"O Espantalho de Angola é um panfleto mensal, sem pretensões literárias, escrito com um arrocho, emtebido no sangue rubro da indígnação popular. Espetado na vasta seara de Angola, pretende afugentar os ladõess que de toda a parte veem, vendidos ao ouro extranho. Pedaço de papel sem valor algum, em momento de revolta, pode transformar se em facho incendiário, archote iluminando o caminho que todos os portuguezes teem de seguir á procura dos Miguéis de Vasconcelos. Ao aparecer, enquanto o Preto e Branco não possue tipografía própria, saúda desde a figura do representante da nossa soberanía em Angola ao mais humilde paria que esteja á sombra da bandeira das Quinas. O Espantalho de Angola não tem coleira em paga imposto. E’ rebelde de naturesa. Se gostarem dele e nao temerem vé-Io erguido na seara comum, comprem-no e façam-no circular. Se regeitam as suas doutrinas, se não concordam com a sua orientação, extremem-se os campos, porque infelizmente nem toda a gente aínda assimilou bem o que é a alma nacional. Isto era poucas palavras porque o espado é diminuto*
Pedro de Melo
(Geremias Pacato)" Do editorial • Comparação Angola e América do Norte, em termos de emigração. Discute também o Brasil. • Áreas geográficas e topónimos: Luanda • Assuntos: Imprensa colonial.