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Fotografia de "Taça Corridas de Cavalos", de António Maria Ribeiro, por Fotografia Guedes
Identification
Description level
D
Reference code
161983
Title
Fotografia de "Taça Corridas de Cavalos", de António Maria Ribeiro, por Fotografia Guedes
Initial date
1922
Dimension and support / Extents
Cartão secundário: 41,5x31,5 cm; Fotografia: 22,9x16,9 cm
Content and structure
Scope and content
Fotografia (prova a preto e branco) representando peça de ourivesaria, uma taça em prata decorada com motivos equestres, com base em pedra, e apresentando no topo figura alada, em marfim, representando a "Vitória", da autoria do escultor cinzelador António Maria Ribeiro no âmbito da sua produção na Casa Reis & Filhos, no Porto. Trata-se de "um troféu de inspiração neoclássica destinado a corridas hípicas, assente em base de alabastro de Vimioso com seis faces, cada uma decorada com festões e coroas de folhas de carvalho. Apoiado na base da taça, surge um jockey que corta a meta montado no seu cavalo. A base e o arranque do bojo, este em marfim, encontram-se envoltos em folhagens. As asas da taça são formadas por dois cavalos esculpidos que parecem romper o bojo, ligando-se a este através de ramagens. O símbolo da Vitória, representado pela figura alada de roupagens esvoaçantes, que se encontra no remate superior, segura a coroa do vencedor." (Trancoso, 2009, p.122). Peça fotografada em cima de uma mesa, coberta com tecido negro, sobre fundo neutro escuro. No cartão secundário encontra-se escrito, ao nível superior, "António Maria Ribeiro, escultor cinzelador, Ourivesaria d'Arte", e, ao nível inferior, a legenda "«Taça corridas de cavalos» composição em prata, marfim e mármore do vimioso alt. 1,10 adquirida para a cidade de S. Paulo (Brazil)". Por baixo do canto inferior direito da fotografia, encontra-se o carimbo da casa fotográfica, no qual se lê "Phtª Guedes. Stª Catharina, 262 = Porto".No canto inferior esquerdo do cartão secundário, surge a inscrição "Lincoln - escreveu -". Esta peça figurou também na mostra de pratas da Casa Reis & Filhos na Exposição Internacional do Rio de Janeiro, em 1922, comemorativa do 1º centenário da Independência do Brasil. A Casa Reis foi fundada em 1880, no Porto, por António Alves Reis, tornando-se mais tarde na Casa Reis & Filhos, depois de os seus 2 filhos, Serafim e Manuel Reis, enveredarem pelo mesmo ofício. Trabalhava sobretudo para Portugal e Espanha. Em 1893, a Casa Reis & Filhos recebeu o título de ourives honorário da Casa Real Portuguesa. Apostou muito no profissionalismo, preparando muito bem os seus artifices e colocando profissionais muito competentes em cargos de direcção. Participou na organização dos I e II Congressos de Ourivesaria Portuguesa, em 1925 e 1926, integrando respectivamente a Comissão de Honra e a Comissão Nacional. Ao nível do tipo de produção, especializou-se em peças revivalistas, neogóticas e, sobretudo, neomanuelinas, religiosas e civis, com maior destaque para as de carácter historicista, em particular as que foram executadas por António Maria Ribeiro que, pelo menos desde 1915, já lá trabalhava, vindo a ser o seu director artistico durante muitos anos. Participou em inúmeras exposições nacionais e internacionais. Aquando da Grande Exposição Industrial Portuguesa em Lisboa, em 1932, já António Maria Ribeiro tinha as suas próprias oficinas de cinzelagem e fundição. A partir da década de 40', as referências à sua actividade começam a rarear, tendo cessado a mesma por essa altura (Trancoso, 2009, pp.51-55).
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