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PINTO, Euclides. Filho de Manuel Pinto (Barbeiro), guarda-fiscal, da Vila, e de Maria Caetana da Costa Velho, lavradeira, de Rouças, moradores no Rio do Porto. N.p. de Rafael Pinto e de Teresa Loureiro; n.m. de António Velho, de Ponte de Lima, e de Antónia Maria da Costa, de Rouças. Nasceu a 27/2/1888 e foi batizado a 5 de Março desse ano. Padrinhos: Francisco António Esteves, solteiro, e Maria de Nazaré Esteves, viúva. // Teve a profissão de barbeiro e abriu oficina própria. // Casou com Beatriz, na igreja da Vila, a 21/9/1905, de 18 anos de idade, sua conterrânea, filha de José Joaquim Mendes, da Vila de Monção, e de Rosa Afonso, de Riba de Mouro. Testemunhas: Francisco Rodrigues Barreiros, farmacêutico, e António Joaquim Gonçalves, artista, de Chaviães. // Assentou praça a 27/9/1910 em Infantaria 3, ficando isento. // Construiu na Corredoura, Prado, uma casa, mais tarde adquirida e transformada por José Rodrigues de Lima Teixeira, sapateiro. // «Este industrial da freguesia de Prado, tendo-lhe um cão raivoso mordido uma cabra que tinha para abater, estando já perto do matadouro, com ela retira, e depois, tendo ido à administração do concelho, pede que os dois oficiais o acompanhem para assistir à morte e inutilização do animal que, depois de morto, foi banhado com petróleo e enterrado num campo, à vista de muito povo. Se outra consciência tivera o Euclides, quantos de nós comeríamos cabra mordida por um cão raivoso! A cabra tinha custado 7$50 e o Euclides é um pobre, mas apesar disso preferiu perder esse dinheiro a impingir-nos a cabra naquelas condições, mostrando assim que é honrado nos seus negócios.» É verdade que perdeu aquele dinheiro, mas fez um bom investimento em publicidade. // Segundo consta, tinha um jeito especial para a arte de encenar e representar. // Faleceu na Vila a 20/8/1927. // A sua viúva finou-se em Matosinhos em 1962. // Com geração.