Scope and content
GONÇALVES, Francisco Luís. Filho de Pedro Gonçalves, natural de São Paio, e de Rosa Esteves, natural de Rouças, moradores em Corujeiras, Vila. N.p. de António Gonçalves e de Rosa Lopes, sampaienses; n.m. de António Esteves e de Maria Vidal, roucenses. Nasceu a 27/9/1798 e foi batizado na igreja de SMP a 30 desse mês e ano. Padrinhos: Francisco da Costa e Isidória Joana, solteiros, melgacenses. // Nota: deve ser o mesmo indivíduo que regressara há pouco tempo do Brasil quando morreu na Vila de Melgaço, solteiro, a 7/12/1851, sendo sepultado na igreja do Convento das Carvalhiças, com ofício e missas gerais e música. Fizera testamento, deixando por sua alma 100 missas, ditas dentro de um ano, e por alma de seus pais 50 missas; por alma de sua irmã, Maria, 20 missas, e aos padres qua acompanhassem seu corpo para a igreja deixava cem réis. Findo o espiritual e o temporal, deixava a sua irmã, Maria Luísa, os dois campos de fonte e horta das Portas e Carvalheira do Louridal e ainda 100 mil réis em dinheiro enquanto fosse viva; deixava a seu irmão, Manuel Caetano, 200 mil réis; deixava a sua sobrinha, Jerónima (da morada!) o campo das Portas e Serrado na pedreira [e] a carvalheira no Arrochal, uma leira em Prado e 100 mil réis em dinheiro; deixava a sua sobrinha, Rosa, 400 mil réis em dinheiro, com a condição de que estas duas sobrinhas casassem ao gosto de seu tio Tomás; deixava a Maria, filha de Maximino, 100 mil réis em dinheiro; deixava a sua prima, Maria da Natividade, 200 mil réis; deixava a Ana, viúva de João de Barros, 100 mil réis; deixava a Emília, mulher de João dos Santos, 400 mil réis; deixava a sua comadre Ventura, filha de Maria Ventura “Gala”, 100 mil réis; deixava a Manuel Pereira da Silva 300 mil réis; deixava aos dois caixeiros do mesmo, Félix e Frutuoso, a cada um 20 mil réis; deixava ao irmão do mesmo, no Brasil, José Pereira da Silva, 300 mil réis; deixava a Manuel José de Carvalho, morador nos Arcos, 200 mil réis; deixava à criada do padre Manuel José de Carvalho, 24 mil réis; deixava aos afilhados, a cada um deles, 20 mil réis; deixava para repartir pelos pobres da Vila 200 mil réis. E de tudo o mais que restasse deixava por seu universal herdeiro a seu irmão, Tomás.