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Identification
Description level
D
Reference code
PT/UM-ADB/FAM/FAA-AAA/001059
Title
Carta do Conde de Moustier
Holding entity
Arquivo Distrital de Braga
Dimension and support / Extents
12 pp.; 202 mm x 254 mm
Content and structure
Scope and content
Refere-se à carta recebida de [António de Araújo] e à prudência para fazer com que esta chegasse em segurança. Há muito tempo que desejava escrever tendo contado com o auxílio do Comandante do navio que acaba de chegar do Brasil, Sir Sidney Smith. Depois de ouvir este comandante e o Comendante Gram sobre o Brasil e o mérito do destinatário, ficou compenetrado num assunto que julga ser do maior interesse e que não é alheio ao destinatário, uma vez que falou sobre ele com o Visconde de Anadia na sua presença. Trata-se do estabelecimento do poder da Casa de Bragança no Brasil, tal como o previra em 1801. Como tal, refere-se ao plano que tem vindo a elaborar, cujo esboço segue em anexo, para fundar no Brasil um Estado bem organizado e seguro, porque o Príncipe-Regente não pode retirar-se de um caos para instalar-se em um outro. Refere-se aos dois objectos fundamentais para fazer emergir o vasto poderio do Brasil: ao exército, e aos meios para a sua constiutição sem desfazer aquele que se encontra em Portugal; e à necessidade de admitir colonos de múltiplas proveniências. Relembra que Luís XV, depois de assinar a paz de 1763, prognosticou que a Europa chegara ao fim e a América nascia. Comenta o futuro de uma Grã-Bretanha que vive enferma de males internos e dos vícios da sua Constituição; que a nobre resistência espanhola ao jugo do odioso tirano produziu o agradável efeito de preservar a Amércia Meridional da doença europeia; ao papel de entreposto comercial que os Açores devem assunir entre os dois continentes. Recomenda-se ao Vsconde de Anadia e recorda as conversas que mantiveram os três em Berlim. Recorda-se de ter encontrado D. João de Almeida aqui em casa de Marquesa de Circello. Em P.s. refere que incluirá a Marinha no seu plano e que S.A.R. deveria aproveitar o delírio Anglo-americano para levar para o Brasil o grande número de navegadores especializados e empregá-los ao serviço do Estado, mudando assim a preponderância da América do Norte para o Sul.
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