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RODRIGUES, Albertina dos Prazeres
Identification
Description level
D
Reference code
92899
Title
RODRIGUES, Albertina dos Prazeres
Dimension and support / Extents
1 pág.
Content and structure
Scope and content
RODRIGUES, Albertina dos Prazeres. Filha de Luís Vicente Rodrigues e de Claudina Rosa de Sousa Palhares, negociantes em Prado, moradores no lugar de Ferreiros. Neta paterna de Caetano José Rodrigues e de Maria Rosa Domingues, do lugar de Santo Amaro; neta materna de Lourenço de Sousa Palhares e de Marcelina de Sousa Gomes, do lugar de Ferreiros. Nasceu em Prado a 2/1/1898 e foi batizada na igreja a 8 desse dito mês e ano. Padrinhos: os seus avós maternos. // Casou na Conservatória do Registo Civil a 20/6/1914 – e na igreja dois dias depois – com Domingos Alves da Silva, ourives na Vila de Melgaço, proprietário da “Ourivesaria Silva”, nascido em Rio Tinto em 1878, filho de José Alves da Silva e de Ana Luísa de Sousa Viterbo. Pedira-a em casamento, para ele, Claudino José Mendes Ribeiro de Castro, capitalista, da Portela de Paderne. // Passado algum tempo as coisas começaram a correr mal, pois o seu marido, a 27/6/1915, domingo, em casa de um seu amigo, em Rio Tinto, tentou pôr termo à vida, dando um tiro na cabeça; a bala, porém, não o matou «apenas produziu umas leves equimoses auriculares, de fácil e rápida cura». Parece que o caso estava relacionado com o encerramento da ourivesaria na Vila. // Em 1935 teve de pagar uma indemnização a Herculano Arsénio Gomes Pinheiro por sentença judicial, em processo-crime; esse dinheiro foi distribuído pelas pessoas mais carentes da freguesia. // Em 1936 separou-se do marido, residente em Chão Verde, São Cristóvão, Rio Tinto, Gondomar, Porto, de quem já estava separada judicialmente desde 1934. // A 11/7/1937, à porta do tribunal judicial da comarca de Melgaço, iam - à praça - alguns bens dela e do irmão, Claudino Augusto Rodrigues, «penhorados nos autos de execução por custas e selos em que é exequente o Ministério Público e executados Albertina dos Prazeres Rodrigues e Claudino Augusto Rodrigues, do lugar de Ferreiros, Prado.» // A 10/10/1937 iam à praça bens dela e do ex-marido, Domingos Alves da Silva, comerciante, «penhorados nos autos de excução de sentença comercial em que é exequente a firma comercial “Marcelino Ilídio Pereira & Companhia (Irmão)”, com sede em Lisboa e filial na freguesia de Penso...». // O seu ex-marido morreu em Rio Tinto a 6/1/1948, com 70 anos de idade. // Ela faleceu na freguesia de Prado, Melgaço, a 3/7/1980. // Mãe de Maria Rosa Alves da Silva, casada com João Cândido Calheiros, entre outros. // Nota: Domingos Alves da Silva estabelecera-se na Vila de Melgaço em 1913; deve ter mudado a loja para a Rua Velha a 9/2/1914, com a designação de “Ourivesaria Garantida”; mudou-se para a freguesia de Prado em 1920 (Ourivesaria Portuense). Era sobrinho do escritor Joaquim de Sousa Viterbo. Segundo o “Mário de Prado”, que o conheceu bem, ele «era homem de carácter íntegro, sério.»
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