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Filha de Francisca Rosa de Araújo [Azevedo], solteira, jornaleira, moradora no lugar do Outeiro. Neta materna de Matias José de Araújo [Azevedo] e de Francisca Teresa Pereira. Nasceu em Chaviães a 8/10/1884 e foi batizada pelo padre BARP a treze do mesmo mês e ano. Padrinhos: Aurélio de Araújo, irmão da batizanda, e Marcelina Gomes Monteiro, casada, do lugar da Igreja. // Foi professora oficial do ensino primário nas escolas da Vila, Remoães, Penso e Alvaredo. // Casou em primeiras núpcias, em Alvaredo, a 23/1/1911, com Manuel José, viúvo, negociante na praça de Belém do Pará, Brasil, filho de Caetano de Castro e de [Maria] Rosa Fernandes, o qual morreu em Alvaredo a 10 ou 11/5/1927. // Morou no lugar do Maninho. // No dia 15/2/1911, ela e seu marido foram padrinhos de Luís Augusto de Carvalho, nascido na freguesia de São Paio três dias antes. // Em Abril de 1916 já era professora oficial da escola feminina de Alvaredo, pois nesse ano seu irmão foi visitá-la a fim de lhe apresentar a noiva. // Em 1918 já tinha bastante prestígio, pois nesse ano fez parte do júri para os exames do 2.º grau no concelho; o presidente era o professor de Fiães, padre João Nepomuceno Vaz. // Em 1919 foi promovida à 1.ª classe, a contar de 28/2/1918. // Através do Jornal de Melgaço n.º 1314, de 12/12/1920, ficamos a saber das suas enxaquecas: «passou alguns dias bastante incomodada da saúde a Ex.ª Sr.ª Dona Marcelina, inteligente professora em Alvaredo.» // Em 1930 deu 25$00 para a festa escolar que se realizou na escola Conde de Ferreira. // Fez novamente parte do júri nos exames realizados na escola Conde de Ferreira, Vila, a 15/7/1932. // Voltou a estar doente, pois o correspondente do Notícias de Melgaço dizia a 5/3/1933 que ela se encontrava «muito melhor dos seus padecimentos.» // No verão desse ano o professor Ribeiro da Silva, poeta, dedicou-lhe um soneto, na sequência, suponho, de ela ter oferecido ao Estado um edifício que mandara construir para aí funcionar a escola do ensino primário. // No estado de viúva, matrimoniou-se em segundas núpcias, na Conservatória do Registo Civil de Melgaço, a 4/10/1939, com o 1.º cabo da Guarda-Fiscal, Miguel dos Anjos da Silva, mais novo do que ela um ano, natural de Ceivães, Monção, viúvo desde 1936 de Maria da Felicidade Camelo. // A 1/5/1950 deu uma queda, tendo fraturado um braço. // Exerceu a profissão de mestra das primeiras letras durante 42 anos! Foi considerada uma das melhores professoras do concelho. // Faleceu em São Bartolomeu, Penso, onde residiu nos últimos anos, a 8/8/1954; a urna, da igreja ao cemitério, foi transportada por estudantes, seus antigos alunos. // O seu viúvo morreu no dito lugar de Penso a 13/12/1986, com 100 anos de idade. // Mãe de Aurélio Joaquim de Castro, nascido em Alvaredo a 2/11/1911; do segundo matrimónio não teve descendência.