Mensagem dos serviços de informação da GNR 235/72 assinada pelo Comandante de Batalhão Ten-Coronel José Morais de Sousa em cópia de participação para o Tribunal afirmando que “…foram tomadas por este Comando diversas medidas para terminar com o insólito procedimento de populares de Moselos, que incitados por elementos da respectiva Junta de Freguesia encerraram, trancaram e aparafusaram por dento as portas da Igreja facto que poderá original graves perturbações da ordem pública, contra a determinação do Exmº. Bispo do Porto…[de] criar a paróquia experimental de Vergada (integrado dois lugares pertencentes à freguesia de Argoncilhe, isto é Ordonhe e Ermilhe…”
Relata que foram tomadas diversas iniciativas para reabrir a igreja, todavia sem sucesso e apenas foi atingido a retirada “…dos cartazes em volta da Igreja que manifestavam protesto e acabaram os piquetes fomentados pela Junta, próximo da Igreja, para evitar que esta viesse a ser aberta.”; prossegue informando que “Aguarda-se agora uma prometida diligência do Exmº. Governador Civil de Aveiro, junto do…Bispo do Porto, a fim de encontrar uma solução…”
Com os carimbos: “RESERVADO”, “Direção Geral de Segurança – Delegação do Porto – Secção Central…Em 29/9/1972”, “Direção Geral de Segurança – Delegação do Porto – S.I. - Secção Central…Em 29/9/1972”, com as anotações manuscritas “24842” e “SC…29/9/72…SC…16/10/72”, Coimbra, 1972-09-26