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RODRIGUES, Indalécio
Identification
Description level
D
Reference code
101624
Title
RODRIGUES, Indalécio
Dimension and support / Extents
1 pág.
Content and structure
Scope and content
RODRIGUES, Indalécio. Filho de João Rodrigues (*) e de Claudina Bernardez, espanhola. N.p. de José António Rodrigues, de Ponte da Barca, e de Bárbara Clemência, dos Arcos de Valdevez; n.m. de ----------------------------. Nasceu em Monção a 2/12/1898. // Veio para Melgaço por volta de 1926, onde montou oficina de ferrador no Rio do Porto: primeiro na propriedade dos Cunha Araújo, freguesia da Vila, e depois na parte de Rouças, no prédio que em 1928 mandou construir. // O negócio ia correndo bem, pois em Melgaço, até à década de sessenta, existiam mais burros e cavalos do que carros. // Casou na igreja de Padrenda, Galiza (**), a 16/4/1930, com Rosa da Conceição, nascida em 1907 em Remoães, Melgaço, filha de José de Sousa Lobato e de Amália de Jesus (ou Amélia dos Prazeres) Rodrigues. Ângela da Silva, a qual lhe deu vários filhos. // A sua esposa, ficou doente e faleceu a 29/9/1937, sem deixar filhos. // Deve ter frequentado algumas aulas na capital do país, pois obteve em 1937 um diploma pela Escola Superior de Medicina Veterinária de Lisboa. // Publicou-se o seguinte aviso: «previno os meus fregueses que o aprendiz António Augusto de Carvalho não está ao meu serviço, e constando-me que anda fazendo propaganda de fazer serviço em meu nome, pelas aldeias para ferrar, desde já previno que é falso. Além de não estar habilitado, e que lhe é proibido por lei, para onde já participei, espero que os meus fregueses não vão no conto, e podem procurar a minha oficina no Rio do Porto a qualquer hora do dia. Melgaço, 14/8/1937 – I.R.» // Na década de quarenta arranjou outra companheira, Bárbara Rodrigues, de Paredes de Coura, vindo a este mundo mais um ranchinho de crianças. // «Há dias, junto à porta de sua casa, sofreu uma queda o nosso estimado amigo e assinante, senhor Indalécio Rodrigues, desta vila, de que resultou a fratura do pé direito, o que o obriga a estar de cama…» // Lemos: «Tivemos o prazer de abraçar nesta Vila, já completamente restabelecido, o nosso amigo senhor Indalécio Rodrigues, que a infelicidade de um desastre o reteve no leito por bastante tempo. Este nosso amigo já se encontra apto a exercer as suas atividades profissionais, pelo que se encontra ao dispor dos seus inúmeros clientes.» // A 22/1/1953, quando ia para casa de bicicleta, deu uma queda, dela resultando ferimentos na cabeça e no braço esquerdo. // Era um homem dinâmico e empreendedor. Lê-se: «FEIRA dos SANTOS – Falar com Indalécio Rodrigues, para marcação de lugares nas caminhetas que vão a Valença no dia 1 de Novembro (dia santo). // A família estava a crescer, pois em reunião da Câmara Municipal de 6/9/1960 leu-se um parecer favorável da Comissão Municipal de Higiene acerca do seu requerimento para construir uma casa de morada. Tendo em consideração esse parecer, o requerimento foi deferido. // Deram a notícia de que ele se encontrava melhor de uma pertinaz doença, que o retivera no leito. // Apesar das melhoras, morreu em Corçães, Rouças, a 11/3/1965. // (ver a sua descendência nos apelidos Silva e Rodrigues). /// (*) João Rodrigues morreu em Rosal, Monção em 1934 . /// (**) Estes casamentos religiosos na Espanha não ficavam registados na Conservatória do Registo Civil, pelo que em Portugal, para todos os efeitos legais, eles continuavam a ser solteiros.
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