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Filho de Diogo Manuel Esteves e de Maria Rita Esteves, moradores no lugar do Outeiro. Neto paterno de Romão José Esteves e de Maria Joaquina Domingues; neto materno de Maurício José Esteves e de Ana Joaquina Fernandes, residentes no Louridal, Chaviães. Nasceu no Outeiro, Chaviães, a 28/3/1856, e foi batizado no dia seguinte pelo padre JLBC. Padrinhos: seu avô materno e a sua tia Carlota Esteves. // Antes de emigrar para o Brasil, trabalhou na agricultura; foi seu irmão, José de Jesus, que o levou para o Pará. // Na cidade de Belém estabeleceu-se com casa aviadora, chegando a amealhar algum capital. // Adquiriu alguma cultura literária em cursos noturnos e, no Clube Euterpe, e noutras assembleias, conviveu com pessoas letradas. // Usou bigode e mosca no lábio inferior. // Muitas vezes veio à terra natal. // Era solteiro, proprietário, morava na Vila, quando casou na igreja de SMP, a 10/1/1889, com Belarmina Cândida, da Vila de Melgaço, de vinte anos de idade, sua prima em 2.º grau, filha de Manuel José Esteves “Melgaço”, natural de Chaviães, e de Maria Rita Alves, natural da Vila, moradores na Casa de Eiró de Cima, Rouças, tendo por testemunhas João Pires Teixeira, solteiro, proprietário, da Vila, e Germano Augusto do Amaral Albuquerque, solteiro, ex-secretário da Administração do concelho de Melgaço, residente na Vila, amigos do noivo. // A sua esposa faleceu na Rua Nova de Melo a 17/10/1889 (na casa que fora comprada pelo marido ao Dr. João Luís de Sousa Palhares), em virtude de um parto mal sucedido. // Militou no Partido Regenerador e foi vereador da Câmara Municipal de Melgaço e mesário da Confraria da Misericórdia, além de juiz de paz. Também fez parte da Junta da Paróquia de SMP (era então abade da Vila o padre José Douteiro). Foi vice-cônsul de Espanha no concelho de Melgaço desde Março de 1894 até ao dia da sua morte. // Depois de viúvo, Francisco António arranjou uma governanta, natural de Paderne - Teresa de Jesus, filha de Manuel Boaventura Rodrigues e de Carolina de Jesus da Costa Pinto - para cuidar do filho nascido do casamento, Augusto César, cuja biografia será tratada quando se falar da freguesia da Vila, e nela gerou quatro filhos: Armindo (7/3/1890), Anésia (24/10/1892), António Cândido (18/11/1895) e Armando (24/10/1899), todos nascidos na Vila de Melgaço, os quais foram reconhecidos pelo pai. // Teve também outra namorada, Lucrécia das Dores, filha de Emília Carlota Gomes de Sousa, e neta materna de Diogo Luís Gomes de Sousa e de Maria José Domingues, do Granjão, Paderne, em quem gerou um rapaz, a quem puseram o nome de Álvaro «que não foi criado ao abandono», segundo consta, e uma rapariga, Augusta Reis. // Faleceu na Vila a 21/9/1914. // A sua companheira, Teresa de Jesus Rodrigues, faleceu a 18/5/1945.