Scope and content
PINTO, Maker Luís. Filho de Artur Napoleão de Matos Teixeira Pinto, telegrafista, de Vila Flor, e de Claudina Rosa da Silva, de Melgaço (!). Neto paterno de Gaspar de Matos Teixeira Pinto, proprietário, de Vila Flor, e de Teresa de Jesus Cardoso, proprietária, de Bragança; neto materno de Francisco José da Silva e de Josefa Correia Meleiro, proprietários, de SMP (!). Nasceu na Rua da Igreja, Vila, a 1/11/1890, e foi batizado a 14 de Dezembro desse ano. Padrinhos: Luís da Silva e sua mulher, Teresa de Jesus da Silva, proprietários, de SMP (!). // Em 1912 fez exame do 5.º ano do liceu em Viana do Castelo, ficando aprovado. // Nesse ano participou como ator na comédia “Anedota”, ensaiada pelo Dr. Augusto César Ribeiro Lima . // Em 1913 foi nomeado amanuense da administração do concelho; substituiu Júlio Gonçalves, que falecera. // Nesse ano foi nomeado aspirante de finanças em Melgaço, pelo aspirante, servindo de secretário, Manuel José da Costa . // Nesse ano de 1913 foi nomeado secretário interino da administração . Acerca deste cargo «Suspensão: – Acusado de crime de peculato foi suspenso do lugar de secretário da Administração deste concelho, cargo que exercia interinamente, o sr. Macker Luís Teixeira Pinto, sendo nomeado para o substituir o sr. Raphael Paulo Fernandes, antigo amanuense daquela Repartição» (*) . // Deve ter ficado tudo em águas de bacalhau, nada se provando, pois parece que ele voltou a ocupar esse lugar. // A 2/8/1914, de noite, deu uma queda de motocicleta quando se dirigia para a Vila; fez umas pequenas escoriações na mão direita . // A 14/8/1915 foi reintegrado no lugar de secretário interino da administração do concelho; estava suspenso desde Setembro de 1914 por suspeita de crime de peculato, nada se provando em tribunal, pelo que o processo teve de ser arquivado. // Em Dezembro de 1915 o Dr. António Augusto Durães pediu para si a mão de Sofia Cândida . // Casou a 7/5/1916 com a dita Sofia, de 22 anos de idade, da Vila de Melgaço, filha de José Cândido Lopes e de Maria da Conceição Fernandes, proprietários do “Café Melgacense”. // Moraram algum tempo em Viana, onde ele foi chefe da Repartição de Finanças. // Por alvará do Governador Civil, Dr. Damião José Lourenço, de 17/7/1916, foi nomeado secretário efetivo da administração do concelho, cargo que exercia interinamente . // Em 1919 foi nomeado aspirante e colocado na Secretaria das Finanças de Melgaço; o mesmo aconteceu a Alfredo Pereira. // Em 1928 foi nomeado chefe da Repartição de Finanças de Proença-a-Nova. // Em 1937 morreu um filho do casal, de seu nome Alexandre Herculano. // Parece que não cuidava muito dos seus bens, pois a 24/4/1938, à porta do tribunal, ia-se proceder à arrematação em hasta pública de «metade de uma casa de morada, pró-indiviso, sita na Rua Teófilo Braga, Vila de Melgaço», por 2.000$00 ; foi penhorada na execução fiscal administrativa em que era exequente a Fazenda Nacional. Nessa altura Maker Luís residia em Viana (Melgaço, 4/4/1938). // A sua esposa faleceu na freguesia de Santa Maria Maior, Viana, a 9/12/1953. // Ele faleceu no lugar das Adegas, Rouças a 29/4/1960. // Pai de Lídia Judite, casada com António José Duro, filho do diretor clínico das “Águas de Melgaço”, e de Amabélia Cerqueira, a qual foi viver com o marido para Malange, por ele ser funcionário da Junta de Exportação de Algodão; de Maria Cristina, nascida em Paderne em finais de 1924, ou inícios de 1925, a qual casou com José, filho de Domingos Ferreira Pinho e de Ana Soares, de Arouca; de Alexandre Herculano, nascido em Paderne em Dezembro de 1927 ou em Janeiro de 1928, e falecido em Viana em 1937 ; e de Artur Napoleão . /// (*) O jornal “Valenciano” n.º 2018, de 17/12/1899, dizia que um secretário da administração ganhava, em Melgaço, o ordenado anual de 180$000 réis, o que era pouco.