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Identification
Description level
Fonds
Reference code
PT/AMAP/EMP/ACG
Title
António da Costa Guimarães, Fº & Cª SA
Title type
Formal
Holding entity
Arquivo Municipal Alfredo Pimenta
Initial date
1842
Final date
1994
Dimension and support
347 doc.
Context
Biography or history
Remonta a 1844 o documento que atesta os primeiros anos de atividade de António da Costa Guimarães (1832 – 1892), o fundador da Fábrica do Castanheiro. O Livro Razão integra um vasto acervo documental, único e em excecional estado de conservação, do fundo histórico da Fábrica do Castanheiro, entregue pela família Costa Guimarães ao Arquivo Municipal Alfredo Pimenta. António da Costa Guimarães era muito jovem quando deixou a sua terra natal, a freguesia de Travassós, em Fafe, para se fixar em Guimarães. Fundou a Casa Comercial António da Costa Guimarães e em 1854 estabeleceu-se como industrial.Dedicou-se aos tecidos em linho, produzidos em teares manuais que instalou em casa de tecelões e tecedeiras. Era o próprio que preparava as teias, supervisionava a produção, reparava os teares e recolhia o tecido produzido. Foi dos primeiros industriais de Guimarães a integrar as comitivas portuguesas às exposições universais e mundiais, destacando-se a Grande Exposição dos Trabalhos da Indústria de Todas as Nações (Londres 1851), as exposições de Viena (1873), Filadélfia (1876) e Paris (1878,1889 e 1900), onde foi distinguido e premiado.Conhecedor atento da tecnologia do seu tempo, encomendou, em 1882, os primeiros teares mecânicos a fabricantes ingleses. Apoiou a sua estratégia de expansão em Manoel Pereira Bastos (1859-1936), um talentoso e inteligente operário oriundo de Cabeceiras de Basto, que enviou para Manchester, em 1883, com a missão de estudar mecânica têxtil e visitar fábricas no coração da Revolução Industrial. Manoel regressou a Guimarães na primavera de 1884, trazendo consigo os primeiros teares mecânicos. A sua chegada coincidiu com a abertura da Exposição Industrial de Guimarães. Sozinho, montou os teares numa oficina de António da Costa Guimarães e preparou uma demonstração à qual assistiu Gustavo Adolfo Gonçalves de Sousa (1818-1899), diretor do Instituto Industrial do Porto, que visitou a exposição de Guimarães a pedido do rei D. Luis I e algumas fábricas por insistência da organização.Naquele dia os teares não funcionaram plenamente, mas António da Costa Guimarães conseguiu um lugar na história, tornando-se no primeiro industrial a introduzir a mecanização nas fábricas de tecidos de Guimarães. A Fábrica do Castanheiro iniciou a laboração em 1885 nas suas instalações de Urgezes. Até 1900 o crescimento da fábrica baseou-se na mecanização. Aos 196 teares mecânicos juntaram-se 10 contínuos com 4000 fusos. Seguiu-se a eletrificação (1913), com a instalação de uma central elétrica. O tempo de estabilização e constrangimento decorrente das duas guerras mundiais durou até 1950 altura em que se operou uma profunda transformação e aposta na especialização.Em 2013, e após 127 anos de atividade contínua, a Fábrica do Castanheiro cessou a sua laboração em resultado de uma insolvência, pondo fim a 169 anos de história da casa fundadora.
Custodial history
O acervo documental da Fábrica do Castanheiro ingressou no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, por doação da família de António da Costa Guimarães.
Acquisition information
Aquisição efetuada pelo contrato de doação, entre o Município de Guimarães e a família de António da Costa Guimarães, representados por Luís Esquível Sequeira Braga Costa, em 22 de Março de 2016.
Content and structure
Scope and content
Constituído por documentação contabilística e administrativa, fotografias, diplomas, carimbos, mostruários etc.
Arrangement
Organizado por série documentais de acordo com a tipologia dos atos.
Access and use
Other finding aid
ARQUIVO MUNICIPAL ALFREDO PIMENTA [Base de dados de descrição arquivística]. [Em linha]. GUIMARÃES. Em atualização permanente.
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