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PEREIRA, José Maria. Filho de Álvaro Cândido Pereira e de Rosa da Encarnação Pereira. Nasceu em Vila Nova de Cerveira a 28/4/1897. // Iniciou a sua carreira comercial em Caminha, na loja de Avelino José Cruz. // Veio para Prado, Melgaço, a 4/6/1914, a fim de trabalhar na loja de Luís Vicente Rodrigues. // A 10/9/1919 estabeleceu-se por conta própria na Calçada, Vila, onde estava a “Casa Matos”, de António Gonçalves de Matos, a qual transformou para melhor. «Eu abaixo assinado declaro que nesta data tomei de trespasse ao senhor António Gonçalves de Matos o seu estabelecimento de fazendas e mercearia, sita na Rua Teófilo Braga (antiga rua da Calçada), com todo o seu activo e passivo, descrito por importância na escritura nesta mesma data lavrada nas notas do notário Rocha, desta comarca, ficando eu também encarregado de receber as dívidas activas do mesmo senhor Matos, que são propriedade sua. Melgaço, 12/9/1919.» // Casou em Prado a 16/4/1921 com Rosa Hermínia, nascida ali a 12/10/1900, filha de Luís Vicente Rodrigues, seu antigo patrão, e de Claudina Rosa de Sousa Palhares. // Em 1933 fez exame do 2.º grau da instrução primária na Vila de Melgaço, ficando distinto, diz-se que ele era comerciante e dono do “Hotel Aliança” (*); . // Em 1937 o professor Ribeiro da Silva dedicou à sua casa comercial um gazetilha. // Assinou, juntamente com outras pessoas, um requerimento dirigido ao Ministério da Justiça, datado de 14/6/1955, a solicitar ao ministro sanções contra o advogado José Joaquim de Abreu. // O Dr. Abreu, no seu livro , diz dele: «O José Maria Pereira esteve preso, alguns meses, por acusação de passagem de notas espanholas falsas. Safou-se, ao que parece, dessa acusação. Presentemente corre contra ele, pelo 5.º Juízo Correccional da comarca do Porto, processo por açambarcamento, a que foi atribuída a multa provável de 1.300.000$00. E no Tribunal de Melgaço procede-se a instrução preparatória de mais dois processos-crime contra ele: um por perjúrio, difamação e injúria, n.º 152, de 1954, e outro por desobediência, n.º 141, de 1955.» // Morreu a 21/10/1968, e foi sepultado no cemitério de Prado. // A sua viúva finou-se a 28/12/1969, tendo sido sepultada ao lado do marido. // Pai de Maria Hermínia Pereira. // Nota: O citado Dr. José Joaquim de Abreu escreveu um conto, ao qual deu o título de “Barateiro”, publicado no “Jornal de Monção” em finais de 1943 e princípios de 1944, e em 1957 republicado no seu livro “Denúncia Caluniosa”, que parece estar relacionado de certo modo, embora seja uma ficção, com alguns aspetos protagonizados pelo biografado. Palavras a destacar: «Morte», alcunha do sogro; «Prado», freguesia onde o sogro habitava, etc. /// (*) O dito Hotel Aliança encerrou as portas em 1933 , e, em Prado, Claudino Augusto Rodrigues).