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PIRES, António Alberto. Filho de José Joaquim Pires, natural de Cristóval, e de Alexandrina Augusta Pires, natural de Paços, lavradores, residentes no lugar do Outeiro. Neto paterno de Manuel Pires e de Clara Esteves; neto materno de Francisco José Pires e de Francisca Douteiro. Nasceu a 18/1/1887 e foi batizado a 21 desse mês e ano. Padrinhos: padre António Esteves, pároco de Parada do Monte, representado por seu procurador Luís Manuel Rodrigues, casado, do Outeiro, Paços, e Maria Pires, casada, natural de Parada do Monte (!), tia paterna do batizando. // Emigrou para terras de Vera Cruz, onde foi sócio da Casa Lopes, no Rio de Janeiro. // Casou na CRCM a 24/9/1913 com Maria do Carmo, de 34 anos de idade, sua conterrânea, filha de António Manuel Lopes, secretário de finanças, e de Clara Rosa Lopes; casaram na igreja de Paços a 29/9/1913. Presidiu ao ato religioso o padre António Esteves, tio do noivo. Padrinhos da boda: Carolina Júlia Lopes, irmã da noiva, e Abílio Augusto Lopes, filho do capitalista Manuel José Lopes; na ocasião do casamento apareceu a banda de música de São Gregório, cujo regente era José Bailão, tocando durante a missa e acompanhando o cortejo a casa da noiva, onde foi servido o copo-de-água, em quatro mesas, lindamente ornadas de flores e cristais «vendo-se pendente em lugar de honra o retrato do noivo envolto nas bandeiras republicanas de Portugal e Brasil, em seda, num rico quadro de molduras doiradas.» Os noivos foram até Lapela apanhar o comboio em passeio nupcial a Âncora, Bom Jesus, Porto, etc. // Proprietário e capitalista. // Em 1914 a sua esposa deu à luz um nado-morto. // Em 1937 regressava do Rio de Janeiro «aonde tinha ido tratar de seus negócios». Nesse ano de 1937 moveu um processo a António Batista Gonçalves e a José Camilo Gonçalves e esposa, Ana Rosa Lourenço, esta residente no Outeiro, Paços, e eles em França; por esse facto, iam alguns bens deles os três ser arrematados em hasta pública a 25/7/1937 «pelo maior lanço oferecido acima do seu valor…». // A sua esposa faleceu em Paços a 24/1/1948. // A 4/12/1959 foi eleito vereador efetivo para a Câmara Municipal de Melgaço, o que nos indica que era um homem do regime corporativista. // Ele finou-se na freguesia de Paços a 19/10/1976.