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CASTRO, Manuel. Filho de Joaquim Nunes de Castro, guarda-fiscal, natural de Messegães, Monção, e de Angelina Rosa Rodrigues, lavradeira, natural de Pontepedrinha, Prado de Melgaço. Neto paterno de Luís Manuel Nunes de Castro e de Marcelina Rosa Alves; neto materno de João Evangelista Rodrigues e de Maria da Encarnação Rodrigues. Nasceu na freguesia de Prado a 9/3/1903 e foi batizado na igreja paroquial a 16 desse dito mês e ano. Padrinhos: a sua avó paterna e São Lourenço. // Aprendeu a profissão de serralheiro. // A 12/1/1936 iriam ser arrematados em hasta pública duas casas, ambas na Rua do Carvalho: a 1.ª por 2.000$00 e a 2.ª, metade pró-indiviso, com altos e baixos, por 500$00; além de uma leira na Fonte da Vila (produção de pão e vinho), por 2.000$00. Estes bens pertenciam ao viúvo António Rodrigues, que já morara na Vila, e iam à praça para pagamento do passivo descrito e aprovado no inventário feito por morte da mulher, do qual era credor Manuel Nunes de Castro, industrial. // A 15/3/1937 os ladrões assaltaram o seu estabelecimento comercial, sito no Largo Hermenegildo Solheiro (hoje rua), levando bacalhau, tabaco, sardinhas e atum em conserva, além de outros artigos, assim como 41$50 em dinheiro português e dez pesetas. // A 27/12/1938 o dito estabelecimento foi ameaçado pelas chamas; na cave existia um forno de pão, e foi aí que o fogo começou, ardendo parte das traves, contudo não teve grandes consequências. // Casou na CRCM a 24/8/1939 com Ascenção dos Ramos Rodrigues, solteira, doméstica, natural da vila, SMP, filha de Mercedes dos Prazeres Rodrigues (Graixa); casaram na igreja da vila a 15/2/1959. // Teve um Café e uma pequena fábrica de gasosas, além de uma loja de cal e tijolos, e outros artigos. // No ano de 1959 mandou construir um prédio na Rua Hermenegildo Solheiro, perto do edifício da Câmara Municipal, defronte à sobredita loja, onde residiu com a família, e em cujos baixos tinha comércio de materiais de construção civil. // Possuía uns terrenos no Barral, onde produzia um excelente vinho, segundo constava. Ele gabava-o muito: «o meu binho do Varral não tem igual.» // Morreu na freguesia de Ramalde, cidade do Porto, a 14/12/1982. // Com geração.