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LOBATO, Matias (*). Filho de Vitorino José de Sousa Lobato e de Maria Benedita Martins, moradores no lugar do Rego. Neto paterno de António de Sousa Lobato e de Ana Joaquina da Rocha e Sá, de esse lugar; neto materno de Manuel António Martins e de Maria José Alves Salgado, do Maninho. Nasceu em Alvaredo a 29/6/1859 e foi batizado na igreja no dia seguinte. Padrinhos: Aires de Sousa Lobato, do lugar de Rabosa, Penso, e a avó paterna do neófito, Ana Joaquina da Rocha. // Em 1895 era professor de 2.ª categoria em Castro Laboreiro. // No dia 29/5/1901 foi padrinho de Augusta da Assunção Lourenço, nascida na freguesia de Prado a 16 desse mês e ano. // Em 1904 encontrou-se com José Leite de Vasconcelos na vila de Castro Laboreiro, onde ele era professor do ensino primário. No seu livro “De Terra em Terra”, o sábio fala desse encontro. // Em 1908 pertencia ao Partido Regenerador do concelho de Melgaço (Jornal de Melgaço n.º 743). // Teve a alcunha de “Leão das Montanhas”, posta pelo Governador Civil de Viana, Dr. Alfredo de Magalhães, aquando de uma visita que este fez a Castro Laboreiro. // Foi uma figura importante em Castro, um altruísta. // Em 1913 esteve doente; o terrível frio da serra e a alimentação pouco equilibrada iam fragilizando o seu organismo. // No dia 3/10/1913 regressava de Lôbios, na Galiza; fora lá tratar dos seus ataques de reumatismo. Escreveu-se no Correio de Melgaço: «devia ter-se realizado a 18/12/1913, no edifício da Câmara Municipal de Melgaço, um exame de sanidade ao senhor Matias de Sousa Lobato, digno professor oficial na freguesia de Castro Laboreiro, o qual ficou adiado por doença de um dos médicos, que o devia examinar.» // Apesar da moléstia, nesse ano foi eleito presidente da Junta de Paróquia. Os outros membros efetivos eram: António José Afonso, António Fernandes, José Gonçalves e António Bento Domingues. Os substitutos eram: Manuel José Alves, Manuel António Fernandes, José Joaquim Monteiro, Delfim Gonçalves e Manuel José Rodrigues. // O referido exame de sanidade realizou-se no edifício da Câmara Municipal a 9/1/1914; foi dado como apto para continuar a exercer as suas funções na área do ensino. // No Correio de Melgaço n.º 86, de 8/2/1914, dá-se a seguinte notícia: «foi nomeado enfermeiro de 1.ª classe das ambulâncias da Cruz Vermelha de Viana, com um voto de louvor, em reconhecimento dos relevantes serviços que em várias epidemias tem prestado, com grave risco da sua vida, aos povos de Castro Laboreiro, sendo os seus serviços bem apreciados pelos facultativos que têm tratado as mortíferas febres que por diferentes vezes lá têm grassado.» Eis o ofício a nomeá-lo: «Viana do Castelo, 31/1/1914: Ex.mo Sr. Comendador Matias de Sousa Lobato – Castro Laboreiro. Tenho a honra de comunicar a V. Excelência que a Direcção da Delegação Distrital da Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha, nesta cidade, em sua sessão de ontem, e por proposta do Dr. Francisco Barbosa Gonçalves, resolveu nomear V. Excelência enfermeiro de 1.ª classe das ambulâncias da mesma Delegação. Em virtude das boas referências do nosso médico-chefe para com V. Excelência, quer com respeito ao auxílio poderoso que prestou a todo o pessoal desta Delegação, quer na prática do bem e no exercício da caridade para com os doentes, a mesma Direcção resolveu exarar na acta um voto de louvor a V. Excelência pelo seu alto patriotismo e elevada benemerência. Saúde e fraternidade. O presidente da direcção: Gaspar de Azevedo Araújo e Gama, general. O médico-chefe das ambulâncias: Francisco José Barbosa Gonçalves.»