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Escritura de compra, feita nesta vila de Ílhavo, Rua de Alqueidão e residência de Joana dos Santos Malaquias, viúva, entre os compradores José Pereira da Silva, pescador, e mulher Maria da Purificação, governanta de casa, residentes na vila de Ílhavo, e os vendedores a dita Joana dos Santos Malaquias, viúva de Francisco Gonçalves Viana, governanta de casa, aqui residente, e seus filhos António Gonçalves Viana, viúvo, marnoto, residente na vila de Ílhavo, e Manuel Gonçalves Viana, solteiro, sui júris, marnoto, aqui residente. Foi comprado um assento de casas, com seu saguão, na Rua de Alqueidão, que partem do norte com Domingos da Cruz, do sul com o outorgantes António Gonçalves Viana, do nascente com caminho de consortes e do poente com a Rua de Alqueidão. A vendedora viúva detinha quatro sextas partes e cada um dos dos vendedores uma sexta parte da propriedade. A propriedade foi comprada por 60.000 reis, tendo a vendedora viúva recebido 40.000 reis e cada um dos outros vendedores 10.000 reis. O prédio era de natureza de prazo, foreiro a Joaquim Maria dos Reis Santo Tirso, da cidade de Aveiro, em 185 reis anuais, com laudémio de quarentena, tendo os vendedores sido autorizados a venderem pelo senhorio. A vendedora viúva era devedora ao Excelentíssimo conselheiro António José da Rocha na quantia de 32.850 reis de capital e juros vencidos até à data da escritura, e à Excelentíssima D. Maria da Piedade Queirós da Rocha na quantia de 39.327 reis de capital e juros vencidos até á mesma data, tinha hipotecado a casa vendida, sendo também devedora ao mesmo Excelentíssimo conselheiro na quantia de 9.540 reis de milho abonado nos anos de 1892 e 1893. Os compradores ficariam com a obrigação de pagar as dívidas aos credores, no total de 81.717 reis. Os vendedores residentes na casa vendida (vendedora viúva e Manuel Gonçalves Viana) poderiam viver na casa até falecerem. Foram pagas as despesas inerentes à operação. Foram testemunhas João Fernandes Matias, casado, marítimo, assinando pela compradora, Manuel Nunes Pelicas, casado, marítimo, assinando pela vendedora viúva, Sebastião António da Silva, casado, escrivão de paz de Ílhavo, assinando pela mulher de António Gonçalves Viana, todos estes residentes na vila de Ílhavo, e Jerónimo Francisco Seiça, casado, lavrador, residente na Gafanha (Fidalgos) da freguesia de Ílhavo. Foram também testemunhas João António da Silva, viúvo, carpinteiro, e José Cândido do Bem, casado, proprietário, ambos residentes na vila de Ílhavo.