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MIGUEIS, José Joaquim. Filho de Romão Migueis e de Antónia Maria Gomes, moradores nos Casais, Paços. N.p. de Pedro Agostinho Migueis e de Tomásia Vasques, de Sendelhe, Galiza; n.m. de Joaquim Duarte Gomes e de Maria Luísa Pires Ramos, dos Casais. Nasceu a 24/4/1855 e foi batizado a 27 desse mês e ano. Madrinha: a sua avó materna. // Nota: deve ser o mesmo senhor que emigrou para Manaus, Brasil, depois de ter tirado o curso de contador, naturalizando-se brasileiro; ali se juntou com outro melgacense, Gonçalves Araújo, enveredando pelo negócio do cacau e borracha, ficando a bem dizer rico; casou com Ana Alves Ferreira, amazonense; morreu nesse país, na Avenida Sete de Setembro, número 56, cidade de Manaus, a 21/4/1934, deixando viúva e cinco filhos – engenheiro Alberto José, casado com Eurides Porto; Dr. Herculano José, solteiro; Beatriz, casada com o Dr. Daniel José Rodrigues, proprietário; Amélia Reis, casada com Armando José Rodrigues, proprietário; Carlos José, casado com Marta Migueis, proprietários, os dois primeiros residentes no Rio de Janeiro e os restantes em São Paulo. Devia ser pai também de Júlia, a qual, numa das suas viagens à Europa, conheceu em Lisboa o regente do Conservatório de Música, João Amorim da Cunha e Silva, com quem casou; depois do maestro falecer, a viúva e filha, Maria Gabriela, foram viver para o Brasil. Foi precisamente esta neta de José Joaquim Migueis, que morava em Petrópolis com o marido, duas filhas, e quatro netos, que contou toda a história a Manuel Igrejas, melgacense, a residir no Rio de Janeiro, dizendo-lhe que o avô nascera em São Gregório. Em 1935 os seus herdeiros habilitaram-se aos bens que ele possuía em Portugal.