
Identification
Description level
D
Reference code
97912
Title
ALMEIDA, Gaspar Eduardo
Dimension and support / Extents
1 pág.
Content and structure
Scope and content
ALMEIDA, Gaspar Eduardo. Filho de Maria Caetana Marques, solteira, costureira, natural de Cristóval. Neto materno de Ana Rosa Marques, solteira, natural de Paços, ambas moradoras na Vila de Melgaço. Nasceu na Vila a 3/6/1857 e foi batizado a 8 desse mês e ano. Padrinhos: frei António, de Cavaleiros, Rouças, o qual passou procuração a José Bento Esteves, da Calçada, SMP, e tocou por madrinha Joaquim de Almeida, morador na Vila. // Emigrou para o Brasil, onde angariou alguma fortuna e gerou dois filhos: José Eduardo e Herculana do Rosário, que trouxe com ele para Melgaço. // Por volta de 1900, no sítio chamado Esparizes, Galvão de Baixo, no campo do “Salgado”, mandou construir uma magnífica vivenda, cuja planta é da autoria de Manuel José Gomes (mestre Regueiro), colocando à entrada duas crianças de barro, que as carvoeiras castrejas confundiram com seres humanos! // Casou na igreja de SMP a 22/3/1903 com Albina Rosa, de 25 anos de idade, moradora no Rio do Porto, filha do médico Dr. Francisco Luís Rodrigues Passos e de Ludovina Rosa Monteiro de Vasconcelos Mourão. Testemunhas: Frederico Augusto dos Santos Lima, solteiro, negociante, representando José Cândido Gomes de Abreu, e Jesufina Augusta de Vasconcelos Mourão Passos, que representava Herculana do Rosário de Almeida Gonçalves, casada, irmã do nubente, além do Dr. José Joaquim Gomes, viúvo, proprietário, e Emerenciana Preciosa de Vasconcelos Mourão Passos, solteira, irmã da nubente. // Levou a esposa para a sua rica vivenda. // Em 1908 foi juiz substituto. // Faleceu em Galvão, SMP, a 15/1/1909, apenas com a extrema-unção, com testamento, e foi sepultado no cemitério municipal. // Também teve filhos da legítima esposa. // Lê-se no Jornal de Melgaço n.º 1184, de 24/11/1917, o seguinte esclarecimento: «por falecimento de Gaspar Eduardo de Almeida dois dos co-herdeiros requereram partilha adicional da importância de 58.000$00 que, diziam, a inventariante houvera recebido como tal, em cumprimento de uma cláusula dum contrato de sociedade que o falecido tivera em Manaus, juntando os requerentes um documento desse contrato…» Assinaram João Cândido de Almeida e José Augusto Lobo da Silveira (Porto, 22/11/1917). // Não sei como o caso acabou, mas os indivíduos não devem ter desistido, pois era muito dinheiro para aquela altura.
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