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ESTEVES, António Joaquim.
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Description level
D
Reference code
69009
Title
ESTEVES, António Joaquim.
Dimension and support / Extents
1 pág.
Content and structure
Scope and content
Filho de Diogo Maria Esteves e de Carolina de Jesus Pereira, rurais, moradores no lugar da Bouça, Chaviães. Neto paterno de Inácio Diogo Esteves e de Mariana Álvares; neto materno de Maria Rita Pereira. Nasceu em Chaviães a 2/8/1867 e foi batizado na igreja pelo padre JLBC dois dias depois. Padrinhos: António Joaquim Gonçalves, solteiro, lavrador, residente em Carvalheiras, e Felicidade Perpétua, solteira, moradora em Fonte, ambos de Chaviães. // Em 1890, na Praça do Comércio, SMP, no prédio onde mais tarde esteve a «Samaritana», de Hilário Alves Gonçalves, abriu o estabelecimento que designou por «Loja Nova», o qual, em consequência de um incêndio, mudou para os baixos do “Correio Velho”, voltando ao local primitivo depois de feitas as reparações indispensáveis no prédio sinistrado; mudou definitivamente, aí por 1908, para o Rio do Porto, onde antes estivera a «Loja dos Dois Melros», de Jerónimo Fernandes de Barros, pois em 1907 fora-lhe concedida licença para reconstruir um prédio na Rua do Rio do Porto. // Casou na Vila de Melgaço a 5/4/1893 com Ludovina da Glória (exposta na roda a 27/10/1858), de 35 anos de idade, filha ilegítima de Margarida Carolina de Castro Álvares de Barros e do fidalgo da Casa do Rio do Porto, Caetano José de Abreu Cunha Araújo. Testemunhas: Inácio Teixeira Couto, casado, sargento da Guarda-Fiscal, colocado em São Gregório, Cristóval, e José Dias, casado, lavrador, da Vila. // Em 1908 avisava que tendo cedido para matadouro público a casa que possuía na sua propriedade de Carvalho de Lobo, e andando por ali muitos cães, levados pelo cheiro, iria tomar medidas tendentes a livrar-se de «semelhante canzoada». // Em Janeiro de 1918 tomou posse, dada pelo administrador do concelho, professor António José de Barros, de membro da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Melgaço, que substituía a Câmara recentemente eleita, chefiada por João Pires Teixeira. O governo de Sidónio Pais não confiava nos vereadores eleitos, assim, através dos governadores civis, mandou dissolver todas as Câmaras Municipais do país. Dessa Comissão também faziam parte: padre António Domingues, de Fiães, Francisco José Pereira, de Paderne, Bernardo José Domingues Salgado, de Prado, e José Augusto Teixeira, da Vila. // Em Junho de 1919 era o vice-presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal. // No «Notícias de Melgaço» 341, de 31/1/1937, surge o “Aviso”: «para evitar possíveis mal-entendidos se faz público de que, o signatário, nenhuma responsabilidade tem, directa ou indirectamente, no recente caso das notas espanholas de que se procede a investigações.» Melgaço, 26/1/1937 (*). // Ainda em 1937, recebeu 100$00, enviados do Bié, África, por Eusébio Pinto, a fim de serem distribuídos pelos pobres de Chaviães e da Vila; o seu objetivo era sufragar a alma de sua mãe, Rosa dos Anjos, que falecera. // O professor Ribeiro da Silva, poeta popular, dedica à “Loja Nova” do Esteves uma das suas gazetilhas. // Foi presidente da Caixa de Crédito Agrícola em Melgaço, correspondente do Banco de Portugal, Borges & Irmão, Nacional Ultramarino, e de outros; agente de câmbios, da Companhia de Seguros Tagus; depositário da Companhia Portuguesa de Tabacos e da Tabaqueira; além de agente funerário. // Militou no Partido Regenerador durante a monarquia, depois de 5/10/1910 tornou-se republicano, tal como outros; foi vice-cônsul de Espanha em Melgaço, fez parte da Junta de Paróquia da Vila por várias vezes, e juiz de paz de 1895 a 1910. // Em 1919 ainda fazia parte da Comissão Camarária. // Era um comerciante muito ativo e, segundo se diz, muito honesto. A sua Loja Nova tornou-se famosa e deu nome ao sítio. Aldomar Rodrigues Soares (Mário de Prado) rasga-lhe um enorme elogio: «era possuidor dum nobilíssimo carácter, lhano, franco, e duma probidade insuperável» (Padre Júlio Vaz apresenta Mário, página 100). // Em 1941 a Loja Nova passou a ser uma sociedade por quotas sob a firma «António Joaquim Esteves & Filhas, Limitada.» // A sua esposa finou-se a 10/5/1944 e ele faleceu na Vila, SMP, a 30/10/1952. // Com geração (ver na Vila). // Nota: foi sogro de Ernesto Ferreira da Silva, Governador Civil de Viana do Castelo (ver em SMP). /// (*) Ver, acerca deste caso, na Vila, José Luís do Vale.
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