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PERES, Manuel José. Filho do general do exército José Domingues Peres, natural do Porto, e de Petronila Cândida (ver, em Chaviães, Petronila Pereira), natural de Chaviães, Melgaço (*), moradores na cidade de Aveiro. Nasceu na freguesia de Santo Ildefonso, Porto, no ano de 1897. // Depois do ensino secundário, ingressou na Universidade, a fim de tirar o curso de Farmácia, salvo erro. Desistiu do curso para ir combater em França, na I Grande Guerra (1914-1918). Nesse país festejou os seus 20 anos de idade! Inscrevera-se como voluntário em virtude de seu pai, nessa altura com a patente de coronel, ter sido mobilizado para a guerra; ofereceu-se para o acompanhar! Felizmente regressaram ambos em 1919, após a guerra ter terminado. // Nas forças armadas alcançou a patente de tenente de infantaria. // Tinha trinta e dois anos de idade, era alferes de Caçadores n.º 9, estava viúvo de Emília Rosa Pereira Peres, falecida a 4/7/1928, domiciliado na freguesia de Vera Cruz, Aveiro, quando casou na Vila de Melgaço, em regime de comunhão de bens, na casa de residência de Maria de Nazaré Esteves, mãe da noiva, sita no Largo da Baixa, a 27/2/1930, presidindo à cerimónia o Dr. José Joaquim de Abreu, oficial do Registo Civil, com Esmália de Nazaré, de vinte e nove anos de idade, solteira, proprietária, natural e domiciliada na vila de Melgaço, filha de Vitorino Augusto dos Santos Lima (já falecido em 1930) e de Maria de Nazaré Esteves, viúva, proprietária, melgacenses. // Casaram na igreja de Santa Maria da Porta a 30/4/1942 (confirmar). // Era um homem bastante abatido pela adversidade, pois o regime corporativista (chefias militares), expulsou-o do exército, por ele não estar certamente de acordo com o derrube da I República. // Trabalhou na Intendência, e até chegou a ser emigrante em França (confirmar). // Viveu de expedientes, tais como serviços de solicitador, etc. // O ano de 1937 traz-lhe algumas surpresas. A primeira tem a ver com o património da esposa. A Quinta de Eiró de Cima, que ela herdara dos pais, e onde vivia a sua mãe viúva, Maria de Nazaré Esteves, por ter o usufruto da mesma, teve de ir à praça para pagamento de uma dívida a Manuel José Vaz, casado, residente na Ferraria, Cristóval. A quinta tinha capela e mais do que uma casa de habitação. // A segunda surpresa é ainda mais surpreendente. Traz a seguinte notícia na 1.ª página: «Por ter sido reintegrado no exército português seguiu para Braga, onde foi colocado no Regimento de Caçadores n.º 9, o senhor tenente Manuel Joaquim (há engano; leia-se Manuel José) Domingues Peres, que durante alguns anos residiu nesta Vila com sua prezada família.» // Morou de facto com a esposa e filhos em Melgaço, primeiro no Rio do Porto, e mais tarde em uma casa do Terreiro, Praça da República, propriedade da esposa, salvo erro. // Na década de cinquenta e sessenta, já reformado, frequentava muito o Café, onde jogava damas com o cunhado, Horácio dos Santos Lima, grande especialista da modalidade. // Morreu na vila de Melgaço a 20/4/1964, realizando-se o seu funeral a 21 de Abril para o cemitério municipal. // A sua viúva finou-se a 17/12/1968. // Com geração. // Apesar de não ser melgacense, teve a estima de todos, pois era um homem educado e respeitador. /// (*) Petronila Cândida Pereira nasceu em Chaviães a 27/6/1860; no assento de óbito de seu filho, tenente Manuel José Domingues Peres, ela surge como sendo natural da Vila de Melgaço e com o apelido «Lima»: Petronila Cândida de Lima!