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Filho de António Manuel (ou de António José) Esteves e de Francisca Rosa Lopes, residentes no lugar de Gondufe. Neto paterno de Lourenço Esteves e de Maria Josefa Gonçalves; neto materno de Manuel Luís Lopes e de Maria Rosa Pires, de Paços. Nasceu em Chaviães a 8/4/1846 e foi batizado pelo padre Manuel José da Graça Barros. Padrinhos: Francisco António Pereira Novaes e sua mulher, Ana Esteves, de Paços. // Casou na igreja de Castro Laboreiro a 11/2/1872 com Deolinda Matildes da Graça, de dezoito anos de idade, batizada na igreja da Vila de Melgaço, filha de António Joaquim Pires e de Claudina Rosa Meleiro, residentes no lugar da Cabana, Rouças. Testemunhas: padre Francisco Esteves e o professor Joaquim Pereira. // Deve ter sido ele que mandou publicar, a 30/7/1907, no «Jornal de Melgaço» n.º 694, uma declaração, onde se pedia que quaisquer credores dele aparecessem com os respetivos documentos, a fim de lhes pagar, pois corria o boato de que ele devia avultada quantia a alguém da sua amizade, já extinto. // Foi lavrador mas também fora negociante de gado, «sendo conhecido em todas as feiras dos Arcos, Valença, Monção, e Melgaço.» // Morreu no dito lugar, a 14/4/1920, quinta-feira, e foi sepultado no cemitério de Rouças no dia dezasseis. O Jornal de Melgaço n.º 1285, de 18/4/1920, fala dele, da sua honradez e qualidades, diz que o funeral teve imensa gente, viram-se algumas coroas de flores, naturais e artificiais, o presidente da Comissão Executiva da Câmara Municipal, Justiniano Esteves, esteve presente, assim como outras figuras concelhias. // A sua viúva finou-se a 22/10/1922, com 69 anos de idade. // Pai de Armindo, lavrador, de Filomena, doméstica, casada com José Meleiro de Castro, de Golães, de José, emigrante no Rio de Janeiro, e de Vitorino, negociante (ver em Rouças). // Nota: a sua descendência ficou conhecida por “Esteves da Cabana”.