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MARQUES, Gaspar de Jesus. Filho de Matildes da Conceição Marques, solteira, moradora no lugar da Corredoura, Prado. Neto materno de Manuel José Marques e de Clara Maria Esteves, todos lavradores. Nasceu em Prado a 28/8/1872 e foi batizado na igreja de São Lourenço de Prado a 3 de Setembro desse ano. Padrinhos: Gaspar de Brito e Rocha, solteiro, natural dos Arcos de Valdevez, segundo oficial da Alfândega, colocado na Delegação de Melgaço, e Maria Angélica Gonçalves, casada, lavradeira, de Bouça Nova, Prado. // A 19/3/1873 a sua mãe, por o ter requerido, e alegando pobreza, comprovada por atestado da sua Junta de Freguesia, apresentou a criança ao presidente da Câmara Municipal de Melgaço, Luís Vicente Gomes Pinheiro, a fim de ser aceite no hospício, ficando registado no livro dos expostos sob o n.º 291. // Os vereadores decidiram deixar o bebé com a mãe, ama-de-leite matriculada, atribuindo-lhe um subsídio de dois em dois meses. // Porém, o Governo Civil do Distrito, por ofício de 28/5/1873, ordenava à Câmara que suspendesse esse pagamento, por razões financeiras, e talvez por ela ser irmã do padre Elias de Jesus Marques, cuja suspensão aconteceu a partir de 4/6/1873. // Tiveram com o menino uma despesa de 1$185 réis. // Bem ou mal, criou-se. // Casou na igreja de Chaviães a 25/2/1895 com Rosa Augusta Esteves, nascida nessa freguesia a 11/7/1871, filha de Diogo Maria Esteves e de Carolina de Jesus Pereira, e irmã de Ludovina da Glória Esteves e de António Joaquim Esteves, este comerciante na Vila de Melgaço. Testemunhas presentes: António Joaquim Esteves, casado, negociante na Vila, e Joaquim Diegas Afonso, casado, proprietário, morador no lugar de Várzeas, SMP. // Moraram na Corredoura de Prado, onde ele exerceu o comércio. // Fechou a loja e emigrou para o Brasil, mas as coisas não lhe correram de feição, regressando a Melgaço tristre e frustrado. // A sua esposa finou-se em uma madrugada de sexta-feira de 1908. // Ele morreu a 2/3/1911, na casa de sua residência na Portela de Chaviães, repentinamente, no estado de viúvo, sem testamento, e no cemitério dessa freguesia foi sepultado, ainda sua mãe era viva, a morar na Corredoura de Prado. // Com geração (ver em Chaviães).