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MELO, Mâncio Rosa. Filho de José Joaquim Alves de Melo e de Delmira Rosa Sanches, lavradores, residentes na Rua do Espírito Santo. N.p. de Francisco Maria de Melo e de Teresa Joaquina Alves, lavradores, residentes na Rua Direita; n.m. de Manuel Joaquim Sanches, espanhol, e de Maria Rosa Sarandão, de Melgaço, (defuntos à data do seu nascimento). Nasceu a 25/12/1881 e foi batizado a 28 desse mês e ano. Padrinhos: Mâncio Rosa Botelho, casado, escrivão de Direito, e Isolina Gomes Barreiros, moradores na Vila. // Casou na igreja de SMP a 3/12/1905 com Georgina Cândida, de 25 anos de idade, solteira, camponesa, sua conterrânea, filha de João Cândido Marinho (Cândido da Orada) e de Maria Delfina Dias (rodeira). Testemunhas: Carlos Bento Fernandes, solteiro, carpinteiro, e José Dias, casado, mordomo da igreja. // De 1905 a 1913 foi oficial de diligências, significando isso que tinha, pelo menos, a 4.ª classe, o que era óptimo para aquela época. Não conheço as razões, porém informa-nos de que ele foi suspenso pelo Administrador do Concelho, pelo período de 30 dias, com perda de vencimentos, tendo sido substituído por Leonel Bermudes. O dito jornal, dá a cruel notícia: «Por se ter negado a acompanhar o digno Sub-Delegado de Saúde, na sua visita sanitária à freguesia de Castro Laboreiro, foi demitido do lugar de oficial de diligências da administração do concelho, Mâncio Rosa Alves de Melo.» Compreende-se: nessa altura havia em Castro uma epidemia de febres, a qual matou dezenas de castrejos. Diz que ele, depois de despedido, requereu à Câmara Municipal atestado de comportamento moral e civil. // A vida não deve ter sido nada fácil para o casal; fizeram pequeno contrabando, mas escreve-se que à Georgina foi apreendida uma pequena quantidade de bacalhau (3,5 kg), que se destinava a um comerciante de Pousa, na Galiza. Decorria então a I Grande Guerra. // Em 1927 era fiscal, ou vigilante, do matadouro; sabe-se isso porque pediu à CMM, presidida por Hermenegildo José Solheiro, um aumento de salário. Em reunião da Câmara, os vereadores contornaram a questão: «Para resolver oportunamente». // Aposentou-se a 15/2/1952, por limite de idade. // Morreu quase cinco anos depois, a 26/1/1957. // A sua viúva finou-se a 17/2/1961. // Com geração.