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Identification
Description level
Subsection
Reference code
PT/AMAP/FAM/JSS/01-02
Title
Joaquim Santos Simões. 1923-2004
Title type
Atribuído
Holding entity
Arquivo Municipal Alfredo Pimenta
Initial date
1942-10-23
Final date
2001-01
Context
Biography or history
Joaquim António dos Santos Simões nasceu em 1923 na vila de Espinhal, (Penela), distrito de Coimbra. Entre 1944 e 1947, já como aluno da Universidade de Coimbra (UC), participou nas movimentações reivindicativas dos estudantes, dedicando-se ainda no Teatro de Estudantes da UC, onde foi director, encenador e actor. No ano lectivo de 1950/51 acaba por ser eleito presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC) e conclui as suas licenciaturas em Ciências Matemáticas e Engenharia Geográfica. Já então se destacava por aquilo que alguns dos seus colaboradores mais próximos designam como um «profundo sentimento de justiça e intervenção social». Depois de leccionar no ensino particular, em 1957 transita para Guimarães, onde se torna professor do ensino público na então Escola Industrial e Comercial de Guimarães. Em 1961 é expulso do ensino oficial por razões políticas.É nesta cidade que Santos Simões começa a intensificar o seu trabalho ligado à cultura, vindo a iniciar, em 1963, uma actividade política organizada, militando na oposição democrática do distrito de Braga. Paralelamente, notabiliza-se como um dos fundadores do Cineclube de Guimarães e do Teatro de Ensaio Raul Brandão, ligado ao Círculo de Arte e Recreio, três instituições onde ocupou cargos e desempenhou um papel importante até à sua morte.Em 1968 foi preso pela PIDE. Um ano mais tarde, participa no II Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro e é candidato da CDE por Braga, na campanha «eleitoral» para a Assembleia Nacional.No pós-25 de Abril, é reintegrado no ensino oficial, regressando à Escola Industrial e Comercial de Guimarães. Na mesma altura, participa activamente na criação do Partido Movimento Democrático Português (MDP/CDE), integrando os órgãos directivos nacionais e sendo um dos responsáveis pelo partido no distrito de Braga e em Guimarães. Chega a ser indicado pelo MDP/CDE para os cargos de governador civil e de Ministro de Educação, mas foi rejeitado por António Spínola «por ser comunista», segundo descrevem as notas biográficas sobre a sua vida que o próprio deixou escritas.Participou na criação de novas associações culturais em Guimarães, como a cooperativa editorial O Povo de Guimarães e a CERCIGUI - Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos com Incapacidades de Guimarães. Em 1990, é eleito presidente da direção da Sociedade Martins Sarmento. Faleceu em 2004.
Content and structure
Scope and content
Incluiu as subsecções que representam as várias atividades/funções e as respetivas séries de documentação produzida, recebida ou acumulada por Joaquim Santos Simões, ao longo da fase da vida adulta.
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