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CASTRO, Lourenço José. Filho do Dr. Vitoriano da Glória Ribeiro Figueiredo e Castro, médico municipal, natural de Paderne, e de Joaquina de Boa Memória da Rocha Queirós, proprietária, natural de Penso, moradores em Alvaredo. Neto paterno de Lourenço José Ribeiro de Figueiredo e Castro e de Maria Joaquina Mendes; neto materno de Francisco Joaquim da Rocha e de Maria da Rocha Queirós. Nasceu na Casa da Carvalheira, Alvaredo, a 4/5/1903, e foi batizado a 30/5/1904. Padrinhos: Vitoriano Ribeiro de Figueiredo e Castro e Leonor Ribeiro de Figueiredo e Castro, solteiros. // Fez exame do 1.º grau em Julho de 1915, obtendo um “bem”. // Em Julho de 1917 fez, na Escola Conde de Ferreira, Vila, o exame do 2.º grau e ficou aprovado. // Em 1919 foi mordido por um cão raivoso; tratou-se no Porto. // Casou civilmente, a 29/5/1924, com Maria José Domingues Barbeitos, de Ponte de Mouro, na freguesia de Barbeita, Monção. // Lê-se no Notícias de Melgaço «Temos a dar os parabéns ao senhor Lourenço de Figueiredo e Castro pela forma correta como dirige a sua padaria, tanto na manipulação de pão como também no peso do mesmo. Assim é que se faz, senhor Lourenço; a cada um deve dar-se o que lhe pertence.» // Como já se disse, teve uma padaria na sua terra natal, para a qual pediu licença em 1931, a qual seria integrada em 1972 na PAMEL, com sede em Prado. Eis o edital de 1931: «Manuel Jacinto Eloi Moniz, engenheiro-chefe da 1.ª Circunscrição Industrial. Faz saber que LJRFC requereu licença para instalar um forno de padaria incluído na 3.ª classe, com os inconvenientes de fumo e perigo de incêndio, na Carvalheira, Alvaredo, etc.» // Deve ter sido um êxito, pois seu tio, António Xavier, também requereu licença em 1933 para instalar um forno de padaria na Portela, Paderne. // Em 1948 tornou-se assinante do “Notícias de Melgaço”. // A 18/3/1950, o correspondente desse jornal, escreveu: «No passado domingo um cavalo pertencente a LRFC, vindo dos lados de Monção, rebentou as rédeas, seguindo estrada fora em vertiginosa correria desde Valadares até ao extremo desta freguesia, sorte que não encontrou destes pequenos rapazes que na estrada costumam andar na brincadeira.» // Lê-se no Notícias de Melgaço: «Faz-se público que no tribunal judicial da comarca de Melgaço, no dia 9/12/1960, pelas 15 horas, nos autos de carta-precatória vinda do 7.º juízo cível da comarca do Porto e extraída dos autos de acção sumária, em execução de sentença, em que são: exequente – António da Silva Rego, casado, comerciante, da Rua do Bonfim, 210, Porto, e executados – LJRFC, comerciante, e mulher, MJB, dona de casa, residentes em Carvalheira, serão postos em praça, pela 1.ª vez, para serem arrematados ao maior lanço oferecido acima do valor adiante indicado, os prédios apreendidos àqueles executados: 1.º - o prédio denominado Quinta da Carvalheira, de cultivo e mato …, o qual confronta … do poente com Aurélio Rodrigues …; vai à praça no valor de 16.140$00. 2.º - o prédio rústico … Campo do Pedreiro, sito no Carvalhal …; vai à praça no valor de 6.890$00. Melgaço, 21/11/1960.» // Pai de nove filhos. // Morreu em Alvaredo a 18/11/1985.