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RODRIGUES, Daniel José. Filho de (*). Nasceu no lugar do Regueiro, Cristóval, a --/--/18--. // Emigrou para o Brasil, onde conseguiu angariar alguma fortuna. // Deve ter sido ele que mandou construir a “Casa Branca” em Cristóval. // Casou ainda no século XIX com Antónia de Sylos, brasileira. // Foi com o seu dinheiro que se construiu a torre da igreja de Cristóval, inaugurada a 20/9/1903, o que deu ensejo a enorme banquete. Lê-se em uma placa de mármore: «Mandada construir por Daniel José Rodrigues em obediência à vontade de sua esposa Antónia de Silos Rodrigues 1902.» // Em 1908 regressava de Lisboa à sua «Casa Branca», uma bela vivenda mandada construir na freguesia de Cristóval, acompanhado da família. Tinha um filho, António Daniel, nascido a 13/6/1887; nesse dia e no ano de 1912 festejou-se em sua casa o aniversário desse filho. Também era pai de Honório e de Rafael Daniel. // Os seus filhos, António Daniel e Rafael Daniel, em 1913 deslocaram-se a Coimbra a fim de contratarem técnicos que lhes fizessem a instalação elétrica na sua “Casa Branca”. // Em 1913 enviou ofício à Câmara Municipal de Melgaço a dizer que declinava a nomeação de vogal da Comissão de Assistência escolar do concelho; para o substituir nomearam José Joaquim Pereira da Costa, do lugar da Porta (ver Jornal de Melgaço n.º 717 e n.º 733, de 14/5/1908, Correio de Melgaço n.º 2, Correio de Melgaço n.º 46, de 20/4/1913, Correio de Melgaço n.º 61, de 10/8/1913, e Correio de Melgaço n.º 80, de 21/12/1913). // Morreu a --/--/1923 (**). // Pai de António Daniel, de Carlos, de Honório, de Rafael Daniel (este senhor teve um filho, de seu nome Rafael Val Rodrigues, conhecido por “Felito da Casa Branca”, de quem o Manuel Igrejas (natural da Vila de Melgaço, emigrante no Brasil) fala em “A Voz de Melgaço” n.º 933, de 15/2/1991, dizendo que se voltaram a encontrar ao cabo de 20 anos; era seu compadre, padrinho da Deise Igrejas; residia em São Paulo; era casado com Sara e já tinha cinco netos, três da filha Maria e dois do filho Rafael; Rafael Val Rodrigues morreu nesse ano de 1991). // (ver A Voz de Melgaço n.º 950, de 1/11/1991, página 8; e A Voz de Melgaço n.º 1035, de 1/9/1995, página 14). /// (*) (ver Correio de Melgaço n.º 17, de 29/9/1912). /// (**) No Notícias de Melgaço n.º 42, de 21/1/1923, diz-se que morreu em Lisboa o proprietário da “Casa Branca”.