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Fotografia de "Taça Manuelina", de António Maria Ribeiro, por Fotografia Guedes
Identification
Description level
D
Reference code
161863
Title
Fotografia de "Taça Manuelina", de António Maria Ribeiro, por Fotografia Guedes
Initial date
1918
Dimension and support / Extents
Cartão secundário: 41,8x33,1cm; Fotografia: 22,6x17cm
Content and structure
Scope and content
Fotografia (prova a preto e branco) representando peça de ourivesaria, uma taça em estilo neomanuelino, denominada "Taça Manuelina". Conforme Teresa Trancoso descreve, a taça "assenta num suporte de madeira decorado com uma corda em prata, quatro escudos de Portugal, e quatro cruzes da Ordem de Cristo. Da base da taça, despontam cinco colunas, quatro exteriores com decorações diversas, e uma interior, um pouco mais grossa. O bojo, de onde saem duas asas formadas por arcos manuelinos encimados por duas esferas armilares, encontra-se decorado com pequenas caravelas e a ornamentação do remate superior é feita com cruzes da Ordem de Cristo intercaladas com o escudo das Quinas" (Trancoso, 2009, p.120, 123) . É da autoria do escultor cinzelador António Maria Ribeiro, muito provavelmente executada ainda na Casa Reis & Filhos, no Porto. Foi oferecida ao General Smith Dorrien, destinada a Gibraltar, onde exerceu funções de Governador entre 1918 e 1923, ano em que passa a viver em Portugal. A peça foi fotografada em cima de uma mesa, coberta com tecido, sobre fundo neutro escuro. No cartão secundário encontra-se escrito, ao nível superior, "António Maria Ribeiro, escultor cinzelador, Ourivesaria d'Arte", e, ao nível inferior, a legenda "«Taça Manuelina» oferecida ao General Smith Dorrien para Gibraltar, altura 0,80cm". Por baixo do canto inferior direito da fotografia, encontra-se o carimbo da casa fotográfica, no qual se lê "Phtª Guedes. Stª Catharina, 262 = Porto".No canto inferior esquerdo do cartão secundário, surge a inscrição "Lincoln - escreveu -". A Casa Reis foi fundada em 1880, no Porto, por António Alves Reis, tornando-se mais tarde na Casa Reis & Filhos, depois de os seus 2 filhos, Serafim e Manuel Reis, enveredarem pelo mesmo ofício. Trabalhava sobretudo para Portugal e Espanha. Em 1893, a Casa Reis & Filhos recebeu o título de ourives honorário da Casa Real Portuguesa. Apostou muito no profissionalismo, preparando muito bem os seus artifices e colocando profissionais muito competentes a ocupar cargos na direcção da mesma. Participou na organização dos I e II Congressos de Ourivesaria Portuguesa, em 1925 (Trancoso, 2009, pp.51-55).
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