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Fotografia de salva "Cabeça da República Francesa", de António Maria Ribeiro, por Fotografia Guedes
Identification
Description level
D
Reference code
163333
Title
Fotografia de salva "Cabeça da República Francesa", de António Maria Ribeiro, por Fotografia Guedes
Initial date
1915
Dimension and support / Extents
Cartão secundário: 42x30 cm; Fotografia: 22,5x17,3 cm
Content and structure
Scope and content
Fotografia (prova a preto e branco) de peça de ourivesaria, salva de linguagem estilo Império, denominada "Salva Cabeça da República Francesa", com esfinge de figura feminina coroada com folhas de carvalho e louro, com orla composta por motivos florais e e vegetalistas, circunscritos por dois festões, da autoria do escultor cinzelador António Maria Ribeiro, fotografada sobre fundo negro e enquadrada em filete dourado. No cartão secundário encontra-se escrito, ao nível superior, "António Maria Ribeiro, escultor cinzelador, Ourivesaria d'Arte", e, ao nível inferior, a legenda "«Salva cabeça da Republica Francesa» vendida para Paris. Diametro 0,60cm". Por baixo do canto inferior direito da fotografia, encontra-se o carimbo da casa fotográfica, no qual se lê "Phtª Guedes. Stª Catharina, 262 = Porto". No canto inferior esquerdo do cartão secundário, surge a inscrição "Lincoln - escreveu -". A peça foi executada ainda no contexto da sua colaboração na Casa Reis, esta fundada em 1880, no Porto, por António Alves Reis, tornando-se mais tarde na Casa Reis & Filhos, depois de os seus 2 filhos, Serafim e Manuel Reis, enveredarem pelo mesmo ofício. Trabalhava sobretudo para Portugal e Espanha. Em 1893, a Casa Reis & Filhos recebeu o título de ourives honorário da Casa Real Portuguesa. Apostou muito no profissionalismo, preparando muito bem os seus artifices e colocando profissionais muito competentes na direcção. Participou na organização dos I e II Congressos de Ourivesaria Portuguesa, em 1925 e 1926, integrando respectivamente a Comissão de Honra e a Comissão Nacional. Ao nível do tipo de produção, especializou-se em peças revivalistas, neogóticas e, sobretudo, neomanuelinas, religiosas e civis, com maior destaque para as de carácter historicista, em particular as que foram executadas por António Maria Ribeiro que, pelo menos desde 1915, já lá trabalhava, vindo a ser o seu director artistico durante muitos anos. Participou em inúmeras exposições nacionais e internacionais. Aquando da Grande Exposição Industrial Portuguesa em Lisboa, em 1932, já António Maria Ribeiro tinha as suas próprias oficinas de cinzelagem e fundição. A partir da década de 40', as referências à sua actividade começam a rarear, tendo cessado a mesma por essa altura (Trancoso, 2009, pp.51-55).
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