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DURÃES, António Joaquim (Dr.) Filho de João Manuel Durães e de Francisca Caetana Pires, naturais de Paços. Neto paterno de António José Durães e de Maria Joaquina Lopes; neto materno de José Pires e de Maria Luísa da Ribeira, todos de Sá. Nasceu em Paços a 4/10/1857 e foi batizado na igreja católica a 6 desse mês e ano. Padrinhos: José Manuel Lopes e Maria Josefa Lopes, bis-tios do batizando. // Depois dos estudos primários e secundários, matriculou-se na Universidade de Coimbra, onde concluiu o curso de Direito em 1881. // Tinha 31 anos de idade, morava na Vila de Melgaço, quando casou na igreja matriz de SMP, a 21/5/1888, com Beatriz Augusta, de 18 anos de idade, filha do comendador Carlos João Ribeiro e de Ludovina Rosa dos Santos Lima, também moradores na Vila. Testemunhas: Dr. António Pereira de Sousa, solteiro, médico, e Adélia Augusta da Rocha Gonçalves, solteira, de SMP. // A 2/7/1893 arrematou, por duzentos e cinco mil réis, a capela da Pastoriza, sita nas Carvalhiças, SMP. // Em Melgaço foi Conservador do Registo Predial e Chefe do Partido Progressista. // Enviuvou muito cedo, a 3/2/1894. // Do primeiro casamento nasceu apenas um filho, em 1891, o Dr. António Augusto, futuro Governador de Benguela. // Matrimoniou-se em segundas núpcias, a 31/3/1898, na igreja matriz de SMP, com a sua parente em 2.º grau, Emília de La Sallete de Barros, de 25 anos de idade, solteira, proprietária, natural de Santos-o-Velho, Lisboa, mas a residir em Melgaço, filha de Filipe António de Barros e de Emília Perfeita dos Santos Barros. Testemunhas: Dr. Augusto César Ribeiro Lima, advogado, Ludovina Rosa dos Santos Lima, Frederico Augusto dos Santos Lima, e Teresa de Jesus dos Santos Lima. Desta segunda união nasceram: Abel Augusto (oficial da marinha), João (farmacêutico), José Joaquim (advogado), Judite, Maria Emília, e Maria Leonor. // Foi advogado famoso, administrador do concelho de Melgaço, chefe do Partido Progressista concelhio, Conservador do Registo Predial durante dezoito anos, e notário da comarca melgacense (*). // Fundou, a 16/7/1896, juntamente com outros, o jornal “Melgacense”, cujo primeiro número saiu a 16/7/1896, de que foi diretor e co-proprietário (**). // Foi subdelegado substituto na comarca do Procurador Régio e Governador Civil do distrito da Horta de 24/11/1904 a 4/7/1905, e em seguida, de Évora (4/7/1905 a 20/3/1906). // Foi nomeado notário de Melgaço em 1900. // Foi também juiz auditor do distrito de Braga, cargo que exercia quando morreu, em SMP, Vila de Melgaço, na Rua Nova de Melo, a 16 ou 17/6/1907, só com o sacramento da extrema-unção, sem testamento, e foi sepultado no cemitério municipal. A acompanhar o seu funeral ia a Associação “Centro Artístico Melgacense”, com banda e bandeira; alunas da escola particular do hospital da SCMM; e a banda da “Música Velha”. // A sua viúva faleceu a 28/11/1955, com 82 anos de idade. // Sogro de Carlos Francisco Ribeiro, de Maria Emília Patacho da Silva, e de Maria Fernanda Veiga Pinto Coelho. // Avô de Maria Augusta e de Maria do Rosário da Silva Durães. /// (*) Fora nomeado em 1900. /// (**) Já fora responsável pelo aparecimento do primeiro jornal que se editara no concelho, designado “O Melgacense”, o qual só durou cerca de um ano, porque em 1888 ele seria transferido para a Conservatória do Registo Predial de Vila Pouca de Aguiar (ver Melgaço e as Lutas Civis, de Augusto César Esteves).