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RIBEIRO, Carlos João. Filho de Jerónimo José Ribeiro e de Antónia Teresa Rodrigues, lavradores. Neto paterno de António José Ribeiro e de Caetana Maria Teixeira Salgado; neto materno de Bernardo António Rodrigues e de Rosa Maria (ou Rosa Antónia) Gomes. Nasceu no Louridal, Vila, a 3/12/1826, e foi batizado a 6 desse mês e ano. Padrinhos: Manuel José Rodrigues Lima e sua irmã, Josefa Antónia, tios do batizando, da Vila. // Emigrou para o Brasil, onde trabalhou em várias atividades até se fixar nos negócios. Deve ter sido nesse país que lhe atribuíram uma comenda. // Era solteiro, proprietário, morava na Rua da Calçada, quando casou na igreja de SMP a 22/4/1866 com Ludovina Rosa dos Santos Lima, de 22 anos de idade, natural da Vila, filha de João Correia dos Santos Lima e de Emília Perfeita da Rocha Gonçalves, acrescentando ao seu nome o apelido Lima. Testemunhas: o pai do noivo e irmã da noiva, Carlota Clara dos Santos Lima. // Em 1874 era vogal do Conselho Municipal. // Foi presidente da Câmara Municipal de Melgaço «a que prestou relevantes serviços». // Era abastado proprietário e vice-consul da Espanha em Melgaço. // «Pelo juízo de direito da comarca de Melgaço, e cartório do escrivão do 3.º ofício abaixo-assinado, correm editos de 30 dias, a citar D. José Boceta Lemos Abraldes, cirurgião, residente em parte incerta da província da Galiza, reino de Espanha, a fim de falar aos termos da execução hipotecária que lhe move Carlos João Ribeiro Lima e sua esposa, D. Ludovina Rosa dos Santos Lima, desta Vila de Melgaço, para no prazo de dez dias, posteriores ao de trinta dias (…) a contar da publicação do 2.º anúncio na folha oficial do governo, pagar conjuntamente com sua mulher (…) D. Rita Alves Magalhães, moradora na Casa da Barqueira, Alvaredo, desta comarca, como herdeiros de sua tia finada, D. Josefa Antónia da Costa Pinto, moradora que foi na mesma Vila, a quantia de 63$000 réis aos mesmos exequentes, com os seus respectivos juros, sob pena de que não o fazendo seguirá a execução seus devidos e legais termos na forma da lei. Melgaço, 12/2/1881 – António Joaquim Baião. O juiz de direito, 1.º substituto: Lourenço José Ribeiro Figueiredo e Castro.» // Interessou-se pela vinha, indo a Berlim em 1883 a fim de expor os vinhos da sua quinta. // Parece que foi ele que abriu uma farmácia na Vila, mais tarde propriedade do Dr. João Durães. // Deu algum dinheiro à SCMM para a construção do hospital. // Faleceu de repente, na sua casa da Praça do Comércio, Vila, a 5/5/1896. // A sua viúva finou-se a 25/3/1909. // Ver a sua descendência no apelido Lima.